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	<title>Doença Ocular da Tireoide (DOT) &#8211; CDD &#8211; Crônicos do Dia a Dia</title>
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	<title>Doença Ocular da Tireoide (DOT) &#8211; CDD &#8211; Crônicos do Dia a Dia</title>
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	<item>
		<title>Dicas para falar com um especialista na Doença Ocular da Tireoide</title>
		<link>https://cdd.puntocomm.com.br/noticias/dicas-para-falar-com-um-especialista-na-doenca-ocular-da-tireoide/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Equipe Punto]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 08 Feb 2023 16:08:49 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[As pessoas com o diagnóstico de Doença Ocular da Tireoide (DOT) podem enfrentar diferentes experiências relacionadas à condição. Entre elas, pode ser difícil compreender todos os sintomas ou até mesmo consultar um especialista na DOT.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<h4 class="wp-block-heading"><strong>Quem é o profissional que trata a Doença Ocular da Tireoide?</strong></h4>



<p class="wp-block-paragraph">Devido à característica de diferentes condições serem comumente encontradas na mesma pessoa, pode ser necessária a busca de profissionais com especializações e formações diferentes, como um médico oftalmologista, especialista em Oculoplástica, Órbita e Vias lacrimais, para o tratamento da DOT e um endocrinologista, em caso de diagnóstico da doença de Graves ou de Hashimoto. Além disso, pessoas com DOT e com Graves ou Hashimoto comórbidas devem buscar o apoio de um psiquiatra, uma vez que disfunções na tireoide podem influenciar o estado do humor:&nbsp;</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Pessoas com hipertireoidismo (Graves) podem se mostrar mais nervosas, ansiosas e irritadas;</li>



<li>Metade das pessoas com hipotireoidismo (Hashimoto) apresentam sintomas depressivos e até mesmo depressão e um terço das pessoas com depressão têm hipotireoidismo.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">Outros profissionais também podem ser importantes para o tratamento da DOT, são eles: médico clínico, reumatologista e psicólogo.&nbsp;</p>



<h4 class="wp-block-heading"><strong>Dicas para falar com o especialista sobre a Doença Ocular da Tireoide</strong></h4>



<p class="wp-block-paragraph">É importante buscar aprender o máximo possível sobre a DOT junto do especialista que trata a condição, por isso preparamos dicas para você usar quando for conversar com o(a) médico(a):</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Peça por fontes seguras de informações para ler mais a respeito;</li>



<li>Não subestime os sintomas. É possível que você se sinta relutante em expressar sentimentos sobre ter a Doença Ocular da Tireóide e como isso está afetando sua vida. Porém essas informações podem ser valiosas para que o especialista possa ajudar a melhor gerenciar a DOT;</li>



<li>Se você tiver dúvidas sobre a DOT, não tenha medo de perguntar. Certifique-se de escrever uma lista de perguntas a serem feitas antes de ir à sua consulta. Estas perguntas podem ajudar a iniciar a conversa:
<ul class="wp-block-list">
<li>“Quais mudanças específicas devo observar ao verificar meus olhos?”</li>



<li>“Com que frequência devo agendar consultas?”</li>



<li>“Como vamos tratar a DOT?”</li>
</ul>
</li>



<li>Fazer anotações detalhadas durante a visita ao(a) médico(a) é uma maneira importante de se manter atualizado sobre a patologia. Em dias de consulta, certifique-se de levar um bloco e caneta;</li>



<li>Leve alguém junto para as consultas. Essa pessoa também poderá fazer anotações e, principalmente, fornecer apoio emocional em um possível momento difícil;</li>



<li>Seja específico e assertivo. Ao fornecer detalhes ao(a) médico(a) sobre a condição, é importante informar o suficiente para que eles compreendam o verdadeiro impacto da DOT na vida de quem tem o diagnóstico:
<ul class="wp-block-list">
<li>Use uma linguagem descritiva: “Sou muito sensível à luz. Até a luz de um computador machuca meus olhos.”</li>



<li>Faça uma lista de como a DOT afetou sua vida diária: “Não consigo mais dirigir”.</li>



<li>Identifique há quanto tempo os sintomas da DOT o incomodam: “Eu notei a dor atrás dos meus olhos cerca de 2 semanas atrás e isso ainda não passou.”</li>
</ul>
</li>



<li>Acompanhe os seus sintomas, pois a DOT pode mudar com o tempo. Ao fazer um diário de sintomas, você poderá transmitir ao especialista sobre a evolução do seu caso com mais segurança.</li>
</ul>



<h4 class="wp-block-heading"><strong>Aprendendo mais sobre termos usados na Doença Ocular da Tireoide&nbsp;</strong></h4>



<p class="wp-block-paragraph">Algumas condições médicas podem trazer palavras complexas e deixar as pessoas confusas e sabemos que a Doença Ocular da Tireoide não fica atrás neste aspecto. De forma resumida, descrevemos abaixo os principais sintomas da DOT, que podem estar escritos de outra maneira mais complexa (veja mais abaixo):</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Mudança na aparência dos olhos (geralmente olhos fixos ou esbugalhados)</li>



