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	<title>Atividade Física &#8211; CDD &#8211; Crônicos do Dia a Dia</title>
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	<title>Atividade Física &#8211; CDD &#8211; Crônicos do Dia a Dia</title>
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		<title>Como o exercício físico é um aliado na prevenção e no tratamento de demências</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Equipe Punto]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 23 May 2023 14:09:02 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atividade Física]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[Inatividade física é fator de risco para desenvolvimento de demências, que podem ser prevenidas com mudanças no estilo de vida&#160; O Alzheimer é responsável pela maior parte dos casos de demências no Brasil –&#160;cerca de 70%&#160;dos diagnósticos. E é possível adiar seu aparecimento ou reduzir o risco de manifestá-lo. Em um&#160;estudo publicado na revista The [&#8230;]]]></description>
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<p class="wp-block-paragraph"><em>Inatividade física é fator de risco para desenvolvimento de demências, que podem ser prevenidas com mudanças no estilo de vida&nbsp;</em></p>



<p class="wp-block-paragraph">O Alzheimer é responsável pela maior parte dos casos de demências no Brasil –&nbsp;<a href="https://bvsms.saude.gov.br/no-dia-mundial-da-pessoa-com-alzheimer-alerta-e-para-diagnostico-precoce/">cerca de 70%</a>&nbsp;dos diagnósticos. E é possível adiar seu aparecimento ou reduzir o risco de manifestá-lo. Em um&nbsp;<a href="https://www.thelancet.com/journals/lanam/article/PIIS2667-193X(22)00073-4/fulltext#%20">estudo publicado na revista The Lancet</a>&nbsp;em abril de 2022, pesquisadores da Universidade Federal do Rio Grande do Sul demonstraram que mais da metade dos casos de demências no Brasil são atribuídos a fatores que, potencialmente, podem ser prevenidos.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">As condições mais associadas à ocorrência foram perda auditiva, hipertensão e… a&nbsp;<strong>inatividade física</strong>. O sedentarismo esteve ligado a cerca de 11% dos casos.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Estima-se que um a cada 10 casos de demências no Brasil sejam atribuídos à inatividade física”, explica o pesquisador Natan Feter, doutor em Educação Física pela Universidade Federal de Pelotas (UFPel).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Resultados de estudos internacionais corroboram os achados brasileiros.&nbsp;<a href="https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC9484730/">Uma pesquisa de 2022 da revista&nbsp;<em>Neurology</em></a>&nbsp;baseada no banco de dados Biobank, onde constam as informações de mais de 500 mil pessoas, associou a diminuição nos riscos de demência às atividades físicas regulares. Segundo o trabalho, quem pratica esportes ou exercícios mais intensos exibe uma probabilidade 28% menor de ser diagnosticado com a doença. E o benefício também vale para quem realiza atividades mais leves, como a limpeza da casa.</p>



<p class="wp-block-paragraph">E não só para prevenir a demência. A ONU afirma que o sedentarismo é o quarto maior fator de risco para mortalidade. Pessoas nessa situação correm um risco de 20% a 30% maior de morte em comparação a quem se movimenta durante, pelo menos, 30 minutos diários.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No Brasil, segundo&nbsp;<a href="https://cdn.who.int/media/docs/default-source/country-profiles/physical-activity/physical-activity-bra-2022-country-profile.pdf?sfvrsn=348ad853_5&amp;download=true">dados</a>&nbsp;da OMS, 40% das mulheres e 53% dos homens adultos são inativos. Fatores socioeconômicos influenciam o acesso a exercícios físicos estruturados no país.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Com a projeção de crescimento dos casos de demências nas próximas décadas, especialistas alertam para a necessidade de conscientizar a população sobre a importância do movimento. Investir em campanhas, em políticas públicas e urbanismo é o primeiro passo.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Muitos centros urbanos, por exemplo, não contam com espaços para lazer e esporte ou mesmo calçadas adequadas. “Fornecer informações é importante, mas também precisamos fornecer as ferramentas necessárias para a população ser ativa fisicamente”, aponta o doutor em gerontologia Daniel Vicentini, especialista pela Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia (SBGG).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">As consequências da atividade física para a saúde pública já podem ser medidas em alguns países. Nos Estados Unidos e na Inglaterra, a incidência de casos de demências está decrescendo, e a razão atribuída pelos pesquisadores é o aumento da conscientização e as melhorias no manejo de doenças cardiovasculares e seus fatores de risco.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Quando o sistema cardiovascular é eficiente e funcional, o fluxo sanguíneo melhora e entrega mais sangue, com mais nutrientes, para o cérebro. Um cérebro bem nutrido representa um risco menor para desordens neurológicas como a demência e a depressão”, ilustra Vicentini. “A vantagem da atividade física é que ela atua sobre todo o corpo– e é por isso que acredito que nunca vamos conseguir desenvolver um medicamento que mimetize os seus efeitos”, destaca Feter.&nbsp;</p>



