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	<title>Doenças de Pele &#8211; CDD &#8211; Crônicos do Dia a Dia</title>
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	<title>Doenças de Pele &#8211; CDD &#8211; Crônicos do Dia a Dia</title>
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		<title>Saiba tudo sobre doenças de pele</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Equipe Punto]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 05 Jun 2023 19:54:59 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[DERMATITE ATÓPICA O que é? A dermatite atópica (DA) é uma doença genética e crônica, que causa uma inflamação da pele. Os principais sintomas são irritação na pele e regiões avermelhadas e secas, principalmente nos braços e atrás dos joelhos. Cerca de 60% dos casos aparece no primeiro ano de vida, e a principal causa [&#8230;]]]></description>
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<h5 class="wp-block-heading has-medium-font-size" style="font-style:normal;font-weight:700"><strong>DERMATITE ATÓPICA</strong></h5>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>O que é?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A dermatite atópica (DA) é uma doença genética e crônica, que causa uma inflamação da pele. Os principais sintomas são irritação na pele e regiões avermelhadas e secas, principalmente nos braços e atrás dos joelhos.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><a href="https://www.researchgate.net/profile/Nelson-Rosario-2/publication/319275886_Updated_practical_guide_on_atopic_dermatitis_-_Part_I_etiopathogenesis_clinical_features_and_diagnosis_Joint_position_paper_of_the_Brazilian_Association_of_Allergy_and_Immunology_and_the_Brazilian_Soc/links/59a00a75aca27237edba3c78/Updated-practical-guide-on-atopic-dermatitis-Part-I-etiopathogenesis-clinical-features-and-diagnosis-Joint-position-paper-of-the-Brazilian-Association-of-Allergy-and-Immunology-and-the-Brazilian-S.pdf">Cerca de 60%</a> dos casos aparece no primeiro ano de vida, e a principal causa é o histórico familiar da doença. No Brasil, afeta cerca de 25% das crianças e 7% dos adultos. Fatores ambientais, como poluição, e substâncias irritantes, como produtos de limpeza e fragrâncias, também estão associados à condição.</p>



<p class="wp-block-paragraph">É comum que a DA seja acompanhada de outros quadros clínicos, como a rinite alérgica, bronquite ou asma, além de alergias alimentares.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>O que causa</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Em geral, a dermatite atópica está associada a fatores genéticos e a presença da doença em outras pessoas da família. Suor excessivo, baixa umidade do ambiente, uso de roupas e lã ou de tecidos ásperos, banhos com água quente e situações de estresse podem disparar os sintomas da DA por conta da irritação que causam na cútis.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Sintomas</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Aparecimento de lesões avermelhadas e secas que causam muita coceira, que desencadeia escoriações e feridas. Em geral, ocorrem nas regiões de dobras do corpo e/ou próximas ao couro cabeludo. Nas crianças pequenas, é comum observar lesões e feridas no rosto.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Diagnóstico</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">É feito através de consulta com dermatologista, que irá analisar a característica das manchas e feridas na pele, além do histórico médico e familiar. Não existem exames específicos para o diagnóstico de DA.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Como tratar ou prevenir</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Não existe cura para a DA – embora, na infância, ela possa desaparecer por conta própria. Ainda assim, algumas condutas terapêuticas ajudam no alívio dos sintomas. Geralmente, o tratamento começa com a hidratação da pele, com o uso frequente de emolientes e hidratantes. É importante que a pessoa evite banhos quentes e priorize sabonetes que respeitem o pH da pele.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O médico também pode indicar medicamentos anti-histamínicos, para redução da coceira e auxílio na recuperação da pele. Em alguns casos, há a opção por tratamentos tópicos, com cremes ou pomadas à base de cortisona. Mais recentemente, a Anvisa aprovou o tratamento com imunobiológicos para controle da condição.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Estilo de vida</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Como se trata de doença caracterizada pela inflamação e secura da pele, é importante que o indivíduo mantenha uma rotina de hidratação. Os ambientes devem ser mantidos limpos e é indicado o uso de roupas leves, com tecido de algodão, em vez de tecidos sintéticos que causam irritação na pele.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Banhos quentes e longos devem ser evitados, assim como produtos com fragrância e sabonetes que desequilibram o pH da pele. Os portadores devem priorizar o uso de sabonetes neutros.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Fontes</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><a href="https://www.mayoclinic.org/diseases-conditions/atopic-dermatitis-eczema/diagnosis-treatment/drc-20353279">Mayo Clinic</a><br><a href="https://www.sbd.org.br/dermatite-atopica/">Sociedade Brasileira de Dermatologia</a></p>



