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	<title>Camila Tuchlinski &#8211; CDD &#8211; Crônicos do Dia a Dia</title>
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	<title>Camila Tuchlinski &#8211; CDD &#8211; Crônicos do Dia a Dia</title>
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		<title>Campanha de vacinação contra poliomielite é prorrogada em, pelo menos, nove Estados do Brasil</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Equipe Punto]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 21 Mar 2023 16:13:06 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[Ministério da Saúde informa que cobertura vacinal da poliomielite está em pouco mais de 60%. Pelo menos nove Estados do Brasil prorrogaram a campanha de vacinação contra a poliomielite por causa da baixa adesão. Dados do Ministério da Saúde revelam que a cobertura vacinal está em 63,21%. O Plano Nacional de Imunização se encerraria em [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph"><em>Ministério da Saúde informa que cobertura vacinal da poliomielite está em pouco mais de 60%.</em></p>



<p class="wp-block-paragraph">Pelo menos nove Estados do Brasil prorrogaram a campanha de vacinação contra a poliomielite por causa da baixa adesão. Dados do Ministério da Saúde revelam que a cobertura vacinal está em 63,21%. O <a href="https://www.gov.br/saude/pt-br/acesso-a-informacao/acoes-e-programas/programa-nacional-de-imunizacoes-vacinacao">Plano Nacional de Imunização</a> se encerraria em 30 de setembro para crianças entre 1 e 5 anos de idade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Para manter a poliomielite longe, é preciso uma taxa de vacinação de 90%. Mesmo as crianças vacinadas precisam receber a dose de reforço”, afirma a pediatra Zuleid Mattar. A doença era considerada extinta no Brasil mas, no Pará, um caso de uma criança de três anos que apresentou perda de força nas pernas, febre e dores musculares está sendo investigado pela Secretaria de Saúde local. O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, disse em entrevista à <a href="https://www.cnnbrasil.com.br/">CNN Brasil</a> que a criança estava com a primeira fase vacinal incompleta.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“A vacinação é extremamente importante ainda pois é uma doença que não foi erradicada no mundo. Com a globalização e as pessoas viajando pelo mundo, ainda temos o risco da reintrodução do vírus no Brasil e, com a baixa cobertura vacinal, nossas crianças estão desprotegidas”, enfatiza a infectologista Raquel Stucchi.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A médica ressalta que uma das consequências mais temidas é a paralisia infantil, fraqueza e diminuição da musculatura das pernas. Porém, a pediatra Zuleid Mattar alerta que pode levar à morte: “A poliomielite é um vírus que atinge os músculos, inclusive os músculos da respiração, podendo levar à morte. A criança não consegue mais respirar”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A imunização está disponível, de graça, no SUS, e é aplicada em bebês no segundo, quarto e sexto mês de vida, por injeção na perna. Depois, crianças com 15 meses e 5 anos recebem a vacina em forma de gotinhas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“As crianças que não receberam nenhuma dose quando bebês precisam tomar as 3 injetáveis e, depois, as gotinhas. Aquelas que convivem com pessoas imunossuprimidas, até por uso de medicações que diminuem a defesa do organismo, vão tomar sempre a vacina injetável, feita com vírus morto”, explica a infectologista Raquel Stucchi.</p>



<h4 class="wp-block-heading">Por que a cobertura vacinal está baixa?</h4>



<p class="wp-block-paragraph">Ainda existe muita resistência sobre a vacinação por causa das notícias falsas, na avaliação da pediatra Zuleid Mattar: “Grupos antivacinas que usam argumentos completamente desprovidos de informação científica e fazem com que pessoas fiquem assustadas e se neguem. Ouço argumentos falsos de efeitos colaterais e doenças a longo prazo que não existem. Muita gente fala: ‘não vacinei meu filho e ele não pegou’. Não pegou porque todos à volta dele se vacinaram e você fez uma cobertura terciária, mas isso não é justo. É uma questão de cidadania e a vacinação é um ato de amor”, conclui.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A infectologista Raquel Stucchi acrescenta: “A resistência em vacinar existe também porque é uma &#8216;doença do passado&#8217; e as pessoas têm dificuldade para entender que ela pode voltar. Com isso, os pais perdem o medo dela. Mas a poliomielite só não está muito mais entre nós por causa da vacinação”, ressalta.</p>