<h4 class="wp-block-heading">Efeitos no cérebro<strong></strong></h4>



<p class="wp-block-paragraph">Diferentes estudos mostram que as atividades físicas promovem benesses no cérebro. Em 2012, pesquisadores estadunidenses&nbsp;<a href="https://www.sciencedirect.com/topics/neuroscience/irisin">descobriram</a>&nbsp;um hormônio chamado irisina, que é liberado durante os treinos e está relacionado à prevenção de demências.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O hormônio é um tipo de miocina, substâncias produzidas e liberadas a partir da contração muscular durante a realização de exercícios físicos. A partir de testes com camundongos, um grupo de pesquisadores do Brasil, do Canadá e dos Estados Unidos considerou<a href="https://www.nature.com/articles/s41591-018-0275-4#Sec2">&nbsp;o hormônio um mediador da ação neuroprotetora dos exercícios</a>. No cérebro, a irisina foi relacionada à proteção contra danos causados pelo Alzheimer, que afetam as funções de memória e a neuroplasticidade.&nbsp;</p>



<h4 class="wp-block-heading">Na prática</h4>



<p class="wp-block-paragraph">A recomendação oficial da OMS para adultos é de, no mínimo, 150 minutos de atividades físicas de intensidade moderada por semana.&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Embora exercícios moderados ou intensos pareçam trazer maiores benefícios, toda atividade é bem-vinda. “Antes se pensava que as atividades aeróbicas eram as que mais conseguiam melhorar a função cognitiva, mas hoje vemos que exercícios de força também são importantes. O simples ato de contração muscular é capaz de liberar substâncias na corrente sanguínea que induzem a liberação de fatores neurogênicos no cérebro”, resume Feter.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">E outra boa notícia: não há idade limite para começar. “Nunca é tarde, seja para prevenção, seja para auxiliar no tratamento. É sempre importante se manter ativo”, alerta Feter.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para quem já vive com demência, o exercício físico desempenha um papel de melhora na qualidade de vida e no bem-estar. A prática não impede o avanço da doença, mas pode atenuar os impactos dos sintomas – tanto no indivíduo quanto em seus familiares e cuidadores.&nbsp; “Os melhores resultados na literatura científica para pessoas com demência são os exercícios multicomponentes. Ou seja, os que combinam exercícios aeróbicos, de força, de equilíbrio, de coordenação e agilidade”, explica Daniel Vicentini, da SBGG.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mas atenção: o que mais importa é buscar uma atividade que se encaixe na rotina e que seja prazeroso.