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	<title>Demências &#8211; CDD &#8211; Crônicos do Dia a Dia</title>
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	<title>Demências &#8211; CDD &#8211; Crônicos do Dia a Dia</title>
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		<title>Como o exercício físico é um aliado na prevenção e no tratamento de demências</title>
		<link>https://cdd.puntocomm.com.br/noticias/como-o-exercicio-fisico-e-um-aliado-na-prevencao-e-no-tratamento-de-demencias/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Equipe Punto]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 23 May 2023 14:09:02 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atividade Física]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[Inatividade física é fator de risco para desenvolvimento de demências, que podem ser prevenidas com mudanças no estilo de vida&#160; O Alzheimer é responsável pela maior parte dos casos de demências no Brasil –&#160;cerca de 70%&#160;dos diagnósticos. E é possível adiar seu aparecimento ou reduzir o risco de manifestá-lo. Em um&#160;estudo publicado na revista The [&#8230;]]]></description>
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<p class="wp-block-paragraph"><em>Inatividade física é fator de risco para desenvolvimento de demências, que podem ser prevenidas com mudanças no estilo de vida&nbsp;</em></p>



<p class="wp-block-paragraph">O Alzheimer é responsável pela maior parte dos casos de demências no Brasil –&nbsp;<a href="https://bvsms.saude.gov.br/no-dia-mundial-da-pessoa-com-alzheimer-alerta-e-para-diagnostico-precoce/">cerca de 70%</a>&nbsp;dos diagnósticos. E é possível adiar seu aparecimento ou reduzir o risco de manifestá-lo. Em um&nbsp;<a href="https://www.thelancet.com/journals/lanam/article/PIIS2667-193X(22)00073-4/fulltext#%20">estudo publicado na revista The Lancet</a>&nbsp;em abril de 2022, pesquisadores da Universidade Federal do Rio Grande do Sul demonstraram que mais da metade dos casos de demências no Brasil são atribuídos a fatores que, potencialmente, podem ser prevenidos.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">As condições mais associadas à ocorrência foram perda auditiva, hipertensão e… a&nbsp;<strong>inatividade física</strong>. O sedentarismo esteve ligado a cerca de 11% dos casos.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Estima-se que um a cada 10 casos de demências no Brasil sejam atribuídos à inatividade física”, explica o pesquisador Natan Feter, doutor em Educação Física pela Universidade Federal de Pelotas (UFPel).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Resultados de estudos internacionais corroboram os achados brasileiros.&nbsp;<a href="https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC9484730/">Uma pesquisa de 2022 da revista&nbsp;<em>Neurology</em></a>&nbsp;baseada no banco de dados Biobank, onde constam as informações de mais de 500 mil pessoas, associou a diminuição nos riscos de demência às atividades físicas regulares. Segundo o trabalho, quem pratica esportes ou exercícios mais intensos exibe uma probabilidade 28% menor de ser diagnosticado com a doença. E o benefício também vale para quem realiza atividades mais leves, como a limpeza da casa.</p>



<p class="wp-block-paragraph">E não só para prevenir a demência. A ONU afirma que o sedentarismo é o quarto maior fator de risco para mortalidade. Pessoas nessa situação correm um risco de 20% a 30% maior de morte em comparação a quem se movimenta durante, pelo menos, 30 minutos diários.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No Brasil, segundo&nbsp;<a href="https://cdn.who.int/media/docs/default-source/country-profiles/physical-activity/physical-activity-bra-2022-country-profile.pdf?sfvrsn=348ad853_5&amp;download=true">dados</a>&nbsp;da OMS, 40% das mulheres e 53% dos homens adultos são inativos. Fatores socioeconômicos influenciam o acesso a exercícios físicos estruturados no país.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Com a projeção de crescimento dos casos de demências nas próximas décadas, especialistas alertam para a necessidade de conscientizar a população sobre a importância do movimento. Investir em campanhas, em políticas públicas e urbanismo é o primeiro passo.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Muitos centros urbanos, por exemplo, não contam com espaços para lazer e esporte ou mesmo calçadas adequadas. “Fornecer informações é importante, mas também precisamos fornecer as ferramentas necessárias para a população ser ativa fisicamente”, aponta o doutor em gerontologia Daniel Vicentini, especialista pela Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia (SBGG).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">As consequências da atividade física para a saúde pública já podem ser medidas em alguns países. Nos Estados Unidos e na Inglaterra, a incidência de casos de demências está decrescendo, e a razão atribuída pelos pesquisadores é o aumento da conscientização e as melhorias no manejo de doenças cardiovasculares e seus fatores de risco.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Quando o sistema cardiovascular é eficiente e funcional, o fluxo sanguíneo melhora e entrega mais sangue, com mais nutrientes, para o cérebro. Um cérebro bem nutrido representa um risco menor para desordens neurológicas como a demência e a depressão”, ilustra Vicentini. “A vantagem da atividade física é que ela atua sobre todo o corpo– e é por isso que acredito que nunca vamos conseguir desenvolver um medicamento que mimetize os seus efeitos”, destaca Feter.&nbsp;</p>



<h4 class="wp-block-heading">Efeitos no cérebro<strong></strong></h4>



<p class="wp-block-paragraph">Diferentes estudos mostram que as atividades físicas promovem benesses no cérebro. Em 2012, pesquisadores estadunidenses&nbsp;<a href="https://www.sciencedirect.com/topics/neuroscience/irisin">descobriram</a>&nbsp;um hormônio chamado irisina, que é liberado durante os treinos e está relacionado à prevenção de demências.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O hormônio é um tipo de miocina, substâncias produzidas e liberadas a partir da contração muscular durante a realização de exercícios físicos. A partir de testes com camundongos, um grupo de pesquisadores do Brasil, do Canadá e dos Estados Unidos considerou<a href="https://www.nature.com/articles/s41591-018-0275-4#Sec2">&nbsp;o hormônio um mediador da ação neuroprotetora dos exercícios</a>. No cérebro, a irisina foi relacionada à proteção contra danos causados pelo Alzheimer, que afetam as funções de memória e a neuroplasticidade.&nbsp;</p>



