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	<title>Alimentação &#8211; CDD &#8211; Crônicos do Dia a Dia</title>
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	<title>Alimentação &#8211; CDD &#8211; Crônicos do Dia a Dia</title>
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		<title>‘Apartheid alimentar’: barreiras a alimentação saudável desempenham papel no aumento de prevalência de obesidade e diabete</title>
		<link>https://cdd.puntocomm.com.br/noticias/apartheid-alimentar-barreiras-a-alimentacao-saudavel-desempenham-papel-no-aumento-de-prevalencia-de-obesidade-e-diabete/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Equipe Punto]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 22 May 2023 19:55:36 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Alimentação]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[Pessoas que vivem em áreas de vulnerabilidade social têm mais acesso à ultraprocessados, risco de má nutrição e doenças crônicas não transmissíveis; entenda mais sobre apartheid alimentar O apartheid foi um regime de segregação racial implementado na África do Sul entre os anos de 1948 e 1994. A legislação separava a população por grupos raciais, [&#8230;]]]></description>
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<p class="wp-block-paragraph"><em>Pessoas que vivem em áreas de vulnerabilidade social têm mais acesso à ultraprocessados, risco de má nutrição e doenças crônicas não transmissíveis; entenda mais sobre apartheid alimentar</em></p>



<p class="wp-block-paragraph">O apartheid foi um regime de segregação racial implementado na África do Sul entre os anos de 1948 e 1994. A legislação separava a população por grupos raciais, separando áreas residenciais, de saúde, educação e de diversos serviços públicos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com pesquisadores brasileiros que estudam a área da saúde aqui no País, atualmente vivemos um ‘apartheid alimentar’. Isso porque há uma flagrante desigualdade social no acesso aos produtos saudáveis, o que revela uma série de sintomas, na avaliação de Mariana Fagundes Grilo, pesquisadora do NUPENS, Núcleo de Pesquisas Epidemiológicas em Nutrição e Saúde da Universidade de São Paulo (USP): “Estamos falando de desigualdades no acesso aos alimentos como um sintoma da presença de injustiça sociais como, pobreza e racismo que levam a alocação desigual de recursos. O termo mostra que as barreiras do acesso à alimentação saudável não são pela falta de iniciativa de uma comunidade, mas por um legado contínuo de estruturas econômicas e políticas que são discriminatórias”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mariana foi uma das pesquisadoras do NUPENS, juntamente com o NEPA, Núcleo de Estudos e Pesquisas em Alimentação da Unicamp, a fazer um levantamento sobre a presença dos chamados ‘pântanos alimentares’, ou seja, estabelecimentos de comercialização de alimentos ultraprocessados na cidade de Campinas, no interior paulista. Ele também associaram a característica de vulnerabilidade dos habitantes da região e se isso estaria relacionado ao consumo de comidas menos saudáveis.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O estudo também levou em consideração a presença ou não de restaurantes de comidas rápidas, feira livres e supermercados. Constatou-se que, em regiões menos vulneráveis economicamente, havia uma maior oferta de todo o tipo de alimento, mas os bairros mais pobres contavam apenas com lugares onde os ultraprocessados prevaleciam.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo dados do Ministério da Saúde divulgados em 2020, o consumo de ultraprocessados aumenta em 26% o risco de obesidade, eleva o risco de sobrepeso em 23%, de síndrome metabólica (condições que aumentam o risco de doença cardíaca, acidente vascular cerebral e diabetes) em 79%, de colesterol alto em 102% doenças cardiovasculares em 29% a 34% e da mortalidade por todas as causas em 25%.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os números são preocupantes, sobretudo se levarmos em conta que a população que mais está consumindo ultraprocessados é a que está em vulnerabilidade social e que, ao mesmo tempo, tem menos acesso à saúde.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para entendermos os efeitos do ‘apartheid alimentar’, como ele se reproduz e de que maneira seria possível reverter essa situação, a reportagem da CDD entrevistou a pesquisadora Mariana Fagundes Grilo, do Núcleo de Pesquisas Epidemiológicas em Nutrição e Saúde da Universidade de São Paulo (NUPENS-USP). Confira:</p>



<h5 class="wp-block-heading">O que significa o termo ‘apartheid alimentar’? Poderiam contar mais para a gente quais conclusões vocês tiveram no estudo que realizaram, e que foi divulgado em 2022, em parceria com o NEPA sobre o tema?</h5>



<p class="wp-block-paragraph">O termo “apartheid” refere-se à segregação racial. No caso de “apartheid alimentar”, estamos falando de desigualdades no acesso aos alimentos como um sintoma da presença de injustiça social, como pobreza e racismo, que leva a alocação desigual de recursos – o termo mostra que as barreiras do acesso à alimentação saudável não são pela falta de iniciativa de uma comunidade, mas por um legado contínuo de estruturas econômicas e políticas que são discriminatórias.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Residentes vivendo em áreas consideradas “apartheid alimentar” vivem em pântanos alimentares – localidades onde há mais estabelecimentos de venda de ultraprocessados (como salgadinhos, biscoitos recheados e refrigerantes), do que de venda de opções mais saudáveis, como alimentos&nbsp;in natura&nbsp;ou minimamente processados, e ainda lidam com todas as barreiras de vulnerabilidade econômica e social.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na análise que fizemos em Campinas (autoria das cientistas Mariana Grilo, Caroline de Menezes e Ana Clara Duran, e que é detalhada no artigo&nbsp;<a href="https://www.scielosp.org/article/csc/2022.v27n7/2717-2728/pt">Mapeamento de pântanos alimentares em Campinas, Brasil</a>, encontramos que em Campinas, terceira maior cidade de São Paulo, cinco regiões são classificadas como pântanos alimentares.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para chegar a esse dado, dividimos estabelecimentos em três tipos: restaurantes de comida rápida (onde a venda de ultraprocessados é predominante), feiras livres e orgânicas/agroecológicas (onde a venda predominante é a de alimentos&nbsp;in natura) e super/hipermercados (estabelecimentos de venda mista). Confirmamos e mapeamos as localizações — e esses dados foram cruzados com informações de renda média do chefe do domicílio e da proporção de pretos e pardos das Administrações Regionais (ARs) de Campinas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Encontramos que, de maneira geral, as regiões com maior renda e menor percentual de pretos e pardos são as que mais concentram todos os tipos de estabelecimentos analisados. Além disso, das 18 ARs do município, cinco foram consideradas pântanos alimentares. Nessas regiões de pântanos, os residentes têm alta exposição a ultraprocessados e já existem evidências de que os pântanos alimentares podem desempenhar um papel relevante no aumento das prevalências de obesidade e diabete.</p>



<h5 class="wp-block-heading">O senso comum tem uma ideia de que a população que vive em situação de vulnerabilidade teria mais acesso à comida saudável. Por que essa é uma crença equivocada?</h5>



<p class="wp-block-paragraph">Existe uma mudança radical na maneira como os alimentos estão sendo produzidos, distribuídos e anunciados em grande parte do mundo. Vemos uma disponibilidade crescente de alimentos ultraprocessados, altamente calóricos e pobres em nutrientes sendo distribuídos. Essa distribuição está atingindo diferentes tipos de estabelecimentos, inclusive os mercados locais que são muito encontrados em bairros de maior vulnerabilidade. As indústrias alimentícias têm como estratégia aumentar sua presença de forma acintosa nos países em desenvolvimento, como o Brasil.</p>