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Outra estratégia utilizada por fisioterapeutas e educadores físicos é um tipo de exercício chamado de “dupla tarefa”. A prática consiste na realização de uma atividade primária e outra secundária, para ajudar na melhora da mobilidade e da funcionalidade cognitiva. Por exemplo: a pessoa é incentivada a fazer relatos do cotidiano ou a lembrar de nomes de objetos enquanto caminha.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A diminuição da agressividade, a melhoria na qualidade do sono e do apetite e o aumento dos níveis de bem-estar e autoestima são fatores que melhoram com treinos físicos regulares.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Com o avançar do quadro, indivíduos com demência podem começar a apresentar alterações motoras e dificuldades para caminhar e fazer atividades cotidianas. Nesse contexto, o papel das atividades físicas é mais focado em manter a movimentação e a autonomia.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Devemos estimular o idoso a fazer quaisquer atividades físicas: vale regar as plantas, cuidar do jardim e ajudar a limpar a casa. É bom evitar ficar mais de 2 horas na mesma posição”, diz Vicentini. Se necessário, fisioterapeutas e educadores físicos podem ajudar com gestos e realizar alongamentos, entre outras coisas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A atuação do fisioterapeuta pode ser necessária especialmente se o quadro clínico envolve pneumonia, alterações cardiovasculares ou um histórico de fraturas por queda. É possível buscar esse tipo de cuidado por meio do SUS da região. As Unidades Básicas de Saúde (UBS) podem oferecer grupos de apoio e disponibilizar&nbsp;<a href="https://www12.senado.leg.br/noticias/materias/2021/10/29/sancionada-inclusao-de-fisioterapeuta-e-terapeuta-ocupacional-no-saude-da-familia-do-sus">fisioterapeutas</a>&nbsp;que atendem na unidade ou no domicílio</p>
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		<title>Condições crônicas e exercícios físicos: como mudar o estilo de vida?</title>
		<link>https://cdd.puntocomm.com.br/noticias/condicoes-cronicas-e-exercicios-fisicos-como-mudar-o-estilo-de-vida/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Equipe Punto]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 23 May 2023 14:08:13 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atividade Física]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[Pessoas com condições crônicas como problemas cardiovasculares, osteoporose, diabetes, obesidade e outros devem se movimentar Começar uma rotina de exercícios parece o ‘terror’ para muita gente. E, para quem tem alguma condição crônica, isso pode ser ainda mais desafiador. A atividade física regular é fundamental para prevenir e tratar condições crônicas não transmissíveis (DCNTs), como [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph"><em>Pessoas com condições crônicas como problemas cardiovasculares, osteoporose, diabetes, obesidade e outros devem se movimentar</em></p>