<h4 class="wp-block-heading">Na prática</h4>



<p class="wp-block-paragraph">A recomendação oficial da OMS para adultos é de, no mínimo, 150 minutos de atividades físicas de intensidade moderada por semana.&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Embora exercícios moderados ou intensos pareçam trazer maiores benefícios, toda atividade é bem-vinda. “Antes se pensava que as atividades aeróbicas eram as que mais conseguiam melhorar a função cognitiva, mas hoje vemos que exercícios de força também são importantes. O simples ato de contração muscular é capaz de liberar substâncias na corrente sanguínea que induzem a liberação de fatores neurogênicos no cérebro”, resume Feter.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">E outra boa notícia: não há idade limite para começar. “Nunca é tarde, seja para prevenção, seja para auxiliar no tratamento. É sempre importante se manter ativo”, alerta Feter.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para quem já vive com demência, o exercício físico desempenha um papel de melhora na qualidade de vida e no bem-estar. A prática não impede o avanço da doença, mas pode atenuar os impactos dos sintomas – tanto no indivíduo quanto em seus familiares e cuidadores.&nbsp; “Os melhores resultados na literatura científica para pessoas com demência são os exercícios multicomponentes. Ou seja, os que combinam exercícios aeróbicos, de força, de equilíbrio, de coordenação e agilidade”, explica Daniel Vicentini, da SBGG.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mas atenção: o que mais importa é buscar uma atividade que se encaixe na rotina e que seja prazeroso.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Outra estratégia utilizada por fisioterapeutas e educadores físicos é um tipo de exercício chamado de “dupla tarefa”. A prática consiste na realização de uma atividade primária e outra secundária, para ajudar na melhora da mobilidade e da funcionalidade cognitiva. Por exemplo: a pessoa é incentivada a fazer relatos do cotidiano ou a lembrar de nomes de objetos enquanto caminha.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A diminuição da agressividade, a melhoria na qualidade do sono e do apetite e o aumento dos níveis de bem-estar e autoestima são fatores que melhoram com treinos físicos regulares.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Com o avançar do quadro, indivíduos com demência podem começar a apresentar alterações motoras e dificuldades para caminhar e fazer atividades cotidianas. Nesse contexto, o papel das atividades físicas é mais focado em manter a movimentação e a autonomia.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Devemos estimular o idoso a fazer quaisquer atividades físicas: vale regar as plantas, cuidar do jardim e ajudar a limpar a casa. É bom evitar ficar mais de 2 horas na mesma posição”, diz Vicentini. Se necessário, fisioterapeutas e educadores físicos podem ajudar com gestos e realizar alongamentos, entre outras coisas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A atuação do fisioterapeuta pode ser necessária especialmente se o quadro clínico envolve pneumonia, alterações cardiovasculares ou um histórico de fraturas por queda. É possível buscar esse tipo de cuidado por meio do SUS da região. As Unidades Básicas de Saúde (UBS) podem oferecer grupos de apoio e disponibilizar&nbsp;<a href="https://www12.senado.leg.br/noticias/materias/2021/10/29/sancionada-inclusao-de-fisioterapeuta-e-terapeuta-ocupacional-no-saude-da-familia-do-sus">fisioterapeutas</a>&nbsp;que atendem na unidade ou no domicílio</p>
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		<title>Saiba tudo sobre Demência</title>
		<link>https://cdd.puntocomm.com.br/noticias/saiba-tudo-sobre-demencia/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Equipe Punto]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 28 Feb 2023 14:55:45 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[A demência não é uma doença; mas sim, uma síndrome – um conjunto de sintomas – que ocorre quando os neurônios (células nervosas) do cérebro param de funcionar, perdem conexões com outras células cerebrais e morrem. Eventualmente, isso leva a uma perda da capacidade cognitiva que é significativa o suficiente para interromper a vida diária [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">A demência não é uma doença; mas sim, uma síndrome – um conjunto de sintomas – que ocorre quando os neurônios (células nervosas) do cérebro param de funcionar, perdem conexões com outras células cerebrais e morrem.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Eventualmente, isso leva a uma perda da capacidade cognitiva que é significativa o suficiente para interromper a vida diária de uma pessoa.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A demência varia em gravidade de leve a grave. As pessoas que estão nos estágios finais tornam-se completamente incapazes de cuidar de si mesmas e precisam de ajuda 24 horas por dia com os aspectos mais básicos da vida diária.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Até metade de todos os homens e mulheres com 85 anos ou mais têm algum tipo de demência, mas os especialistas não a consideram uma parte normal do envelhecimento. Muitas pessoas chegam aos 90 anos com suas habilidades cognitivas intactas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O Instituto Nacional do Envelhecimento define a demência em duas partes:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Ter duas ou mais funções essenciais prejudicadas: incluem memória, habilidades de linguagem, percepção visual e capacidade de focar e prestar atenção. Também estão incluídas as habilidades cognitivas, como a capacidade de raciocinar e resolver problemas.</li>



<li>Uma perda da função cerebral grave o suficiente para que uma pessoa não consiga realizar tarefas diárias normais.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">Algumas pessoas com demência podem ser incapazes de controlar suas emoções ou podem apresentar alterações de personalidade. Eles podem lidar com alucinações (ver ou experimentar coisas que não existem) e delírios (convicções não fundamentadas na realidade).</p>



<h4 class="wp-block-heading">Demência e Alzheimer são a mesma coisa?</h4>



<p class="wp-block-paragraph">Demência e doença de Alzheimer não são a mesma coisa.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A&nbsp;<strong>doença de Alzheimer</strong>&nbsp;é responsável por 60 a 80% de todos os casos de demência . É uma doença cerebral lentamente progressiva marcada pelo acúmulo de fragmentos da proteína beta-amilóide (placas) fora dos neurônios no cérebro e fios retorcidos da proteína tau (emaranhados) dentro dos neurônios.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No início do curso da doença, as pessoas com Alzheimer podem ter dificuldade em lembrar conversas, nomes ou eventos recentes e podem sentir apatia e depressão.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Embora a doença de Alzheimer seja a demência mais comum, não é o único tipo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A<strong>&nbsp;segunda forma</strong>&nbsp;mais prevalente de demência, por exemplo, é a demência vascular, que ocorre quando as artérias bloqueadas interrompem o fluxo sanguíneo para o cérebro, privando as células cerebrais do oxigênio e dos nutrientes de que precisam para funcionar.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Embora a perda de memória seja um dos primeiros sinais da doença de Alzheimer, as pessoas com demência vascular podem inicialmente ter julgamento prejudicado ou dificuldade incomum em planejar, organizar e tomar decisões.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No passado, os médicos usavam o diagnóstico de Alzheimer para descartar demência vascular e vice-versa. Mas agora os especialistas acreditam que as duas demências frequentemente coexistem, um exemplo de uma condição chamada demência mista.</p>



