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	<title>Estilo de vida &#8211; CDD &#8211; Crônicos do Dia a Dia</title>
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	<title>Estilo de vida &#8211; CDD &#8211; Crônicos do Dia a Dia</title>
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		<title>Como o exercício físico é um aliado na prevenção e no tratamento de demências</title>
		<link>https://cdd.puntocomm.com.br/noticias/como-o-exercicio-fisico-e-um-aliado-na-prevencao-e-no-tratamento-de-demencias/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Equipe Punto]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 23 May 2023 14:09:02 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atividade Física]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[Inatividade física é fator de risco para desenvolvimento de demências, que podem ser prevenidas com mudanças no estilo de vida&#160; O Alzheimer é responsável pela maior parte dos casos de demências no Brasil –&#160;cerca de 70%&#160;dos diagnósticos. E é possível adiar seu aparecimento ou reduzir o risco de manifestá-lo. Em um&#160;estudo publicado na revista The [&#8230;]]]></description>
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<p class="wp-block-paragraph"><em>Inatividade física é fator de risco para desenvolvimento de demências, que podem ser prevenidas com mudanças no estilo de vida&nbsp;</em></p>



<p class="wp-block-paragraph">O Alzheimer é responsável pela maior parte dos casos de demências no Brasil –&nbsp;<a href="https://bvsms.saude.gov.br/no-dia-mundial-da-pessoa-com-alzheimer-alerta-e-para-diagnostico-precoce/">cerca de 70%</a>&nbsp;dos diagnósticos. E é possível adiar seu aparecimento ou reduzir o risco de manifestá-lo. Em um&nbsp;<a href="https://www.thelancet.com/journals/lanam/article/PIIS2667-193X(22)00073-4/fulltext#%20">estudo publicado na revista The Lancet</a>&nbsp;em abril de 2022, pesquisadores da Universidade Federal do Rio Grande do Sul demonstraram que mais da metade dos casos de demências no Brasil são atribuídos a fatores que, potencialmente, podem ser prevenidos.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">As condições mais associadas à ocorrência foram perda auditiva, hipertensão e… a&nbsp;<strong>inatividade física</strong>. O sedentarismo esteve ligado a cerca de 11% dos casos.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Estima-se que um a cada 10 casos de demências no Brasil sejam atribuídos à inatividade física”, explica o pesquisador Natan Feter, doutor em Educação Física pela Universidade Federal de Pelotas (UFPel).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Resultados de estudos internacionais corroboram os achados brasileiros.&nbsp;<a href="https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC9484730/">Uma pesquisa de 2022 da revista&nbsp;<em>Neurology</em></a>&nbsp;baseada no banco de dados Biobank, onde constam as informações de mais de 500 mil pessoas, associou a diminuição nos riscos de demência às atividades físicas regulares. Segundo o trabalho, quem pratica esportes ou exercícios mais intensos exibe uma probabilidade 28% menor de ser diagnosticado com a doença. E o benefício também vale para quem realiza atividades mais leves, como a limpeza da casa.</p>



<p class="wp-block-paragraph">E não só para prevenir a demência. A ONU afirma que o sedentarismo é o quarto maior fator de risco para mortalidade. Pessoas nessa situação correm um risco de 20% a 30% maior de morte em comparação a quem se movimenta durante, pelo menos, 30 minutos diários.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No Brasil, segundo&nbsp;<a href="https://cdn.who.int/media/docs/default-source/country-profiles/physical-activity/physical-activity-bra-2022-country-profile.pdf?sfvrsn=348ad853_5&amp;download=true">dados</a>&nbsp;da OMS, 40% das mulheres e 53% dos homens adultos são inativos. Fatores socioeconômicos influenciam o acesso a exercícios físicos estruturados no país.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Com a projeção de crescimento dos casos de demências nas próximas décadas, especialistas alertam para a necessidade de conscientizar a população sobre a importância do movimento. Investir em campanhas, em políticas públicas e urbanismo é o primeiro passo.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Muitos centros urbanos, por exemplo, não contam com espaços para lazer e esporte ou mesmo calçadas adequadas. “Fornecer informações é importante, mas também precisamos fornecer as ferramentas necessárias para a população ser ativa fisicamente”, aponta o doutor em gerontologia Daniel Vicentini, especialista pela Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia (SBGG).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">As consequências da atividade física para a saúde pública já podem ser medidas em alguns países. Nos Estados Unidos e na Inglaterra, a incidência de casos de demências está decrescendo, e a razão atribuída pelos pesquisadores é o aumento da conscientização e as melhorias no manejo de doenças cardiovasculares e seus fatores de risco.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Quando o sistema cardiovascular é eficiente e funcional, o fluxo sanguíneo melhora e entrega mais sangue, com mais nutrientes, para o cérebro. Um cérebro bem nutrido representa um risco menor para desordens neurológicas como a demência e a depressão”, ilustra Vicentini. “A vantagem da atividade física é que ela atua sobre todo o corpo– e é por isso que acredito que nunca vamos conseguir desenvolver um medicamento que mimetize os seus efeitos”, destaca Feter.&nbsp;</p>



<h4 class="wp-block-heading">Efeitos no cérebro<strong></strong></h4>



<p class="wp-block-paragraph">Diferentes estudos mostram que as atividades físicas promovem benesses no cérebro. Em 2012, pesquisadores estadunidenses&nbsp;<a href="https://www.sciencedirect.com/topics/neuroscience/irisin">descobriram</a>&nbsp;um hormônio chamado irisina, que é liberado durante os treinos e está relacionado à prevenção de demências.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O hormônio é um tipo de miocina, substâncias produzidas e liberadas a partir da contração muscular durante a realização de exercícios físicos. A partir de testes com camundongos, um grupo de pesquisadores do Brasil, do Canadá e dos Estados Unidos considerou<a href="https://www.nature.com/articles/s41591-018-0275-4#Sec2">&nbsp;o hormônio um mediador da ação neuroprotetora dos exercícios</a>. No cérebro, a irisina foi relacionada à proteção contra danos causados pelo Alzheimer, que afetam as funções de memória e a neuroplasticidade.&nbsp;</p>



<h4 class="wp-block-heading">Na prática</h4>



<p class="wp-block-paragraph">A recomendação oficial da OMS para adultos é de, no mínimo, 150 minutos de atividades físicas de intensidade moderada por semana.&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Embora exercícios moderados ou intensos pareçam trazer maiores benefícios, toda atividade é bem-vinda. “Antes se pensava que as atividades aeróbicas eram as que mais conseguiam melhorar a função cognitiva, mas hoje vemos que exercícios de força também são importantes. O simples ato de contração muscular é capaz de liberar substâncias na corrente sanguínea que induzem a liberação de fatores neurogênicos no cérebro”, resume Feter.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">E outra boa notícia: não há idade limite para começar. “Nunca é tarde, seja para prevenção, seja para auxiliar no tratamento. É sempre importante se manter ativo”, alerta Feter.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para quem já vive com demência, o exercício físico desempenha um papel de melhora na qualidade de vida e no bem-estar. A prática não impede o avanço da doença, mas pode atenuar os impactos dos sintomas – tanto no indivíduo quanto em seus familiares e cuidadores.&nbsp; “Os melhores resultados na literatura científica para pessoas com demência são os exercícios multicomponentes. Ou seja, os que combinam exercícios aeróbicos, de força, de equilíbrio, de coordenação e agilidade”, explica Daniel Vicentini, da SBGG.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mas atenção: o que mais importa é buscar uma atividade que se encaixe na rotina e que seja prazeroso.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Outra estratégia utilizada por fisioterapeutas e educadores físicos é um tipo de exercício chamado de “dupla tarefa”. A prática consiste na realização de uma atividade primária e outra secundária, para ajudar na melhora da mobilidade e da funcionalidade cognitiva. Por exemplo: a pessoa é incentivada a fazer relatos do cotidiano ou a lembrar de nomes de objetos enquanto caminha.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A diminuição da agressividade, a melhoria na qualidade do sono e do apetite e o aumento dos níveis de bem-estar e autoestima são fatores que melhoram com treinos físicos regulares.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Com o avançar do quadro, indivíduos com demência podem começar a apresentar alterações motoras e dificuldades para caminhar e fazer atividades cotidianas. Nesse contexto, o papel das atividades físicas é mais focado em manter a movimentação e a autonomia.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Devemos estimular o idoso a fazer quaisquer atividades físicas: vale regar as plantas, cuidar do jardim e ajudar a limpar a casa. É bom evitar ficar mais de 2 horas na mesma posição”, diz Vicentini. Se necessário, fisioterapeutas e educadores físicos podem ajudar com gestos e realizar alongamentos, entre outras coisas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A atuação do fisioterapeuta pode ser necessária especialmente se o quadro clínico envolve pneumonia, alterações cardiovasculares ou um histórico de fraturas por queda. É possível buscar esse tipo de cuidado por meio do SUS da região. As Unidades Básicas de Saúde (UBS) podem oferecer grupos de apoio e disponibilizar&nbsp;<a href="https://www12.senado.leg.br/noticias/materias/2021/10/29/sancionada-inclusao-de-fisioterapeuta-e-terapeuta-ocupacional-no-saude-da-familia-do-sus">fisioterapeutas</a>&nbsp;que atendem na unidade ou no domicílio</p>
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		<title>Condições crônicas e exercícios físicos: como mudar o estilo de vida?</title>
		<link>https://cdd.puntocomm.com.br/noticias/condicoes-cronicas-e-exercicios-fisicos-como-mudar-o-estilo-de-vida/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Equipe Punto]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 23 May 2023 14:08:13 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atividade Física]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[Pessoas com condições crônicas como problemas cardiovasculares, osteoporose, diabetes, obesidade e outros devem se movimentar Começar uma rotina de exercícios parece o ‘terror’ para muita gente. E, para quem tem alguma condição crônica, isso pode ser ainda mais desafiador. A atividade física regular é fundamental para prevenir e tratar condições crônicas não transmissíveis (DCNTs), como [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph"><em>Pessoas com condições crônicas como problemas cardiovasculares, osteoporose, diabetes, obesidade e outros devem se movimentar</em></p>



<p class="wp-block-paragraph">Começar uma rotina de exercícios parece o ‘terror’ para muita gente. E, para quem tem alguma condição crônica, isso pode ser ainda mais desafiador. A atividade física regular é fundamental para prevenir e tratar condições crônicas não transmissíveis (DCNTs), como as cardíacas, respiratórias, acidentes vasculares cerebrais, diabetes, osteoporose, câncer de mama e de colo do útero, de acordo com a&nbsp;<a href="https://www.who.int/pt">Organização Mundial da Saúde</a>&nbsp;(OMS).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em 2015, Vivian Vieira, de 25 anos, descobriu que tem diabetes tipo 1. “Eu não fazia ideia do que era, qual a gravidade e como era tratado até ir ao postinho de saúde, onde tive um pequeno “treinamento” sobre como fazer o mínimo para sobreviver. Ali que minha ficha caiu e eu me toquei que precisava fazer pelo resto da minha vida”, afirma.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A jovem também faz tratamento para hipotireoidismo de Hashimoto desde os 10 anos. Quando descobriu o diabetes, teve uma mistura de sentimentos. “Me sentia muito culpada em levar tanta preocupação aos meus pais, medo do tratamento por ser tão invasivo (furar os dedos e aplicar as insulinas por pelo menos 5x ao dia) e exaustivo, ficava ansiosa com o que poderia acontecer caso eu não me adaptasse ao medicamento e ao tratamento – pois teria que mudar toda a minha rotina de vida, alimentação e atividades físicas”, conta.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Durante a infância e adolescência, Vivian tentou praticar diversos esportes: dança, natação, futebol, vôlei, basquete, handebol, ginástica, lutas e até golfe. “Não consegui me adaptar em nenhum, até me forçar (por tanta insistência médica) a praticar alguma coisa para melhorar a minha saúde, que foi quando entrei para academia. Não posso mentir e falar que&nbsp;<strong>amo</strong>&nbsp;ir agora, mas sei que é o que melhora minha qualidade de vida e me permite fugir um pouco da dieta”, diz.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Priscila Raabe Amélia Gonçalves Patez, de 28 anos, lida com a obesidade, que deixou de ser uma questão estética quando ela aceitou as mudanças do corpo e passou a olhar para si com mais amor e respeito. “Busquei alternativas para o meu peso quando sabia que o meu joelho poderia doer menos, assim como as minhas costas, e quando queria conseguir correr sem sentir falta de ar. Hoje consigo ter uma vida ativa. O peso pode dificultar, mas não me impede de nada. Aos poucos sinto melhoras na minha qualidade de vida, que prefiro atrelar as minhas mudanças de hábitos em geral do que apenas ao emagrecimento”, enfatiza.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Assim como Vivian, Priscila nunca foi fã da prática de exercícios físicos: “Sempre fui uma pessoa mais sedentária. Desde a adolescência, começava um esporte e logo abandonava. Com o passar dos anos e com os quilos a mais, me afastei cada vez mais da atividade física. Retomei na pandemia, com exercícios leves como yoga e pilates. Demorei até me encontrar com as aulas de fitdance, que hoje faço 4x na semana e tem me feito muito bem”.</p>