<h5 class="wp-block-heading">De que maneira o baixo acesso à comida saudável proporciona índices preocupantes de obesidade nessa população?</h5>



<p class="wp-block-paragraph">Nas regiões de pântanos alimentares, os residentes têm alta exposição a ultraprocessados e acesso dificultado a estabelecimentos que comercializam opções mais saudáveis, como feiras livres. Existem evidências de que os pântanos alimentares podem desempenhar um papel relevante no aumento das prevalências de obesidade e diabetes. Além disso, os residentes também têm menos acesso a serviços de saúde, transporte e lazer. Dessa forma, os pântanos alimentares atuam como um fator de risco para má nutrição e&nbsp;<a href="https://www.brasildefato.com.br/2022/05/24/com-alta-dos-alimentos-populacao-de-baixa-renda-come-pior-e-sofre-risco-de-doencas-cronicas" target="_blank" rel="noreferrer noopener">doenças crônicas não transmissíveis.</a></p>



<h5 class="wp-block-heading">Vocês encontram indícios do porquê de os alimentos ultraprocessados chegarem com mais facilidade nas periferias?</h5>



<p class="wp-block-paragraph">Na falta de regulação pelo Estado da produção e distribuição de ultraprocessados, em especial aquilo que é vendido para a população de baixa renda, a indústria alimentícia vai continuar estimulando as populações a consumir seus produtos. O consumo de ultraprocessados não tem apenas um motivo, desde a falta de políticas públicas de regulação como mencionado até questões amplas como carga horária de trabalho, preço, sabor, praticidade, dificuldade de escolher os produtos no mercado, marketing, entre outros. As características altamente atrativas dos ultraprocessados (publicidade, embalagens coloridas) e a dificuldade de acesso a alimentos in natura e minimamente processados, oriundos da agricultura familiar, por exemplo, em locais vulneráveis podem levar ao maior consumo de ultraprocessados.</p>



<h5 class="wp-block-heading">O estímulo à agricultura familiar poderia ser parte da resolução do problema? Quais outras sugestões poderiam ser feitas para mudar esse cenário, no quesito políticas públicas?</h5>



<p class="wp-block-paragraph">Os resultados da pesquisa jogam luz sobre as relações entre a vulnerabilidade social e o acesso à alimentação adequada e saudável, apontando oportunidades de priorizar políticas públicas que promovam uma distribuição equitativa de alimentos&nbsp;in natura&nbsp;e minimamente processados.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A Prefeitura de Campinas, por exemplo, buscou superar o desafio dos pântanos alimentares com serviços como o “Banco de Alimentos”, que fornece cestas básicas à população, e o projeto “Viva Leite”, além de aumentar o Programa Cartão Nutrir. Apesar de serem instrumentos que têm ajudado, em termos de oferta, levar mais feiras de produtores para vender para essas famílias que não têm como se deslocar até o centro ou pagar o valor do centro seria uma sugestão.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além disso, é importante a criação de políticas que façam com que nossas escolhas sejam mais saudáveis, como as de tributação, por exemplo, que aumentem o preço desses ultraprocessados em relação ou alimentos in natura e minimamente processados.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A Anvisa implementou agora em outubro de 2022 uma nova rotulagem nutricional de forma a colocar mensagens na frente das embalagens com avisos de&nbsp;‘alto em açúcar’, ‘alto em sódio’, ‘alto em gordura saturada’. Há algumas experiências fora do Brasil, no México, nos Estados Unidos, na Inglaterra, África do Sul, que tributaram bebidas açucaradas como refrigerantes, o que contribuiu para redução do consumo. A restrição da publicidade é outro caminho, limitando, por exemplo, o uso de&nbsp;imagens lúdicas nas embalagens.</p>



<h5 class="wp-block-heading">E o que mais gostariam que a população soubesse sobre ‘aparheid alimentar’?</h5>



<p class="wp-block-paragraph">As taxas de insegurança alimentar dispararam durante a pandemia do covid-19, mas mesmo antes de março de 2020, muitos brasileiros já enfrentavam desafios para ter acesso a alimentos saudáveis. O termo “apartheid alimentar” destaca corretamente como as políticas racistas moldaram áreas de vulnerabilidade social e levaram ao acesso limitado a alimentos saudáveis, mas principalmente aponta para a importância do trabalho de mudança estrutural para abordar essas causas básicas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Um “apartheid alimentar” é mais do que a falta de estabelecimentos de comercialização de alimentos saudáveis em comunidades de baixa renda – aponta para a discriminação de comunidades negras quando se trata de oportunidades econômicas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Chegar à raiz do problema não é uma tarefa fácil, porém já existem grupos de pesquisas e organizações trabalhando em diferentes aspectos da abordagem do “apartheid alimentar”, desde a construção de modelos de sistemas alimentares alternativos até o fornecimento de ideias para reformas políticas.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Guia de Nutrição da DPOC: 5 dicas sobre alimentação para pessoas com Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica</title>
		<link>https://cdd.puntocomm.com.br/noticias/guia-de-nutricao-da-dpoc-5-dicas-sobre-alimentacao-para-pessoas-com-doenca-pulmonar-obstrutiva-cronica-2/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Equipe Punto]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 22 May 2023 19:45:20 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Alimentação]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[De acordo com um estudo publicado na revista Lung em 2015, indivíduos saudáveis ​​que seguiram uma dieta cetogênica apresentaram menor produção de dióxido de carbono e pressão parcial expiratória de dióxido de carbono (PETCO2) em comparação com aqueles que seguiram uma dieta mediterrânea. Além disso, a pesquisa de 2003 mostra melhora em pessoas com DPOC [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">De acordo com um estudo publicado na revista Lung em 2015, indivíduos saudáveis ​​que seguiram uma dieta cetogênica apresentaram menor produção de dióxido de carbono e pressão parcial expiratória de dióxido de carbono (PETCO2) em comparação com aqueles que seguiram uma dieta mediterrânea.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além disso, a pesquisa de 2003 mostra melhora em pessoas com <a href="https://cddhomolog.puntocomunicacao.com.br/doencas-respiratorias/dpoc/">DPOC</a> que tomaram um suplemento de alto teor de gordura e baixo teor de carboidratos em vez de comer uma dieta rica em carboidratos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mesmo reduzindo os carboidratos, uma dieta saudável inclui uma variedade de alimentos. Tente incluí-los em sua dieta diária.</p>



<h4 class="wp-block-heading"><strong>Alimentos ricos em proteínas</strong></h4>



<p class="wp-block-paragraph">Coma alimentos ricos em proteínas e de alta qualidade, como carne alimentada com capim, aves e ovos de pasto e peixes &#8211; particularmente peixes oleosos, como salmão, cavala e sardinha.</p>



<h4 class="wp-block-heading"><strong>Carboidratos complexos</strong></h4>



<p class="wp-block-paragraph">Se você incluir carboidratos em sua dieta, opte por carboidratos complexos. Esses alimentos são ricos em fibras, o que ajuda a melhorar a função do sistema digestivo e o controle do nível de açúcar no sangue.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Alimentos para incorporar em sua dieta incluem:</p>