<h4 class="wp-block-heading">Quantas pessoas sofrem de demência?</h4>



<p class="wp-block-paragraph">Estima-se que 14% das pessoas com 71 anos ou mais vivem com demência. Destes, mais mulheres são afetadas do que homens – 16 por cento contra 11 por cento.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Infelizmente, a demência geralmente não é relatada e nem diagnosticada, com apenas cerca de metade das pessoas com demência identificadas pelos médicos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Espera-se que o número de pessoas que vivem com demência aumente significativamente devido ao envelhecimento dos baby boomers e aos avanços da medicina. Até 2030, estima-se que 20% das pessoas nos Estados Unidos terão 65 anos ou mais, contra 14% em 2012.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O pedágio da demência – pessoal, médico e social – já é alto e, com essas mudanças demográficas, espera-se que aumente ainda mais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para 2017, o custo total dos cuidados de saúde e cuidados de longo prazo para pessoas com demência foi estimado em US$ 259 bilhões. Esse montante está projetado para disparar para US $ 1,1 trilhão em 2050 (em dólares de 2017).</p>



<h4 class="wp-block-heading">Causas de demência e fatores de risco</h4>



<p class="wp-block-paragraph">A demência ocorre quando os neurônios (células nervosas) no cérebro param de funcionar, perdem conexões com outras células cerebrais e morrem. Os pesquisadores ainda estão trabalhando para entender por que isso acontece e estão investigando o papel que a genética, o estilo de vida e o ambiente desempenham.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A demência vascular tem sido associada a artérias danificadas que bloqueiam o fluxo de sangue para o cérebro, privando as células cerebrais do oxigênio e nutrientes de que precisam para funcionar. A gravidade do bloqueio e sua localização no cérebro determinarão o impacto no pensamento e no raciocínio. Os fatores de risco incluem aterosclerose (endurecimento das artérias), colesterol alto, pressão alta e diabetes, entre outros; fumar também aumenta o risco.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para a demência do corpo de Lewy, na qual aglomerados anormais de proteínas chamados corpos de Lewy impedem a função cerebral normal, outras doenças, como o Parkinson, parecem aumentar o risco. Os cientistas acreditam que um histórico familiar dessa demência também pode ser um fator.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Neste momento, o principal fator de risco que os cientistas conseguiram identificar para distúrbios frontotemporais (também chamados de demência frontotemporal) é o histórico familiar. No entanto, os pesquisadores descobriram semelhanças moleculares e genéticas entre a condição cerebral subjacente, a degeneração frontotemporal e a esclerose lateral amiotrófica , também conhecida como doença de Lou Gehrig. Explorar essas semelhanças pode ajudar os cientistas a entender e tratar melhor as duas doenças.</p>



<h4 class="wp-block-heading">Quais são os sinais e sintomas da demência?</h4>



<p class="wp-block-paragraph">A demência é uma deficiência nas funções essenciais (como memória, habilidades de linguagem, percepção visual, capacidade de focar e prestar atenção e habilidades cognitivas, como a capacidade de raciocinar e resolver problemas) que é grave o suficiente para afetar a capacidade de uma pessoa fazer coisas normais tarefas diárias.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Embora a perda de memória de curto prazo seja um sinal precoce de demência, particularmente a doença de Alzheimer, diferentes tipos de demência podem apresentar sintomas diferentes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quando a demência vascular se desenvolve após vários pequenos derrames, por exemplo, as pessoas podem ter dificuldade de julgamento e planejamento ou podem se tornar cada vez mais incapazes de se concentrar mentalmente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Com a demência do corpo de Lewy, as pessoas podem ter alucinações visuais – imaginando que veem coisas que não existem, por exemplo. Ou podem alternar (dia a dia ou mesmo hora a hora) entre períodos de alerta e confusão.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Algumas pessoas com demência frontotemporal apresentam mudanças extremas de comportamento e personalidade. Eles podem começar a fazer comentários extremamente inapropriados em situações sociais, por exemplo, ou mostrar uma surpreendente falta de inibição.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Encontrar um médico que possa identificar corretamente o tipo de demência é o primeiro passo para obter o tipo certo de tratamento e suporte.</p>



<h4 class="wp-block-heading">Diagnóstico de demência: como é feito?</h4>



<p class="wp-block-paragraph">Diagnosticar demência não é difícil; identificar o distúrbio cerebral subjacente pode ser. O desafio é que os sintomas de diferentes tipos de demência podem se sobrepor, ou as pessoas podem ter vários tipos de demência ao mesmo tempo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Obter o diagnóstico correto, no entanto, é fundamental para obter o melhor tratamento. Normalmente, um especialista como um neurologista está mais bem equipado para fazer o trabalho, embora outros especialistas como um psiquiatra geriátrico , um neuropsicólogo ou um geriatra possam desempenhar um papel.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A primeira tarefa é descartar condições tratáveis ​​ou reversíveis com sintomas que podem simular demência, como depressão ou problema de tireoide. Os médicos fazem um histórico médico detalhado, realizam um exame físico e uma avaliação neuropsicológica e solicitam exames de laboratório.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As avaliações neuropsicológicas ajudam os médicos a ver padrões cognitivos que indicam a presença de um distúrbio cerebral específico. Dificuldade em criar uma estratégia para resolver um problema hipotético, por exemplo, é sinal de demência vascular.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os médicos também podem examinar o cérebro em busca de anormalidades visíveis usando exames como ressonância magnética , tomografia computadorizada e PET.</p>



<h4 class="wp-block-heading">Quais são os estágios da demência?</h4>



<p class="wp-block-paragraph">As pessoas com demência sempre verão seus sintomas piorarem com o tempo, mas nem todas as pessoas com o mesmo tipo de demência apresentarão o mesmo declínio ou apresentarão os mesmos sintomas no mesmo estágio. Certos sintomas podem nunca aparecer; estágios podem se sobrepor; os sintomas podem aparecer e depois desaparecer – cada pessoa é única.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Delinear os estágios da demência, no entanto, pode ser útil para as pessoas que estão considerando suas futuras necessidades de cuidados, esperando se alistar em ensaios clínicos ou planejando com antecedência.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Compreender os estágios iniciais da demência também pode ajudar as pessoas a entender as intrigantes falhas cerebrais. Na verdade, os pesquisadores agora identificam uma condição chamada&nbsp;<strong>comprometimento cognitivo</strong>&nbsp;leve como um precursor da demência para algumas pessoas. Essa condição – que envolve lapsos de memória, linguagem, pensamento e julgamento perceptíveis para a pessoa afetada, mas não grave o suficiente para afetar o funcionamento diário – afeta de 15 a 20% das pessoas com 65 anos ou mais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Cada um dos quatro tipos principais de demência – Alzheimer, demência vascular, demência com corpos de Lewy e distúrbios frontotemporais – apresenta sintomas iniciais que podem ser reveladores. Ao contrário da perda de memória de curto prazo da doença de Alzheimer, por exemplo, a demência vascular pode se revelar como dificuldade em fazer planos ou tomar decisões.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em seus estágios avançados, no entanto, os sintomas de diferentes demências tendem a se tornar mais parecidos com o de Alzheimer, com perda de memória de curto prazo, agitação e agressividade tornando-se mais comuns.</p>