<li>Uma sensação de areia ou secura excessiva nos olhos</li>



<li>Olhos marejados</li>



<li>Intolerância a luzes brilhantes</li>



<li>Inchaço ou sensação de plenitude nas pálpebras superiores ou inferiores</li>



<li>Novas bolsas sob os olhos</li>



<li>Vermelhidão das pálpebras e olhos</li>



<li>Visão turva ou dupla</li>



<li>Dor dentro ou atrás do olho, especialmente ao olhar para cima, para baixo ou para os lados</li>



<li>Dificuldade em mover os olhos</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">Fique preparado se os termos/sintomas abaixo surgirem em sua busca/leitura sobre a Doença Ocular da Tireoide (muitos querem dizer o mesmo que os sintomas acima):</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Diplopia:&nbsp;</strong>visão dupla</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Edema palpebral:</strong>&nbsp;inchaço incomum das pálpebras</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Eritema:&nbsp;</strong>olhos vermelhos</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Estrabismo:&nbsp;</strong>Olhos desalinhados ou olhos que não se movem juntos</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Exoftalmômetro:</strong>&nbsp;instrumento usado para medir o grau de deslocamento para a frente do olho;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Fotofobia:&nbsp;</strong>sensibilidade à luz</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Proptose ocular ou exoftalmia:&nbsp;</strong>olhos salientes ou para fora, quando o globo ocular está mais saltado que o habitual, seria a “protusão do globo ocular”;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Retração palpebral:</strong>&nbsp;é a mudança de posicionamento das pálpebras superiores ou inferiores onde os olhos ficam mais abertos e arregalados</p>



<div style="height:30px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="wp-block-paragraph"><a href="https://conteudo.cdd.org.br/ebook-dot">Baixe o ebook gratuito: Conheça a Doença Ocular da Tireoide</a></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Tradução e adaptação: Equipe da Crônicos do Dia a Dia (CDD)&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>Fonte:&nbsp;</em></strong><a href="https://www.thyroideyes.com/thyroid-eye-disease-support/"><em>Thyroid Eye Disease Management Tips for Patients</em></a><em>, 2021</em></p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Qualidade de vida na Doença Ocular da Tireoide</title>
		<link>https://cdd.puntocomm.com.br/noticias/qualidade-de-vida-na-doenca-ocular-da-tireoide/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Equipe Punto]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 08 Feb 2023 15:12:41 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://cdd.puntocomm.com.br/?p=1389</guid>

					<description><![CDATA[A Doença Ocular da Tireoide (DOT) pode afetar o bem-estar psicológico e social das pessoas com essa condição, isso porque, além das alterações na tireoide que modificam níveis hormonais, há o enfrentamento de uma mudança na aparência dos olhos, que pode ser difícil de lidar.&#160; É comum que as pessoas sintam raiva, perda de autoestima [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">A Doença Ocular da Tireoide (DOT) pode afetar o bem-estar psicológico e social das pessoas com essa condição, isso porque, além das alterações na tireoide que modificam níveis hormonais, há o enfrentamento de uma mudança na aparência dos olhos, que pode ser difícil de lidar.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">É comum que as pessoas sintam raiva, perda de autoestima e confiança, se isolem socialmente devido à aparência dos olhos, o que acaba afetando os relacionamentos – tanto sociais quanto no trabalho. Isso não é surpreendente, pois o rosto e os olhos são o ponto de contato mais significativo entre os indivíduos.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">O tratamento, que pode incluir cirurgia, muitas vezes pode melhorar isso; e a busca por um psicólogo, ou até mesmo o contato com outras pessoas que têm a DOT, podem ajudar a encontrar estratégias para enfrentar a fase mais aguda da condição.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os impactos na percepção social e em outros domínios da qualidade de vida podem perdurar por muito tempo após a inflamação relacionada à DOT ter se acalmado. É importante que as pessoas com DOT tenham especial atenção a alguns hábitos, que devem ser mudados após o diagnóstico:</p>



<ol class="wp-block-list">
<li><strong>Parar de fumar:&nbsp;</strong>hoje se sabe que fumantes têm mais risco de desenvolver a DOT e tem mais sintomas e progressão da patologia</li>



<li><strong>Manter-se fisicamente ativo:&nbsp;</strong>o exercício poderá ser um aliado na regulação do humor e alívio do estresse</li>



<li><strong>Ter uma alimentação balanceada:&nbsp;</strong>uma alimentação saudável e nutritiva irão ajudar a melhorar a energia, humor e bem-estar</li>



<li><strong>Ficar hidratado:&nbsp;</strong>tomar água é essencial para o bem-estar e funcionamento geral do corpo</li>



<li><strong>Limitar o consumo de álcool:</strong>&nbsp;tomar bebidas que tenham álcool pode piorar a qualidade do sono e o bem-estar de maneira geral</li>