<h4 class="wp-block-heading">O que te impede de começar a se exercitar?</h4>



<p class="wp-block-paragraph">Muitas barreiras estão no caminho de quem não consegue começar uma atividade física. Uma delas é o ambiente em que os exercícios são praticados. “Eu odiava ir para um lugar que nunca tive afinidade. Uma vez fui tão forçada e tão sem vontade que cheguei a vomitar no instrutor da academia nos primeiros 15 minutos de aula. Chorava por saber que precisava ir e me fazia mal por não ter a mínima vontade de estar lá”, lembra Vivian. Com o passar do tempo, indo com a mãe e o irmão, a jovem se sentiu mais confortável e segura. Hoje ela consegue ir sozinha e fazer todo o treino.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Antes de lidar com a obesidade, Priscila não sentia vergonha e nem recebia olhares preconceituosos: “O meu corpo padrão cabia naquele espaço de academia, eu conseguia fazer parte. Hoje não, quando entro numa academia e todos os olhares se voltam para mim, sinto culpa e vergonha, porque sinto que sou errada e não deveria estar ali”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo&nbsp;<a href="https://www.instagram.com/victorvieirac/">Victor Cavalcante</a>, profissional de Educação Física, a desistência da prática esportiva logo no início vem acompanhada de alguns fatores: “Dentre eles entram a falta de adaptação com o ambiente em que o exercício físico é realizado, a distância até o local para realizar, fatores sociais como não se encaixar no círculo das pessoas envolvidas, entre outros. No entanto, sem dúvidas, o indivíduo escolher a modalidade esportiva de preferência faz com que o nível de desistência diminua consideravelmente”.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter"><img decoding="async" src="https://cdd.org.br/wp-content/uploads/2023/04/WhatsApp-Image-2023-04-05-at-13.02.08.jpeg" alt="" class="wp-image-7540" title="<em&gt;Victor Cavalcante - arquivo pessoal</em&gt;"/></figure>
</div>


<h4 class="wp-block-heading">Exercícios físicos e condições crônicas</h4>



<p class="wp-block-paragraph">O mestre em Educação Física e também integrante do Grupo de Pesquisa em Performance Humana (GPPH-UTFPR) e do Grupo de Pesquisa em Exercício e Nutrição (GPEN-UEMG) avalia que, no caso de diagnóstico de condições crônicas, nada impede a pessoa de começar a se movimentar e desde que, claro, seja viável mediante as condições que determinada doença imponha.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda para adultos e idosos que vivem com condições crônicas (sobreviventes de câncer, hipertensão, diabetes tipo II, HIV): 150 à 300 minutos de atividade física aeróbia de intensidade moderada ou 75 à 150 minutos de atividade física aeróbia de intensidade vigorosa ou uma combinação equivalente a esses números acima citados”, destaca.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Victor acrescenta que, para benefícios adicionais, atividades de fortalecimento muscular de intensidade moderada que envolvam grandes grupos musculares com uma frequência semanal de dois ou mais dias também são importantes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Posso ressaltar que as durações, frequências e tipos de exercícios para serem realizados não se limitam somente às condições citadas pela OMS. A “triagem” para definir qual o tipo de atividade ideal para determinadas condições crônicas advém de um trabalho multidisciplinar, no entanto, os responsáveis pela prescrição são os profissionais de Educação Física”, conclui.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nossas duas entrevistadas da reportagem têm recados importantes para você que tem uma condição crônica e não sabe como começar a se mexer. “Comece de leve e prefira exercícios em grupo. Ter alguém pra te motivar e ter um compromisso com outra pessoa te motiva bastante a ir. Com o tempo as coisas melhoram e o resultado sempre traz alívios incríveis – tanto na sua saúde física quanto na mental”, garante Vivian. “Eu busquei alternativas ao ambiente que para mim foi tóxico. Diria para a pessoa não desistir de cara, porque não vai ser fácil. Mas é possível encontrar um espaço seguro que irá te acolher e respeitar as suas particularidades”, finaliza Priscila.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>‘Apartheid alimentar’: barreiras a alimentação saudável desempenham papel no aumento de prevalência de obesidade e diabete</title>
		<link>https://cdd.puntocomm.com.br/noticias/apartheid-alimentar-barreiras-a-alimentacao-saudavel-desempenham-papel-no-aumento-de-prevalencia-de-obesidade-e-diabete/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Equipe Punto]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 22 May 2023 19:55:36 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Alimentação]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[Pessoas que vivem em áreas de vulnerabilidade social têm mais acesso à ultraprocessados, risco de má nutrição e doenças crônicas não transmissíveis; entenda mais sobre apartheid alimentar O apartheid foi um regime de segregação racial implementado na África do Sul entre os anos de 1948 e 1994. A legislação separava a população por grupos raciais, [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph"><em>Pessoas que vivem em áreas de vulnerabilidade social têm mais acesso à ultraprocessados, risco de má nutrição e doenças crônicas não transmissíveis; entenda mais sobre apartheid alimentar</em></p>



<p class="wp-block-paragraph">O apartheid foi um regime de segregação racial implementado na África do Sul entre os anos de 1948 e 1994. A legislação separava a população por grupos raciais, separando áreas residenciais, de saúde, educação e de diversos serviços públicos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com pesquisadores brasileiros que estudam a área da saúde aqui no País, atualmente vivemos um ‘apartheid alimentar’. Isso porque há uma flagrante desigualdade social no acesso aos produtos saudáveis, o que revela uma série de sintomas, na avaliação de Mariana Fagundes Grilo, pesquisadora do NUPENS, Núcleo de Pesquisas Epidemiológicas em Nutrição e Saúde da Universidade de São Paulo (USP): “Estamos falando de desigualdades no acesso aos alimentos como um sintoma da presença de injustiça sociais como, pobreza e racismo que levam a alocação desigual de recursos. O termo mostra que as barreiras do acesso à alimentação saudável não são pela falta de iniciativa de uma comunidade, mas por um legado contínuo de estruturas econômicas e políticas que são discriminatórias”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mariana foi uma das pesquisadoras do NUPENS, juntamente com o NEPA, Núcleo de Estudos e Pesquisas em Alimentação da Unicamp, a fazer um levantamento sobre a presença dos chamados ‘pântanos alimentares’, ou seja, estabelecimentos de comercialização de alimentos ultraprocessados na cidade de Campinas, no interior paulista. Ele também associaram a característica de vulnerabilidade dos habitantes da região e se isso estaria relacionado ao consumo de comidas menos saudáveis.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O estudo também levou em consideração a presença ou não de restaurantes de comidas rápidas, feira livres e supermercados. Constatou-se que, em regiões menos vulneráveis economicamente, havia uma maior oferta de todo o tipo de alimento, mas os bairros mais pobres contavam apenas com lugares onde os ultraprocessados prevaleciam.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo dados do Ministério da Saúde divulgados em 2020, o consumo de ultraprocessados aumenta em 26% o risco de obesidade, eleva o risco de sobrepeso em 23%, de síndrome metabólica (condições que aumentam o risco de doença cardíaca, acidente vascular cerebral e diabetes) em 79%, de colesterol alto em 102% doenças cardiovasculares em 29% a 34% e da mortalidade por todas as causas em 25%.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os números são preocupantes, sobretudo se levarmos em conta que a população que mais está consumindo ultraprocessados é a que está em vulnerabilidade social e que, ao mesmo tempo, tem menos acesso à saúde.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para entendermos os efeitos do ‘apartheid alimentar’, como ele se reproduz e de que maneira seria possível reverter essa situação, a reportagem da CDD entrevistou a pesquisadora Mariana Fagundes Grilo, do Núcleo de Pesquisas Epidemiológicas em Nutrição e Saúde da Universidade de São Paulo (NUPENS-USP). Confira:</p>



<h5 class="wp-block-heading">O que significa o termo ‘apartheid alimentar’? Poderiam contar mais para a gente quais conclusões vocês tiveram no estudo que realizaram, e que foi divulgado em 2022, em parceria com o NEPA sobre o tema?</h5>



<p class="wp-block-paragraph">O termo “apartheid” refere-se à segregação racial. No caso de “apartheid alimentar”, estamos falando de desigualdades no acesso aos alimentos como um sintoma da presença de injustiça social, como pobreza e racismo, que leva a alocação desigual de recursos – o termo mostra que as barreiras do acesso à alimentação saudável não são pela falta de iniciativa de uma comunidade, mas por um legado contínuo de estruturas econômicas e políticas que são discriminatórias.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Residentes vivendo em áreas consideradas “apartheid alimentar” vivem em pântanos alimentares – localidades onde há mais estabelecimentos de venda de ultraprocessados (como salgadinhos, biscoitos recheados e refrigerantes), do que de venda de opções mais saudáveis, como alimentos&nbsp;in natura&nbsp;ou minimamente processados, e ainda lidam com todas as barreiras de vulnerabilidade econômica e social.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na análise que fizemos em Campinas (autoria das cientistas Mariana Grilo, Caroline de Menezes e Ana Clara Duran, e que é detalhada no artigo&nbsp;<a href="https://www.scielosp.org/article/csc/2022.v27n7/2717-2728/pt">Mapeamento de pântanos alimentares em Campinas, Brasil</a>, encontramos que em Campinas, terceira maior cidade de São Paulo, cinco regiões são classificadas como pântanos alimentares.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para chegar a esse dado, dividimos estabelecimentos em três tipos: restaurantes de comida rápida (onde a venda de ultraprocessados é predominante), feiras livres e orgânicas/agroecológicas (onde a venda predominante é a de alimentos&nbsp;in natura) e super/hipermercados (estabelecimentos de venda mista). Confirmamos e mapeamos as localizações — e esses dados foram cruzados com informações de renda média do chefe do domicílio e da proporção de pretos e pardos das Administrações Regionais (ARs) de Campinas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Encontramos que, de maneira geral, as regiões com maior renda e menor percentual de pretos e pardos são as que mais concentram todos os tipos de estabelecimentos analisados. Além disso, das 18 ARs do município, cinco foram consideradas pântanos alimentares. Nessas regiões de pântanos, os residentes têm alta exposição a ultraprocessados e já existem evidências de que os pântanos alimentares podem desempenhar um papel relevante no aumento das prevalências de obesidade e diabete.</p>