<p class="wp-block-paragraph">Começar uma rotina de exercícios parece o ‘terror’ para muita gente. E, para quem tem alguma condição crônica, isso pode ser ainda mais desafiador. A atividade física regular é fundamental para prevenir e tratar condições crônicas não transmissíveis (DCNTs), como as cardíacas, respiratórias, acidentes vasculares cerebrais, diabetes, osteoporose, câncer de mama e de colo do útero, de acordo com a&nbsp;<a href="https://www.who.int/pt">Organização Mundial da Saúde</a>&nbsp;(OMS).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em 2015, Vivian Vieira, de 25 anos, descobriu que tem diabetes tipo 1. “Eu não fazia ideia do que era, qual a gravidade e como era tratado até ir ao postinho de saúde, onde tive um pequeno “treinamento” sobre como fazer o mínimo para sobreviver. Ali que minha ficha caiu e eu me toquei que precisava fazer pelo resto da minha vida”, afirma.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A jovem também faz tratamento para hipotireoidismo de Hashimoto desde os 10 anos. Quando descobriu o diabetes, teve uma mistura de sentimentos. “Me sentia muito culpada em levar tanta preocupação aos meus pais, medo do tratamento por ser tão invasivo (furar os dedos e aplicar as insulinas por pelo menos 5x ao dia) e exaustivo, ficava ansiosa com o que poderia acontecer caso eu não me adaptasse ao medicamento e ao tratamento – pois teria que mudar toda a minha rotina de vida, alimentação e atividades físicas”, conta.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Durante a infância e adolescência, Vivian tentou praticar diversos esportes: dança, natação, futebol, vôlei, basquete, handebol, ginástica, lutas e até golfe. “Não consegui me adaptar em nenhum, até me forçar (por tanta insistência médica) a praticar alguma coisa para melhorar a minha saúde, que foi quando entrei para academia. Não posso mentir e falar que&nbsp;<strong>amo</strong>&nbsp;ir agora, mas sei que é o que melhora minha qualidade de vida e me permite fugir um pouco da dieta”, diz.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Priscila Raabe Amélia Gonçalves Patez, de 28 anos, lida com a obesidade, que deixou de ser uma questão estética quando ela aceitou as mudanças do corpo e passou a olhar para si com mais amor e respeito. “Busquei alternativas para o meu peso quando sabia que o meu joelho poderia doer menos, assim como as minhas costas, e quando queria conseguir correr sem sentir falta de ar. Hoje consigo ter uma vida ativa. O peso pode dificultar, mas não me impede de nada. Aos poucos sinto melhoras na minha qualidade de vida, que prefiro atrelar as minhas mudanças de hábitos em geral do que apenas ao emagrecimento”, enfatiza.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Assim como Vivian, Priscila nunca foi fã da prática de exercícios físicos: “Sempre fui uma pessoa mais sedentária. Desde a adolescência, começava um esporte e logo abandonava. Com o passar dos anos e com os quilos a mais, me afastei cada vez mais da atividade física. Retomei na pandemia, com exercícios leves como yoga e pilates. Demorei até me encontrar com as aulas de fitdance, que hoje faço 4x na semana e tem me feito muito bem”.</p>



<h4 class="wp-block-heading">O que te impede de começar a se exercitar?</h4>



<p class="wp-block-paragraph">Muitas barreiras estão no caminho de quem não consegue começar uma atividade física. Uma delas é o ambiente em que os exercícios são praticados. “Eu odiava ir para um lugar que nunca tive afinidade. Uma vez fui tão forçada e tão sem vontade que cheguei a vomitar no instrutor da academia nos primeiros 15 minutos de aula. Chorava por saber que precisava ir e me fazia mal por não ter a mínima vontade de estar lá”, lembra Vivian. Com o passar do tempo, indo com a mãe e o irmão, a jovem se sentiu mais confortável e segura. Hoje ela consegue ir sozinha e fazer todo o treino.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Antes de lidar com a obesidade, Priscila não sentia vergonha e nem recebia olhares preconceituosos: “O meu corpo padrão cabia naquele espaço de academia, eu conseguia fazer parte. Hoje não, quando entro numa academia e todos os olhares se voltam para mim, sinto culpa e vergonha, porque sinto que sou errada e não deveria estar ali”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo&nbsp;<a href="https://www.instagram.com/victorvieirac/">Victor Cavalcante</a>, profissional de Educação Física, a desistência da prática esportiva logo no início vem acompanhada de alguns fatores: “Dentre eles entram a falta de adaptação com o ambiente em que o exercício físico é realizado, a distância até o local para realizar, fatores sociais como não se encaixar no círculo das pessoas envolvidas, entre outros. No entanto, sem dúvidas, o indivíduo escolher a modalidade esportiva de preferência faz com que o nível de desistência diminua consideravelmente”.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter"><img decoding="async" src="https://cdd.org.br/wp-content/uploads/2023/04/WhatsApp-Image-2023-04-05-at-13.02.08.jpeg" alt="" class="wp-image-7540" title="<em&gt;Victor Cavalcante - arquivo pessoal</em&gt;"/></figure>
</div>