<p class="wp-block-paragraph">· ervilhas<br>· Farelo<br>· batatas com pele<br>· lentilhas<br>· Quinoa<br>· feijões<br>· aveia<br>· cevada</p>



<h4 class="wp-block-heading"><strong>Produtos frescos</strong></h4>



<p class="wp-block-paragraph">Frutas e vegetais frescos contêm vitaminas, minerais e fibras essenciais. Esses nutrientes ajudarão a manter seu corpo saudável. Vegetais sem amido (todos, exceto ervilhas, batatas e milho) são pobres em carboidratos, então podem ser incluídos em todas as dietas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Algumas frutas e verduras são mais adequadas do que outras (confira abaixo a lista de alimentos a evitar).</p>



<h4 class="wp-block-heading"><strong>Alimentos ricos em potássio</strong></h4>



<p class="wp-block-paragraph">O potássio é vital para a função pulmonar, portanto, uma deficiência de potássio pode causar problemas respiratórios. Tente comer alimentos que contenham altos níveis de potássio, como:</p>



<p class="wp-block-paragraph">· abacates<br>· verduras escuras<br>· tomates<br>· espargos<br>· beterraba<br>· batatas<br>· bananas<br>· laranjas</p>



<p class="wp-block-paragraph">Alimentos ricos em potássio podem ser especialmente úteis se o seu nutricionista ou médico lhe prescrever um medicamento diurético.</p>



<h4 class="wp-block-heading"><strong>Gorduras saudáveis</strong></h4>



<p class="wp-block-paragraph">Ao optar por comer uma dieta mais gorda, em vez de escolher alimentos fritos, escolha lanches e refeições que contenham gorduras como abacate, nozes, sementes, coco e óleo de coco, azeitonas e azeite, peixe gordo e queijo. Esses alimentos fornecerão mais nutrição geral, especialmente a longo prazo.</p>



<h4 class="wp-block-heading"><strong>SAIBA O QUE EVITAR</strong></h4>



<p class="wp-block-paragraph">Certos alimentos podem causar problemas como gases e inchaço ou podem ter pouco ou nenhum valor nutricional. Alimentos para evitar ou minimizar incluem:</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Sal</strong><br>Muito sal (sódio) na sua dieta provoca retenção de água, o que pode afetar a sua capacidade de respirar. Retire o saleiro da mesa e não adicione sal à sua cozinha. Use ervas e especiarias sem sal para dar sabor aos alimentos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Verifique com seu nutricionista ou profissional de saúde sobre substitutos de sal com baixo teor de sódio. Eles podem conter ingredientes que podem afetar sua saúde negativamente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Apesar do que muitas pessoas acreditam, a maior parte da ingestão de sódio não vem do saleiro, mas sim do que já está na comida.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Certifique-se de verificar os rótulos dos alimentos que você compra. Seus lanches não devem conter mais de 300 miligramas (mg) de sódio por porção. Refeições integrais não devem ter mais de 600 mg.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Algumas frutas</strong><br>Maçãs, frutas de caroço como damascos e pêssegos e melões podem causar inchaço e gases em algumas pessoas devido a seus carboidratos fermentáveis. Isso pode levar a problemas respiratórios em pessoas com DPOC.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em vez disso, você pode se concentrar em frutas de baixa fermentação como abacaxi e uvas. No entanto, se esses alimentos não forem um problema para você e sua meta de carboidratos permitir a obtenção de frutas, você poderá incluí-los em sua dieta.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Alguns vegetais e leguminosas</strong><br>Há uma longa lista de legumes e legumes conhecidos por causar inchaço e gases. O que importa é como seu corpo funciona.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Você pode querer monitorar sua ingestão dos alimentos abaixo. No entanto, você pode continuar a aproveitá-los se eles não causarem um problema para você:</p>



<p class="wp-block-paragraph">· feijões<br>· Couve de Bruxelas<br>· repolho<br>· couve-flor<br>· milho<br>· alho-poró<br>· algumas lentilhas<br>· cebolas<br>· ervilhas<br>· soja</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Laticínios</strong><br>Algumas pessoas acham que os produtos lácteos, como leite e queijo, tornam a fleuma mais espessa. No entanto, se os produtos lácteos não parecem piorar o catarro, você pode continuar a comê-los.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Chocolate</strong><br>O chocolate contém cafeína, o que pode interferir com a sua medicação. Verifique com seu médico se você deve evitar ou limitar sua ingestão.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Comidas fritas</strong><br>Alimentos fritos ou gordurosos podem causar gases e indigestão. Alimentos altamente condimentados também podem causar desconforto e afetar sua respiração. Evite esses alimentos quando possível.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Não se esqueça de prestar atenção no que você bebe</strong><br>Pessoas com DPOC devem tentar beber muitos líquidos ao longo do dia. Cerca de seis a oito copos de 8 de bebidas não cafeinadas são recomendadas por dia. A hidratação adequada mantém o muco fino e facilita a tosse.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Limite ou evite completamente a cafeína, pois isso pode interferir com sua medicação. Bebidas cafeinadas incluem café, chá, refrigerante e bebidas energéticas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Pergunte ao seu médico sobre o álcool. Você pode ser aconselhado a evitar ou limitar bebidas alcoólicas, pois elas podem interagir com medicamentos. O álcool também pode diminuir sua taxa de respiração e dificultar a tosse com muco.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Da mesma forma, converse com seu médico se você tiver diagnosticado problemas cardíacos, bem como a DPOC. Às vezes, é necessário que as pessoas com problemas cardíacos limitem a ingestão de líquidos.</p>



<h4 class="wp-block-heading"><strong>VERIFIQUE SEU PESO</strong></h4>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>VERIFIQUE SEU PESO</strong><br>Pessoas com bronquite crônica tendem a ser obesas, enquanto aquelas com enfisema tendem a estar abaixo do peso. Isso faz com que a dieta e a avaliação nutricional sejam uma parte vital do tratamento da DPOC.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Se você está acima do peso</strong><br>Quando você está acima do peso, seu coração e pulmões precisam trabalhar mais, tornando a respiração mais difícil. O excesso de peso corporal também pode aumentar a demanda por oxigênio.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O seu médico ou nutricionista pode aconselhá-lo sobre como alcançar um peso corporal mais saudável, seguindo um plano alimentar personalizado e um programa de exercícios viável.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Se você está abaixo do peso</strong><br>Alguns sintomas da DPOC, como falta de apetite, depressão ou indisposição geral, podem fazer com que você fique abaixo do peso. Se você está abaixo do peso, pode sentir-se fraco e cansado ou mais propenso a infecções.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A DPOC exige que você use mais energia ao respirar. De acordo com a Cleveland Clinic, uma pessoa com DPOC pode queimar até 10 vezes mais calorias ao respirar do que uma pessoa sem DPOC.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Se você está abaixo do peso, precisa incluir lanches saudáveis ​​e altamente calóricos em sua dieta. Itens para adicionar à sua lista de compras incluem:</p>