<p class="wp-block-paragraph"><a href="https://bvsms.saude.gov.br/dermatite-atopica/#:~:text=%C3%89%20uma%20doen%C3%A7a%20cr%C3%B4nica%20e,asma%20ou%20a%20rinite%20al%C3%A9rgica">Biblioteca Virtual em Saúde</a></p>



<p class="wp-block-paragraph"><a href="https://drauziovarella.uol.com.br/doencas-e-sintomas/dermatite-atopica/">Drauzio Varella</a></p>



<p class="wp-block-paragraph"><a href="https://portaldeboaspraticas.iff.fiocruz.br/biblioteca/evidencias-da-relacao-entre-a-dermatite-atopica-e-o-desenvolvimento-da/">Portal de Boas Práticas (Fiocruz)</a></p>



<p class="wp-block-paragraph"><a href="https://sbdrj.org.br/voce-sabe-o-que-e-dermatite-atopica/">Sociedade Brasileira de Dermatologia &#8211; RJ</a></p>



<div style="height:42px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<h5 class="wp-block-heading has-medium-font-size" style="font-style:normal;font-weight:700"><strong>URTICÁRIA CRÔNICA ESPONTÂNEA</strong></h5>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>O que é?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A urticária crônica espontânea (UCE) é um tipo de irritação cutânea que gera muita coceira, ardor ou queimação. Chamadas de “urticas”, as lesões deixam vergões avermelhados na pele, com o centro mais claro.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em alguns casos, é acompanhada de angioedema, isto é, inchaço nas pálpebras, lábios, língua e garganta, que pode levar a dificuldades de respiração – nessas situações, é necessário procurar uma emergência médica imediatamente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A irritação acomete qualquer parte do corpo, e as lesões podem ficar isoladas ou formar placas avermelhadas. Ela é classificada, de acordo com a duração, em crônica ou aguda. A aguda é a mais comum: afeta entre 20 e 25% das pessoas pelo menos uma vez na vida. Os casos agudos duram menos de seis semanas, enquanto os casos crônicos podem se estender por meses ou anos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A urticária crônica espontânea é mais comum na faixa etária dos 20 aos 40 anos, mas independe de idade. A prevalência é maior entre as mulheres. Cerca de 0,5% a 1% da população mundial sofre com a condição.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>O que causa</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Os casos de urticária são divididos em induzidos e espontâneos. A induzida ocorre quando é possível identificar a causa da irritação, que vai desde o uso de alguns medicamentos até o consumo de certos alimentos, passando por infecções. Agentes externos como calor, exposição ao sol, exercícios físicos, picadas de inseto, pressão causada por roupas e acessórios justos também podem desencadear as lesões típicas da doença.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Já a UCE espontânea, também chamada de idiopática, não tem causa identificável, e representa a maior parte dos casos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Embora não seja caracterizada como uma alergia, a urticária envolve a ação da histamina, substância também liberada em processos alérgicos. A doença também pode estar relacionada a condições autoimunes, como lúpus e distúrbios da tireoide.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Sintomas<br><br></strong>Os principais sintomas da urticária crônica espontânea são o inchaço, a vermelhidão e a coceira na pele. O tamanho das lesões é variável, e elas podem se localizar em qualquer parte do corpo. Devido à intensa coceira causada pelas lesões, há impacto negativo na saúde mental.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Casos graves podem levar à anafilaxia, causando náuseas, queda de pressão arterial, inchaço da glote e vômitos. Isso, por sua vez, demanda atendimento de emergência.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Diagnóstico</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">É essencialmente clínico e leva em conta a análise das lesões, o histórico do paciente e os sintomas relatados. Eventualmente, podem ser solicitados exames de sangue, fezes e urina ou biópsia da pele para identificar a causa e diferenciar de outros tipos de doenças cutâneas com sintomas semelhantes como a DA.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Como tratar ou prevenir</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Nos casos em que há causa identificável, a primeira medida é afastar o fator de irritação. No entanto, como já mencionado, esses casos são a minoria.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No geral, é indicado buscar um alergista ou imunologista para realizar o diagnóstico e tratamento. Os antialérgicos são a classe de medicações mais utilizada no tratamento. As doses variam de acordo com a reação do paciente. A remissão espontânea da doença ocorre em cerca de 35% a 50% das pessoas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Corticoides podem ser usados, por períodos curtos, para controlar os sintomas mais graves. Também podem ser receitados imunossupressores.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Tratamentos mais recentes com imunobiológicos são receitados especialmente para casos em que o indivíduo não responde às medicações tradicionais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em casos mais raros, em que não há resposta ao tratamento, é preciso investigar a associação com outras doenças, como outros tipos de urticária e problemas inflamatórios.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Estilo de vida</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Para todos os tipos de urticária, é recomendado evitar exposição ao calor, consumo de bebidas alcoólicas ou estresse, fatores que podem piorar as lesões. Nos casos de urticária aguda provocada por algum agente externo, vale retirar esse elemento da rotina.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Fontes</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><a href="https://www.sbd.org.br/doencas/urticaria/">Sociedade Brasileira de Dermatologia</a></p>