<h5 class="wp-block-heading">O senso comum tem uma ideia de que a população que vive em situação de vulnerabilidade teria mais acesso à comida saudável. Por que essa é uma crença equivocada?</h5>



<p class="wp-block-paragraph">Existe uma mudança radical na maneira como os alimentos estão sendo produzidos, distribuídos e anunciados em grande parte do mundo. Vemos uma disponibilidade crescente de alimentos ultraprocessados, altamente calóricos e pobres em nutrientes sendo distribuídos. Essa distribuição está atingindo diferentes tipos de estabelecimentos, inclusive os mercados locais que são muito encontrados em bairros de maior vulnerabilidade. As indústrias alimentícias têm como estratégia aumentar sua presença de forma acintosa nos países em desenvolvimento, como o Brasil.</p>



<h5 class="wp-block-heading">De que maneira o baixo acesso à comida saudável proporciona índices preocupantes de obesidade nessa população?</h5>



<p class="wp-block-paragraph">Nas regiões de pântanos alimentares, os residentes têm alta exposição a ultraprocessados e acesso dificultado a estabelecimentos que comercializam opções mais saudáveis, como feiras livres. Existem evidências de que os pântanos alimentares podem desempenhar um papel relevante no aumento das prevalências de obesidade e diabetes. Além disso, os residentes também têm menos acesso a serviços de saúde, transporte e lazer. Dessa forma, os pântanos alimentares atuam como um fator de risco para má nutrição e&nbsp;<a href="https://www.brasildefato.com.br/2022/05/24/com-alta-dos-alimentos-populacao-de-baixa-renda-come-pior-e-sofre-risco-de-doencas-cronicas" target="_blank" rel="noreferrer noopener">doenças crônicas não transmissíveis.</a></p>



<h5 class="wp-block-heading">Vocês encontram indícios do porquê de os alimentos ultraprocessados chegarem com mais facilidade nas periferias?</h5>



<p class="wp-block-paragraph">Na falta de regulação pelo Estado da produção e distribuição de ultraprocessados, em especial aquilo que é vendido para a população de baixa renda, a indústria alimentícia vai continuar estimulando as populações a consumir seus produtos. O consumo de ultraprocessados não tem apenas um motivo, desde a falta de políticas públicas de regulação como mencionado até questões amplas como carga horária de trabalho, preço, sabor, praticidade, dificuldade de escolher os produtos no mercado, marketing, entre outros. As características altamente atrativas dos ultraprocessados (publicidade, embalagens coloridas) e a dificuldade de acesso a alimentos in natura e minimamente processados, oriundos da agricultura familiar, por exemplo, em locais vulneráveis podem levar ao maior consumo de ultraprocessados.</p>



<h5 class="wp-block-heading">O estímulo à agricultura familiar poderia ser parte da resolução do problema? Quais outras sugestões poderiam ser feitas para mudar esse cenário, no quesito políticas públicas?</h5>



<p class="wp-block-paragraph">Os resultados da pesquisa jogam luz sobre as relações entre a vulnerabilidade social e o acesso à alimentação adequada e saudável, apontando oportunidades de priorizar políticas públicas que promovam uma distribuição equitativa de alimentos&nbsp;in natura&nbsp;e minimamente processados.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A Prefeitura de Campinas, por exemplo, buscou superar o desafio dos pântanos alimentares com serviços como o “Banco de Alimentos”, que fornece cestas básicas à população, e o projeto “Viva Leite”, além de aumentar o Programa Cartão Nutrir. Apesar de serem instrumentos que têm ajudado, em termos de oferta, levar mais feiras de produtores para vender para essas famílias que não têm como se deslocar até o centro ou pagar o valor do centro seria uma sugestão.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além disso, é importante a criação de políticas que façam com que nossas escolhas sejam mais saudáveis, como as de tributação, por exemplo, que aumentem o preço desses ultraprocessados em relação ou alimentos in natura e minimamente processados.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A Anvisa implementou agora em outubro de 2022 uma nova rotulagem nutricional de forma a colocar mensagens na frente das embalagens com avisos de&nbsp;‘alto em açúcar’, ‘alto em sódio’, ‘alto em gordura saturada’. Há algumas experiências fora do Brasil, no México, nos Estados Unidos, na Inglaterra, África do Sul, que tributaram bebidas açucaradas como refrigerantes, o que contribuiu para redução do consumo. A restrição da publicidade é outro caminho, limitando, por exemplo, o uso de&nbsp;imagens lúdicas nas embalagens.</p>



<h5 class="wp-block-heading">E o que mais gostariam que a população soubesse sobre ‘aparheid alimentar’?</h5>



<p class="wp-block-paragraph">As taxas de insegurança alimentar dispararam durante a pandemia do covid-19, mas mesmo antes de março de 2020, muitos brasileiros já enfrentavam desafios para ter acesso a alimentos saudáveis. O termo “apartheid alimentar” destaca corretamente como as políticas racistas moldaram áreas de vulnerabilidade social e levaram ao acesso limitado a alimentos saudáveis, mas principalmente aponta para a importância do trabalho de mudança estrutural para abordar essas causas básicas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Um “apartheid alimentar” é mais do que a falta de estabelecimentos de comercialização de alimentos saudáveis em comunidades de baixa renda – aponta para a discriminação de comunidades negras quando se trata de oportunidades econômicas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Chegar à raiz do problema não é uma tarefa fácil, porém já existem grupos de pesquisas e organizações trabalhando em diferentes aspectos da abordagem do “apartheid alimentar”, desde a construção de modelos de sistemas alimentares alternativos até o fornecimento de ideias para reformas políticas.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>Guia de Nutrição da DPOC: 5 dicas sobre alimentação para pessoas com Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica</title>
		<link>https://cdd.puntocomm.com.br/noticias/guia-de-nutricao-da-dpoc-5-dicas-sobre-alimentacao-para-pessoas-com-doenca-pulmonar-obstrutiva-cronica-2/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Equipe Punto]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 22 May 2023 19:45:20 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Alimentação]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[De acordo com um estudo publicado na revista Lung em 2015, indivíduos saudáveis ​​que seguiram uma dieta cetogênica apresentaram menor produção de dióxido de carbono e pressão parcial expiratória de dióxido de carbono (PETCO2) em comparação com aqueles que seguiram uma dieta mediterrânea. Além disso, a pesquisa de 2003 mostra melhora em pessoas com DPOC [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">De acordo com um estudo publicado na revista Lung em 2015, indivíduos saudáveis ​​que seguiram uma dieta cetogênica apresentaram menor produção de dióxido de carbono e pressão parcial expiratória de dióxido de carbono (PETCO2) em comparação com aqueles que seguiram uma dieta mediterrânea.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além disso, a pesquisa de 2003 mostra melhora em pessoas com <a href="https://cddhomolog.puntocomunicacao.com.br/doencas-respiratorias/dpoc/">DPOC</a> que tomaram um suplemento de alto teor de gordura e baixo teor de carboidratos em vez de comer uma dieta rica em carboidratos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mesmo reduzindo os carboidratos, uma dieta saudável inclui uma variedade de alimentos. Tente incluí-los em sua dieta diária.</p>



<h4 class="wp-block-heading"><strong>Alimentos ricos em proteínas</strong></h4>



<p class="wp-block-paragraph">Coma alimentos ricos em proteínas e de alta qualidade, como carne alimentada com capim, aves e ovos de pasto e peixes &#8211; particularmente peixes oleosos, como salmão, cavala e sardinha.</p>



<h4 class="wp-block-heading"><strong>Carboidratos complexos</strong></h4>



<p class="wp-block-paragraph">Se você incluir carboidratos em sua dieta, opte por carboidratos complexos. Esses alimentos são ricos em fibras, o que ajuda a melhorar a função do sistema digestivo e o controle do nível de açúcar no sangue.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Alimentos para incorporar em sua dieta incluem:</p>



<p class="wp-block-paragraph">· ervilhas<br>· Farelo<br>· batatas com pele<br>· lentilhas<br>· Quinoa<br>· feijões<br>· aveia<br>· cevada</p>



<h4 class="wp-block-heading"><strong>Produtos frescos</strong></h4>



<p class="wp-block-paragraph">Frutas e vegetais frescos contêm vitaminas, minerais e fibras essenciais. Esses nutrientes ajudarão a manter seu corpo saudável. Vegetais sem amido (todos, exceto ervilhas, batatas e milho) são pobres em carboidratos, então podem ser incluídos em todas as dietas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Algumas frutas e verduras são mais adequadas do que outras (confira abaixo a lista de alimentos a evitar).</p>



<h4 class="wp-block-heading"><strong>Alimentos ricos em potássio</strong></h4>



<p class="wp-block-paragraph">O potássio é vital para a função pulmonar, portanto, uma deficiência de potássio pode causar problemas respiratórios. Tente comer alimentos que contenham altos níveis de potássio, como:</p>



<p class="wp-block-paragraph">· abacates<br>· verduras escuras<br>· tomates<br>· espargos<br>· beterraba<br>· batatas<br>· bananas<br>· laranjas</p>



<p class="wp-block-paragraph">Alimentos ricos em potássio podem ser especialmente úteis se o seu nutricionista ou médico lhe prescrever um medicamento diurético.</p>



<h4 class="wp-block-heading"><strong>Gorduras saudáveis</strong></h4>



<p class="wp-block-paragraph">Ao optar por comer uma dieta mais gorda, em vez de escolher alimentos fritos, escolha lanches e refeições que contenham gorduras como abacate, nozes, sementes, coco e óleo de coco, azeitonas e azeite, peixe gordo e queijo. Esses alimentos fornecerão mais nutrição geral, especialmente a longo prazo.</p>



<h4 class="wp-block-heading"><strong>SAIBA O QUE EVITAR</strong></h4>



<p class="wp-block-paragraph">Certos alimentos podem causar problemas como gases e inchaço ou podem ter pouco ou nenhum valor nutricional. Alimentos para evitar ou minimizar incluem:</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Sal</strong><br>Muito sal (sódio) na sua dieta provoca retenção de água, o que pode afetar a sua capacidade de respirar. Retire o saleiro da mesa e não adicione sal à sua cozinha. Use ervas e especiarias sem sal para dar sabor aos alimentos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Verifique com seu nutricionista ou profissional de saúde sobre substitutos de sal com baixo teor de sódio. Eles podem conter ingredientes que podem afetar sua saúde negativamente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Apesar do que muitas pessoas acreditam, a maior parte da ingestão de sódio não vem do saleiro, mas sim do que já está na comida.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Certifique-se de verificar os rótulos dos alimentos que você compra. Seus lanches não devem conter mais de 300 miligramas (mg) de sódio por porção. Refeições integrais não devem ter mais de 600 mg.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Algumas frutas</strong><br>Maçãs, frutas de caroço como damascos e pêssegos e melões podem causar inchaço e gases em algumas pessoas devido a seus carboidratos fermentáveis. Isso pode levar a problemas respiratórios em pessoas com DPOC.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em vez disso, você pode se concentrar em frutas de baixa fermentação como abacaxi e uvas. No entanto, se esses alimentos não forem um problema para você e sua meta de carboidratos permitir a obtenção de frutas, você poderá incluí-los em sua dieta.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Alguns vegetais e leguminosas</strong><br>Há uma longa lista de legumes e legumes conhecidos por causar inchaço e gases. O que importa é como seu corpo funciona.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Você pode querer monitorar sua ingestão dos alimentos abaixo. No entanto, você pode continuar a aproveitá-los se eles não causarem um problema para você:</p>