<p class="wp-block-paragraph">· leite<br>· ovos<br>· aveia, quinoa e feijão<br>· queijo<br>· abacate<br>· nozes e manteigas<br>· oleos<br>· granola</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Esteja preparado para o horário das refeições</strong><br>A DPOC pode ser uma condição desafiadora para conviver, por isso é importante tornar a preparação de alimentos um processo simples e sem estresse. Torne as refeições mais fáceis, estimule seu apetite se estiver abaixo do peso e mantenha um programa de alimentação saudável seguindo estas diretrizes gerais:</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Coma pequenas refeições</strong><br>Tente comer cinco a seis pequenas refeições por dia em vez de três grandes. Comer pequenas refeições pode ajudá-lo a evitar encher muito o estômago e dar aos pulmões espaço suficiente para se expandir, facilitando a respiração.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Coma sua refeição principal cedo</strong><br>Tente comer sua refeição principal no início do dia. Isso aumentará seus níveis de energia durante todo o dia.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Escolha alimentos rápidos e fáceis</strong><br>Escolha alimentos que sejam rápidos e fáceis de preparar. Isso ajudará você a evitar o desperdício de energia. Sente-se ao preparar as refeições para que você não esteja muito cansado para comer e peça à família e amigos para ajudá-lo na preparação da refeição, se necessário.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Fique confortável</strong><br>Sente-se confortavelmente em uma cadeira de espaldar alto ao comer para evitar colocar muita pressão nos pulmões.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Faça o suficiente para sobrar</strong><br>Ao fazer uma refeição, faça uma porção maior para que você possa refrigerar ou congelar alguns para mais tarde e ter refeições nutritivas disponíveis quando você se sentir cansado demais para cozinhar.</p>



<p class="wp-block-paragraph">É importante ficar atento à sua saúde geral quando você tem DPOC, e uma nutrição é uma grande parte disso. Planejar as refeições e lanches saudáveis, enfatizando a maior ingestão de gordura, pode ajudá-lo a controlar e sentir as complicações.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>Fontes:<br><a href="https://www.healthline.com/health/copd/diet-nutrition?slot_pos=article_1&amp;utm_source=Sailthru%20Email&amp;utm_medium=Email&amp;utm_campaign=copd&amp;utm_content=2019-02-12">https://www.healthline.com/health/copd/diet-nutrition?slot_pos=article_1&amp;utm_source=Sailthru%20Email&amp;utm_medium=Email&amp;utm_campaign=copd&amp;utm_content=2019-02-12</a></em></p>



<p class="wp-block-paragraph"><a href="http://researchgate.net/publication/282248189_Effects_of_Twenty_Days_of_the_Ketogenic_Diet_on_Metabolic_and_Respiratory_Parameters_in_Healthy_Subjects">researchgate.net/publication/282248189_Effects_of_Twenty_Days_of_the_Ketogenic_Diet_on_Metabolic_and_Respiratory_Parameters_in_Healthy_Subjects</a></p>



<p class="wp-block-paragraph"><a href="http://lung.org/lung-health-and-diseases/lung-disease-lookup/copd/living-with-copd/nutrition.html">lung.org/lung-health-and-diseases/lung-disease-lookup/copd/living-with-copd/nutrition.html</a></p>



<p class="wp-block-paragraph"><a href="http://my.clevelandclinic.org/health/articles/9451-nutritional-guidelines-for-people-with-copd">my.clevelandclinic.org/health/articles/9451-nutritional-guidelines-for-people-with-copd</a></p>



<p class="wp-block-paragraph"><a href="http://emphysemafoundation.org/index.php/healthy-habits/nutrition/91-nutrition-articles/198-the-importance-of-good-nutrition-for-chronic-lung-condition-patients">emphysemafoundation.org/index.php/healthy-habits/nutrition/91-nutrition-articles/198-the-importance-of-good-nutrition-for-chronic-lung-condition-patients</a></p>



<p class="wp-block-paragraph"><a href="http://nutritionjrnl.com/action/showCitFormats?pii=S0899-9007%2802%2901064-X&amp;doi=10.1016%2FS0899-9007%2802%2901064-X">nutritionjrnl.com/action/showCitFormats?pii=S0899-9007%2802%2901064-X&amp;doi=10.1016%2FS0899-9007%2802%2901064-X</a></p>



<p class="wp-block-paragraph"><a href="http://journal.chestnet.org/article/S0012-3692(15)38208-8/fulltext">journal.chestnet.org/article/S0012-3692(15)38208-8/fulltext</a></p>



<p class="wp-block-paragraph">Tradução e adaptação: Redação CDD</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Consumo de alimentos ultraprocessados “envelhece” o cérebro, aponta pesquisa da USP</title>
		<link>https://cdd.puntocomm.com.br/noticias/consumo-de-alimentos-ultraprocessados-envelhece-o-cerebro-aponta-pesquisa-da-usp-3/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Equipe Punto]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 24 Jan 2023 19:32:11 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Alimentação]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[Dieta com alimentos ultraprocessados, que corresponde a até 30% das calorias ingeridas por adultos brasileiros, está associada a um declínio cognitivo mais rápido Biscoitos recheados, macarrão instantâneo e embutidos representam 30% das calorias que adolescentes e adultos brasileiros ingerem diariamente, em média. Esses alimentos, que integram o grupo dos chamados ultraprocessados, aumentam o risco de [&#8230;]]]></description>
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<p class="wp-block-paragraph"><em>Dieta com alimentos ultraprocessados, que corresponde a até 30% das calorias ingeridas por adultos brasileiros, está associada a um declínio cognitivo mais rápido</em></p>



<p class="wp-block-paragraph">Biscoitos recheados, macarrão instantâneo e embutidos <a href="https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/26231112/">representam</a> 30% das calorias que adolescentes e adultos brasileiros ingerem diariamente, em média. Esses alimentos, que integram o grupo dos chamados ultraprocessados, aumentam o risco de desenvolver hipertensão, doenças cardiovasculares, obesidade, <a href="https://bvsms.saude.gov.br/sindrome-metabolica/">síndrome metabólica</a>, entre outras doenças.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Um <a href="https://jamanetwork.com/journals/jamaneurology/article-abstract/2799140">estudo</a> brasileiro, publicado na edição de dezembro do Journal of the American Medical Association, o Jama, traz um novo alerta, dessa vez para a saúde cerebral. Os pesquisadores encontraram uma associação entre o consumo de ultraprocessados e a aceleração do declínio cognitivo.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em condições normais, esse déficit é esperado com o avançar da idade. Conforme envelhecemos, a rapidez para realizar certas atividades que exigem mais concentração tende a diminuir, e podemos ter problemas para fazer planejamentos e lembrar de tarefas e compromissos.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Uma dieta rica em ultraprocessados, porém, faz com que esse processo natural acabe ocorrendo muito antes.&nbsp; “Observamos que pessoas que comiam mais de 20% de ultraprocessados diariamente tinham um declínio acelerado. É como se a pessoa tivesse a cognição de alguém 10 ou 20 anos mais velho”, explica a bióloga Natália Gomes Gonçalves, pesquisadora do Laboratório de Patologia Cardiovascular do Hospital de Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para chegar aos resultados, estudiosos de quatro universidades brasileiras e da Faculdade de Saúde Pública da Universidade Harvard, nos Estados Unidos, avaliaram dados sobre a saúde de mais de 11 mil pessoas, com idades entre 35 e 74 anos, de seis cidades brasileiras ao longo de oito anos. Informações de alimentação e de capacidade cognitiva foram coletadas em três etapas e fazem parte do <a href="http://elsabrasil.org/">Estudo Longitudinal Brasileiro de Saúde do Adulto</a> (Elsa-Brasil), um levantamento epidemiológico que investiga diversas doenças crônicas.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Durante a pesquisa, os participantes responderam a questionários sobre hábitos alimentares e realizaram testes que avaliaram a memória, a fluência verbal e a função executiva (a habilidade de planejar diferentes tipos de tarefas, conscientes ou não, desde a organização de uma viagem até um simples movimento do corpo).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ao comparar o grupo que ingeria mais de 20% da dieta diária em ultraprocessados com quem não alcançava essa marca, identificou-se que o declínio cognitivo global foi 28% mais rápido para o primeiro. O estudo sugere que o consumo desses alimentos representa um risco para a mente por si só, mesmo quando não são desenvolvidas outras patologias típicas associadas a essa dieta, como o diabetes, a hipertensão e a obesidade. “Fizemos um ajuste estatístico para que esses fatores não interferissem no resultado final”, afirma a pesquisadora. “Então podemos afirmar que, independentemente de ter essas doenças, os ultraprocessados estão associados ao declínio cognitivo”, completa.</p>