<p class="wp-block-paragraph"><a href="https://drauziovarella.uol.com.br/doencas-e-sintomas/urticaria/">Drauzio Varella</a><br><a href="https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC5235931/#:~:text=Chronic%20spontaneous%20urticaria%20is%20defined,within%2024%20hours%20without%20scarring">Chronic spontaneous urticaria</a></p>



<p class="wp-block-paragraph"><a href="https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/31494233/">Current and emerging treatments for chronic spontaneous urticaria &#8211; American College of Allergy, Asthma &amp; Immunology</a></p>



<p class="wp-block-paragraph"><a href="https://www.pcds.org.uk/clinical-guidance/urticaria-spontaneous-syn-chronic-ordinary-urticaria">Primary Care Dermatology Society</a></p>



<div style="height:42px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<h5 class="wp-block-heading has-medium-font-size" style="font-style:normal;font-weight:700"><strong>PSORÍASE</strong></h5>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>O que é?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A psoríase é uma doença inflamatória da pele não contagiosa, que gera manchas róseas e avermelhadas, principalmente nos cotovelos, joelhos e couro cabeludo. É crônica e não possui cura. Sua ocorrência está associada a condições genéticas, ambientais e de comportamento. Na maior parte dos casos, a doença ocorre em ciclos, com sintomas que desaparecem e reaparecem periodicamente. A Sociedade Brasileira de Dermatologia estima que 1,3% da população tenha a psoríase.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>O que causa</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Pesquisas indicam que cerca de <a href="https://www.saudedireta.com.br/docsupload/1340065619Arquivos_Pdfs_Capitulo1.pdf">30% dos casos </a>estão associados a fatores genéticos. Fatores ambientais, como frio extremo, e comportamentais, como estresse, também influenciam na sua manifestação.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><a href="https://www.nature.com/articles/cmi201215">Evidências científicas</a> indicam a relação entre a liberação de substâncias inflamatórias pelos linfócitos T com a condição. Esse processo inflamatório intenso geraria descamação e lesões da pele.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Sintomas</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Os principais sintomas incluem erupções na pele, que podem variar de acordo com a pessoa. As feridas vão desde manchas na pele até grandes erupções em diferentes partes do corpo. Pode gerar coceira, queimação ou dor. Na maior parte dos casos, as lesões são cíclicas, desaparecendo algumas semanas ou meses depois do surgimento. No entanto, existem diferentes tipos de psoríase, que apresentam sintomatologias específicas.</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Psoríase em placas ou vulgar: é a forma mais comum, com a presença de placas avermelhadas com escamas esbranquiçadas. Podem coçar e em alguns casos doer. Em geral, aparecem nos joelhos, cotovelo e couro cabeludo.</li>



