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	<title>Maurício Brum, da Redação AME/CDD &#8211; CDD &#8211; Crônicos do Dia a Dia</title>
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	<title>Maurício Brum, da Redação AME/CDD &#8211; CDD &#8211; Crônicos do Dia a Dia</title>
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		<title>Cuidado com os ossos é missão para a vida toda</title>
		<link>https://cdd.puntocomm.com.br/noticias/cuidado-com-os-ossos-e-missao-para-a-vida-toda/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Equipe Punto]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 27 Feb 2023 20:13:43 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[A osteoporose realmente costuma aparecer após os 50 anos, mas hábitos que começam décadas mais cedo interferem na sua presença e gravidade de degeneração dos ossos]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Com o avançar da idade, os ossos vão se tornando mais frágeis. Mas isso não quer dizer que nada possa ser feito para garantir uma saúde óssea mais robusta ao longo dos anos e evitar ou conter a&nbsp;<a href="https://cdd.org.br/osteoporose/">osteoporose</a>&nbsp;– quando a fragilidade do esqueleto chega a um ponto preocupante, capaz de promover fraturas com quedas simples, por exemplo.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os especialistas apontam que, em média, o desenvolvimento mais importante da massa esquelética se dá até os 25 anos. Depois, vivemos um período de relativa estabilidade, sem ganhos nem perdas até em torno dos 40.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por volta da quarta década de vida, o processo se inverte – passa a haver uma perda contínua de massa óssea, cuja intensidade depende de diversos fatores, mas pode chegar a uma média de 1% ao ano. “Se você pensar que as pessoas estão vivendo mais, quem chega aos 80 ou 90 anos vai ter passado a maior parte da vida em uma situação de desvantagem”, estima o endocrinologista Francisco José de Paula, presidente da Associação Brasileira de Avaliação Óssea e Osteometabolismo (<a href="https://abrasso.org.br/">Abrasso</a>).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Com um pouco menos de resistência óssea a cada ano que passa, ficamos mais propensos a fraturas. O que na juventude exigia um forte impacto para causar um dano sério, na velhice pode precisar de apenas uma queda – mais frequentes pela perda dos reflexos em função da idade – ou uma batida, dependendo de quão frágil está o esqueleto. Esse é o efeito da osteoporose.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O grande problema é que essas lesões não envolvem apenas o incômodo de passar um tempo com o braço ou a perna engessados (período que também se alonga conforme a idade passa, devido à dificuldade de regeneração). Infelizmente, algumas fraturas afetam muito a qualidade de vida, enquanto outras chegam a precipitar a morte.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Cerca de 20% das pessoas morrem no primeiro ano após uma fratura de quadril. E até 50% perdem autonomia”, alerta José de Paula.</p>



<h5 class="wp-block-heading"><strong>Uma base para ossos mais fortes</strong></h5>



<p class="wp-block-paragraph">Para melhorar suas perspectivas frente à osteoporose, antes vale prestar atenção nos fatores de risco. Mulheres, por exemplo, são naturalmente mais suscetíveis à doença, porque a redução do nível do hormônio estrogênio na menopausa prejudica os processos que formam e regeneram os ossos. Mas essa enfermidade também afeta os homens, claro.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Alcoolismo, tabagismo ou o uso de alguns medicamentos também podem acelerar a perda de massa óssea. É o caso de pessoas com doenças crônicas que se valem de corticoides – anti-inflamatórios receitados no tratamento de alergias, asma, artrite e lúpus, por exemplo.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Esses fármacos sabotam o equilíbrio entre a perda do tecido ósseo e o aparecimento de novas células para substituí-lo. Como se não bastasse, eles podem reduzir a absorção de vitamina D e cálcio pelo intestino – duas substâncias fundamentais para o esqueleto. Não à toa, o uso prolongado de corticoides está associado à osteoporose.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quando bem prescritos, os benefícios dos corticoides tendem a compensar os riscos, mas vale discutir com o médico sobre como proteger os ossos dentro desse contexto.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A boa notícia é que, em geral, há maneiras de estimular a formação de ossos mais fortes e retardar essa piora natural que virá com a idade. E isso não apenas com remédios que ajudam na formação óssea ou que modulam o receptor de estrogênio, utilizados em fases mais avançadas da osteoporose.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Cada pessoa tem seu potencial genético para o ganho de massa óssea. Nós devemos utilizá-lo ao máximo desde os primeiros anos de vida”, entende José de Paula.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Fugir do sedentarismo já na infância é um ponto central na hora de planejar um futuro com ossos mais fortes. “Os exercícios que mais ajudam a manter a massa óssea são aqueles que envolvem impacto e força”, recomenda José de Paula. Claro que não é necessário levar a criançada para a academia: brincadeiras ao ar livre, que vão de pular corda e escalar árvores, dão conta do recado. Valorizar as aulas de educação física é outra sacada importante.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Conforme a criança envelhece, esportes e exercícios mais estruturados (que podem incluir a musculação) entram em cena. Uma conversa com o profissional de saúde é sempre uma boa.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Embora o ideal seja começar desde cedo – ainda na fase de formação da massa óssea, que vai até em torno dos 25 anos –, todas as idades se beneficiam da atividade física. Nos mais velhos, ela pelo menos atenua a perda de óssea e estimula a coordenação,&nbsp; o que evita quedas. Só é bom buscar orientação para o tiro não sair pela culatra.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Comer bem é outra peça-chave na prevenção e no controle da osteoporose. Isso significa variar o prato e atingir quantidades recomendadas de proteína, cálcio e vitamina D.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“São armas que temos para esticar o período de estabilidade óssea e para diminuir a taxa de perda após os 40 anos”, explica José de Paula.</p>