<h4 class="wp-block-heading"><strong>Cuidados desde cedo</strong></h4>



<p class="wp-block-paragraph">O risco do consumo em excesso dos ultraprocessados, segundo o artigo, é ainda maior para as pessoas mais jovens, com um declínio mais acentuado entre quem tinha 35 e 59 anos. “O que acontece é que temos uma janela de prevenção do cérebro. Desde a infância, temos uma reserva cognitiva, expandida conforme aprendemos coisas e desenvolvemos a cognição. Essa reserva atinge um pico por volta dos 30 a 35 anos, e a partir daí temos o declínio cognitivo natural”, explica Gonçalves. “É por isso que, a partir dos 35 anos, precisamos prevenir para não ter doenças neurodegenerativas ou um declínio cognitivo acelerado”.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Acima dos 60, a associação não foi tão significativa porque já se passou da fase da prevenção – ou seja, boa parte do declínio natural do envelhecimento já está em curso, o que fez com que o efeito isolado dos ultraprocessados fosse menos significativo.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Atenção: isso não significa que quem já ultrapassou a janela de prevenção não possa se beneficiar de mudanças no estilo de vida. “A cognição não vai voltar a ser a mesma de antes, se pararmos de ingerir ultraprocessados agora, mas podemos desacelerar esse declínio”, pontua a bióloga.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">O mecanismo que explica a relação entre os ultraprocessados e o declínio cognitivo ainda não foi completamente esclarecido pela ciência. Como os participantes da base de dados do Elsa-Brasil não realizaram exames de neuroimagem, os pesquisadores não conseguiram identificar possíveis razões para o envelhecimento cerebral se acelerar.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mas já existem hipóteses. “A função cognitiva é sensível a lesões vasculares. Pequenos derrames, às vezes imperceptíveis, podem afetar essa função”, explica Gonçalves. Ocorre que uma má alimentação favorece esses microderrames por comprometer a saúde vascular.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Outro ponto já <a href="https://journals.lww.com/alzheimerjournal/Abstract/2021/04000/Association_Between_GlycA_and_Cognitive_Function_.5.aspx#:~:text=GlycA%20was%20associated%20with%20worse,impairment%20is%20associated%20with%20inflammation.">claro na literatura</a> é que os ultraprocessados aumentam a inflamação no corpo. E essa inflamação poderia afetar o cérebro, mas ainda não é possível ter certeza”, diz Gonçalves.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><a href="https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC4563885/">Estudos</a> prévios, com avaliação de neuroimagem, já <a href="https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/26349802/">demonstraram </a>que a dieta “ocidental” – rica em gordura saturada e carboidratos com pouco valor nutricional – está relacionada a uma redução do hipocampo esquerdo, área do cérebro que atua em funções de aprendizado, memória e regulação do humor em indivíduos saudáveis.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os pesquisadores brasileiros vão seguir com os estudos para investigar a associação de outras enfermidades com os ultraprocessados. “Durante a escrita do artigo, notamos uma alta prevalência de depressão, então estamos estudando isso agora”, conta a bióloga e doutora em patologia.&nbsp;</p>



<h4 class="wp-block-heading"><strong>Alimentação que beneficia o cérebro?</strong></h4>