<p class="wp-block-paragraph">· feijões<br>· Couve de Bruxelas<br>· repolho<br>· couve-flor<br>· milho<br>· alho-poró<br>· algumas lentilhas<br>· cebolas<br>· ervilhas<br>· soja</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Laticínios</strong><br>Algumas pessoas acham que os produtos lácteos, como leite e queijo, tornam a fleuma mais espessa. No entanto, se os produtos lácteos não parecem piorar o catarro, você pode continuar a comê-los.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Chocolate</strong><br>O chocolate contém cafeína, o que pode interferir com a sua medicação. Verifique com seu médico se você deve evitar ou limitar sua ingestão.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Comidas fritas</strong><br>Alimentos fritos ou gordurosos podem causar gases e indigestão. Alimentos altamente condimentados também podem causar desconforto e afetar sua respiração. Evite esses alimentos quando possível.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Não se esqueça de prestar atenção no que você bebe</strong><br>Pessoas com DPOC devem tentar beber muitos líquidos ao longo do dia. Cerca de seis a oito copos de 8 de bebidas não cafeinadas são recomendadas por dia. A hidratação adequada mantém o muco fino e facilita a tosse.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Limite ou evite completamente a cafeína, pois isso pode interferir com sua medicação. Bebidas cafeinadas incluem café, chá, refrigerante e bebidas energéticas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Pergunte ao seu médico sobre o álcool. Você pode ser aconselhado a evitar ou limitar bebidas alcoólicas, pois elas podem interagir com medicamentos. O álcool também pode diminuir sua taxa de respiração e dificultar a tosse com muco.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Da mesma forma, converse com seu médico se você tiver diagnosticado problemas cardíacos, bem como a DPOC. Às vezes, é necessário que as pessoas com problemas cardíacos limitem a ingestão de líquidos.</p>



<h4 class="wp-block-heading"><strong>VERIFIQUE SEU PESO</strong></h4>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>VERIFIQUE SEU PESO</strong><br>Pessoas com bronquite crônica tendem a ser obesas, enquanto aquelas com enfisema tendem a estar abaixo do peso. Isso faz com que a dieta e a avaliação nutricional sejam uma parte vital do tratamento da DPOC.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Se você está acima do peso</strong><br>Quando você está acima do peso, seu coração e pulmões precisam trabalhar mais, tornando a respiração mais difícil. O excesso de peso corporal também pode aumentar a demanda por oxigênio.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O seu médico ou nutricionista pode aconselhá-lo sobre como alcançar um peso corporal mais saudável, seguindo um plano alimentar personalizado e um programa de exercícios viável.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Se você está abaixo do peso</strong><br>Alguns sintomas da DPOC, como falta de apetite, depressão ou indisposição geral, podem fazer com que você fique abaixo do peso. Se você está abaixo do peso, pode sentir-se fraco e cansado ou mais propenso a infecções.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A DPOC exige que você use mais energia ao respirar. De acordo com a Cleveland Clinic, uma pessoa com DPOC pode queimar até 10 vezes mais calorias ao respirar do que uma pessoa sem DPOC.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Se você está abaixo do peso, precisa incluir lanches saudáveis ​​e altamente calóricos em sua dieta. Itens para adicionar à sua lista de compras incluem:</p>



<p class="wp-block-paragraph">· leite<br>· ovos<br>· aveia, quinoa e feijão<br>· queijo<br>· abacate<br>· nozes e manteigas<br>· oleos<br>· granola</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Esteja preparado para o horário das refeições</strong><br>A DPOC pode ser uma condição desafiadora para conviver, por isso é importante tornar a preparação de alimentos um processo simples e sem estresse. Torne as refeições mais fáceis, estimule seu apetite se estiver abaixo do peso e mantenha um programa de alimentação saudável seguindo estas diretrizes gerais:</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Coma pequenas refeições</strong><br>Tente comer cinco a seis pequenas refeições por dia em vez de três grandes. Comer pequenas refeições pode ajudá-lo a evitar encher muito o estômago e dar aos pulmões espaço suficiente para se expandir, facilitando a respiração.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Coma sua refeição principal cedo</strong><br>Tente comer sua refeição principal no início do dia. Isso aumentará seus níveis de energia durante todo o dia.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Escolha alimentos rápidos e fáceis</strong><br>Escolha alimentos que sejam rápidos e fáceis de preparar. Isso ajudará você a evitar o desperdício de energia. Sente-se ao preparar as refeições para que você não esteja muito cansado para comer e peça à família e amigos para ajudá-lo na preparação da refeição, se necessário.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Fique confortável</strong><br>Sente-se confortavelmente em uma cadeira de espaldar alto ao comer para evitar colocar muita pressão nos pulmões.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Faça o suficiente para sobrar</strong><br>Ao fazer uma refeição, faça uma porção maior para que você possa refrigerar ou congelar alguns para mais tarde e ter refeições nutritivas disponíveis quando você se sentir cansado demais para cozinhar.</p>



<p class="wp-block-paragraph">É importante ficar atento à sua saúde geral quando você tem DPOC, e uma nutrição é uma grande parte disso. Planejar as refeições e lanches saudáveis, enfatizando a maior ingestão de gordura, pode ajudá-lo a controlar e sentir as complicações.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>Fontes:<br><a href="https://www.healthline.com/health/copd/diet-nutrition?slot_pos=article_1&amp;utm_source=Sailthru%20Email&amp;utm_medium=Email&amp;utm_campaign=copd&amp;utm_content=2019-02-12">https://www.healthline.com/health/copd/diet-nutrition?slot_pos=article_1&amp;utm_source=Sailthru%20Email&amp;utm_medium=Email&amp;utm_campaign=copd&amp;utm_content=2019-02-12</a></em></p>



<p class="wp-block-paragraph"><a href="http://researchgate.net/publication/282248189_Effects_of_Twenty_Days_of_the_Ketogenic_Diet_on_Metabolic_and_Respiratory_Parameters_in_Healthy_Subjects">researchgate.net/publication/282248189_Effects_of_Twenty_Days_of_the_Ketogenic_Diet_on_Metabolic_and_Respiratory_Parameters_in_Healthy_Subjects</a></p>



<p class="wp-block-paragraph"><a href="http://lung.org/lung-health-and-diseases/lung-disease-lookup/copd/living-with-copd/nutrition.html">lung.org/lung-health-and-diseases/lung-disease-lookup/copd/living-with-copd/nutrition.html</a></p>



<p class="wp-block-paragraph"><a href="http://my.clevelandclinic.org/health/articles/9451-nutritional-guidelines-for-people-with-copd">my.clevelandclinic.org/health/articles/9451-nutritional-guidelines-for-people-with-copd</a></p>



<p class="wp-block-paragraph"><a href="http://emphysemafoundation.org/index.php/healthy-habits/nutrition/91-nutrition-articles/198-the-importance-of-good-nutrition-for-chronic-lung-condition-patients">emphysemafoundation.org/index.php/healthy-habits/nutrition/91-nutrition-articles/198-the-importance-of-good-nutrition-for-chronic-lung-condition-patients</a></p>



<p class="wp-block-paragraph"><a href="http://nutritionjrnl.com/action/showCitFormats?pii=S0899-9007%2802%2901064-X&amp;doi=10.1016%2FS0899-9007%2802%2901064-X">nutritionjrnl.com/action/showCitFormats?pii=S0899-9007%2802%2901064-X&amp;doi=10.1016%2FS0899-9007%2802%2901064-X</a></p>



<p class="wp-block-paragraph"><a href="http://journal.chestnet.org/article/S0012-3692(15)38208-8/fulltext">journal.chestnet.org/article/S0012-3692(15)38208-8/fulltext</a></p>



<p class="wp-block-paragraph">Tradução e adaptação: Redação CDD</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Atividades físicas ajudam a controlar sintomas de DPOC</title>
		<link>https://cdd.puntocomm.com.br/noticias/atividades-fisicas-ajudam-a-controlar-sintomas-de-dpoc/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Equipe Punto]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 03 May 2023 14:03:46 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atividade Física]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[Embora a doença pulmonar obstrutiva crônica dificulte a prática de atividades físicas, manter-se ativo com a devida orientação profissional é fundamental para o alívio dos problemas e a manutenção da saúde À primeira vista, é comum pensar que exercícios físicos não combinam com o cotidiano de quem vive com&#160;a doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC). Afinal, [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph"><em>Embora a doença pulmonar obstrutiva crônica dificulte a prática de atividades físicas, manter-se ativo com a devida orientação profissional é fundamental para o alívio dos problemas e a manutenção da saúde</em></p>



<p class="wp-block-paragraph">À primeira vista, é comum pensar que exercícios físicos não combinam com o cotidiano de quem vive com&nbsp;<a href="https://cdd.org.br/noticia/respiratorios/saiba-tudo-sobre-doenca-pulmonar-obstrutiva-cronica-dpoc/"><strong>a doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC)</strong></a>. Afinal, a condição promove&nbsp; falta de fôlego mesmo ao fazer movimentos simples, como tomar banho ou preparar uma refeição. “Uma das características da doença é a limitação ao fazer exercícios físicos”, aponta a pneumologista Rosemeri Maurici, membro da Comissão de DPOC da Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mas, ao contrário do que se imagina, uma rotina de atividades físicas pode ser uma grande aliada na manutenção da saúde e recuperação da qualidade de vida de quem tem a doença. Os indivíduos com DPOC são menos ativos fisicamente do que adultos saudáveis, e o sedentarismo amplia os danos causados pela condição.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A DPOC é a terceira doença que mais causa mortes no mundo – segundo a&nbsp;<a href="https://www.who.int/news-room/fact-sheets/detail/the-top-10-causes-of-death#:~:text=The%20top%20global%20causes%20of,birth%20asphyxia%20and%20birth%20trauma%2C">Organização Mundial da Saúde</a>, 6% das mortes em 2019 foram causadas pela condição. A doença é progressiva e seus sintomas mais prevalentes são a dispneia – falta de ar –, a tosse crônica e o encurtamento da respiração.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">O&nbsp;<a href="https://cdd.org.br/noticia/respiratorios/tabagismo-e-o-principal-responsavel-pela-dpoc/">principal fator de risco</a>&nbsp;para a DPOC é o tabagismo. “Incentivar as pessoas a abandonar o hábito tabágico, ou a nem iniciar, é muito importante para prevenir. Para quem já tem a doença, esse estímulo também deve ser feito, porque isso melhora sua capacidade pulmonar e a sua funcionalidade”, alerta a pneumologista.</p>



<h4 class="wp-block-heading">Sedentarismo piora dificuldades da DPOC</h4>



<p class="wp-block-paragraph">Conforme avança, a doença pode levar a comorbidades e comprometer tarefas corriqueiras, como trocar de roupa ou ficar em pé por períodos prolongados. O sedentarismo piora esse quadro ainda mais. Junto aos sintomas respiratórios, a falta de condicionamento físico pode levar à sarcopenia – diminuição da massa muscular que está associada ao envelhecimento e à ocorrência de outras doenças.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Independentemente do grau de dificuldade, é recomendado que os pacientes sejam inseridos em programas de reabilitação e de condicionamento físico”, explica Maurici. Não há um programa generalizado de atividades físicas que sirva para todos os pacientes com DPOC – a prescrição deve ser feita de forma personalizada e acompanhada por fisioterapeutas e profissionais de educação física. Um ponto é garantir que as práticas não sejam extenuantes para não sobrecarregarem os pulmões ou o coração.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para o paciente, vale ficar alerta para sinais de extenuação: aumento intenso da frequência cardíaca, presença de dores no peito ou nas pernas ou coloração azulada nos dedos. Se reparar nisso, suspenda a prática e converse com o profissional.</p>