<li><strong>Acompanhar os níveis de Vitamina D:&nbsp;</strong>junto com o(a) médico(a), é importante verificar se os níveis de Vitamina D estão adequados, pois um dos papéis desta vitamina no corpo é ajudar a regular o sistema imunológico</li>
</ol>



<h4 class="wp-block-heading"><strong>Como lidar com as mudanças na visão na Doença Ocular da Tireoide</strong></h4>



<p class="wp-block-paragraph">As pessoas com DOT podem sentir muitas mudanças na visão, incluindo sintomas de dor,&nbsp; alterações visuais e até mesmo a habilidade de mover os olhos pode se modificar e afetar a realização de algumas tarefas do dia a dia, como dirigir, trabalhar e etc. Algumas dicas podem ajudar a tornar os ambientes mais funcionais:</p>



<p class="wp-block-paragraph">○&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;&nbsp;Colocar os móveis onde você possa vê-los;</p>



<p class="wp-block-paragraph">○&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;&nbsp;Diminuir o brilho da TV e do computador;</p>



<p class="wp-block-paragraph">○&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;&nbsp;Procurar sempre usar calçados antiderrapantes;</p>



<p class="wp-block-paragraph">○&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;&nbsp;Ter um local designado para colocar as coisas;</p>



<p class="wp-block-paragraph">○&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;&nbsp;Se acessíveis, os aspiradores de pó robô ajudam a reduzir o cansaço visual e os riscos de tropeçar ao aspirar a casa;</p>



<p class="wp-block-paragraph">○&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;&nbsp;Passar uma fita nas laterais de tapetes para evitar escorregões e quedas;</p>



<p class="wp-block-paragraph">○&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;&nbsp;Também usar uma fita para juntar ou dobrar todos os cabos para evitar tropeços;</p>



<p class="wp-block-paragraph">○&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;&nbsp;Ficar longe de áreas de fluxo de ar pesado (como aberturas e ventiladores);</p>



<p class="wp-block-paragraph">○&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;&nbsp;Aliviar o inchaço, vermelhidão e irritação nos olhos com uma compressa quente;</p>



<p class="wp-block-paragraph">○&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;&nbsp;Evitar produtos feitos de eucalipto, pois pode fazer os olhos arderem;</p>



<p class="wp-block-paragraph">○&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;&nbsp;Usar colírios conforme recomendado pelo(a) seu(ua) médico(a);</p>



<p class="wp-block-paragraph">○&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;&nbsp;<strong>Parar de fumar. Fumar aumenta sua chance de ter DOT e as pessoas que continuam fumando após o diagnóstico podem responder pior aos tratamentos.</strong></p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Confira dicas para lidar com as mudanças causadas pela Doença Ocular da Tireoide</title>
		<link>https://cdd.puntocomm.com.br/noticias/confira-dicas-para-lidar-com-as-mudancas-causadas-pela-doenca-ocular-da-tireoide/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Equipe Punto]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 08 Feb 2023 14:59:37 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[As pessoas com o diagnóstico de Doença Ocular da Tireoide (DOT) podem enfrentar diferentes experiências relacionadas às emoções, humor e autoestima.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Lidar com essas alterações pode gerar alguma insegurança sobre a aparência, gerando sentimentos mais depressivos, ansiedade, pensamentos sobre o que as pessoas vão pensar quando o verem, não se reconhecer no espelho e até mesmo acabar se desconectando de amigos, familiares e atividades que antes costumava fazer. Essas dicas podem ser valiosas para ajudar nesses momentos:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Exercícios de meditação e respiração são ótimas maneiras de reduzir o estresse e a ansiedade. Considere baixar um aplicativo de meditação no seu telefone;</li>



<li>Estar atento aos sentimentos. Aprender a reconhecer os próprios sentimentos talvez possa ser difícil no início, mas aos poucos esse aprendizado pode ser positivo e trazer novas formas de encarar as situações;</li>



<li>Ouvir livros ou podcasts pode ajudar a se sentir melhor, proporcionando bem-estar;</li>



<li>Terapia com um psicólogo ou psiquiatra pode ajudar a lidar com desafios emocionais.</li>
</ul>



<h4 class="wp-block-heading"><strong>Dicas para lidar com as mudanças sociais causadas pela Doença Ocular da Tireoide</strong></h4>



<p class="wp-block-paragraph">Cada pessoa tem uma vida diferente e se adequa a um tipo de estilo de vida. Quando uma condição como a Doença Ocular da Tireoide é diagnosticada, é natural que cada um lide de maneira diferente também. A vida social e os relacionamentos são essenciais para o bem-estar e qualidade de vida de qualquer pessoa. Quem tem DOT pode sentir alguma mudança com relação à sua aparência e talvez isso possa gerar algum impacto nas relações sociais. Aqui estão algumas dicas sobre estes momentos:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Faça compras em locais que você já conhece;</li>



<li>Se ajudar evitar muitas pessoas no mesmo local, prefira fazer tarefas fora do horário de pico para evitar áreas movimentadas;</li>