<p class="wp-block-paragraph">Na contramão dos ultraprocessados, dietas saudáveis já foram relacionadas com <a href="https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/26491085/">aumento do volume cerebral</a> e a níveis baixos de<a href="https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/31787360/"> inflamação</a>. No estudo brasileiro, o padrão de alimentação considerado saudável foi baseado na chamada dieta MIND, que combina ingredientes da alimentação tipicamente mediterrânea com outra desenvolvida para conter a hipertensão. As recomendações são clássicas: consumir mais vegetais de folhas verde-escuras, frutas vermelhas, nozes, grãos integrais, peixe e leguminosas.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os impactos dessa dieta na saúde do cérebro são <a href="https://www.nytimes.com/2022/04/21/well/mind/dementia-prevention-food-diet.html">amplamente pesquisa</a>dos e, para incluí-la nas considerações da pesquisa brasileira, algumas adaptações foram necessárias. “Como essa dieta foi desenvolvida no hemisfério norte, alguns alimentos incluídos são caros aqui no Brasil. Adaptamos para nossa cultura local, trocando, por exemplo, as amêndoas, que são caras, por amendoim e castanha de caju. Também incluímos mais tipos de frutas vermelhas”, explica Gonçalves.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Embora não se possa estabelecer um nível de consumo seguro para consumir ultraprocessados, uma dieta com alimentos saudáveis em abundância protegeu, de certa forma, as pessoas do declínio cognitivo acelerado. “O problema não é tanto o hambúrguer que você come, mas a alface que você não está comendo. Adicionar vegetais e alimentos saudáveis pode compensar o risco de ultraprocessados”, indica a pesquisadora.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na dúvida, vale seguir as recomendações do <a href="https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/guia_alimentar_populacao_brasileira_2ed.pdf">Guia Alimentar para a População Brasileira</a>: usar o máximo de alimentos minimamente processados, buscar preparar as refeições em casa sempre que possível e comprar frutas e vegetais produzidos localmente. “A principal dica é descascar mais”, brinca a bióloga.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para proteger a saúde cerebral, também é importante exercitar o corpo e a mente: aprender novas habilidades, como um novo idioma e fazer exercícios aeróbicos. Nesse âmbito, tudo que desafia o cérebro e o corpo é relevante para manter o cérebro ativo, até jogos como palavras cruzadas ou <em>sudoku</em>.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Aquirir hábitos saudáveis é um processo longo, mas que pode ser feito aos poucos. As pessoas podem ter paciência e mudar devagar. Não é preciso fazer tudo de uma vez, e é possível se beneficiar desses hábitos em qualquer idade”, completa a pesquisadora.</p>
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		<item>
		<title>Consumo de alimentos ultraporcessados &#8220;envelhece&#8221; o cérebro, aponta pesquisa da USP</title>
		<link>https://cdd.puntocomm.com.br/estilo-de-vida/consumo-de-alimentos-ultraprocessados-envelhece-o-cerebro-aponta-pesquisa-da-usp/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Equipe Punto]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 24 Jan 2023 17:48:05 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Alimentação]]></category>
		<category><![CDATA[Estilo de vida]]></category>
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					<description><![CDATA[Dieta com alimentos ultraprocessados, que corresponde a até 30% das calorias ingeridas por adultos brasileiros, está associada a um declínio cognitivo mais rápido]]></description>
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<p class="wp-block-paragraph">Biscoitos recheados, macarrão instantâneo e embutidos&nbsp;<a href="https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/26231112/">representam</a>&nbsp;30% das calorias que adolescentes e adultos brasileiros ingerem diariamente, em média. Esses alimentos, que integram o grupo dos chamados ultraprocessados, aumentam o risco de desenvolver hipertensão, doenças cardiovasculares, obesidade,&nbsp;<a href="https://bvsms.saude.gov.br/sindrome-metabolica/">síndrome metabólica</a>, entre outras doenças.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Um&nbsp;<a href="https://jamanetwork.com/journals/jamaneurology/article-abstract/2799140">estudo</a>&nbsp;brasileiro, publicado na edição de dezembro do Journal of the American Medical Association, o Jama, traz um novo alerta, dessa vez para a saúde cerebral. Os pesquisadores encontraram uma associação entre o consumo de ultraprocessados e a aceleração do declínio cognitivo.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em condições normais, esse déficit é esperado com o avançar da idade. Conforme envelhecemos, a rapidez para realizar certas atividades que exigem mais concentração tende a diminuir, e podemos ter problemas para fazer planejamentos e lembrar de tarefas e compromissos.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Uma dieta rica em ultraprocessados, porém, faz com que esse processo natural acabe ocorrendo muito antes.&nbsp; “Observamos que pessoas que comiam mais de 20% de ultraprocessados diariamente tinham um declínio acelerado. É como se a pessoa tivesse a cognição de alguém 10 ou 20 anos mais velho”, explica a bióloga Natália Gomes Gonçalves, pesquisadora do Laboratório de Patologia Cardiovascular do Hospital de Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para chegar aos resultados, estudiosos de quatro universidades brasileiras e da Faculdade de Saúde Pública da Universidade Harvard, nos Estados Unidos, avaliaram dados sobre a saúde de mais de 11 mil pessoas, com idades entre 35 e 74 anos, de seis cidades brasileiras ao longo de oito anos. Informações de alimentação e de capacidade cognitiva foram coletadas em três etapas e fazem parte do&nbsp;<a href="http://elsabrasil.org/">Estudo Longitudinal Brasileiro de Saúde do Adulto</a>&nbsp;(Elsa-Brasil), um levantamento epidemiológico que investiga diversas doenças crônicas.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Durante a pesquisa, os participantes responderam a questionários sobre hábitos alimentares e realizaram testes que avaliaram a memória, a fluência verbal e a função executiva (a habilidade de planejar diferentes tipos de tarefas, conscientes ou não, desde a organização de uma viagem até um simples movimento do corpo).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ao comparar o grupo que ingeria mais de 20% da dieta diária em ultraprocessados com quem não alcançava essa marca, identificou-se que o declínio cognitivo global foi 28% mais rápido para o primeiro. O estudo sugere que o consumo desses alimentos representa um risco para a mente por si só, mesmo quando não são desenvolvidas outras patologias típicas associadas a essa dieta, como o diabetes, a hipertensão e a obesidade. “Fizemos um ajuste estatístico para que esses fatores não interferissem no resultado final”, afirma a pesquisadora. “Então podemos afirmar que, independentemente de ter essas doenças, os ultraprocessados estão associados ao declínio cognitivo”, completa.</p>



<h5 class="wp-block-heading"><strong>Cuidados desde cedo</strong></h5>



<p class="wp-block-paragraph">O risco do consumo em excesso dos ultraprocessados, segundo o artigo, é ainda maior para as pessoas mais jovens, com um declínio mais acentuado entre quem tinha 35 e 59 anos. “O que acontece é que temos uma janela de prevenção do cérebro. Desde a infância, temos uma reserva cognitiva, expandida conforme aprendemos coisas e desenvolvemos a cognição. Essa reserva atinge um pico por volta dos 30 a 35 anos, e a partir daí temos o declínio cognitivo natural”, explica Gonçalves. “É por isso que, a partir dos 35 anos, precisamos prevenir para não ter doenças neurodegenerativas ou um declínio cognitivo acelerado”.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Acima dos 60, a associação não foi tão significativa porque já se passou da fase da prevenção – ou seja, boa parte do declínio natural do envelhecimento já está em curso, o que fez com que o efeito isolado dos ultraprocessados fosse menos significativo.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Atenção: isso não significa que quem já ultrapassou a janela de prevenção não possa se beneficiar de mudanças no estilo de vida. “A cognição não vai voltar a ser a mesma de antes, se pararmos de ingerir ultraprocessados agora, mas podemos desacelerar esse declínio”, pontua a bióloga.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">O mecanismo que explica a relação entre os ultraprocessados e o declínio cognitivo ainda não foi completamente esclarecido pela ciência. Como os participantes da base de dados do Elsa-Brasil não realizaram exames de neuroimagem, os pesquisadores não conseguiram identificar possíveis razões para o envelhecimento cerebral se acelerar.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mas já existem hipóteses. “A função cognitiva é sensível a lesões vasculares. Pequenos derrames, às vezes imperceptíveis, podem afetar essa função”, explica Gonçalves. Ocorre que uma má alimentação favorece esses microderrames por comprometer a saúde vascular.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Outro ponto já&nbsp;<a href="https://journals.lww.com/alzheimerjournal/Abstract/2021/04000/Association_Between_GlycA_and_Cognitive_Function_.5.aspx#:~:text=GlycA%20was%20associated%20with%20worse,impairment%20is%20associated%20with%20inflammation.">claro na literatura</a>&nbsp;é que os ultraprocessados aumentam a inflamação no corpo. E essa inflamação poderia afetar o cérebro, mas ainda não é possível ter certeza”, diz Gonçalves.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><a href="https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC4563885/">Estudos</a>&nbsp;prévios, com avaliação de neuroimagem, já&nbsp;<a href="https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/26349802/">demonstraram&nbsp;</a>que a dieta “ocidental” – rica em gordura saturada e carboidratos com pouco valor nutricional – está relacionada a uma redução do hipocampo esquerdo, área do cérebro que atua em funções de aprendizado, memória e regulação do humor em indivíduos saudáveis.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os pesquisadores brasileiros vão seguir com os estudos para investigar a associação de outras enfermidades com os ultraprocessados. “Durante a escrita do artigo, notamos uma alta prevalência de depressão, então estamos estudando isso agora”, conta a bióloga e doutora em patologia.&nbsp;</p>



<h5 class="wp-block-heading"><strong>Alimentação que beneficia o cérebro?</strong></h5>