<p class="wp-block-paragraph">É comum que pacientes com DPOC apresentem&nbsp;<a href="https://cdd.org.br/noticia/respiratorios/a-relacao-entre-dpoc-e-insuficiencia-cardiaca/">quadros de insuficiência cardíaca</a>&nbsp;e, para garantir uma rotina segura de exercícios, uma avaliação cardiovascular também merece ser feita.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">“A DPOC por si só já é limitante. Quando tem outra doença associada, causa mais dificuldade ainda”, diz Maurici. Contudo, os sintomas causados pelas comorbidades associadas à DPOC também são amenizados com o esforço físico.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A manutenção da saúde física também diminui o número de exacerbações, momentos de maior gravidade da doença, e prepara o corpo para essas dificuldades.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em pacientes com quadros mais graves, é recomendado iniciar pela reabilitação fisioterápica para depois inserir as atividades físicas na rotina.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Infelizmente, a DPOC costuma ser diagnosticada de forma tardia – uma questão que envolve falta de conscientização, tanto da população como dos profissionais de saúde.&nbsp;</p>



<h4 class="wp-block-heading">Impacto também na saúde mental&nbsp;</h4>



<p class="wp-block-paragraph">Como os sintomas da doença estão ligados ao esforço físico, é comum que os pacientes tenham receio de exercícios. “Mas explicando para o paciente que aquilo vai ser benéfico, eles ganham confiança ao longo do tempo”, conta Maurici. E essa confiança repercute na saúde mental dos pacientes.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com a pneumologista, a DPOC frequentemente está ligada a quadros de depressão e ansiedade. “Nesse sentido, sair ao ar livre e fazer atividades em grupo é importante”, destaca. As atividades físicas também ajudam a melhorar a qualidade do sono e a autonomia, o que também aprimora a saúde mental.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">“O grande objetivo é que o indivíduo se mantenha independente para os autocuidados, para que consiga tomar banho e fazer comida etc. São coisas básicas, mas para eles isso é fundamental”, reitera Maurici.</p>
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		<item>
		<title>Consumo de alimentos ultraprocessados “envelhece” o cérebro, aponta pesquisa da USP</title>
		<link>https://cdd.puntocomm.com.br/estilo-de-vida/envelhecimento/consumo-de-alimentos-ultraprocessados-envelhece-o-cerebro-aponta-pesquisa-da-usp-2/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Equipe Punto]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 17 Mar 2023 20:05:57 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Envelhecimento]]></category>
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					<description><![CDATA[Dieta com alimentos ultraprocessados, que corresponde a até 30% das calorias ingeridas por adultos brasileiros, está associada a um declínio cognitivo mais rápido Biscoitos recheados, macarrão instantâneo e embutidos representam 30% das calorias que adolescentes e adultos brasileiros ingerem diariamente, em média. Esses alimentos, que integram o grupo dos chamados ultraprocessados, aumentam o risco de [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph"><em>Dieta com alimentos ultraprocessados, que corresponde a até 30% das calorias ingeridas por adultos brasileiros, está associada a um declínio cognitivo mais rápido</em></p>



<p class="wp-block-paragraph">Biscoitos recheados, macarrão instantâneo e embutidos <a href="https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/26231112/">representam</a> 30% das calorias que adolescentes e adultos brasileiros ingerem diariamente, em média. Esses alimentos, que integram o grupo dos chamados ultraprocessados, aumentam o risco de desenvolver hipertensão, doenças cardiovasculares, obesidade, <a href="https://bvsms.saude.gov.br/sindrome-metabolica/">síndrome metabólica</a>, entre outras doenças.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Um <a href="https://jamanetwork.com/journals/jamaneurology/article-abstract/2799140">estudo</a> brasileiro, publicado na edição de dezembro do Journal of the American Medical Association, o Jama, traz um novo alerta, dessa vez para a saúde cerebral. Os pesquisadores encontraram uma associação entre o consumo de ultraprocessados e a aceleração do declínio cognitivo.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em condições normais, esse déficit é esperado com o avançar da idade. Conforme envelhecemos, a rapidez para realizar certas atividades que exigem mais concentração tende a diminuir, e podemos ter problemas para fazer planejamentos e lembrar de tarefas e compromissos.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Uma dieta rica em ultraprocessados, porém, faz com que esse processo natural acabe ocorrendo muito antes.&nbsp; “Observamos que pessoas que comiam mais de 20% de ultraprocessados diariamente tinham um declínio acelerado. É como se a pessoa tivesse a cognição de alguém 10 ou 20 anos mais velho”, explica a bióloga Natália Gomes Gonçalves, pesquisadora do Laboratório de Patologia Cardiovascular do Hospital de Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para chegar aos resultados, estudiosos de quatro universidades brasileiras e da Faculdade de Saúde Pública da Universidade Harvard, nos Estados Unidos, avaliaram dados sobre a saúde de mais de 11 mil pessoas, com idades entre 35 e 74 anos, de seis cidades brasileiras ao longo de oito anos. Informações de alimentação e de capacidade cognitiva foram coletadas em três etapas e fazem parte do <a href="http://elsabrasil.org/">Estudo Longitudinal Brasileiro de Saúde do Adulto</a> (Elsa-Brasil), um levantamento epidemiológico que investiga diversas doenças crônicas.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Durante a pesquisa, os participantes responderam a questionários sobre hábitos alimentares e realizaram testes que avaliaram a memória, a fluência verbal e a função executiva (a habilidade de planejar diferentes tipos de tarefas, conscientes ou não, desde a organização de uma viagem até um simples movimento do corpo).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ao comparar o grupo que ingeria mais de 20% da dieta diária em ultraprocessados com quem não alcançava essa marca, identificou-se que o declínio cognitivo global foi 28% mais rápido para o primeiro. O estudo sugere que o consumo desses alimentos representa um risco para a mente por si só, mesmo quando não são desenvolvidas outras patologias típicas associadas a essa dieta, como o diabetes, a hipertensão e a obesidade. “Fizemos um ajuste estatístico para que esses fatores não interferissem no resultado final”, afirma a pesquisadora. “Então podemos afirmar que, independentemente de ter essas doenças, os ultraprocessados estão associados ao declínio cognitivo”, completa.</p>



<h5 class="wp-block-heading"><strong>Cuidados desde cedo</strong></h5>



<p class="wp-block-paragraph">O risco do consumo em excesso dos ultraprocessados, segundo o artigo, é ainda maior para as pessoas mais jovens, com um declínio mais acentuado entre quem tinha 35 e 59 anos. “O que acontece é que temos uma janela de prevenção do cérebro. Desde a infância, temos uma reserva cognitiva, expandida conforme aprendemos coisas e desenvolvemos a cognição. Essa reserva atinge um pico por volta dos 30 a 35 anos, e a partir daí temos o declínio cognitivo natural”, explica Gonçalves. “É por isso que, a partir dos 35 anos, precisamos prevenir para não ter doenças neurodegenerativas ou um declínio cognitivo acelerado”.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Acima dos 60, a associação não foi tão significativa porque já se passou da fase da prevenção – ou seja, boa parte do declínio natural do envelhecimento já está em curso, o que fez com que o efeito isolado dos ultraprocessados fosse menos significativo.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Atenção: isso não significa que quem já ultrapassou a janela de prevenção não possa se beneficiar de mudanças no estilo de vida. “A cognição não vai voltar a ser a mesma de antes, se pararmos de ingerir ultraprocessados agora, mas podemos desacelerar esse declínio”, pontua a bióloga.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">O mecanismo que explica a relação entre os ultraprocessados e o declínio cognitivo ainda não foi completamente esclarecido pela ciência. Como os participantes da base de dados do Elsa-Brasil não realizaram exames de neuroimagem, os pesquisadores não conseguiram identificar possíveis razões para o envelhecimento cerebral se acelerar.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mas já existem hipóteses. “A função cognitiva é sensível a lesões vasculares. Pequenos derrames, às vezes imperceptíveis, podem afetar essa função”, explica Gonçalves. Ocorre que uma má alimentação favorece esses microderrames por comprometer a saúde vascular.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Outro ponto já <a href="https://journals.lww.com/alzheimerjournal/Abstract/2021/04000/Association_Between_GlycA_and_Cognitive_Function_.5.aspx#:~:text=GlycA%20was%20associated%20with%20worse,impairment%20is%20associated%20with%20inflammation.">claro na literatura</a> é que os ultraprocessados aumentam a inflamação no corpo. E essa inflamação poderia afetar o cérebro, mas ainda não é possível ter certeza”, diz Gonçalves.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><a href="https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC4563885/">Estudos</a> prévios, com avaliação de neuroimagem, já <a href="https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/26349802/">demonstraram </a>que a dieta “ocidental” – rica em gordura saturada e carboidratos com pouco valor nutricional – está relacionada a uma redução do hipocampo esquerdo, área do cérebro que atua em funções de aprendizado, memória e regulação do humor em indivíduos saudáveis.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os pesquisadores brasileiros vão seguir com os estudos para investigar a associação de outras enfermidades com os ultraprocessados. “Durante a escrita do artigo, notamos uma alta prevalência de depressão, então estamos estudando isso agora”, conta a bióloga e doutora em patologia.&nbsp;</p>



<h5 class="wp-block-heading"><strong>Alimentação que beneficia o cérebro?</strong></h5>



<p class="wp-block-paragraph">Na contramão dos ultraprocessados, dietas saudáveis já foram relacionadas com <a href="https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/26491085/">aumento do volume cerebral</a> e a níveis baixos de<a href="https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/31787360/"> inflamação</a>. No estudo brasileiro, o padrão de alimentação considerado saudável foi baseado na chamada dieta MIND, que combina ingredientes da alimentação tipicamente mediterrânea com outra desenvolvida para conter a hipertensão. As recomendações são clássicas: consumir mais vegetais de folhas verde-escuras, frutas vermelhas, nozes, grãos integrais, peixe e leguminosas.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os impactos dessa dieta na saúde do cérebro são <a href="https://www.nytimes.com/2022/04/21/well/mind/dementia-prevention-food-diet.html">amplamente pesquisa</a>dos e, para incluí-la nas considerações da pesquisa brasileira, algumas adaptações foram necessárias. “Como essa dieta foi desenvolvida no hemisfério norte, alguns alimentos incluídos são caros aqui no Brasil. Adaptamos para nossa cultura local, trocando, por exemplo, as amêndoas, que são caras, por amendoim e castanha de caju. Também incluímos mais tipos de frutas vermelhas”, explica Gonçalves.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Embora não se possa estabelecer um nível de consumo seguro para consumir ultraprocessados, uma dieta com alimentos saudáveis em abundância protegeu, de certa forma, as pessoas do declínio cognitivo acelerado. “O problema não é tanto o hambúrguer que você come, mas a alface que você não está comendo. Adicionar vegetais e alimentos saudáveis pode compensar o risco de ultraprocessados”, indica a pesquisadora.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na dúvida, vale seguir as recomendações do <a href="https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/guia_alimentar_populacao_brasileira_2ed.pdf">Guia Alimentar para a População Brasileira</a>: usar o máximo de alimentos minimamente processados, buscar preparar as refeições em casa sempre que possível e comprar frutas e vegetais produzidos localmente. “A principal dica é descascar mais”, brinca a bióloga.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para proteger a saúde cerebral, também é importante exercitar o corpo e a mente: aprender novas habilidades, como um novo idioma e fazer exercícios aeróbicos. Nesse âmbito, tudo que desafia o cérebro e o corpo é relevante para manter o cérebro ativo, até jogos como palavras cruzadas ou <em>sudoku</em>.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Aquirir hábitos saudáveis é um processo longo, mas que pode ser feito aos poucos. As pessoas podem ter paciência e mudar devagar. Não é preciso fazer tudo de uma vez, e é possível se beneficiar desses hábitos em qualquer idade”, completa a pesquisadora.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8211;</p>