<h5 class="wp-block-heading"><strong>Os exames</strong></h5>



<p class="wp-block-paragraph">A osteoporose é, muitas vezes, silenciosa. Seu primeiro sintoma pode ser uma fratura e a dor decorrente dela.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por isso, o ideal é fazer exames periódicos a partir da faixa etária em que a perda óssea é considerada mais acentuada. Feito o diagnóstico, o médico consegue fazer ajustes no estilo de vida ou receitar medicamentos que freiam o agravamento da situação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em geral, os exames devem ser feitos regularmente por mulheres a partir dos 65 anos e por homens dos 70 em diante, com frequência a ser determinada a partir do histórico e da condição óssea.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A avaliação envolve exames como a densitometria, que determina a massa óssea em diferentes regiões do corpo (coluna, fêmur, antebraço) a partir de um aparelho de raio-X.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Algumas pessoas com fatores de risco, porém, devem começar a fazer essas visitas periódicas ao médico mais cedo na vida. De novo, atenção especial deve ser dada para fumantes, pessoas que consomem muito álcool, usuários de corticoides e mulheres na menopausa.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além deles, há indivíduos com doenças que comprometem a absorção no intestino de nutrientes que formam os ossos. Nesse contexto, a recomendação de avaliações mais pormenorizadas pode vir a partir dos 50 anos, ou até antes.</p>
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		<title>Pandemia aumenta mortes relacionadas ao álcool e acende alerta por saúde mental</title>
		<link>https://cdd.puntocomm.com.br/noticias/pandemia-aumenta-mortes-relacionadas-ao-alcool-e-acende-alerta-por-saude-mental/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Equipe Punto]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 11 Jul 2022 17:50:52 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[Novo relatório do Centro de Informações sobre Saúde e Álcool (CISA) revela aumento inédito de mortes em 2020. Pacientes com transtornos psiquiátricos crônicos devem redobrar a atenção ao uso da bebida e riscos de dependência A pandemia de Covid-19 trouxe uma série de efeitos colaterais, como um crescimento inédito na mortalidade ligada ao álcool. É [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph"><em>Novo relatório do Centro de Informações sobre Saúde e Álcool (CISA) revela aumento inédito de mortes em 2020. Pacientes com transtornos psiquiátricos crônicos devem redobrar a atenção ao uso da bebida e riscos de dependência</em></p>



<p class="wp-block-paragraph">A pandemia de Covid-19 trouxe uma série de efeitos colaterais, como um crescimento inédito na mortalidade ligada ao álcool. É o que indica a pesquisa <a href="https://cisa.org.br/biblioteca/downloads/artigo/item/356-panorama2022" target="_blank" rel="noreferrer noopener">“Álcool e Saúde dos Brasileiros – Panorama 2022”</a>, a nova versão do estudo publicado anualmente pelo Centro de Informações sobre Saúde e Álcool (CISA), que compila dados públicos e traz depoimentos que ajudam a analisar os hábitos dos bebedores brasileiros. Entre os achados do levantamento, que leva em conta os números de 2020, os mais recentes consolidados pelo DataSUS, aparece um aumento de 24% nas mortes totalmente atribuíveis ao álcool. O crescimento é inédito na série histórica, iniciada em 2010.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para Arthur Guerra, psiquiatra e presidente-executivo do CISA, ainda são necessários novos estudos para determinar as causas exatas do aumento abrupto, mas o possível impacto da pandemia no número não pode ser minimizado. “Ela mudou o cotidiano das pessoas, mexeu com expectativas e projetos e demandou adaptações que muitas vezes não foram fáceis”, aponta o médico. “Além disso, houve um enorme impacto no sistema de saúde, seja público ou privado”, aponta o médico.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ora, com os reagendamentos e os remanejamentos de profissionais para lidar com as ondas de Covid-19, certas áreas do cuidado com a saúde perderam prioridade. E isso trouxe impactos negativos.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mas, mesmo com aumento das mortes, o documento trouxe um movimento inverso no que diz respeito às internações atribuíveis ao álcool: uma queda de 15% na comparação com 2019. Uma pesquisa da <a href="https://www.paho.org/pt/brasil" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Organização Pan-Americana da Saúde (Opas)</a> mostrou, ainda em 2020, que 95% dos brasileiros que relatavam consumo abusivo de álcool durante a pandemia não procuraram ajuda, mas este número não era tão diferente do registrado um ano antes, quando foram 92,7% afirmando o mesmo.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">É possível que a sobrecarga dos sistemas de saúde e o temor de infecção tenham sido mais determinantes na queda expressiva em internações observada entre um ano e outro. “Creio que a retomada dos serviços de saúde é uma das principais medidas para conter esse problema. Acredito também que a própria normalização do cotidiano, com a reabertura dos estabelecimentos e a volta da circulação, pode ter um impacto positivo”, projeta Guerra.</p>