<h4 class="wp-block-heading">Estados brasileiros que prorrogaram a vacinação</h4>



<ul class="wp-block-list">
<li>Rondônia – 20 de outubro;</li>



<li>Minas Gerais – 21 de outubro;</li>



<li>Rio Grande do Sul – 22 de outubro;</li>



<li>Distrito Federal – 28 de outubro;</li>



<li>São Paulo – 30 de outubro;</li>



<li>Alagoas – 31 de outubro;</li>



<li>Paraíba – 31 de outubro.</li>
</ul>
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			</item>
		<item>
		<title>Janeiro branco, saúde mental e doenças crônicas</title>
		<link>https://cdd.puntocomm.com.br/noticias/janeiro-branco-saude-mental-e-doencas-cronicas/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Equipe Punto]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 27 Feb 2023 17:12:31 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[‘Saúde na Roda’ discute intersecção entre depressão, ansiedade e outras questões psíquicas nesse contexto
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">A campanha Janeiro Branco tem a pretensão de disseminar as discussões e conscientização sobre saúde mental não só neste mês, mas ao longo do ano. A Organização Mundial da Saúde (OMS) aponta que a prevalência global de ansiedade e depressão aumentou 25% no primeiro ano de pandemia de covid-19, por exemplo. Uma pesquisa do Instituto Ipsos indica que a saúde mental é a segunda maior preocupação do brasileiro, apontada por 49% dos entrevistados.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na análise da psiquiatra Flavia Puppi, formada pela Faculdade de Medicina da USP, com residência no Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas, é preciso educar para a saúde mental desde a tenra idade. “A gente precisa fazer um trabalho desde a infância e adolescência para que eles aprendam o que é saúde mental. Assim como a gente leva ao pediatra. A saúde mental ainda é muito negligenciada no Brasil”, diz. A especialista no atendimento de transtornos de ansiedade, depressivos e de humor ressalta que nós precisamos aprender a nomear os nossos sentimentos para identificar as emoções.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No contexto das doenças crônicas, as pessoas necessitam fazer uma transformação pessoal diante dos diagnósticos: seja na dinâmica das relações com familiares e amigos, nos hábitos alimentares, na rotina de exercícios físicos e no acompanhamento com profissionais de saúde.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Vejo que, diante dos diagnósticos de quaisquer doenças crônicas, a pessoa está diante da ansiedade, que é o medo do desconhecido, e a tristeza, muitas vezes pelas situações incapacitantes que cada caso pode apresentar, e que pode colocar a pessoa diante da depressão. É preciso desenvolver esse olhar atento em relação às consequências também da saúde mental”, afirma a psicóloga Camila Tuchlinski, apresentadora do Saúde na Roda.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Seja nas doenças respiratórias, cardíacas, neurológicas, de pele, não são raros os casos de comorbidades como depressão e ansiedade. Aqueles que têm diagnósticos que trazem prejuízos à qualidade de vida, as atividades do dia a dia e as relações interpessoais precisam cuidar da saúde mental também.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Como diagnósticos de doenças crônicas fazem intersecção com questões psiquiátricas?</p>