<h4 class="wp-block-heading">Existem tratamentos para a demência?</h4>



<p class="wp-block-paragraph">Atualmente, não há cura para a demência, mas as pessoas podem encontrar alívio dos sintomas por meio de diferentes medicamentos ou métodos não medicamentosos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Abordagens não farmacêuticas são geralmente o melhor lugar para começar. Isso pode incluir sessões individuais com um conselheiro de saúde mental para lidar com sentimentos de estresse ou tristeza. Reuniões de grupo de apoio com outras pessoas que lidam com demência também podem melhorar a saúde mental, o que pode melhorar a saúde física.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quando os medicamentos estão em ordem, o tipo de demência ditará o medicamento. Os médicos podem prescrever medicamentos para pressão arterial para pessoas com demência vascular, por exemplo, para evitar danos adicionais aos vasos sanguíneos e manter o máximo de oxigênio possível no cérebro.</p>
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		<title>Medicamento promete melhoras cognitivas para pacientes com Alzheimer; especialistas pedem cautela</title>
		<link>https://cdd.puntocomm.com.br/noticias/medicamento-promete-melhoras-cognitivas-para-pacientes-com-alzheimer-especialistas-pedem-cautela-2/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Equipe Punto]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 27 Feb 2023 20:25:44 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[Resultados preliminares dos testes com o medicamento lecanemabe indicaram que pode retardar avanço do Alzheimer – conheça a história]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">As farmacêuticas Eisai e Biogen&nbsp;<a href="https://eisai.mediaroom.com/2022-09-27-LECANEMAB-CONFIRMATORY-PHASE-3-CLARITY-AD-STUDY-MET-PRIMARY-ENDPOINT,-SHOWING-HIGHLY-STATISTICALLY-SIGNIFICANT-REDUCTION-OF-CLINICAL-DECLINE-IN-LARGE-GLOBAL-CLINICAL-STUDY-OF-1,795-PARTICIPANTS-WITH-EARLY-ALZHEIMERS-DISEASE">divulgaram</a>, na última semana de setembro, os resultados preliminares do estudo da fase 3 do seu novo medicamento para tratamento do&nbsp;<strong>Alzheimer</strong>, o lecanemabe. Se os dados disponíveis até o momento se confirmarem, esse seria o primeiro remédio a apresentar “benefícios cognitivos” para pacientes com Alzheimer em uma pesquisa robusta,&nbsp;<a href="https://www.nature.com/articles/d41586-022-03081-0">segundo a Nature</a>. Especialistas, porém, recomendam encarar a novidade com cautela.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A neurologista Ingrid Faber, do&nbsp;<a href="https://hospitalsiriolibanes.org.br/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Hospital Sírio-Libanês</a>&nbsp;em Brasília, explica que “o diferencial do lecanemabe, pelo que foi informado, é sua capacidade de tornar a progressão do Alzheimer mais lenta em pessoas que já possuem a doença, o que não foi demonstrado em outros medicamentos”.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Atualmente, não há fármacos em uso que retardem essa demência. Os tratamentos se concentram na contenção dos sintomas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O lecanemabe é um anticorpo monoclonal – um molécula biológica, fabricada com células vivas – que atua sobre os acumulados de proteínas beta-amiloide no cérebro. “A ideia do medicamento, assim como de outros que já foram desenvolvidos, é tentar reduzir a deposição das proteínas anormais”, explica Faber. “A proteína beta-amiloide pode existir na forma normal ou na alterada, que se deposita e prejudicaria a função dos neurônios”, completa.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Esta é a chamada hipótese das beta-amiloides: a ideia de que seriam essas proteínas as causadoras do Alzheimer – ou, ao menos, integrantes importantes nesse processo. Os fabricantes do lecanemabe afirmam que os estudos clínicos reforçariam essa hipótese, porém cientistas pedem cautela.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“O acúmulo da proteína beta-amiloide parece ser um dos fatores que causa o Alzheimer, mas não o único. Ainda existem questões incompreendidas, por isso não sabemos se o tratamento vai se resumir ao uso de opções que atuem nessa via”, resume Faber.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Uma polêmica com seu medicamento “antecessor”</h3>