<li>Conheça seus limites. Busque fazer pausas em locais sem luz ofuscante, janelas ou ventiladores;</li>



<li>Tenha sempre óculos de sol disponíveis. Mantenha pares extras em locais convenientes, como seu carro, bolsa, local de trabalho e em casa, perto das chaves;</li>



<li>Ao caminhar com outras pessoas, sincronize seus passos em um ritmo confortável;</li>



<li>Se viajar, evite itens de mão – em vez disso, despache suas malas;</li>



<li>Nos hotéis, coloque uma toalha sobre o travesseiro para evitar que a poeira machuque os olhos;</li>



<li>Lembre-se sempre de levar seu colírio.</li>
</ul>



<h4 class="wp-block-heading"><strong>O que eu posso fazer se alguém me perguntar sobre a DOT?</strong></h4>



<p class="wp-block-paragraph">Pode ser que algumas pessoas perguntem sobre a DOT ou acabem trazendo o assunto eventualmente ao longo do seu tratamento. Talvez você não se sinta à vontade para responder diretamente sobre todas as mudanças que está passando. Se isso for uma questão importante para você, busque refletir sobre o que diria antes de alguém perguntar, pois isso pode te deixar mais confortável em dar uma resposta no momento.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Se optar por explicar sobre a Doença Ocular da Tireoide, fale informações que possam fazer com que mais pessoas conheçam a condição e passem a refletir sobre julgamentos inadequados. Mas, se não se sentir à vontade para falar, ignore a pergunta, ou os olhares. Você não tem obrigação de explicar o mesmo assunto repetidas vezes.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Saiba tudo sobre a Doença Ocular da Tireoide</title>
		<link>https://cdd.puntocomm.com.br/noticias/saiba-tudo-sobre-a-doenca-ocular-da-tireoide/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Equipe Punto]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 08 Feb 2023 13:58:39 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[A Doença Ocular da Tireoide (DOT) é uma condição na qual os músculos orbitários, pálpebras, glândulas lacrimais e tecido adiposo atrás do olho ficam inflamados. Isso pode fazer com que os olhos e as pálpebras fiquem vermelhos, inchados e desconfortáveis; os olhos podem ficar projetados para a frente (olhos “arregalados” ou “esbugalhados”). Em alguns casos, [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">A Doença Ocular da Tireoide (DOT) é uma condição na qual os músculos orbitários, pálpebras, glândulas lacrimais e tecido adiposo atrás do olho ficam inflamados. Isso pode fazer com que os olhos e as pálpebras fiquem vermelhos, inchados e desconfortáveis; os olhos podem ficar projetados para a frente (olhos “arregalados” ou “esbugalhados”).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em alguns casos, há inchaço e rigidez dos músculos que movem os olhos, de modo que eles não se movem mais de forma alinhada; isso pode causar visão dupla. Raramente, a DOT pode causar visão reduzida devido à pressão no nervo na parte posterior do olho ou formação de úlceras na parte frontal dos olhos, se as pálpebras não fecharem completamente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A DOT também é conhecida como Orbitopatia ou Oftalmopatia de Graves – é uma condição autoimune. Ocorre quando o sistema imunológico do corpo ataca o tecido, causando inflamação nos tecidos ao redor e atrás do olho. Na maioria das pessoas, a mesma condição autoimune que causa DOT também afeta a glândula da tireoide, resultando em uma doença de nome parecido, a doença de Graves.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A doença de Graves é uma das causas da hiperatividade na tireoide (hipertireoidismo); mais raramente pode causar hipoatividade da tireoide (hipotireoidismo, ou doença de Hashimoto). A DOT pode ocorrer em pessoas quando a tireoide está hiperativa, hipoativa ou funcionando normalmente. Também pode ocorrer após o tratamento da doença de Graves.&nbsp;</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Quem é o profissional que trata a Doença Ocular da Tireoide?</strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph">Devido a esta característica de diferentes condições serem comumente encontradas na mesma pessoa, pode ser necessária a busca de profissionais com especializações e formações diferentes, como um médico oftalmologista, especialista em Oculoplástica, Órbita e Vias lacrimais, para o tratamento da DOT e um endocrinologista, em caso de diagnóstico da doença de Graves ou de Hashimoto. Além disso, pessoas com DOT e com Graves ou Hashimoto comórbidas devem buscar o apoio de um psiquiatra, uma vez que disfunções na tireoide podem influenciar o estado do humor:&nbsp;</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Pessoas com hipertireoidismo (Graves) podem se mostrar mais nervosas, ansiosas e irritadas;</li>