<p class="wp-block-paragraph">Acompanhe a edição do Saúde na Roda sobre Janeiro Branco, saúde mental e doenças crônicas. A apresentadora e psicóloga Camila Tuchlinski e o fundador das ongs AME e CDD receberam a psiquiatra Flavia Puppi, formada pela Faculdade de Medicina da USP, com residência no Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas, e especializada no atendimento de transtornos de ansiedade, depressivos e de humor.</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe title="Saúde na Roda - Ep. 40: Janeiro Branco: saúde mental e doenças crônicas" width="500" height="281" src="https://www.youtube.com/embed/TrBOCUWxjTs?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe>
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<p class="wp-block-paragraph"><a href="https://cdd.org.br/2023/01/12/"></a></p>
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		<item>
		<title>Que tal recomeçar?</title>
		<link>https://cdd.puntocomm.com.br/noticias/que-tal-recomecar/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Equipe Punto]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 24 Jan 2023 17:31:53 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[Quando você sai do seu emprego, quando termina um relacionamento, quando muda de moradia…todas essas situações nos fazem recomeçar. E, por vezes, é doloroso]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Eu poderia citar aqui inúmeras canções que falam sobre recomeço, mas vou ficar em duas. Ivan Lins cantou ‘<a href="https://www.youtube.com/watch?v=xfDTJkBiehQ">Começar De Novo</a>‘ e o conjunto Roupa Nova entoou ‘<a href="https://www.youtube.com/watch?v=Eud7lMskEMo">De Volta ao Começo</a>‘. Ambas falam sobre as sensações de ter de mudar algo em nossas vidas ou alterar o rumo das nossas decisões.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quando você sai do seu emprego, quando termina um relacionamento, quando muda de moradia…todas essas situações impõem um recomeço. E, por vezes, é doloroso. É frustrante. É desgastante. Essas emoções são intensas em um primeiro momento e vão ‘desaguando’, bem aos pouquinhos, à medida que a gente se adapta às novas configurações de vida.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Pode não ser tão fácil se recolocar no mercado de trabalho, mas você já pensou em arriscar outra área totalmente diferente. Por duvidar da gente mesmo, nos privamos de experimentar coisas novas, inclusive uma carreira que, aparentemente, seria inusitada.</p>



<p class="wp-block-paragraph">E nos relacionamentos amorosos, como recomeçar? Se não for possível, já experimentou passar um tempo com você mesmo? Te levar para passear, escolher um filme ‘lado B’, sair para dar umas risadas e conhecer novas pessoas? ‘Ah, Camila, mas isso parece muito difícil’. É como dar o primeiro passo. Entendo que, normalmente, temos receio do que não vivemos, porém, a espontaneidade do viver pode te surpreender.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ou, se você descobriu um diagnóstico de alguma doença crônica, por exemplo, ou outra que pode mudar a sua leitura de mundo, inevitavelmente será obrigado a ressignificar diversas coisas. E arrisco dizer: re-co-me-çar.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Se eu falo recomeçar, a impressão que posso passar é a de ‘reconstrução de uma réplica’. Ledo engano! Por mais perfeita que uma cópia seja, não é a original. E que bom. Recomeçar é a oportunidade de buscar melhorias, de se autoconhecer, de encontrar um novo olhar sobre si (e sobre o outro também). Que em 2023 você tenha amor para recomeçar com você mesmo.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Novembro Azul: quais são as doenças crônicas que mais atingem os homens no Brasil?</title>
		<link>https://cdd.puntocomm.com.br/noticias/novembro-azul-quais-sao-as-doencas-cronicas-que-mais-atingem-os-homens-no-brasil/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Equipe Punto]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 11 Nov 2022 17:01:21 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[Os homens ainda precisam investir mais em prevenção e promoção da saúde durante todo o ano &#8211; e não apenas no Novembro Azul; saiba mais A expectativa de vida dos homens brasileiros ainda é 7,1 anos a menos que as mulheres, segundo dados do Ministério da Saúde, e em todas as faixas etárias até os [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph"><em>Os homens ainda precisam investir mais em prevenção e promoção da saúde durante todo o ano &#8211; e não apenas no Novembro Azul; saiba mais</em></p>