<p class="wp-block-paragraph">Na contramão dos ultraprocessados, dietas saudáveis já foram relacionadas com&nbsp;<a href="https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/26491085/">aumento do volume cerebral</a>&nbsp;e a níveis baixos de<a href="https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/31787360/">&nbsp;inflamação</a>. No estudo brasileiro, o padrão de alimentação considerado saudável foi baseado na chamada dieta MIND, que combina ingredientes da alimentação tipicamente mediterrânea com outra desenvolvida para conter a hipertensão. As recomendações são clássicas: consumir mais vegetais de folhas verde-escuras, frutas vermelhas, nozes, grãos integrais, peixe e leguminosas.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os impactos dessa dieta na saúde do cérebro são&nbsp;<a href="https://www.nytimes.com/2022/04/21/well/mind/dementia-prevention-food-diet.html">amplamente pesquisa</a>dos&nbsp;e, para incluí-la nas considerações da pesquisa brasileira, algumas adaptações foram necessárias. “Como essa dieta foi desenvolvida no hemisfério norte, alguns alimentos incluídos são caros aqui no Brasil. Adaptamos para nossa cultura local, trocando, por exemplo, as amêndoas, que são caras, por amendoim e castanha de caju. Também incluímos mais tipos de frutas vermelhas”, explica Gonçalves.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Embora não se possa estabelecer um nível de consumo seguro para consumir ultraprocessados, uma dieta com alimentos saudáveis em abundância protegeu, de certa forma, as pessoas do declínio cognitivo acelerado. “O problema não é tanto o hambúrguer que você come, mas a alface que você não está comendo. Adicionar vegetais e alimentos saudáveis pode compensar o risco de ultraprocessados”, indica a pesquisadora.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na dúvida, vale seguir as recomendações do&nbsp;<a href="https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/guia_alimentar_populacao_brasileira_2ed.pdf">Guia Alimentar para a População Brasileira</a>: usar o máximo de alimentos minimamente processados, buscar preparar as refeições em casa sempre que possível e comprar frutas e vegetais produzidos localmente. “A principal dica é descascar mais”, brinca a bióloga.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para proteger a saúde cerebral, também é importante exercitar o corpo e a mente: aprender novas habilidades, como um novo idioma e fazer exercícios aeróbicos. Nesse âmbito, tudo que desafia o cérebro e o corpo é relevante para manter o cérebro ativo, até jogos como palavras cruzadas ou&nbsp;<em>sudoku</em>.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Aquirir hábitos saudáveis é um processo longo, mas que pode ser feito aos poucos. As pessoas podem ter paciência e mudar devagar. Não é preciso fazer tudo de uma vez, e é possível se beneficiar desses hábitos em qualquer idade”, completa a pesquisadora.</p>
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		<title>Saiba como a alimentação influencia nas dermatites</title>
		<link>https://cdd.puntocomm.com.br/noticias/saiba-como-a-alimentacao-influencia-nas-dermatites/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Equipe Punto]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 23 Sep 2019 19:56:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Alimentação]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[Com certeza, você já deve ter visto, ouvido falar de alguém ou até se tratado de alguma dermatite: uma reação alérgica da pele que gera sintomas&#160;como vermelhidão, coceira, descamação e formação de pequenas bolhas cheias de líquido transparente, que podem aparecer em algumas áreas do corpo ou espalhadas pelo corpo todo. A doença pode surgir [&#8230;]]]></description>
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<p class="wp-block-paragraph">Com certeza, você já deve ter visto, ouvido falar de alguém ou até se tratado de alguma dermatite: uma reação alérgica da pele que gera sintomas&nbsp;como vermelhidão, coceira, descamação e formação de pequenas bolhas cheias de líquido transparente, que podem aparecer em algumas áreas do corpo ou espalhadas pelo corpo todo. A doença pode surgir em qualquer idade, até mesmo em bebês, principalmente por alergia ou contato da fralda&nbsp;com a pele. Não é transmitida por contato direto ou por objetos de uso pessoal e, na maioria dos casos, o tratamento é feito com base em remédios e cremes de indicação dermatológica.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O que você talvez não saiba é que, em alguns casos, a alimentação pode ser um importante fator no tratamento dessa doença – seja excluindo alimentos geradores dessa dermatite ou oferecendo ao organismo meios para se defender. “Não há cura definitiva no que se refere à nutrição, mas sabe-se que alimentos alergênicos, como leite, glúten, aditivos alimentares, trigo, soja, frutos do mar (camarão, ostra), ovos, amendoim, e carne de porco são responsáveis pelos sinais da dermatite atópica. A exclusão destes alimentos reduz as manifestações dermatológicas”, orienta a nutricionista Amanda Oliveira.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Outra estratégia que tem oferecido bons resultados é a administração de probióticos (bactérias boas), principalmente bifidobactérias. “Eles possuem ação imunomodulatória sobre o sistema imune adaptativo e inato intestinal, melhorando a barreira mucosa intestinal e reduzindo a produção de substâncias inflamatórias no trato digestivo. Outro suplemento indicado é o ácido gama-linolênico (GLA), presente nos óleos de borragem e prímula. Possui efeitos anti-inflamatórios na pele, diminuindo a coceira e o ressecamento. A curcumina, presente no açafrão da terra, e a piperina, presente na pimenta do reino, são excelentes anti-inflamatórios naturais, atuando como corticoide natural sem intercorrências clínicas”, lista.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ainda segundo Amanda Oliveira, a modulação intestinal e imunológica é essencial. “O intestino (2° cérebro humano) é responsável pela absorção de nutrientes provindos da alimentação e por 70 % do nosso sistema imunológico. Logo, manter uma microbiota saudável através de alimentos saudáveis e de nutrientes imunomoduladores fará toda a diferença. Diminuir processos inflamatórios, melhorar a resposta imunológica, gerenciar o silenciamento de processos alérgicos são funções do nutricionista. Somente a Nutrição sabe como orquestrar e equilibrar os nutrientes em prol da melhora da saúde e prevenção / controle das dermatites”, destaca.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Sobre a dermatite &#8211; Segundo a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), há dois tipos de&nbsp;dermatite de contato: a alérgica e a irritativa. A alérgica é&nbsp;a&nbsp;alergia&nbsp;ou a sensibilidade a alguma substância, como níqueis, metais e algumas fragrâncias. A mais comum é a dermatite de contato irritante, que ocorre quando há a irritação da pele após o contato com&nbsp;produtos químicos, ácidos, detergentes ou sabonetes. Já a dermatite atópica (DA) é uma doença genética crônica, que, nas últimas duas décadas, também, vêm sendo considerada um transtorno de desregulação do sistema imune. Seu surgimento é mais comum nas dobras dos braços e na parte de trás dos joelhos, caracterizando-se por pele seca, erupções que produzem coceiras e crostas, não apresentando contágio por contato.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Alimentos que ajudam &#8211; Peixe:&nbsp;Os ácidos gordos ómega 3 encontrados no peixe, como no salmão, atum, sardinhas ou mesmo no marisco, possuem propriedades anti-inflamatórias que combatem os danos causados pela exposição prolongada ao sol. Legumes folhas verdes:&nbsp;A vitamina A combate o envelhecimento precoce, a formação de escamas e a desidratação. Também é essencial para a renovação celular e promove o crescimento de nova pele. “Os espinafres e brócolis, por exemplo, são excelentes fontes de vitamina A”, completa a nutricionista. Citrinos:&nbsp;A vitamina C é um antioxidante muito poderoso que pode manter o colágeno na estrutura da pele e impedir a flacidez. “Laranjas, mexericas, limões e limas são também excelentes escolhas”, alerta.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Água:&nbsp; a água estimula o trânsito intestinal e a eliminação de toxinas do organismo, impedindo que o seu acúmulo seja refletido na pele. “A ingestão recomendada é de oito copos ou 2 litros/dia. Se não houver boa hidratação, podem ocorrer constipação intestinal, aumento de celulite, problemas renais, pele e cabelos ressecados e desidratados. Para aumentar a hidratação, é necessário obrigar-se a beber água. Um bom parâmetro para verificar maior necessidade de líquido é a cor da urina (quanto mais escura, maior a necessidade de água)”, finaliza Amanda Oliveira.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Texto originalmente publicado em </strong><a href="http://www.jornalcorreiodacidade.com.br/colunas/1629-saiba-como-a-alimentacao-influencia-nas-dermatites">http://www.jornalcorreiodacidade.com.br/colunas/1629-saiba-como-a-alimentacao-influencia-nas-dermatites</a></p>
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		<item>
		<title>Alimentação da mulher deve ser diferente para prevenir doenças específicas</title>
		<link>https://cdd.puntocomm.com.br/noticias/alimentacao-da-mulher-deve-ser-diferente-para-prevenir-doencas-especificas/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Equipe Punto]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 28 Aug 2019 19:11:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Alimentação]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[1) As mulheres devem ter alimentação diferente dos homens? Homens e mulheres, apesar de não terem o hábito em função da cultura alimentar do mundo ocidental, precisam se alimentar de forma diferente, mas com um objetivo comum: agir preventivamente contra as doenças gerais e específicas de cada gênero. Em função de patologias que acometem mais [&#8230;]]]></description>
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<h4 class="wp-block-heading"><strong>1) As mulheres devem ter alimentação diferente dos homens?</strong></h4>