<li>Metade das pessoas com hipotireoidismo (Hashimoto) apresentam sintomas depressivos e até mesmo depressão e um terço das pessoas com depressão têm hipotireoidismo.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">Outros profissionais também podem ser importantes para o tratamento da DOT, são eles: médico clínico, reumatologista e psicólogo.&nbsp;</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Qual é a chance de uma pessoa desenvolver a Doença Ocular da Tireoide?</strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph">No geral, cerca de um quarto das pessoas com doença de Graves desenvolve a DOT antes, durante ou após o diagnóstico de distúrbio da tireoide. Na maioria dos casos, a doença ocular é leve. Se não apresentar características de DOT no momento em que a doença de Graves é diagnosticada e a pessoa com a condição não fumar ou ser ex-fumante, a chance de desenvolver DOT é inferior a uma em dez. Mas, se a pessoa é tabagista, a chance de desenvolver DOT é dobrada.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Se você é um fumante inveterado, as chances de desenvolver DOT aumentam oito vezes em comparação com os não fumantes.&nbsp;<a href="https://cdd.org.br/noticia/respiratorios/como-ajudar-alguem-a-parar-de-fumar/">Clique aqui para ver como ajudar alguém a parar de fumar</a>&nbsp;e&nbsp;<a href="https://cdd.org.br/noticia/respiratorios/5-dicas-para-parar-de-fumar/">confira também 5 dicas para parar de fumar</a>.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Quais são os sintomas da Doença Ocular da Tireoide?</strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph">Esses são os sintomas mais comuns:</p>



<p class="wp-block-paragraph">(Consulte o seu médico se tiver algum dos seguintes sintomas e pergunte se pode ser DOT)</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Mudança na aparência dos olhos (geralmente olhos fixos ou esbugalhados)</li>



<li>Uma sensação de areia ou secura excessiva nos olhos</li>



<li>Olhos marejados</li>



<li>Intolerância a luzes brilhantes</li>



<li>Inchaço ou sensação de plenitude nas pálpebras superiores ou inferiores</li>



<li>Novas bolsas sob os olhos</li>



<li>Vermelhidão das pálpebras e olhos</li>



<li>Visão turva ou dupla</li>



<li>Dor dentro ou atrás do olho, especialmente ao olhar para cima, para baixo ou para os lados</li>



<li>Dificuldade em mover os olhos</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">Se você tem pálpebras inchadas e pele inchada ao redor e sob os olhos e tem uma tireoide severamente hipoativa, isso provavelmente não é DOT. Deve melhorar assim que for tratado adequadamente com tratamento apropriado com um endocrinologista.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Diagnóstico da Doença Ocular da Tireoide pode ser difícil</strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph">Às vezes, o diagnóstico de DOT pode ser difícil e as pessoas podem ser tratadas para outras condições, como conjuntivite, alergia ou rinite, meses antes do diagnóstico de DOT ser feito. Os sinais de que o diagnóstico pode ser DOT ao invés de qualquer uma dessas condições são:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Os sintomas podem ocorrer na estação errada para a rinite;</li>



<li>As alergias geralmente causam coceira nos olhos, enquanto a DOT não;</li>



<li>A conjuntivite geralmente causa olhos pegajosos, enquanto a DOT geralmente não;</li>



<li>A DOT geralmente está associada a uma dor dentro ou atrás do olho, especialmente ao tentar olhar para cima ou para os lados, enquanto as outras condições mencionadas não;</li>



<li>Às vezes, a DOT é associada à visão dupla, enquanto as outras causas de sintomas oculares não;</li>
</ul>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Posso fazer alguma coisa para evitar que a DOT piore?</strong></h3>



<ul class="wp-block-list">
<li><em>Se você é fumante, busque tratar o seu vício</em></li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">Peça conselhos a um profissional de saúde sobre como parar de fumar ou inscreva-se em um programa para conseguir parar com o cigarro. Além de aumentar a chance de ter a DOT, as pessoas com o diagnóstico que continuam fumando respondem pior aos tratamentos; mas essa desvantagem parece desaparecer logo após o abandono do tabagismo. Além disso, os não fumantes ou ex-fumantes têm maior probabilidade de serem curados de sua hiperatividade da tireoide após um tratamento com do que os fumantes.&nbsp;</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><em>Evite flutuações nos níveis da tireoide – particularmente o hipotireoidismo</em></li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">Certifique-se de fazer exames da tireoide regularmente e siga os conselhos dados pelo seu médico sobre quando e como tomar sua medicação para tireoide. Isso garantirá que seus exames permaneçam normais e estáveis, o que dará aos seus olhos a melhor chance de cura e da&nbsp; maneira sobre como você se sente.</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><em>Evite o tratamento com radioiodo se você tiver a DOT em fase aguda</em></li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">Cheque com seu médico, mas o tratamento com radioiodo pode ser pior para pessoas com DOT, especialmente em fumantes. Discuta com seu médico quais precauções especiais podem ser necessárias ou se o tratamento deve ser adiado.</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><em>Suplementos de selênio</em></li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">Há evidências recentes sugerem que pessoas com a DOT em fase aguda podem se beneficiar de um tratamento de seis meses de suplementos de selênio na dose de 100mcg duas vezes ao dia, que você pode comprar sem receita.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>A DOT pode afetar a minha qualidade de vida?</strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph">Sim, é bem reconhecido que a DOT pode afetar seu bem-estar psicológico e social. Se os seus exames da tireoide têm mostrado resultados variáveis, você pode acabar se sentindo ansioso e/ou irritado e sofrer alterações de humor até que seus níveis hormonais se estabilizem.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Você também pode sentir raiva, perder autoestima ou confiança, ou isolamento social, por causa da mudança na aparência de seus olhos. Os relacionamentos podem ser afetados – tanto sociais quanto no trabalho. Isso não é surpreendente, pois o rosto e os olhos são o ponto de contato mais significativo entre os indivíduos.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A DOT pode mudar sua aparência facial e alterar sua expressão, o que pode afetar a maneira como as pessoas reagem a você, o que, compreensivelmente, pode ser difícil de lidar. O tratamento, que pode incluir cirurgia, muitas vezes pode melhorar isso; e a busca por um psicólogo, ou até mesmo o contato com outras pessoas que têm a DOT, podem ajudá-lo a encontrar estratégias para enfrentar a fase mais aguda da condição.</p>