<p class="wp-block-paragraph">A expectativa de vida dos homens brasileiros ainda é 7,1 anos a menos que as mulheres, segundo dados do Ministério da Saúde, e em todas as faixas etárias até os 80 anos. A estimativa é referente aos anos de 2000 e 2018. Em pleno século XXI, o autocuidado e a prevenção ainda são uma realidade distante para a maioria deles.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Até os 60 anos de idade, os homens têm uma tendência maior de mortalidade, especialmente por causa das DCNTs: Doenças Crônicas Não Transmissíveis. O estudo &#8216;Saúde-Brasil 2021-2022&#8217; revela que as principais causas são as patologias cardiovasculares, respiratórias crônicas, neoplasias e diabetes mellitus, sendo responsáveis por 55% do total de mortes no Brasil entre eles há quatro anos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os homens têm 40% mais risco de morrer por problemas cardiovasculares. &#8220;Há vários motivos para os homens serem mais afetados. O principal é uma menor proteção hormonal, pois o estrógeno e a progesterona são protetores contra a aterosclerose. Os homens têm mais hipertensão, fumam mais, têm mais sobrepeso (embora obesidade seja igual entre homens e mulheres). E, além desses, classicamente os homens têm menor cuidado com sua saúde, com visitas menos regulares a médicos e serviços de saúde&#8221;, afirma o cardiologista Múcio Tavares.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para o especialista, o controle dos fatores de risco reduz significativamente o risco de ocorrência da doença aterosclerótica e das consequências delas como infarto, derrame e doença renal. &#8220;Políticas públicas de cadastro de homens sob risco e proatividade em agendamento de visitas a médicos e serviços de saúde certamente contribuiriam para uma melhor aderência. Tão importante como, a redução na ingestão de sal, alimentos salgados e de açúcar e alimentos adoçados e menor acesso a alimentos compostos por gorduras trans. Essas últimas medidas devem ser ensinadas desde a infância&#8221;, conclui o cardiologista.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os homens também têm 50% mais risco de morrer por doenças respiratórias crônicas. Osvaldo de Moraes, que mora em Poços de Caldas, Minas Gerais, tinha 60 anos de idade quando começou a dar os primeiros sinais de enfisema pulmonar, uma doença degenerativa que, no caso dele, foi desenvolvida após anos de consumo de cigarro. &#8220;De vez em quando levava ele para consulta aqui no postinho e o médico percebeu que o pulmão já estava comprometido. É bom alertar as pessoas sobre esse problema, pois não é fácil&#8221;, se recorda Vera, a esposa.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Agora, aos 78 anos, e com uma nova chance, ele mudou completamente os hábitos: &#8220;Eu parei de fumar, comecei a me alimentar melhor e hoje, quem diria, vou à academia todos os dias. Até aos sábados&#8221;, enfatiza Osvaldo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Não precisa nem dizer que o uso excessivo do cigarro, álcool, uma dieta e estilo de vida pouco saudáveis contribuem para uma saúde mais debilitada da população masculina. A Pesquisa Vigitel de 2020 também aponta um risco aumentado para pressão alta e/ou alto índice de massa corporal nesses contextos.</p>