<h5 class="wp-block-heading">Veja também no site da CDD</h5>



<ul class="wp-block-list">
<li><a href="https://cddhomolog.puntocomunicacao.com.br/noticia/saude-da-mulher/alimentacao-cancer-de-mama/">A alimentação pode afetar o risco de câncer de mama?&nbsp;</a></li>



<li><a href="https://cddhomolog.puntocomunicacao.com.br/noticia/saude-publica/taxacao-de-alimentos-nao-saudaveis/">Taxação de alimentos não saudáveis: o que mostram as experiências de outros países</a></li>



<li><a href="https://cddhomolog.puntocomunicacao.com.br/noticia/saude-publica/distorcoes-tributarias-incentivam-consumo-de-alimentos-menos-saudaveis/">Distorções tributárias incentivam consumo de alimentos menos saudáveis&nbsp;</a></li>
</ul>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Consumo de alimentos ultraprocessados “envelhece” o cérebro, aponta pesquisa da USP</title>
		<link>https://cdd.puntocomm.com.br/noticias/consumo-de-alimentos-ultraprocessados-envelhece-o-cerebro-aponta-pesquisa-da-usp-3/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Equipe Punto]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 24 Jan 2023 19:32:11 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Alimentação]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://cdd.puntocomm.com.br/?p=2247</guid>

					<description><![CDATA[Dieta com alimentos ultraprocessados, que corresponde a até 30% das calorias ingeridas por adultos brasileiros, está associada a um declínio cognitivo mais rápido Biscoitos recheados, macarrão instantâneo e embutidos representam 30% das calorias que adolescentes e adultos brasileiros ingerem diariamente, em média. Esses alimentos, que integram o grupo dos chamados ultraprocessados, aumentam o risco de [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph"><em>Dieta com alimentos ultraprocessados, que corresponde a até 30% das calorias ingeridas por adultos brasileiros, está associada a um declínio cognitivo mais rápido</em></p>



<p class="wp-block-paragraph">Biscoitos recheados, macarrão instantâneo e embutidos <a href="https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/26231112/">representam</a> 30% das calorias que adolescentes e adultos brasileiros ingerem diariamente, em média. Esses alimentos, que integram o grupo dos chamados ultraprocessados, aumentam o risco de desenvolver hipertensão, doenças cardiovasculares, obesidade, <a href="https://bvsms.saude.gov.br/sindrome-metabolica/">síndrome metabólica</a>, entre outras doenças.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Um <a href="https://jamanetwork.com/journals/jamaneurology/article-abstract/2799140">estudo</a> brasileiro, publicado na edição de dezembro do Journal of the American Medical Association, o Jama, traz um novo alerta, dessa vez para a saúde cerebral. Os pesquisadores encontraram uma associação entre o consumo de ultraprocessados e a aceleração do declínio cognitivo.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em condições normais, esse déficit é esperado com o avançar da idade. Conforme envelhecemos, a rapidez para realizar certas atividades que exigem mais concentração tende a diminuir, e podemos ter problemas para fazer planejamentos e lembrar de tarefas e compromissos.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Uma dieta rica em ultraprocessados, porém, faz com que esse processo natural acabe ocorrendo muito antes.&nbsp; “Observamos que pessoas que comiam mais de 20% de ultraprocessados diariamente tinham um declínio acelerado. É como se a pessoa tivesse a cognição de alguém 10 ou 20 anos mais velho”, explica a bióloga Natália Gomes Gonçalves, pesquisadora do Laboratório de Patologia Cardiovascular do Hospital de Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para chegar aos resultados, estudiosos de quatro universidades brasileiras e da Faculdade de Saúde Pública da Universidade Harvard, nos Estados Unidos, avaliaram dados sobre a saúde de mais de 11 mil pessoas, com idades entre 35 e 74 anos, de seis cidades brasileiras ao longo de oito anos. Informações de alimentação e de capacidade cognitiva foram coletadas em três etapas e fazem parte do <a href="http://elsabrasil.org/">Estudo Longitudinal Brasileiro de Saúde do Adulto</a> (Elsa-Brasil), um levantamento epidemiológico que investiga diversas doenças crônicas.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Durante a pesquisa, os participantes responderam a questionários sobre hábitos alimentares e realizaram testes que avaliaram a memória, a fluência verbal e a função executiva (a habilidade de planejar diferentes tipos de tarefas, conscientes ou não, desde a organização de uma viagem até um simples movimento do corpo).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ao comparar o grupo que ingeria mais de 20% da dieta diária em ultraprocessados com quem não alcançava essa marca, identificou-se que o declínio cognitivo global foi 28% mais rápido para o primeiro. O estudo sugere que o consumo desses alimentos representa um risco para a mente por si só, mesmo quando não são desenvolvidas outras patologias típicas associadas a essa dieta, como o diabetes, a hipertensão e a obesidade. “Fizemos um ajuste estatístico para que esses fatores não interferissem no resultado final”, afirma a pesquisadora. “Então podemos afirmar que, independentemente de ter essas doenças, os ultraprocessados estão associados ao declínio cognitivo”, completa.</p>



<h4 class="wp-block-heading"><strong>Cuidados desde cedo</strong></h4>



<p class="wp-block-paragraph">O risco do consumo em excesso dos ultraprocessados, segundo o artigo, é ainda maior para as pessoas mais jovens, com um declínio mais acentuado entre quem tinha 35 e 59 anos. “O que acontece é que temos uma janela de prevenção do cérebro. Desde a infância, temos uma reserva cognitiva, expandida conforme aprendemos coisas e desenvolvemos a cognição. Essa reserva atinge um pico por volta dos 30 a 35 anos, e a partir daí temos o declínio cognitivo natural”, explica Gonçalves. “É por isso que, a partir dos 35 anos, precisamos prevenir para não ter doenças neurodegenerativas ou um declínio cognitivo acelerado”.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Acima dos 60, a associação não foi tão significativa porque já se passou da fase da prevenção – ou seja, boa parte do declínio natural do envelhecimento já está em curso, o que fez com que o efeito isolado dos ultraprocessados fosse menos significativo.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Atenção: isso não significa que quem já ultrapassou a janela de prevenção não possa se beneficiar de mudanças no estilo de vida. “A cognição não vai voltar a ser a mesma de antes, se pararmos de ingerir ultraprocessados agora, mas podemos desacelerar esse declínio”, pontua a bióloga.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">O mecanismo que explica a relação entre os ultraprocessados e o declínio cognitivo ainda não foi completamente esclarecido pela ciência. Como os participantes da base de dados do Elsa-Brasil não realizaram exames de neuroimagem, os pesquisadores não conseguiram identificar possíveis razões para o envelhecimento cerebral se acelerar.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mas já existem hipóteses. “A função cognitiva é sensível a lesões vasculares. Pequenos derrames, às vezes imperceptíveis, podem afetar essa função”, explica Gonçalves. Ocorre que uma má alimentação favorece esses microderrames por comprometer a saúde vascular.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Outro ponto já <a href="https://journals.lww.com/alzheimerjournal/Abstract/2021/04000/Association_Between_GlycA_and_Cognitive_Function_.5.aspx#:~:text=GlycA%20was%20associated%20with%20worse,impairment%20is%20associated%20with%20inflammation.">claro na literatura</a> é que os ultraprocessados aumentam a inflamação no corpo. E essa inflamação poderia afetar o cérebro, mas ainda não é possível ter certeza”, diz Gonçalves.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><a href="https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC4563885/">Estudos</a> prévios, com avaliação de neuroimagem, já <a href="https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/26349802/">demonstraram </a>que a dieta “ocidental” – rica em gordura saturada e carboidratos com pouco valor nutricional – está relacionada a uma redução do hipocampo esquerdo, área do cérebro que atua em funções de aprendizado, memória e regulação do humor em indivíduos saudáveis.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os pesquisadores brasileiros vão seguir com os estudos para investigar a associação de outras enfermidades com os ultraprocessados. “Durante a escrita do artigo, notamos uma alta prevalência de depressão, então estamos estudando isso agora”, conta a bióloga e doutora em patologia.&nbsp;</p>



<h4 class="wp-block-heading"><strong>Alimentação que beneficia o cérebro?</strong></h4>



<p class="wp-block-paragraph">Na contramão dos ultraprocessados, dietas saudáveis já foram relacionadas com <a href="https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/26491085/">aumento do volume cerebral</a> e a níveis baixos de<a href="https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/31787360/"> inflamação</a>. No estudo brasileiro, o padrão de alimentação considerado saudável foi baseado na chamada dieta MIND, que combina ingredientes da alimentação tipicamente mediterrânea com outra desenvolvida para conter a hipertensão. As recomendações são clássicas: consumir mais vegetais de folhas verde-escuras, frutas vermelhas, nozes, grãos integrais, peixe e leguminosas.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os impactos dessa dieta na saúde do cérebro são <a href="https://www.nytimes.com/2022/04/21/well/mind/dementia-prevention-food-diet.html">amplamente pesquisa</a>dos e, para incluí-la nas considerações da pesquisa brasileira, algumas adaptações foram necessárias. “Como essa dieta foi desenvolvida no hemisfério norte, alguns alimentos incluídos são caros aqui no Brasil. Adaptamos para nossa cultura local, trocando, por exemplo, as amêndoas, que são caras, por amendoim e castanha de caju. Também incluímos mais tipos de frutas vermelhas”, explica Gonçalves.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Embora não se possa estabelecer um nível de consumo seguro para consumir ultraprocessados, uma dieta com alimentos saudáveis em abundância protegeu, de certa forma, as pessoas do declínio cognitivo acelerado. “O problema não é tanto o hambúrguer que você come, mas a alface que você não está comendo. Adicionar vegetais e alimentos saudáveis pode compensar o risco de ultraprocessados”, indica a pesquisadora.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na dúvida, vale seguir as recomendações do <a href="https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/guia_alimentar_populacao_brasileira_2ed.pdf">Guia Alimentar para a População Brasileira</a>: usar o máximo de alimentos minimamente processados, buscar preparar as refeições em casa sempre que possível e comprar frutas e vegetais produzidos localmente. “A principal dica é descascar mais”, brinca a bióloga.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para proteger a saúde cerebral, também é importante exercitar o corpo e a mente: aprender novas habilidades, como um novo idioma e fazer exercícios aeróbicos. Nesse âmbito, tudo que desafia o cérebro e o corpo é relevante para manter o cérebro ativo, até jogos como palavras cruzadas ou <em>sudoku</em>.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Aquirir hábitos saudáveis é um processo longo, mas que pode ser feito aos poucos. As pessoas podem ter paciência e mudar devagar. Não é preciso fazer tudo de uma vez, e é possível se beneficiar desses hábitos em qualquer idade”, completa a pesquisadora.</p>
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			</item>
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		<title>Consumo de alimentos ultraporcessados &#8220;envelhece&#8221; o cérebro, aponta pesquisa da USP</title>
		<link>https://cdd.puntocomm.com.br/estilo-de-vida/consumo-de-alimentos-ultraprocessados-envelhece-o-cerebro-aponta-pesquisa-da-usp/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Equipe Punto]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 24 Jan 2023 17:48:05 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Alimentação]]></category>
		<category><![CDATA[Estilo de vida]]></category>
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					<description><![CDATA[Dieta com alimentos ultraprocessados, que corresponde a até 30% das calorias ingeridas por adultos brasileiros, está associada a um declínio cognitivo mais rápido]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Biscoitos recheados, macarrão instantâneo e embutidos&nbsp;<a href="https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/26231112/">representam</a>&nbsp;30% das calorias que adolescentes e adultos brasileiros ingerem diariamente, em média. Esses alimentos, que integram o grupo dos chamados ultraprocessados, aumentam o risco de desenvolver hipertensão, doenças cardiovasculares, obesidade,&nbsp;<a href="https://bvsms.saude.gov.br/sindrome-metabolica/">síndrome metabólica</a>, entre outras doenças.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Um&nbsp;<a href="https://jamanetwork.com/journals/jamaneurology/article-abstract/2799140">estudo</a>&nbsp;brasileiro, publicado na edição de dezembro do Journal of the American Medical Association, o Jama, traz um novo alerta, dessa vez para a saúde cerebral. Os pesquisadores encontraram uma associação entre o consumo de ultraprocessados e a aceleração do declínio cognitivo.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em condições normais, esse déficit é esperado com o avançar da idade. Conforme envelhecemos, a rapidez para realizar certas atividades que exigem mais concentração tende a diminuir, e podemos ter problemas para fazer planejamentos e lembrar de tarefas e compromissos.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Uma dieta rica em ultraprocessados, porém, faz com que esse processo natural acabe ocorrendo muito antes.&nbsp; “Observamos que pessoas que comiam mais de 20% de ultraprocessados diariamente tinham um declínio acelerado. É como se a pessoa tivesse a cognição de alguém 10 ou 20 anos mais velho”, explica a bióloga Natália Gomes Gonçalves, pesquisadora do Laboratório de Patologia Cardiovascular do Hospital de Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para chegar aos resultados, estudiosos de quatro universidades brasileiras e da Faculdade de Saúde Pública da Universidade Harvard, nos Estados Unidos, avaliaram dados sobre a saúde de mais de 11 mil pessoas, com idades entre 35 e 74 anos, de seis cidades brasileiras ao longo de oito anos. Informações de alimentação e de capacidade cognitiva foram coletadas em três etapas e fazem parte do&nbsp;<a href="http://elsabrasil.org/">Estudo Longitudinal Brasileiro de Saúde do Adulto</a>&nbsp;(Elsa-Brasil), um levantamento epidemiológico que investiga diversas doenças crônicas.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Durante a pesquisa, os participantes responderam a questionários sobre hábitos alimentares e realizaram testes que avaliaram a memória, a fluência verbal e a função executiva (a habilidade de planejar diferentes tipos de tarefas, conscientes ou não, desde a organização de uma viagem até um simples movimento do corpo).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ao comparar o grupo que ingeria mais de 20% da dieta diária em ultraprocessados com quem não alcançava essa marca, identificou-se que o declínio cognitivo global foi 28% mais rápido para o primeiro. O estudo sugere que o consumo desses alimentos representa um risco para a mente por si só, mesmo quando não são desenvolvidas outras patologias típicas associadas a essa dieta, como o diabetes, a hipertensão e a obesidade. “Fizemos um ajuste estatístico para que esses fatores não interferissem no resultado final”, afirma a pesquisadora. “Então podemos afirmar que, independentemente de ter essas doenças, os ultraprocessados estão associados ao declínio cognitivo”, completa.</p>