<h4 class="wp-block-heading">Exercícios físicos e condições crônicas</h4>



<p class="wp-block-paragraph">O mestre em Educação Física e também integrante do Grupo de Pesquisa em Performance Humana (GPPH-UTFPR) e do Grupo de Pesquisa em Exercício e Nutrição (GPEN-UEMG) avalia que, no caso de diagnóstico de condições crônicas, nada impede a pessoa de começar a se movimentar e desde que, claro, seja viável mediante as condições que determinada doença imponha.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda para adultos e idosos que vivem com condições crônicas (sobreviventes de câncer, hipertensão, diabetes tipo II, HIV): 150 à 300 minutos de atividade física aeróbia de intensidade moderada ou 75 à 150 minutos de atividade física aeróbia de intensidade vigorosa ou uma combinação equivalente a esses números acima citados”, destaca.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Victor acrescenta que, para benefícios adicionais, atividades de fortalecimento muscular de intensidade moderada que envolvam grandes grupos musculares com uma frequência semanal de dois ou mais dias também são importantes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Posso ressaltar que as durações, frequências e tipos de exercícios para serem realizados não se limitam somente às condições citadas pela OMS. A “triagem” para definir qual o tipo de atividade ideal para determinadas condições crônicas advém de um trabalho multidisciplinar, no entanto, os responsáveis pela prescrição são os profissionais de Educação Física”, conclui.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nossas duas entrevistadas da reportagem têm recados importantes para você que tem uma condição crônica e não sabe como começar a se mexer. “Comece de leve e prefira exercícios em grupo. Ter alguém pra te motivar e ter um compromisso com outra pessoa te motiva bastante a ir. Com o tempo as coisas melhoram e o resultado sempre traz alívios incríveis – tanto na sua saúde física quanto na mental”, garante Vivian. “Eu busquei alternativas ao ambiente que para mim foi tóxico. Diria para a pessoa não desistir de cara, porque não vai ser fácil. Mas é possível encontrar um espaço seguro que irá te acolher e respeitar as suas particularidades”, finaliza Priscila.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Atividades físicas ajudam a controlar sintomas de DPOC</title>
		<link>https://cdd.puntocomm.com.br/noticias/atividades-fisicas-ajudam-a-controlar-sintomas-de-dpoc/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Equipe Punto]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 03 May 2023 14:03:46 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atividade Física]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[Embora a doença pulmonar obstrutiva crônica dificulte a prática de atividades físicas, manter-se ativo com a devida orientação profissional é fundamental para o alívio dos problemas e a manutenção da saúde À primeira vista, é comum pensar que exercícios físicos não combinam com o cotidiano de quem vive com&#160;a doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC). Afinal, [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph"><em>Embora a doença pulmonar obstrutiva crônica dificulte a prática de atividades físicas, manter-se ativo com a devida orientação profissional é fundamental para o alívio dos problemas e a manutenção da saúde</em></p>



<p class="wp-block-paragraph">À primeira vista, é comum pensar que exercícios físicos não combinam com o cotidiano de quem vive com&nbsp;<a href="https://cdd.org.br/noticia/respiratorios/saiba-tudo-sobre-doenca-pulmonar-obstrutiva-cronica-dpoc/"><strong>a doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC)</strong></a>. Afinal, a condição promove&nbsp; falta de fôlego mesmo ao fazer movimentos simples, como tomar banho ou preparar uma refeição. “Uma das características da doença é a limitação ao fazer exercícios físicos”, aponta a pneumologista Rosemeri Maurici, membro da Comissão de DPOC da Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mas, ao contrário do que se imagina, uma rotina de atividades físicas pode ser uma grande aliada na manutenção da saúde e recuperação da qualidade de vida de quem tem a doença. Os indivíduos com DPOC são menos ativos fisicamente do que adultos saudáveis, e o sedentarismo amplia os danos causados pela condição.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A DPOC é a terceira doença que mais causa mortes no mundo – segundo a&nbsp;<a href="https://www.who.int/news-room/fact-sheets/detail/the-top-10-causes-of-death#:~:text=The%20top%20global%20causes%20of,birth%20asphyxia%20and%20birth%20trauma%2C">Organização Mundial da Saúde</a>, 6% das mortes em 2019 foram causadas pela condição. A doença é progressiva e seus sintomas mais prevalentes são a dispneia – falta de ar –, a tosse crônica e o encurtamento da respiração.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">O&nbsp;<a href="https://cdd.org.br/noticia/respiratorios/tabagismo-e-o-principal-responsavel-pela-dpoc/">principal fator de risco</a>&nbsp;para a DPOC é o tabagismo. “Incentivar as pessoas a abandonar o hábito tabágico, ou a nem iniciar, é muito importante para prevenir. Para quem já tem a doença, esse estímulo também deve ser feito, porque isso melhora sua capacidade pulmonar e a sua funcionalidade”, alerta a pneumologista.</p>