<p class="wp-block-paragraph">Os testes clínicos com o lecanemabe foram realizados durante 18 meses em voluntários com Alzheimer leve. Os resultados divulgados até o momento mostraram não só uma diminuição do acúmulo das proteínas beta-amiloides no cérebro como uma melhora na chamada escala CDR-SB, que avalia o desempenho de performance cognitiva e funcional.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Mas essas são informações preliminares. Ainda não dá para julgar se os resultados realmente serão confiáveis”, alerta Faber. De acordo com as fabricantes, houve uma diminuição de 27% no declínio cognitivo dos pacientes no período de um ano e meio. Isso em comparação com aqueles que não utilizaram a medicação. “Se esses dados se confirmarem, será muito animador,”, admite a neurologista.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">O mecanismo de ação do remédio não é novo. Em junho de 2021, agência reguladora de saúde nos Estados Unidos, a FDA,&nbsp;<a href="https://www.nature.com/articles/d41586-021-01546-2">aprovou&nbsp;</a>o aducanumabe, da companhia Biogen, uma das fabricantes do lecanemabe. Essa molécula também combate o acúmulo das proteínas beta-amiloides no cérebro.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Contudo, a aprovação do aducanumabe – a primeira droga a tratar uma suposta causa do Alzheimer – enfrentou críticas de médicos e cientistas. Segundo eles,<a href="https://www.nytimes.com/2021/06/07/health/aduhelm-fda-alzheimers-drug.html">&nbsp;os dados apresentados pela empresa não comprovaram um benefício efetivo do remédio</a>&nbsp;para a cognição dos pacientes, principalmente porque foram ancorados em um subgrupo da pesquisa.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Explica-se: em um primeiro momento, o aducanumabe não trouxe resultados favoráveis para a cognição em dois estudos de fase 3, que inclusive foram suspensos. Mas, após analisar os dados em detalhes, a farmacêutica notou que um subgrupo de participantes que recebeu doses mais altas em uma fase precoce da doença teriam apresentado melhoras. Segundo alguns especialistas, esse tipo de análise é importante para levantar hipóteses, mas seria insuficiente para uma aprovação. O ideal seria conduzir um novo trabalho focando nesse perfil de paciente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além disso, os efeitos adversos do aducanumabe despertaram preocupação: nos dois estudos mencionados, 40% dos participantes que receberam a dose mais alta tiveram inchaço cerebral.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O processo de aprovação do aducanumabe&nbsp;<a href="https://www.nytimes.com/2021/07/19/health/alzheimers-drug-aduhelm-fda.html">tem sido investigado</a>&nbsp;nos Estados Unidos. Já no Brasil, a Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia&nbsp;<a href="https://sbgg.org.br/aducanumab-para-alzheimer/">declarou&nbsp;</a>que considera sua liberação na América do Norte “um marco na ciência e servirá de impulso para a continuidade das pesquisas e de um caminho para novas possibilidades”. Entretanto, pede cautela extrema para análise dos ensaios clínicos. De acordo com a entidade, a relevância dos achados é “questionável”.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Diante de tamanha controvérsia com seu antecessor, o lecanemabe tem sido avaliado com uma dose adicional de cuidado. “Ainda não está claro, por exemplo, se o lecanemabe pode ter também aqueles efeitos colaterais”. Segundo os dados divulgados até aqui, houve anormalidades nos exames de neuroimagem dos participantes, mas em menor nível: cerca de 21% tiveram sangramento ou inchaço no cérebro, sendo que em torno de 3% manifestaram sintomas relacionados a essas alterações propriamente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O lecanemabe está passando pelo mesmo processo de avaliação na FDA que o aducanumabe passou. As farmacêuticas&nbsp;<a href="https://www.nytimes.com/2022/04/07/health/aduhelm-medicare-alzheimers.html">solicitaram&nbsp;</a>um tipo de aprovação “acelerada”, com base nos resultados de pesquisa de fase 2. Ou seja, sem considerar esses dados mais recentes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Esse caminho pode ser utilizado para drogas com benefícios ainda incertos, desde que se destinem a doenças sérias com poucos tratamentos disponíveis e apresentem um mecanismo de ação razoável, que indique benefícios aos pacientes.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Possível melhora, mas sem cura à vista</h3>



<p class="wp-block-paragraph">“O lecanemabe não é um medicamento que vai curar a doença, até porque o acúmulo de proteína beta-amiloide não é a única coisa de anormal que acontece no cérebro de quem tem Alzheimer”, adiciona Faber.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Já existem medicamentos em testes que buscam avançar por caminho semelhante no combate ao declínio cognitivo causado pelo Alzheimer. A farmacêutica Roche vai lançar, ainda em 2022, resultados do seu próprio anticorpo para combater a proteína beta-amiloide, e a empresa americana Eli Lilly também planeja lançar um fármaco com essa propriedade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O ensaio clínico completo do lecanemabe está previsto para ser publicado em novembro, e a agência reguladora americana deve anunciar sua decisão quanto à aprovação do medicamento em 6 de janeiro de 2023. Não há estimativa de chegada ao Brasil.</p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com a organização Alzheimer’s Disease International, serão cerca de 74,7 milhões de pacientes ao redor do mundo em 2030, ante 55 milhões hoje. No&nbsp;<a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/saude/noticia/2022-09/dia-mundial-do-alzheimer-alerta-para-aumento-de-casos-no-mundo#:~:text=J%C3%A1%20aqui%20no%20Brasil%2C%20dados,pela%20Associa%C3%A7%C3%A3o%20Internacional%20do%20Alzheimer.">Brasil</a>, estima-se que 1,2 milhão de pessoas vivem com a doença.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>Uma esperança para o Alzheimer</title>
		<link>https://cdd.puntocomm.com.br/noticias/uma-esperanca-para-o-alzheimer/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Equipe Punto]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 01 Dec 2022 20:29:26 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://cdd.puntocomm.com.br/?p=1444</guid>

					<description><![CDATA[Essa semana o mundo compartilhou uma notícia importante: resultados do estudo CLARITY AD mostram que o lecanemab pode reduzir o declínio cognitivo em pessoas com a doença de Alzheimer (DA) em fase inicial. Mas o que isso significa? ]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">O&nbsp;<a href="https://g1.globo.com/saude/noticia/2022/11/30/alzheimer-em-feito-importante-cientistas-afirmam-que-medicamento-conseguiu-retardar-progressao-da-doenca.ghtml">lecanemab se mostrou eficaz na ‘limpeza’ da proteína beta-amilóide acumulada no cérebro</a>&nbsp;e associada à doença de Alzheimer, além da melhora de algumas funções cognitivas como a memória e o raciocínio.&nbsp;Esse é um estudo de fase III que tem como objetivo mostrar a eficácia&nbsp;e segurança do medicamento, no entanto, o médico geriatra e Diretor Científico do Instituto Parentalidade Prateada, Dr. Otávio Castello, alerta para uma comemoração cautelosa.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Embora o estudo tenha apontado uma eficácia muito interessante em pacientes com DA em fase inicial, também apontou uma quantidade grande de efeitos colaterais, sendo alguns de potencial gravidade. É um passo muito importante em direção a um tratamento no futuro, mas os pesquisadores concluíram que mais estudos serão necessários para garantir eficácia e segurança” afirma Otávio.</p>



<h5 class="wp-block-heading">SOBRE A PESQUISA</h5>



<p class="wp-block-paragraph">Os resultados foram apresentados em uma conferência em São Francisco, EUA, com foco em estudos clínicos voltados à doença de Alzheimer. De acordo com a Dra.&nbsp;Arianna Almirall Sanchez, médica especializada em bioestatística e uma bolsista do programa para equidade em saúde cerebral do&nbsp;Global Brain Health Institute, embora o resultado seja estatisticamente significativo, isso não significa que seja clinicamente significativo. “A partir dos dados divulgados ainda não se pode afirmar com segurança se os pacientes vão notar a diferença com o uso da medicação, ou seja, que o benefício seria clinicamente perceptivo.”</p>