<div style="height:30px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Tradução e adaptação: Equipe da Crônicos do Dia a Dia (CDD)&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>Fonte:&nbsp;</em></strong><a href="https://www.btf-thyroid.org/thyroid-eye-disease-leaflet#:~:text=Thyroid%20eye%20disease%20is%20a,or%20'bulging'%20eyes)."><em>British Thyroid Foundation</em></a><em>&nbsp;– Revisado em 2021 e&nbsp;</em><a href="https://www.thyroideyes.com/thyroid-eye-disease-support/"><em>Thyroid Eye Disease Management Tips for Patients</em></a><em>, 2021</em></p>
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		<title>O que a tireoide tem a ver com a saúde dos olhos</title>
		<link>https://cdd.puntocomm.com.br/noticias/o-que-a-tireoide-tem-a-ver-com-a-saude-dos-olhos-2/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Equipe Punto]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 11 Nov 2022 14:22:33 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[Disfunções na glândula estão associadas a certos problemas oftalmológicos, como a DOT, sigla para doença ocular da tireoide]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph"><strong>Doenças da tireoide</strong>&nbsp;acarretam perda ou ganho de peso, interferem na pressão sanguínea e no coração, promovem cansaço ou agitação… Poucos sabem, porém, que a visão também pode ser afetada pela pequena glândula com formato de borboleta situada na região do pescoço. A doença de Hashimoto, que culmina no hipotireoidismo, promove olho seco, ardor e vermelhidão. Já a doença de Graves, que deflagra o hipertireoidismo, está frequentemente associada à DOT. E o que seria isso?</p>



<p class="wp-block-paragraph">DOT é a sigla para&nbsp;<a href="https://cdd.org.br/noticia/cronicos/conheca-gail-devers/"><strong>doença ocular da tireoide</strong></a>&nbsp;– também conhecida como oftalmopatia de Graves. Novembro marca o Mês da Conscientização sobre a Doença Ocular da Tireoide, e a ONG Crônicos do Dia a Dia (CDD) participa dessa empreitada por meio da campanha&nbsp;<a href="https://cdd.org.br/oolhardiztudo/">#OOlharDizTudo</a>.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A DOT afeta mais mulheres do que homens. Cerca de 1% da população convive com a condição. E um ponto importante: apesar do nome, essa enfermidade não é causada por distúrbios na tireoide em si. A DOT na verdade é uma doença na qual anticorpos do próprio sistema imune do paciente atacam os músculos e a gordura por trás dos olhos. Ocorre que esses mesmos anticorpos também miram a tireoide e deflagram males nela – daí a relação com o hipertireoidismo e, em menor escala, até com o hipotireoidismo.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Cerca de 60% dos indivíduos com DOT também possuem a doença de Graves. E aproximadamente 6% das pessoas com essa condição oftalmológica sofrem com a doença de Hashimoto.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Normalmente, a DOT é detectada antes ou junto ao diagnóstico da doença de Graves. São doenças diferentes que requerem tratamentos distintos, mas, se o paciente tiver as duas, o oftalmologista e o endocrinologista devem trabalhar juntos e manter contato regular.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Como a DOT se manifesta</h3>