<h4 class="wp-block-heading">Sedentarismo piora dificuldades da DPOC</h4>



<p class="wp-block-paragraph">Conforme avança, a doença pode levar a comorbidades e comprometer tarefas corriqueiras, como trocar de roupa ou ficar em pé por períodos prolongados. O sedentarismo piora esse quadro ainda mais. Junto aos sintomas respiratórios, a falta de condicionamento físico pode levar à sarcopenia – diminuição da massa muscular que está associada ao envelhecimento e à ocorrência de outras doenças.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Independentemente do grau de dificuldade, é recomendado que os pacientes sejam inseridos em programas de reabilitação e de condicionamento físico”, explica Maurici. Não há um programa generalizado de atividades físicas que sirva para todos os pacientes com DPOC – a prescrição deve ser feita de forma personalizada e acompanhada por fisioterapeutas e profissionais de educação física. Um ponto é garantir que as práticas não sejam extenuantes para não sobrecarregarem os pulmões ou o coração.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para o paciente, vale ficar alerta para sinais de extenuação: aumento intenso da frequência cardíaca, presença de dores no peito ou nas pernas ou coloração azulada nos dedos. Se reparar nisso, suspenda a prática e converse com o profissional.</p>



<p class="wp-block-paragraph">É comum que pacientes com DPOC apresentem&nbsp;<a href="https://cdd.org.br/noticia/respiratorios/a-relacao-entre-dpoc-e-insuficiencia-cardiaca/">quadros de insuficiência cardíaca</a>&nbsp;e, para garantir uma rotina segura de exercícios, uma avaliação cardiovascular também merece ser feita.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">“A DPOC por si só já é limitante. Quando tem outra doença associada, causa mais dificuldade ainda”, diz Maurici. Contudo, os sintomas causados pelas comorbidades associadas à DPOC também são amenizados com o esforço físico.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A manutenção da saúde física também diminui o número de exacerbações, momentos de maior gravidade da doença, e prepara o corpo para essas dificuldades.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em pacientes com quadros mais graves, é recomendado iniciar pela reabilitação fisioterápica para depois inserir as atividades físicas na rotina.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Infelizmente, a DPOC costuma ser diagnosticada de forma tardia – uma questão que envolve falta de conscientização, tanto da população como dos profissionais de saúde.&nbsp;</p>



<h4 class="wp-block-heading">Impacto também na saúde mental&nbsp;</h4>



<p class="wp-block-paragraph">Como os sintomas da doença estão ligados ao esforço físico, é comum que os pacientes tenham receio de exercícios. “Mas explicando para o paciente que aquilo vai ser benéfico, eles ganham confiança ao longo do tempo”, conta Maurici. E essa confiança repercute na saúde mental dos pacientes.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com a pneumologista, a DPOC frequentemente está ligada a quadros de depressão e ansiedade. “Nesse sentido, sair ao ar livre e fazer atividades em grupo é importante”, destaca. As atividades físicas também ajudam a melhorar a qualidade do sono e a autonomia, o que também aprimora a saúde mental.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">“O grande objetivo é que o indivíduo se mantenha independente para os autocuidados, para que consiga tomar banho e fazer comida etc. São coisas básicas, mas para eles isso é fundamental”, reitera Maurici.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
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