<h4 class="wp-block-heading">“Álcool não é remédio”</h4>



<p class="wp-block-paragraph">Além dos números compilados junto aos órgãos de Saúde, o Panorama 2022 possui um caráter qualitativo, já que inclui depoimentos (anônimos) de pessoas consideradas “bebedoras moderadas ou abusivas”. A pesquisa encomendada pelo CISA foi realizada pelo Ipec, que ouviu homens e mulheres brasileiros com mais de 18 anos, das classes sociais A, B e C, em encontros virtuais realizados em janeiro deste ano. Embora não possam ser generalizados para a&nbsp; população inteira, os relatos individuais ajudam a lançar luz sobre o que pensam os consumidores de álcool.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Um dos pontos que se destacaram foi a razão apontada por muitos bebedores para seguir ingerindo o álcool: <strong>a busca por sensações positivas ou para aliviar as negativas</strong>.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Essa motivação pode ser especialmente perigosa diante da <a href="https://cddhomolog.puntocomunicacao.com.br/saude-mental/depressao/">depressão</a>. “Álcool não é remédio”, reforça o presidente executivo do CISA. “Eu compreendo que possa parecer que o consumo de álcool melhore o estado de espírito. Mas isso é momentâneo, e os problemas voltam mais intensamente depois, com juros”, aponta.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">O uso constante da bebida pode gerar dependência, que dificulta ainda mais as medidas tomadas para mitigar a depressão. “Ele costuma ser antagônico com mudanças de estilo de vida que ajudam na real e sustentável melhora dos sintomas de depressão e ansiedade”, explica Guerra. São os casos da prática de atividades físicas, a busca de ajuda médica e psicológica, o comparecimento aos diferentes compromissos do dia a dia e o contato com o círculo de apoio.</p>



<h4 class="wp-block-heading">Pacientes crônicos devem redobrar atenção</h4>



<p class="wp-block-paragraph">Todos que possuem algum transtorno psiquiátrico crônico devem ter cuidado especial com a ingestão de álcool. Isso vai de pessoas com depressão e ansiedade até as com <a href="https://cddhomolog.puntocomunicacao.com.br/saude-mental/esquizofrenia/">esquizofrenia</a>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Como há muitos riscos envolvidos, chegamos ao ponto de podermos dizer que, para qualquer transtorno mental, o uso de álcool não é recomendado”, reconhece Guerra.</p>



<h4 class="wp-block-heading">Moderação?</h4>



<p class="wp-block-paragraph">O consumo moderado, segundo entidades como a Organização Mundial de Saúde (OMS) e o Instituto Nacional de Abuso de Álcool e Alcoolismo dos EUA, não passa de uma dose por dia para mulheres e duas para homens. Na prática, uma dose padrão equivale a 350 ml de cerveja (uma lata), 150 mil de vinho (uma taça) ou 45 ml de destilado (um shot).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Problemas de saúde crônicos, porém, podem reduzir ou até zerar esse limite, o que torna necessário ouvir seu médico sobre a melhor maneira de se relacionar com o álcool.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">E vale o lembrete: mesmo o consumo esporádico, mas intenso, traz ameaças para a saúde. Esse é o caso das pessoas que só bebem ao sair no final de semana, mas acabam pesando bem na dose.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Dito de outra maneira, não é possível acumular o consumo para ir além do limite preconizado em um único dia. Esse comportamento é enquadrado pelos especialistas como <strong>“beber pesado episódico” (BPE)</strong>, situação que também acarreta problemas de longo prazo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para quem não abre mão da bebida em momentos de descontração ou eventos sociais, convém ficar atento aos sinais de alerta de que o consumo pode estar se tornando pouco saudável.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">O presidente do CISA cita cinco pontos de atenção:&nbsp;</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Forte desejo de beber, a ponto de não conseguir pensar em outra coisa</li>



<li>Dificuldade de parar de beber, indo além (em quantidade e tempo) do que se planejava</li>



<li>Priorizar a bebida, deixando de lado outras atividades e obrigações. O tempo antes dedicado a atividades prazerosas ou importantes é usado para beber ou se recuperar dos efeitos do álcool</li>



<li>Continuar a beber, apesar das consequências negativas nas relações interpessoais ou em situações nas quais a bebida represente risco a si mesmo ou a terceiros</li>



<li>Abstinência física, com sintomas como sudorese, tremores e ansiedades aparecendo na falta da ingestão de álcool</li>
</ul>
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