<p class="wp-block-paragraph">O ataque do sistema imunológico faz com que o tecido atrás dos olhos inche, levando-os a ficarem arregalados. Outros sintomas são sensibilidade à luz, lacrimejamento excessivo, visão dupla, dor e vermelhidão nos olhos. “Também ocorre a retração palpebral. Com isso, há maior exposição ocular”, afirma a oftalmologista Keila Monteiro de Carvalho, da&nbsp;<a href="https://www.unicamp.br/unicamp/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Universidade Estadual de Campinas (Unicamp)</a>.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A DOT é progressiva e crônica. Os fatores de risco incluem idade, genética, tabagismo e, como dissemos, as próprias doenças da tireoide. Outro ponto para ficar atento é a terapia com iodo radioativo, usado em tratamentos contra o câncer. Esse recurso, embora importante contra tumores, pode desencadear o problema.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A DOT é mais frequente em mulheres, porém tende a se manifestar de forma mais grave principalmente em homens idosos. Na primeira fase da doença, que dura de seis meses a dois anos e é chamada de aguda ou ativa, os sintomas aparecem de repente e pioram com relativa velocidade.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">É nessa etapa que às vezes surge a neuropatia óptica distireoidiana – a complicação mais grave da DOT, que danifica o nervo ótico. Ela acomete&nbsp;<a href="https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5149/tde-06122012-160319/publico/AllanChristianPieroniGoncalves.pdf">cerca de 4% a 8%</a>&nbsp;dos pacientes com a doença e, se não tratada, leva à cegueira, sendo irreversível em até 30% dos casos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Depois da fase aguda vem a crônica, em que a DOT permanece inativa por um tempo. Isso, porém, não significa que ela tenha desaparecido; com o avançar dos anos, os sintomas voltam e alguns, como visão dupla e olhos arregalados, podem permanecer.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A boa notícia é que a doença pode ser bem manejada, principalmente se diagnosticada cedo. Os tratamentos incluem principalmente colírio ou gel lubrificante (para evitar que os olhos fiquem secos por causa da retração da pálpebra), corticoides e radioterapia. Na radioterapia, são aplicados feixes de energia na área atrás do olho para proporcionar alívio dos sintomas.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">O ideal é que a doença seja gerenciada não apenas por um oftalmologista, mas também por um endocrinologista especializado no tratamento. “Casos muito graves têm indicação de descompressão orbitária, ou seja, redução do volume da órbita ocular”, afirma a oftalmologista. “Ela pode ser feita pela remoção de gordura ou aumentando o volume orbital pela fratura da parede óssea. As duas técnicas são geralmente associadas”, explica. Sim, estamos falando de cirurgias.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A primeira medicação para tratar especificamente a DOT foi&nbsp;<a href="https://www.fda.gov/news-events/press-announcements/fda-approves-first-treatment-thyroid-eye-disease">aprovada</a>&nbsp;pela FDA, agência reguladora de medicamentos dos Estados Unidos, em 2020. Espera-se que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) faça o mesmo em breve.</p>
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		<title>“Demorei 30 anos para descobrir a DOT”: conheça Gail Devers, a tricampeã olímpica com uma doença crônica rara</title>
		<link>https://cdd.puntocomm.com.br/noticias/demorei-30-anos-para-descobrir-a-dot-conheca-gail-devers-a-tricampea-olimpica-com-uma-doenca-cronica-rara-2/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Equipe Punto]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 03 Nov 2022 14:31:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[A velocista dos EUA lidou com a doença ocular da tireoide (DOT) ao longo de sua carreira. Agora, usa sua voz para dar visibilidade ao tema]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Em 1992, a velocista estadunidense Gail Devers era a sensação das Olimpíadas de Barcelona. Ela levou o ouro na corrida dos 100 metros rasos por uma cabeça de diferença, em uma das finais mais apertadas da história, decidida por um centésimo de segundo. Porém, ainda queria mais: o ouro nos 100 metros com barreiras, prova na qual ela era especialista. Nas eliminatórias, venceu as rivais com ampla vantagem, e a torcida estava com ela. Até que o inesperado aconteceu.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quando escutou o som do disparo ao alto, Gail largou como um foguete na segunda raia. Aos 10 segundos, ela tinha superado nove barreiras e estava com folga na frente das adversárias. Era a chance de estabelecer um novo recorde na modalidade. De repente, um tropeço no último obstáculo desestabilizou seu pé de apoio. A corredora caiu cambaleante nos metros finais até cruzar a linha de chegada com o rosto praticamente no chão. “Eu não via os obstáculos, eles pareciam embaçados. Mas a corrida já tinha começado e não havia opção. Eu precisava superá-los”, conta Gail, em entrevista para&nbsp;<strong>a Redação AME/CDD</strong>.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A imagem da queda&nbsp;<a href="https://olympics.com/en/video/gail-devers-forbidden-olympic-hurdles">ficou registrada</a>&nbsp;como um dos momentos mais tristes daqueles Jogos Olímpicos. Ela não sabia na época, mas o tombo e a visão turva tinham uma explicação: a doença ocular da tireoide (DOT), uma condição autoimune e inflamatória que ataca os olhos e tecidos próximos. É uma doença rara, da qual Gail só tomou conhecimento no ano passado. Agora, ela usa seu nome para dar visibilidade ao tema e alertar pessoas que passam pelo mesmo problema.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Demorei 30 anos para descobrir. Não quero que isso aconteça com outras pessoas. Quero que sejam velocistas e cruzem a linha de chegada, que pendurem a medalha de ouro no pescoço e tenham uma equipe cuidando de sua saúde”, ressalta a atleta.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mesmo com os problemas de saúde, Gail Devers faturou três medalhas de ouro em Olimpíadas e venceu cinco campeonatos mundiais de atletismo – três deles nos 100 metros com barreiras.</p>