<p class="wp-block-paragraph">Importante destacar que estes resultados, embora embrionários, são inéditos! Nenhum outro comprovou eficácia na redução da doença no cérebro e no retardo do declínio de nossas habilidades cognitivas. Otávio e Arianna concordam com o fato do lecanemab abrir uma porta importante na busca por um tratamento modificador da DA, aumentando investimento em pesquisa em um campo ainda pouco explorado se comparado a outros. No entanto, a maior parte dos pacientes no Brasil recebe o diagnóstico em uma fase mais avançada da doença, não colhendo os benefícios apontados pelo estudo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Além disso, essas terapias de anticorpos são caras e, portanto, estão longe da possibilidade de muitos países como o Brasil ou Cuba. Os efeitos colaterais exigem um extenso monitoramento para verificar inchaço cerebral e hemorragias, por exemplo, e nossos países não contam com a infraestrutura necessária para acompanhar essa grande mudança nos tratamentos para Alzheimer” afirma a médica de origem cubana.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Esse não é um problema do brasileiro, e sim de países de baixa e média renda com menos ferramentas diagnósticas e mais influência do estigma, como é o caso de países da América Latina e África. É hora de comemorar, mas também de investir e intensificar esforços &nbsp;em conscientização da população, capacitação da rede e atualização das ferramentas diagnósticas, só assim vamos conseguir acompanhar os futuros benefícios de uma nova droga como o lecanemab na realidade brasileira.</p>
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		<title>Canabidiol contra o Alzheimer: o que diz a ciência</title>
		<link>https://cdd.puntocomm.com.br/noticias/canabidiol-contra-o-alzheimer-o-que-diz-a-ciencia/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Equipe Punto]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 21 Oct 2022 20:27:40 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://cdd.puntocomm.com.br/?p=1442</guid>

					<description><![CDATA[Literatura científica atual indica que Canabidiol melhora sintomas associados à doença, mas não tem impacto na perda de memória em si – ao contrário do que algumas notícias alegaram]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">A carência por opções terapêuticas para frear o Alzheimer, que&nbsp;<a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/saude/noticia/2022-09/dia-mundial-do-alzheimer-alerta-para-aumento-de-casos-no-mundo">afeta cerca</a><a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/saude/noticia/2022-09/dia-mundial-do-alzheimer-alerta-para-aumento-de-casos-no-mundo">&nbsp;de 1,2 milhão</a>&nbsp;de brasileiros, gera angústia de médicos, pacientes e familiares. A doença, marcada principalmente pela perda progressiva e irreversível da memória, é um desafio para a ciência. E esse cenário torna propícia a busca por táticas ainda não comprovadas por pesquisas científicas sérias.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Uma delas foi assunto de matérias publicadas em diversos sites jornalísticos sobre a “reversão” de sintomas de um paciente de 78 anos tratado com canabidiol (CBD), um dos derivados da maconha. O estudo, realizado na Universidade Federal da Integração Latino-Americana (Unila), baseou-se em respostas de apenas um voluntário – o avô da pesquisadora Ana Carolina Ruver Martins.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A repercussão gerou a manifestação de entidades como a Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia (SBGG), preocupada com a possível compreensão equivocada do tratamento experimental. “Relatos de caso não permitem avaliar a eficácia e segurança de nenhum tratamento. De acordo com a evidência científica atual, o uso de terapias medicamentosas à base cannabis não é aprovado como um tratamento que modifique a história natural das demências, incluindo a doença de Alzheimer”, diz a&nbsp;<a href="https://sbgg.org.br/esclarecimento-da-sbgg-sobre-o-uso-de-cannabis-medicinal-em-idosos-com-doenca-de-alzheimer/">nota da SBGG</a>.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A Academia Brasileira de Neurologia (ABN) também&nbsp;<a href="https://www.abneuro.org.br/2022/09/28/nota-de-esclarecimento/">emitiu uma nota</a>&nbsp;no mesmo sentido. E reforçou que os ensaios clínicos controlados com placebo são mais adequados para tirar conclusões do tipo.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Derivados da cannabis podem, no futuro, tornar-se um tratamento útil contra o Alzheimer em si, mas ainda estão em testes em fases iniciais com humanos, ou em animais.&nbsp;Em 2014, um grupo de pesquisa da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS) testou o uso de canabidiol em roedores com Alzheimer, com resultados animadores.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Primeiro, os cientistas administraram uma substância para mimetizar essa demência nas cobaias. Isso gerou uma redução nos níveis da sinaptofisina, proteína indicadora da comunicação entre neurônios. Aí, deram uma versão sintética de CBD aos animais, o que fez a concentração dessa proteína voltar ao normal. “O objetivo do trabalho pré-clínico é chegar num tratamento que possa ser usado em humanos”, afirma a farmacêutica Nadja Schröder, líder do experimento. Testar o CBD em pessoas com a doença está nos planos da pesquisadora, mas não a curto prazo. “Um estudo com humanos é muito mais complexo e caro do que com animais de laboratório”, completa.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na Universidade de São Paulo (USP),&nbsp;<a href="https://jornal.usp.br/ciencias/ciencias-da-saude/canabinoide-pode-ser-efetivo-para-combater-fase-inicial-do-alzheimer/">um estudo publicado em 2019</a>&nbsp;deu um passo adiante e identificou um impacto positivo do CBD na memória, de novo em cobaias. “Nossos resultados mostraram uma melhora em um modelo experimental da doença de Alzheimer em ratos. Mas é cedo para comemorar o uso em humanos”, afirma a pesquisadora Andréa Torrão, coordenadora do estudo no Departamento de Fisiologia e Biofísica do Instituto de Ciências Biomédicas da USP.&nbsp;&nbsp;</p>



<h3 class="wp-block-heading">Benefício contra efeitos secundários</h3>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com Nadja Schröder, hoje professora na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), existem pesquisas consolidadas que mostram uma melhora com o uso do CBD das alterações comportamentais causadas pelo Alzheimer, como ansiedade, agitação, agressividade, alteração de sono, falta de apetite e alucinações.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Esse tipo de aplicação pode ser muito útil para aprimorar a qualidade de vida do paciente e de quem o cerca. Mas é importante ressaltar que a escolha pela terapia deve ser discutida com profissionais de saúde, para verificar todas as alternativas possíveis, e seus benefícios e riscos.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A Agência Canadense para Drogas e Tecnologias em Saúde fez uma&nbsp;<a href="https://www.ncbi.nlm.nih.gov/books/NBK546328/">revisão bibliográfica</a>&nbsp;sobre o tema e confirmou que a cannabis medicinal pode ser efetiva para amenizar esses efeitos. Mas, de novo, faltam estudos com humanos que foquem no sintoma central da doença: a perda de memória.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A rede de pesquisadores Cochrane realizou quatro ensaios clínicos curtos num&nbsp;<a href="https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/34532852/">estudo</a>&nbsp;que incluiu 126 participantes com demência. A pesquisa foi inconclusiva sobre os efeitos benéficos ou prejudiciais dos canabinoides nos pacientes, e afirma que eles podem ser “muito pequenos para serem clinicamente significativos”.&nbsp;</p>