<h5 class="wp-block-heading"><strong>Cuidados desde cedo</strong></h5>



<p class="wp-block-paragraph">O risco do consumo em excesso dos ultraprocessados, segundo o artigo, é ainda maior para as pessoas mais jovens, com um declínio mais acentuado entre quem tinha 35 e 59 anos. “O que acontece é que temos uma janela de prevenção do cérebro. Desde a infância, temos uma reserva cognitiva, expandida conforme aprendemos coisas e desenvolvemos a cognição. Essa reserva atinge um pico por volta dos 30 a 35 anos, e a partir daí temos o declínio cognitivo natural”, explica Gonçalves. “É por isso que, a partir dos 35 anos, precisamos prevenir para não ter doenças neurodegenerativas ou um declínio cognitivo acelerado”.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Acima dos 60, a associação não foi tão significativa porque já se passou da fase da prevenção – ou seja, boa parte do declínio natural do envelhecimento já está em curso, o que fez com que o efeito isolado dos ultraprocessados fosse menos significativo.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Atenção: isso não significa que quem já ultrapassou a janela de prevenção não possa se beneficiar de mudanças no estilo de vida. “A cognição não vai voltar a ser a mesma de antes, se pararmos de ingerir ultraprocessados agora, mas podemos desacelerar esse declínio”, pontua a bióloga.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">O mecanismo que explica a relação entre os ultraprocessados e o declínio cognitivo ainda não foi completamente esclarecido pela ciência. Como os participantes da base de dados do Elsa-Brasil não realizaram exames de neuroimagem, os pesquisadores não conseguiram identificar possíveis razões para o envelhecimento cerebral se acelerar.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mas já existem hipóteses. “A função cognitiva é sensível a lesões vasculares. Pequenos derrames, às vezes imperceptíveis, podem afetar essa função”, explica Gonçalves. Ocorre que uma má alimentação favorece esses microderrames por comprometer a saúde vascular.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Outro ponto já&nbsp;<a href="https://journals.lww.com/alzheimerjournal/Abstract/2021/04000/Association_Between_GlycA_and_Cognitive_Function_.5.aspx#:~:text=GlycA%20was%20associated%20with%20worse,impairment%20is%20associated%20with%20inflammation.">claro na literatura</a>&nbsp;é que os ultraprocessados aumentam a inflamação no corpo. E essa inflamação poderia afetar o cérebro, mas ainda não é possível ter certeza”, diz Gonçalves.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><a href="https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC4563885/">Estudos</a>&nbsp;prévios, com avaliação de neuroimagem, já&nbsp;<a href="https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/26349802/">demonstraram&nbsp;</a>que a dieta “ocidental” – rica em gordura saturada e carboidratos com pouco valor nutricional – está relacionada a uma redução do hipocampo esquerdo, área do cérebro que atua em funções de aprendizado, memória e regulação do humor em indivíduos saudáveis.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os pesquisadores brasileiros vão seguir com os estudos para investigar a associação de outras enfermidades com os ultraprocessados. “Durante a escrita do artigo, notamos uma alta prevalência de depressão, então estamos estudando isso agora”, conta a bióloga e doutora em patologia.&nbsp;</p>



<h5 class="wp-block-heading"><strong>Alimentação que beneficia o cérebro?</strong></h5>



<p class="wp-block-paragraph">Na contramão dos ultraprocessados, dietas saudáveis já foram relacionadas com&nbsp;<a href="https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/26491085/">aumento do volume cerebral</a>&nbsp;e a níveis baixos de<a href="https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/31787360/">&nbsp;inflamação</a>. No estudo brasileiro, o padrão de alimentação considerado saudável foi baseado na chamada dieta MIND, que combina ingredientes da alimentação tipicamente mediterrânea com outra desenvolvida para conter a hipertensão. As recomendações são clássicas: consumir mais vegetais de folhas verde-escuras, frutas vermelhas, nozes, grãos integrais, peixe e leguminosas.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os impactos dessa dieta na saúde do cérebro são&nbsp;<a href="https://www.nytimes.com/2022/04/21/well/mind/dementia-prevention-food-diet.html">amplamente pesquisa</a>dos&nbsp;e, para incluí-la nas considerações da pesquisa brasileira, algumas adaptações foram necessárias. “Como essa dieta foi desenvolvida no hemisfério norte, alguns alimentos incluídos são caros aqui no Brasil. Adaptamos para nossa cultura local, trocando, por exemplo, as amêndoas, que são caras, por amendoim e castanha de caju. Também incluímos mais tipos de frutas vermelhas”, explica Gonçalves.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Embora não se possa estabelecer um nível de consumo seguro para consumir ultraprocessados, uma dieta com alimentos saudáveis em abundância protegeu, de certa forma, as pessoas do declínio cognitivo acelerado. “O problema não é tanto o hambúrguer que você come, mas a alface que você não está comendo. Adicionar vegetais e alimentos saudáveis pode compensar o risco de ultraprocessados”, indica a pesquisadora.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na dúvida, vale seguir as recomendações do&nbsp;<a href="https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/guia_alimentar_populacao_brasileira_2ed.pdf">Guia Alimentar para a População Brasileira</a>: usar o máximo de alimentos minimamente processados, buscar preparar as refeições em casa sempre que possível e comprar frutas e vegetais produzidos localmente. “A principal dica é descascar mais”, brinca a bióloga.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para proteger a saúde cerebral, também é importante exercitar o corpo e a mente: aprender novas habilidades, como um novo idioma e fazer exercícios aeróbicos. Nesse âmbito, tudo que desafia o cérebro e o corpo é relevante para manter o cérebro ativo, até jogos como palavras cruzadas ou&nbsp;<em>sudoku</em>.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Aquirir hábitos saudáveis é um processo longo, mas que pode ser feito aos poucos. As pessoas podem ter paciência e mudar devagar. Não é preciso fazer tudo de uma vez, e é possível se beneficiar desses hábitos em qualquer idade”, completa a pesquisadora.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Slow medicine: Uma retomada dos ideais da medicina e do cuidado com a saúde</title>
		<link>https://cdd.puntocomm.com.br/estilo-de-vida/slow-medicine-uma-retomada-dos-ideais-da-medicina-e-do-cuidado-com-a-saude/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Equipe Punto]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 18 Jan 2023 17:51:45 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Estilo de vida]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://cdd.puntocomm.com.br/?p=1343</guid>

					<description><![CDATA[Movimento combate a pressa nos atendimentos médicos (e de outros profissionais de saúde) e incentiva a participação do paciente nos processos de decisão ]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Agendas lotadas levam médicos a encurtar o tempo dedicado à cada pessoa – uma correria que prejudica os dois lados na hora de definir o diagnóstico e tratamento para o problema. Em março de 2022, o Sindicato dos Médicos do Paraná&nbsp;<a href="https://www.plural.jor.br/noticias/vizinhanca/sindicato-denuncia-sobrecarga-de-trabalho-dos-medicos-mesmo-apos-justica-determinar-mais-tempo-para-consultas/">denunciou</a>&nbsp;a sobrecarga de profissionais que trabalhavam em unidades de saúde em Curitiba, no Paraná. Segundo eles, a fundação encarregada da saúde no município preconizava o agendamento de uma consulta a cada 15 minutos, tempo claramente insuficiente para um atendimento adequado.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A rapidez nas consultas também afeta os pacientes de forma desigual. Uma&nbsp;<a href="https://www.scielo.br/j/ress/a/PYcvmkY5PNJc3YG6wXYYPcz/?lang=pt">pesquisa</a>&nbsp;realizada em Manaus, no Amazonas, avaliou o tempo de espera e a duração das consultas e mostrou que pessoas não brancas (pretas, pardas, amarelas ou indígenas) em pior estado de saúde tiveram consultas mais rápidas, mesmo sendo usuárias de planos de saúde privados.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">O&nbsp;<strong>movimento&nbsp;</strong><strong><em>Slow Medicine</em></strong>&nbsp;– ou Medicina Sem Pressa – surgiu como resposta a esse cenário. Inspirada no&nbsp;<em>Slow Food</em>&nbsp;(que preconiza maior calma no preparo de refeições e na alimentação), ele surgiu em 2011, na Itália. Na ocasião foi formada a primeira sociedade dedicada a promover uma ideia que, na verdade, havia surgido quase uma década antes. O&nbsp;<a href="https://www.slowmedicine.com.br/algumas-breves-consideracoes-respeito-artigo-de-alberto-dolara/">primeiro</a>&nbsp;artigo sobre o assunto foi publicado em 2002 pelo cardiologista italiano Alberto Dolara, que defendia uma desaceleração na tomada de decisões clínicas. Dolara dizia que a&nbsp;“hiperatividade” é frequentemente desnecessária na prática clínica.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">“É importante entender que o&nbsp;<em>Slow Medicine&nbsp;</em>é um movimento, não uma especialidade. Seguimos princípios que podem ser exercidos em qualquer profissão”, explica a psicóloga Vera Bifulco, membro do&nbsp;<a href="https://www.slowmedicine.com.br/">movimento no Brasil.</a>&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Entre os princípios, o principal, claro, é o respeito ao tempo. Em consultas breves, não é possível individualizar o cuidado dos pacientes – outro princípio do movimento. “É preciso estudar a história biológica da doença, mas também a do paciente”, argumenta.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para o movimento, “fazer mais nem sempre significa fazer melhor”. Nesse contexto, uma boa consulta vale muito mais do que uma batelada de exames pedidos de forma indiscriminada. Esses testes servem para complementar a avaliação do profissional, não substituí-la. Isso, aliás, cai em outro princípio do&nbsp;<em>Slow Medicine</em>: o uso racional da tecnologia.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Às vezes, o paciente quer todos os exames, mas é preciso explicar que isso talvez não seja bom para ele. Só podemos prescrever exames que respondam o que queremos saber”, explica Bifulco.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Cabe destacar que testes em excesso podem provocar males, de desconforto à exposição à radiação, passando também pela angústia. Ou seja, o&nbsp;<em>Slow Medicine</em>&nbsp;também busca evitar a iatrogenia – os problemas de saúde causados pelo próprio tratamento.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Há ainda outro movimento internacional que trilha um rumo similar. É o&nbsp;<em>Choosing Wisely&nbsp;</em>(“Escolhendo Sabiamente”, em português), iniciativa que já influenciou práticas da Sociedade Brasileira de Cardiologia e da Sociedade Brasileira de Medicina de Família e Comunidade. A iniciativa incentiva profissionais da saúde e a população a questionarem o uso excessivo de exames e intervenções.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A ideia é que o paciente entenda as finalidades do procedimento para participar do processo de decisão junto do médico. O&nbsp;<em>Choosing Wisely</em>&nbsp;lista cinco&nbsp;<a href="https://www.choosingwisely.org/wp-content/uploads/2018/03/5-Questions-Poster_8.5x11-Eng.pdf">perguntas</a>&nbsp;que podem ser feitas antes de qualquer procedimento:&nbsp;</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Eu realmente preciso desse procedimento?&nbsp;</li>