<p class="wp-block-paragraph">Homens e mulheres, apesar de não terem o hábito em função da cultura alimentar do mundo ocidental, precisam se alimentar de forma diferente, mas com um objetivo comum: agir preventivamente contra as doenças gerais e específicas de cada gênero. Em função de patologias que acometem mais as mulheres e vice-versa, alimentos podem contribuir ou não com essa prevenção. A alimentação em geral deve ser equilibrada, tanto qualitativamente quanto quantitativamente, de forma individualizada. Para isso, vários fatores devem ser considerados na hora da elaboração do cardápio: peso, altura, sexo, idade, compleição óssea, atividade física e intelectual, fator estresse, patologias de base, hábitos alimentares e riscos nutricionais. Os alimentos contidos nas refeições do dia-a-dia têm a mesma propriedade para todas as pessoas, no entanto, os benefícios reais de cada alimento dependerão das necessidades nutricionais de cada um, bem como dos hábitos de vida.</p>



<h4 class="wp-block-heading"><strong><strong>2)Como deve ser a alimentação da mulher?</strong></strong></h4>



<p class="wp-block-paragraph">Para a mulher, o direcionamento da alimentação deve ser principalmente preventivo contra doenças cardiovasculares, câncer, osteoporose e as dificuldades da menopausa. Para evitar doenças cardiovasculares e câncer, é necessário evitar consumir alimentos com excesso de gordura saturada como, por exemplo, frituras, carnes gordas, produtos industrializados e sorvete. As mulheres devem dar preferência para uma alimentação mais natural possível.</p>



<h4 class="wp-block-heading"><strong><strong><strong>3) A menopausa altera o metabolismo e alimentação deve ser especial?</strong></strong></strong></h4>



<p class="wp-block-paragraph">Devido a baixa nos níveis de estrógeno, que ocorre no período do climatério (que antecede o fim da menstruação), a mulher é afetada principalmente em sua pele e suas curvas. Há uma diminuição do colágeno que provoca a perda da elasticidade da pele e dos vasos sangüíneos, assim como a massa muscular diminuir e aumenta a concentração de gordura corporal, principalmente na região abdominal.<br>À medida que a produção de estrógeno cai, as taxas de colesterol e triglicérides no sangue tendem a aumentar, a absorção do cálcio pelos ossos fica prejudicada e, deste modo, aparecem os riscos para o desenvolvimento das doenças cardiovasculares e osteoporose. Tudo isso deve ser compensado com a alimentação.<br>Se estiver nessa fase, a mulher deve redobrar os cuidados com o cardápio, sempre com planejamento: controle do consumo de alimentos gordurosos, sal e açúcar; ingestão diária de, no mínimo, cinco porções de hortaliças e grãos. As refeições devem conter apenas 1/3 de carne magra e 2/3 de cereais integrais, hortaliças e grãos. A linhaça contém lignanas, um tipo de fitoestrógeno, utilizado como alternativa para a Terapia de Reposição Hormonal (TRH). Além disso, a mulher deve aumentar o consumo de alimentos fontes de cálcio (leite e iogurtes desnatados, queijos brancos e magros, soja e derivados). Incluir o leite de soja é uma ótima opção: três a quatro copos por dia.<br>Como o ferro prejudica a absorção de cálcio, o ideal é não misturar alimentos fontes de cálcio (leite, queijos e iogurtes) e de ferro (carnes). Tome, ao longo do dia, muita água e chás de folhas verdes (cidreira, melissa, hortelã, ban-cha etc.) e consuma soja e derivados. Uma dieta que inclui 25 gramas de soja por dia contribui para a diminuição dos riscos de doenças do coração.</p>



<h4 class="wp-block-heading"><strong>4) As mulheres têm mais tendência para ter anemia?</strong></h4>



<p class="wp-block-paragraph">As mulheres têm mais tendência a anemia, por conta da perda de sangue mensal na menstruação, precisam ficar atentas às fontes de ferro e ácido fólico. Derivados do leite, carnes e vegetais verdes escuros são imprescindíveis. É recomendado também o consumo diário de fibras, importantes para evitar a constipação intestinal, mais comum no gênero feminino. Devem fugir das comidas ricas em sódio como embutidos e salgadinhos industrializados, principalmente para prevenir a hipertensão. É necessário pensar que alguns alimentos possuem propriedades nutricionais não tão importantes e podem agregar as famosas &#8220;calorias vazias&#8221;: são mais calóricos do que nutricionalmente completos&#8221;.</p>



<h4 class="wp-block-heading"><strong>5) Qual dieta que não faz mal a saúde?</strong></h4>



<p class="wp-block-paragraph">Dieta que não faz mal: a equilibrada!<br>O ideal de beleza pode levar as mulheres a fazer dietas mirabolantes (da lua, da sopa etc.) ou da moda (Dr. Atkins, South Beach, do tipo sangüíneo), todas perdem no quesito equilíbrio nutricional. A única dieta que não faz mal, a recomendada, é uma dieta equilibrada. Todos os alimentos devem fazer parte desse equilíbrio, nada deve ser deixado de fora. No entanto existem alimentos que devem ser evitados, porém essa indicação deve ser feita por um profissional, que irá individualizar a dieta. Nada deve ser comum, padronizado: a dieta não pode ser &#8220;engessada&#8221;. As dietas da moda excluem alimentos importantes como carboidratos, proteínas ou lipídeos de modo que não servem para manter os hábitos de vida saudáveis.<br>Além dos cuidados com os hábitos alimentares, a mulher deve para de fumar, evitar bebidas alcoólicas, praticar exercícios físicos regularmente e realizar exames médicos periódicos para o controle da glicemia, pressão arterial, níveis de colesterol e triglicérides. No mais, não tomar nenhum medicamento ou suplemento nutricional por conta própria são fundamentais. Faça acompanhamento médico e nutricional.</p>
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