<h3 class="wp-block-heading">Avanços… e retrocessos</h3>



<p class="wp-block-paragraph">A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) já aprovou&nbsp;<a href="https://www.gov.br/anvisa/pt-br/assuntos/noticias-anvisa/2022/anvisa-aprova-mais-tres-produtos-de-cannabis-para-uso-medicinal#:~:text=Na%20%C3%BAltima%20segunda%2Dfeira%20(9,160%2C32%20mg%2FmL.">18 produtos</a>&nbsp;à base da cannabis. Em maio deste ano, foi a vez dos primeiros dois produtos com teor de THC – o tetrahidrocanabinol, substrato da cannabis que dá o “barato” – acima de 0,2% destinados a cuidados paliativos.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">O canabidiol é a fração da maconha utilizada mais largamente em medicamentos. Segundo Nadja, muitos estudos combinam o CBD com outras substâncias, como o THC, o que dificulta a comparação entre o efeito das substâncias de forma isolada.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na última semana, porém, uma&nbsp;<a href="https://sistemas.cfm.org.br/normas/visualizar/resolucoes/BR/2022/2324">portaria</a>&nbsp;do Conselho Federal de Medicina (CFM) restringiu o uso do CBD no tratamento clínico para apenas dois tipos graves de epilepsia. A decisão recebeu críticas de especialistas, que enxergam um retrocesso. De acordo com eles, há benefícios da molécula no auxílio a sintomas de outras enfermidades – dores, falta de apetite, irritabilidade e por aí vai, como já foi mencionado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O CFM prevê punir médicos que prescrevam os CBD para outros tipos de patologias. Em&nbsp;<a href="https://www.uol.com.br/vivabem/noticias/redacao/2022/10/15/cfm-publica-nova-norma-sobre-prescricao-de-canabidiol.htm">entrevista ao UOL</a>, o advogado Gabriel Dutra Pietricovsky, que atua na área de direito à saúde, disse que a resolução da entidade vai “na direção contrária da ciência mais avançada em relação aos produtos derivados da cannabis”.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Já a CEO e fundadora da Sphera Joy e FlowerMed, Caroline Heinz, comentou&nbsp;<a href="https://g1.globo.com/saude/noticia/2022/10/14/conselho-federal-de-medicina-muda-resolucao-que-orienta-medicos-sobre-uso-de-canabidiol-especialistas-apontam-retrocesso.ghtml">ao portal G1</a>&nbsp;que a norma é incongruente com o que o próprio Ministério da Saúde pratica. “Se não pode, como a Secretaria da Saúde, o Ministério da Saúde e o SUS compram medicamentos com canabidiol para várias patologias, inclusive autismo?”&nbsp;</p>
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		<title>Alzheimer e estresse: por onde anda a saúde mental dos cuidadores?</title>
		<link>https://cdd.puntocomm.com.br/noticias/alzheimer-e-estresse-por-onde-anda-a-saude-mental-dos-cuidadores/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Equipe Punto]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 30 Sep 2022 20:21:59 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://cdd.puntocomm.com.br/?p=1436</guid>

					<description><![CDATA[É preciso cuidar da saúde mental dos cuidadores das pessoas com Alzheimer, sim! Mas como?]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Cadê essa tal ‘saúde mental’? Sumiu, gente! Se você convive com alguém próximo que tem Alzheimer, pode se identificar com esse texto. Isso porque, ao mesmo tempo que é triste acompanhar a perda de memória (sobretudo a afetiva) daqueles que amamos, é extremamente estressante cuidar das coisas do dia a dia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Explicamos diversas vezes onde está a manteiga, que aquela conta já foi paga, que as compras já foram feitas, que, sim, já demos o recado para alguém. E a pessoa continua fazendo as mesmas perguntas. Esse é um comportamento esperado no diagnóstico de Alzheimer: uma doença neurodegenerativa progressiva e que, dependendo do manejo clínico e de outras condições do organismo, pode avançar ‘mais rápido’ ou não.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além disso, não são raros os casos de comorbidades como depressão. Imagine só: você era uma pessoa com plena autonomia, dona do seu próprio destino e, de repente, começa a se esquecer o tempo inteiro onde deixou as chaves de casa, aquela anotação importante ou aquele compromisso inadiável? Mais do que estressante, é frustrante. E aquela tristeza pela incapacidade vai se intensificando, se transformando em depressão.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por outro lado, os cuidadores, independente do grau de parentesco, tentam ser empáticos e se colocar no lugar da pessoa. Ocorre que, no dia a dia, a paciência, testada ao extremo, também se transforma, neste caso, ‘vestida’ de estresse. Ou seja, temos um cuidador com a saúde mental comprometida.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O estresse aumenta os níveis de cortisol no organismo e são frequentes sintomas como queda de cabelo, tonturas, dores de cabeça e musculares, reações alérgicas sem motivo aparente. Há pessoas que acabam buscando ‘válvulas de escape’, como comer e beber compulsivamente ou abuso de medicações para dormir.</p>