<li>Quais são os riscos?&nbsp;</li>



<li>Há opções mais simples e seguras?&nbsp;</li>



<li>O que acontece se eu não fizer nada?&nbsp;</li>



<li>Quanto custa?”</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">O combate à pressa também é uma preocupação do&nbsp;<em>Slow Medicine</em>&nbsp;em relação aos tratamentos. A ideia é que as decisões sobre o que será feito após um diagnóstico sejam compartilhadas com o paciente, levando em conta seus valores, expectativas e preferências.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para os adeptos do&nbsp;<em>Slow Medicine</em>, é importante ainda valorizar hábitos que ajudem a controlar ou evitar enfermidades. “O movimento propõe uma vida mais saudável em todos os sentidos”, explica Bifulco. “A médio e longo prazo, se agregam mudanças significativas e duradouras que trazem benefícios não só relacionados àquela queixa em particular, mas à vida em geral”, completa.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">O&nbsp;<em>Slow Medicine</em>&nbsp;não propõe uma renovação, mas uma aproximação ao “tratamento ideal”, que se dedica o tempo suficiente para cuidar o melhor possível das pessoas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Perdemos a humanização nos atendimentos na saúde. Precisamos recuperar o caráter humano: somos gente cuidando de gente”, arremata Bifulco.&nbsp;</p>



<h5 class="wp-block-heading">Mais calma também na saúde mental</h5>



<p class="wp-block-paragraph">Na psicologia, dois princípios do movimento têm grande relevância: a autonomia e o autocuidado. O&nbsp;<em>Slow Medicine</em>&nbsp;defende que o paciente expresse suas opiniões e que seu contexto social seja considerado ao longo do processo. Não se procura apenas resolver rapidamente uma queixa, mas entender o que está por trás dela.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além disso, espera-se que, com o avançar da terapia, o indivíduo se torne cada vez mais autossuficiente para lidar com os desafios e as instabilidades da vida. Para isso, ele precisará aprender e treinar mecanismos de resiliência.&nbsp;&nbsp;</p>
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		<title>Odontogeriatria: os cuidados com os dentes na terceira idade</title>
		<link>https://cdd.puntocomm.com.br/estilo-de-vida/odontogeriatria-os-cuidados-com-os-dentes-na-terceira-idade/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Equipe Punto]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 16 Nov 2022 16:18:02 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Envelhecimento]]></category>
		<category><![CDATA[Estilo de vida]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://cdd.puntocomm.com.br/?p=1226</guid>

					<description><![CDATA[Para uma geração que já não perde tantos dentes por falta de higiene, o desafio dos dentistas especializados nesta faixa etária é melhorar os cuidados e evitar inflamações que repercutem no resto do corpo]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">A dentadura já foi um acessório comum a muitos idosos. Mas hoje, graças à conscientização sobre a importância da higiene bucal, as pessoas conseguem chegar à terceira idade com o sorriso original intacto (ou ao menos com a maioria dos dentes). E isso é muito positivo, uma vez que preservar a&nbsp;<strong>saúde bucal</strong>&nbsp;é especialmente importante para o bem-estar nessa fase da vida.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">“A perda dos dentes não faz parte do envelhecimento. Ela ocorre quando o paciente não sabe higienizar com qualidade”, esclarece a dentista Denise Tibério, que atua há 30 anos nessa área. Denise coordena a especialização em odontogeriatria da São Leopoldo Mandic, em São Paulo.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Você pode escovar os dentes dez vezes ao dia e ainda assim ter problemas”. Segundo ela, esse público deve evitar o cigarro e incorporar uma alimentação saudável, sem muitos doces, para manter a dentição firme e forte.</p>



<p class="wp-block-paragraph">É claro que o envelhecimento, por si só, também afeta a boca. “Os dentes perdem a hidratação e quebram com mais facilidade”, explica Denise. Outro problema é a redução do tamanho do nervo do dente, o que o deixa menos sensível. “O idoso pode ter uma cárie e não sentir dor”, resume a especialista, que participou do podcast Envelhescência, da CDD (o episódio está disponível no&nbsp;<a href="https://open.spotify.com/episode/6X7WO7V2Vx7HvidcB3N8To">Spotify</a>). Como resultado, o diagnóstico demora a vir e, quando é feito, o dente pode estar condenado ou exigir tratamentos mais intensos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Outro foco de atenção são os medicamentos para tratar doenças associadas ao envelhecimento. Alguns remédios, como os xaropes doces, são inimigos naturais dos dentes devido ao açúcar. Outros, como os&nbsp; antidepressivos e anti-hipertensivos, deixam a boca seca. E a saliva serve, entre outras coisas, para proteger o tecido da boca contra lesões e bactérias.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Outra consequência indireta para a saúde bucal na terceira idade é a perda da habilidade com as mãos. “Você não consegue mais escovar os dentes com a mesma força e alcançar todos os locais. Isso às vezes deixa a boca mais suja”, pontua a odontogeriatra.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No mais, certas doenças crônicas podem comprometer a saúde bucal, se não controladas. O diabetes, por exemplo, intensifica a periodontite, doença que inflama a gengiva e o periodonto, o tecido que sustenta os dentes. Só que essa é uma via de mão dupla: a periodontite também prejudica o diabetes.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A placa bacteriana na boca também piora a pneumonia aspirativa. “O idoso pode aspirar a bactéria, que vai direito para o pulmão”, alerta a odontogeriatra.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Um aliado da saúde bucal</h3>



<p class="wp-block-paragraph">A especialista detalha que a função do odontogeriatra começa em conhecer bem o paciente: saber quais medicamentos ele utiliza, as limitações de movimento das mãos e, principalmente, o estado da sua cognição. “Não adianta indicar implante para quem não consegue higienizá-lo. Se isso ocorrer, ele pode desenvolver uma doença na gengiva”, argumenta.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Não há tratamentos contraindicados para a terceira idade – as restrições dependem de cada paciente. Os resultados de um clareamento, por exemplo, podem não ser os mesmos nessa faixa etária por causa da diminuição do nervo do dente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A prática clínica do odontogeriatra também é diferente. Como os idosos têm menor eficiência respiratória, não devem ficar deitados na cadeira de consultório, mas sentados. Também é preciso aferir a pressão do paciente com frequência. “Eu trabalho medindo a pressão a cada 10, 15 minutos”, relata Denise. “Um paciente com&nbsp;<a href="https://cdd.org.br/neurologicas/">Alzheimer</a>&nbsp;não sabe qual procedimento está sendo feito, leva um susto e eleva a pressão sempre que sente dor. Um paciente hipertenso não medicado pode ter uma crise no consultório”, explica.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os odontogeriatras também atendem a domicílio ou em hospitais, quando o paciente está acamado. “Quando atendo pessoas com problemas comportamentais relacionados ao Alzheimer ou Parkinson, os familiares me relatam que eles passam a ficar menos agressivos e a se alimentar melhor. A agressividade era por falta de higiene. Imagine o incômodo de não conseguir verbalizar. A saúde bucal desses pacientes é normalmente esquecida”, lamenta.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Uma prática indicada é o polimento dos dentes, feita pelo odontogeriatra, de preferência a cada três meses. O dente mais “liso” acumula menos sujeira, ainda mais quando aliado à boa escovação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Atualmente, existem apenas&nbsp;<a href="https://website.cfo.org.br/profissionais-cadastrados/?cro=Todos&amp;categoria=todas&amp;especialidade=ODONTOGERIATRIA&amp;habilitacao=todas&amp;inscricao=&amp;nome=&amp;g-recaptcha-response=03AEkXODBWhu9rF4wWOBSIbzIUbdHZwPxQsiuBUFpGFJbVufKPtDjHNnVyxFCzjK3VwVwT4otJ91eQk6bYkc7OeLIMF3pANJi5_fSFr-xhD9KtXk_QA-txE8tjIv84a8z_J_UxR8fY11jTEvjOLueYUbcGC9I5hyfvP87eXTFQg-3VsOuu2MBGnv5_cEKgAchWT7jD7RfPXYzzLd2zypW7xJ20PiH0r_G6svLCXPfkn5RDcBaFUiqsnmh2juqTtUorGm1q2eTDYz5ldJvy5FarFuN37zeMgC0NEa94m4RIo7ypz0a8nv7K4rbv-dS4t5YJ1t0bqcircexdw28ioH_VpdqWjvT-dgaK7NII4S-kgObLFqd0PIj5MFDXmNQ9QWTVKmcoWuxzINLgmnBnfRcBJCqFNrXW6rAxafz-SEFnoHiJuiUGgc1lWgsfeoHFSKqA09CE43u5WPUDa5bnrtv6Wi7oRuTAB2E6q0iqymw1P5OjcA6oV8bQhXcvP4ZRDMimlrZdVJZ9Hz5mGnTTHPOu2v-QvtLpp6kiIIeIL_y7TszaA5rg1c9tUx-yyHx0reJFS3C-3je0iBGs8OszLdeAwJuo3TLAs_iucg">347 odontogeriatras</a>&nbsp;cadastrados no Conselho Federal de Odontologia, número insuficiente para atender a próxima geração de idosos, segundo Denise. “Muitos não sabem que existe essa especialidade”, lamenta.&nbsp;</p>



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<h5 class="wp-block-heading">VEJA MAIS NO SITE DA CDD:</h5>



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<li><a href="https://cdd.org.br/grace-and-frankie-envelhecimento/">O que Grace and Frankie, série da Netflix, ensina sobre Envelhecimento?</a></li>



<li><a href="https://cdd.org.br/netoterapia/">Você já ouviu falar em netoterapia?</a></li>



<li><a href="https://cdd.org.br/falando-sobre-a-demencia-com-os-netos/">Falando sobre demência com os netos</a></li>
</ul>
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