<h4 class="wp-block-heading">Saúde mental masculina também merece atenção</h4>



<p class="wp-block-paragraph">Se os homens são considerados mais &#8216;descuidados&#8217; no quesito saúde em geral, imagine sobre as questões emocionais? &#8220;A construção social de uma figura masculina forte, invulnerável e autossuficiente é imposta aos meninos que, buscando este ideal, podem se tornar homens que entendem o cuidado como uma necessidade atrelada ao feminino. Muitas vezes a resistência em buscar ajuda está ligada a entrar em contato com a própria fragilidade e, portanto, não ser bom ou até &#8220;homem&#8221; o suficiente para lidar com o próprio corpo e com a própria mente. E isso é uma falácia impregnada na cultura&#8221;, avalia o psicólogo e psicanalista Caio Cesar Rodrigues de Araújo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Muitos acabam encontrando uma &#8216;válvula de escape&#8217; no abuso de álcool, drogas e medicamentos, tentativas de suicídio e situações de risco por comportamentos violentos no trânsito e na vida em geral. &#8220;Precisamos parar de pensar no homem como uma figura agressiva e invulnerável, pois é justamente isso que os torna mais vulneráveis ao alcoolismo, à drogadição e à morte violenta ou autoinduzida. Buscar ajuda não é ser fraco, é se fortalecer sem usar a vida ou a saúde em troca&#8221;, afirma Caio.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O psicólogo explica que, na maioria das vezes, problemas financeiros, de relacionamento e até violências como o racismo e a lgbtfobia são reprimidos por eles: &#8220;Muitas vezes são abafados na voz do homem, como se ele não tivesse o direito de sofrer e falar sobre seu sofrimento. Sentimentos de culpa e insuficiência substituem a busca pela reparação e da melhora que um cuidado com a saúde mental promoveria&#8221;.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Um relatório da OMS de 2019 revela que 76% dos casos de suicídio no Brasil são cometidos por homens. &#8220;A ideia de precisar lidar com tudo sozinho, de viver na perspectiva do tudo ou nada promove a falsa impressão de que a falha não pode existir ao lado da vida. E isso é o que muitas vezes é trabalhado na saúde mental masculina: é possível viver, falhar, ser vulnerável e seguir em frente. Buscar ajuda precisa ser visto mais como um ato de coragem do que fracasso: saber buscar ajuda é se tornar um herói — e não um mártir — da própria vida&#8221;, conclui o psicanalista.</p>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="http://cddhomolog.puntocomunicacao.com.br/wp-content/uploads/2022/11/GioeleFazzeri-Pixabay-1024x683.jpg" alt="" class="wp-image-5060"/></figure>
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			</item>
		<item>
		<title>Alzheimer e estresse: por onde anda a saúde mental dos cuidadores?</title>
		<link>https://cdd.puntocomm.com.br/noticias/alzheimer-e-estresse-por-onde-anda-a-saude-mental-dos-cuidadores/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Equipe Punto]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 30 Sep 2022 20:21:59 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[É preciso cuidar da saúde mental dos cuidadores das pessoas com Alzheimer, sim! Mas como?]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Cadê essa tal ‘saúde mental’? Sumiu, gente! Se você convive com alguém próximo que tem Alzheimer, pode se identificar com esse texto. Isso porque, ao mesmo tempo que é triste acompanhar a perda de memória (sobretudo a afetiva) daqueles que amamos, é extremamente estressante cuidar das coisas do dia a dia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Explicamos diversas vezes onde está a manteiga, que aquela conta já foi paga, que as compras já foram feitas, que, sim, já demos o recado para alguém. E a pessoa continua fazendo as mesmas perguntas. Esse é um comportamento esperado no diagnóstico de Alzheimer: uma doença neurodegenerativa progressiva e que, dependendo do manejo clínico e de outras condições do organismo, pode avançar ‘mais rápido’ ou não.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além disso, não são raros os casos de comorbidades como depressão. Imagine só: você era uma pessoa com plena autonomia, dona do seu próprio destino e, de repente, começa a se esquecer o tempo inteiro onde deixou as chaves de casa, aquela anotação importante ou aquele compromisso inadiável? Mais do que estressante, é frustrante. E aquela tristeza pela incapacidade vai se intensificando, se transformando em depressão.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por outro lado, os cuidadores, independente do grau de parentesco, tentam ser empáticos e se colocar no lugar da pessoa. Ocorre que, no dia a dia, a paciência, testada ao extremo, também se transforma, neste caso, ‘vestida’ de estresse. Ou seja, temos um cuidador com a saúde mental comprometida.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O estresse aumenta os níveis de cortisol no organismo e são frequentes sintomas como queda de cabelo, tonturas, dores de cabeça e musculares, reações alérgicas sem motivo aparente. Há pessoas que acabam buscando ‘válvulas de escape’, como comer e beber compulsivamente ou abuso de medicações para dormir.</p>