<p class="wp-block-paragraph">É preciso cuidar da saúde mental de quem cuida de pessoas com Alzheimer sim! Mas como? Em primeiro lugar, busque a psicoterapia. É através da escuta do psicólogo que você saberá, por exemplo, se precisará de auxílio medicamentoso (se sim, o psiquiatra é o médico responsável por fazer a receita).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Outro passo importante: se dê um tempo. Mesmo que sua rede de apoio seja praticamente ‘zero’, tente tirar 1h ou 2h para você enquanto a pessoa descansa, por exemplo. Fazer qualquer atividade que te dê prazer e que faça você se lembrar do que gosta: ouvir música, assistir um filme, bater papo com pessoas de fora da sua rotina.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Não preciso nem lembrar que alimentação e exercícios físicos são fundamentais, ne? E, quando falo de ginástica, nem precisa ser academia não. Se você se alongar por uns 10 minutos ao acordar e antes de dormir, todos os dias, já vai sentir os bons efeitos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Às vezes, quando cuidamos intensamente de alguém, nos distanciamos de quem somos. Mas não se esqueça que nunca deixamos de ser quem somos. Por isso, cada tentativa que fizer para se aproximar da sua essência é um fôlego para também cuidar melhor de quem ama.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
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		<item>
		<title>Falando sobre a demência com os netos</title>
		<link>https://cdd.puntocomm.com.br/noticias/falando-sobre-a-demencia-com-os-netos/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Equipe Punto]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 21 Jul 2022 15:30:31 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[Quando meu avô foi diagnosticado com câncer, isso muito antes de vovó Nilva ter um diagnóstico de Alzheimer, acabei sendo privado de conviver com a terminalidade de quem eu tanto amava. Era difícil falar sobre câncer e sobre a morte com uma criança que em poucas semanas ou meses vivenciaria sua primeira grande perda.&#160; Por [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Quando meu avô foi diagnosticado com câncer, isso muito antes de vovó Nilva ter um diagnóstico de Alzheimer, acabei sendo privado de conviver com a terminalidade de quem eu tanto amava. Era difícil falar sobre câncer e sobre a morte com uma criança que em poucas semanas ou meses vivenciaria sua primeira grande perda.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por essa razão, muitas famílias optam por esconder e/ou distanciar os netos do convívio com avós vivenciando uma demência. Isso acontece pela alta complexidade em temáticas como envelhecimento, Alzheimer e morte, e pelo receio de dizer algo errado ou muito impactante. No entanto, talvez não haja na família uma pessoa mais preparada para essa relação que o neto/neta – especialmente aqueles ainda criança.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ao contrário dos adultos, a criança tem uma percepção mais amena dos sintomas, não julgando limitações e agindo com naturalidade. Isso muitas vezes pode trazer uma sensação positiva e inclusiva para o idoso convivendo com o diagnóstico. Sem mencionar que crianças também questionam, esquecem e abordam o mesmo assunto várias vezes, por isso não se incomodam quando o outro se comporta da mesma forma.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Isso não significa que o assunto não possa ou não deva ser abordado com os pequenos de forma mais objetiva. É importante falar o nome do diagnóstico, o que ele significa e como será a relação de avô e neto dali em diantes, ou seja, igual!&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">É possível mencionar que o avô está passando por um momento difícil e que eventualmente precisará de ajuda para desempenhar alguma tarefa. Dessa forma criamos uma ideia de protagonismo para a criança que, fazendo com que se desenvolva um vínculo de empatia e qualidade de cuidado, importantíssimos para qualquer relação interpessoal, seja ela pessoal ou profissional.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">É possível também traçar paralelos, por exemplo, mostrando que limitações existem ao longo de toda nossa vida em diferentes graus, e que embora as crianças não possam fazer determinadas coisas, em consequência de uma perna quebrada, de uma gripe forte ou de uma demência, os adultos também criarão um vínculo de dependência que pode ser passageira ou não. E tá tudo bem! Esse deveria ser o conceito de família, e é uma oportunidade para abordar o assunto: estar presente e criar reservas de afeto.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Existe uma série de livros sobre o assunto abordando temáticas pertinentes para diferentes idades e com os mais diversos níveis de complexidade. Ao contrário do que se pensa, tanto crianças quanto adolescentes percebem uma ‘<em>movimentação</em>’ diferente. É possível identificar que algo não segue a normalidade das relações, que há uma tensão na comunicação entre pais e filhos, que existe uma redução de visitas ao vovô ou então que assuntos estão encobertos. Afinal de contas, a demência muda a dinâmica da casa e de nossas rotinas, não há como esconder isso.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Essa sensação de&nbsp;<em>algo acontecendo</em>&nbsp;gera insegurança, medo e desconforto, e quando revelada tardiamente, pode quebrar uma relação de confiança com os pais. O melhor caminho é abordar a doença de maneira lúdica e explicativa, sempre dando ênfase em uma relação que segue sendo de amor e afeto, ainda que a memória possa falhar, e reforçando que por mais que os avós esqueçam dos netos – em decorrência da doença e não por uma vontade pessoal – os netos jamais os esquecerão! Essa troca de afeto que faz dessa relação algo tão bonito!&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Três dicas práticas para essa conversa são: utilize uma linguagem facilitada, não substitua o conceito de morte ou demência por viajando ou dormindo, e ao terminar a conversa pergunte “<em>o que você entendeu sobre tudo o que falamos?</em>”. Dessa forma vai ser possível voltar a tópicos que ficaram confusos ou que não foram abordados. E não se preocupe em fazer isso em uma sala silenciosa e com a atenção 100% focada em você. As crianças assimilam de formas diferentes, assim como expressam suas emoções em desenhos e outras brincadeiras. Aproveite esse momento para interagir, engajar e conversar sobre a situação do vovô ou vovó.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Abaixo alguns livros que servem como ferramentas para essa conversa, mas se bater a dúvida, fale com um psicólogo ou psiquiatra da infância.&nbsp;</p>



<figure class="wp-block-image"><a href="https://cdd.org.br/falando-sobre-a-demencia-com-os-netos/livro-1-2/"><img decoding="async" src="https://cdd.org.br/wp-content/uploads/2022/12/livro-1-300x300.jpg" alt=""/></a></figure>



<figure class="wp-block-image"><a href="https://cdd.org.br/falando-sobre-a-demencia-com-os-netos/livro2-2/"><img decoding="async" src="https://cdd.org.br/wp-content/uploads/2022/12/livro2-300x300.jpg" alt=""/></a></figure>



<figure class="wp-block-image"><a href="https://cdd.org.br/falando-sobre-a-demencia-com-os-netos/livro3-2/"><img decoding="async" src="https://cdd.org.br/wp-content/uploads/2022/12/livro3-300x300.jpg" alt=""/></a></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Esse é também um momento importante para os pais abordarem a saúde mental ao longo da vida, já que tudo aquilo que impacta negativamente nosso estilo de vida desde a infância vai criando uma marca que pode ou não facilitar o surgimento de uma demência. São os chamados fatores de risco, e vão desde baixa escolaridade até sedentarismo e abuso de substâncias como álcool.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Aqui está um recurso interessante para falar sobre o tema. My Brain Robie foi desenvolvido pela neurologista francesa Dr. Eleonore Bayer, e está disponível em português.&nbsp;</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe title="Robbie My Brain (Portuguese - Brazil) - Saúde do cérebro" width="500" height="281" src="https://www.youtube.com/embed/uowpohkDkR8?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe>
</div></figure>



<p class="wp-block-paragraph">&nbsp;Você já passou por esse momento? Conte pra nós!&nbsp;</p>
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