<h5 class="wp-block-heading">Uma luta de 30 anos – Doença de Graves</h5>



<p class="wp-block-paragraph">A primeira vez que Gail soube que sua saúde não estava bem foi em 1988. Durante a preparação para sua primeira Olimpíada, em Seul, a atleta começou a perder muito peso – na pior fase, mais de 35 quilos – e sentia desconforto nos olhos. “Eles ficavam inchados, vermelhos, lacrimejando às vezes. Eles não fechavam completamente quando eu dormia”, recorda-se. “Isso continuou durante dois anos e meio, com consultas em diferentes médicos. Muitos me diziam que não havia absolutamente nada de errado comigo”, conta. Daquela vez, ela se classificou para a semifinal dos 100 metros com barreiras, mas não passou nas fases seguintes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Gail se olhava no espelho e não se reconhecia. Tinha parte da cabeça sem cabelo. Estava tão fraca e com o semblante abatido que ela mesma se apelidou de “mulher jacaré”. Ela sabia que uma queda de rendimento tão abrupta não era normal.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O primeiro diagnóstico veio só em 1990: Gail tinha doença de Graves, uma condição autoimune e a principal causa de hipertireoidismo (a produção excessiva de hormônios da tireoide). Entre os sintomas mais comuns, estão a taquicardia, palpitações, perda de peso, intolerância ao calor, tremores e ansiedade. Cerca de 0,5% da população global sofre desse problema, cuja causa é incerta.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Desde então, ela toma remédios para controlar a disfunção na tireoide. O tratamento a ajudou a continuar com uma carreira vitoriosa. Ali ela soube que não era uma atleta ruim – e sim alguém que precisava de ajuda médica.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Gail foi campeã mais duas vezes em 1996, em Atlanta (onde mora hoje), e continuou subindo ao pódio de campeonatos mundiais até o início dos anos 2000. Porém, o incômodo nos olhos continuava.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ela conta que, em determinado momento, precisou parar de dirigir, porque sua visão falhava de forma inesperada. “Meus filhos eram bebês na época e pensei ‘ok, isso é perigoso’. Eu não conseguia enxergar nada à noite”, lembra. Agora, ela espera que sua filha mais velha – já com 16 anos – tire a carteira de motorista para se virar sozinha.</p>



<h5 class="wp-block-heading">A segunda descoberta – DOT</h5>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com&nbsp;<a href="https://www.endocrinepractice.org/article/S1530-891X(20)48390-9/fulltext">um estudo</a>&nbsp;de revisão publicado em 2020 por pesquisadores de Singapura, até 50% dos pacientes com Graves podem desenvolver a DOT, conhecida também como oftalmopatia de Graves.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A prevalência da DOT é maior em pacientes com hipertireoidismo. Em menor número, indivíduos com hipotiroidismo ou até com funcionamento normal da tireoide também desenvolver a doença, que causa vermelhidão nos olhos, ressecamento, lacrimejamento excessivo, inchaço, dores ao mover os olhos, aspecto protuberante nos olhos, retração ou inchaço da pálpebra, sensibilidade à luz e problemas como visão dobrada ou perda da visão em cores.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em casos mais graves, pode ocorrer a compressão dos nervos e danos à córnea que, no extremo, levam à cegueira. A Food and Drug Administration (FDA), agência regulatória norte-americana,&nbsp;<a href="https://www.fda.gov/news-events/press-announcements/fda-approves-first-treatment-thyroid-eye-disease">aprovou</a>, em 2020, a primeira medicação para tratar especificamente esse problema.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quando Gail descobriu que, além da doença de Graves, tinha DOT, encontrou as respostas que procurava. Escreveu&nbsp;<a href="https://www.youtube.com/watch?v=VjaoaB1wkLY&amp;t=50s">uma carta</a>&nbsp;intitulada “Querido DOT” e gravou um vídeo para desabafar tudo o que tinha passado por mais de três décadas. “Você se lembra desse dia no parque quando um menino apontou para mim e disse ‘mãe, o que há de errado com ela? Parece um monstro’. Foi aí que parei de sair de casa”, diz para a câmera, como se estivesse falando com a doença. Assista ao vídeo (em inglês):</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-rich is-provider-incorporar-manipulador wp-block-embed-incorporar-manipulador"><div class="wp-block-embed__wrapper">
https://youtube.com/watch?v=VjaoaB1wkLY%3Ffeature%3Doembed
</div></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Agora, Gail Devers encoraja outras pessoas com essa patologia a se exporem, por meio de&nbsp;<a href="http://deartedletter.com/">um site</a>&nbsp;chamado “Dear TED Letter” (“Letra para o querido DOT”, em tradução livre). Lá, elas encontram contatos de especialistas, recebem materiais informativos e compartilham suas experiências. “Você precisa de respostas, senão enlouquece. Você fica num limbo e esse não é um lugar onde alguém queira estar”, reforça a atleta.&nbsp;</p>
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