<p class="wp-block-paragraph">É preciso cuidar da saúde mental de quem cuida de pessoas com Alzheimer sim! Mas como? Em primeiro lugar, busque a psicoterapia. É através da escuta do psicólogo que você saberá, por exemplo, se precisará de auxílio medicamentoso (se sim, o psiquiatra é o médico responsável por fazer a receita).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Outro passo importante: se dê um tempo. Mesmo que sua rede de apoio seja praticamente ‘zero’, tente tirar 1h ou 2h para você enquanto a pessoa descansa, por exemplo. Fazer qualquer atividade que te dê prazer e que faça você se lembrar do que gosta: ouvir música, assistir um filme, bater papo com pessoas de fora da sua rotina.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Não preciso nem lembrar que alimentação e exercícios físicos são fundamentais, ne? E, quando falo de ginástica, nem precisa ser academia não. Se você se alongar por uns 10 minutos ao acordar e antes de dormir, todos os dias, já vai sentir os bons efeitos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Às vezes, quando cuidamos intensamente de alguém, nos distanciamos de quem somos. Mas não se esqueça que nunca deixamos de ser quem somos. Por isso, cada tentativa que fizer para se aproximar da sua essência é um fôlego para também cuidar melhor de quem ama.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Qual a importância da saúde mental para a nossa vida?</title>
		<link>https://cdd.puntocomm.com.br/noticias/qual-a-importancia-da-saude-mental-para-a-nossa-vida/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Equipe Punto]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 19 Jul 2022 16:52:48 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[Que prazer começar esta coluna neste espaço, convidando todes que quiserem refletir mais sobre nossas emoções, comportamentos, as relações com as outras pessoas e com a sociedade. Pensei muito sobre o que gostaria de escrever nesse primeiro texto e decidi colocar em questão o porquê de, quase sempre, negligenciarmos a tal da saúde mental. Quando [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Que prazer começar esta coluna neste espaço, convidando todes que quiserem refletir mais sobre nossas emoções, comportamentos, as relações com as outras pessoas e com a sociedade. Pensei muito sobre o que gostaria de escrever nesse primeiro texto e decidi colocar em questão o porquê de, quase sempre, negligenciarmos a tal da saúde mental.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quando estamos com dor no estômago, procuramos um gastroenterologista. Se estamos com hipertensão, buscamos um cardiologista. As mulheres vão ao ginecologista para cuidar de sua saúde; os homens, ao urologista. As crianças passam no pediatra, os adolescentes no hebiatra e os idosos no geriatra. Existe uma infinidade de especialistas para cada caso.</p>



<p class="wp-block-paragraph">E quando estamos tristes, ansiosos, preocupados em demasia: quem irá nos defender, ajudar? O centro das nossas emoções está no sistema límbico, que fica no cérebro. Assim como coração, intestino e outros, é um órgão que merece a nossa atenção.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Normalmente, os psiquiatras, que são médicos que se especializaram em questões da mente, são procurados e ajudam a minimizar os sintomas através da medicação. Porém, quase sempre, situações complexas de vida não são elaboradas apenas tomando um comprimido. É preciso mais: psicoterapia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por vezes, nos sentimos deprimidos por um objetivo que não foi alcançado, pela morte de alguém ou o rompimento de uma relação, a perda do emprego, por exemplo. Há pessoas que não conseguem voltar às atividades diárias. Há quem se sinta impossibilitado de encerrar ciclos para que outros comecem.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Porém, como a sociedade trabalha com ‘tempo’, não nos permitimos entrar em contato com as emoções em sua integralidade. Reconhecer-se vulnerável não é confortável, eu sei. Mas é, acima de tudo, um ato de coragem. É a capacidade de enxergar que você não está no controle das situações sempre. Mas é possível encará-las.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quando comecei o trabalho em Psicologia, há alguns anos, pensava ser óbvio para as pessoas procurarem ajuda emocional. Não é. E por uma série de razões que vou expor ao longo dos próximos textos. Ainda temos um longo trabalho pela frente, como seres humanos e sociedade, para convencer as pessoas sobre a importância da saúde mental para as nossas vidas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Como nos sentimos motivados para ir atrás dos sonhos, se não refletirmos sobre nossas habilidades? Como seremos capazes de entender o outro, se não nos entendemos ou exercitamos a empatia? Como dizer adeus para um ente querido que se foi e transformar a dor em saudade? Como elaborar a realidade de uma vida que se impõe diante de uma nova circunstância ou um diagnóstico de doença crônica, por exemplo? Estar com a saúde mental em dia é dar um passo importante em direção a si mesmo.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
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