<li>Psoríase ungueal: ocorre nas unhas das mãos e dos pés, gerando crescimento anormal, endurecimento, mudança de cor e, em alguns casos, descolamento da unha.</li>



<li>Psoríase do couro cabeludo: formação de placas avermelhadas com manchas esbranquiçadas no couro cabeludo. Ao coçar, é possível ver escamas, que podem ser confundidas com caspas.&nbsp;</li>



<li>Psoríase gutata: ocorre em decorrência de infecções bacterianas, e afeta mais crianças e adultos até os 30 anos. O paciente apresenta pequenas feridas em forma de gota com escamas finas, principalmente no tronco, nos braços, nas pernas e no couro cabeludo.&nbsp;</li>



<li>Psoríase invertida: ocorre principalmente nas dobras e áreas úmidas, como as axilas, a virilha e a região abaixo dos seios. O quadro geralmente apresenta manchas avermelhadas, sem a descamação observada nas outras regiões do corpo.</li>



<li>Psoríase pustulosa: é uma forma grave da doença, que pode surgir acompanhada de febre, calafrios e fadiga. Bolhas de pus pipocam em regiões inflamadas, podendo desaparecer dentro de dois ou três dias, mas com a possibilidade de reaparecer dentro de semanas.</li>



<li>Psoríase eritrodérmica: é a versão mais rara. Acomete o corpo inteiro com manchas vermelhas e pode surgir após queimaduras graves, início ou interrupção de tratamentos medicamentosos ou como consequência de outros tipos de psoríase.</li>



<li>Artrite psoriática: é a manifestação da psoríase nas articulações. Ela causa fortes dores nas juntas, rigidez progressiva e deformidades.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Como tratar ou prevenir</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Embora não tenha cura, os tratamentos permitem controle dos sintomas, que podem afetar a qualidade de vida. Medicamentos tópicos na região das lesões devem ser aplicados com orientação do dermatologista. Tratamentos com luz ultravioleta, chamados de fototerapia, também podem ser usados.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Medicamentos via oral ou injetáveis em geral são receitados para os casos moderados ou graves. Aqui estão inclusos os imunobiológicos, especialmente úteis para as situações mais severas, como no caso da psoríase pustulosa generalizada.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Pessoas com psoríase podem ter maior risco de outras doenças associadas, como artrite psoriásica, complicações cardiovasculares e intestinais, diabetes e depressão. Por isso, ter um acompanhamento médico é recomendado. Tratamento psicológico também é um grande aliado do tratamento, já que a psoríase costuma piorar com o estresse e também afetar a autoestima.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Estilo de vida</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">De forma geral, um estilo de vida saudável, com alimentação equilibrada e exercícios físicos são boas indicações para controlar a doença. Vale evitar o consumo de bebidas alcoólicas e o uso de cigarro, que podem piorar as lesões. Manter a pele hidratada também é recomendado.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Fontes</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><a href="https://www.mayoclinic.org/diseases-conditions/psoriasis/symptoms-causes/syc-20355840">Mayo Clinic</a></p>



<p class="wp-block-paragraph"><a href="https://bvsms.saude.gov.br/psoriase/#:~:text=A%20psor%C3%ADase%20%C3%A9%20uma%20doen%C3%A7a,%C3%A9%20necessariamente%20transmitida%20aos%20descendentes">Psoríase | Biblioteca Virtual em Saúde MS</a></p>



<p class="wp-block-paragraph"><a href="https://drauziovarella.uol.com.br/doencas-e-sintomas/psoriase/">Drauzio Varella</a></p>



<p class="wp-block-paragraph"><a href="https://www.sbd.org.br/doencas/psoriase/">Sociedade Brasileira de Dermatologia</a></p>



<p class="wp-block-paragraph"><a href="https://www.nature.com/articles/cmi201215">New insights of T cells in the pathogenesis of psoriasis | Cellular &amp; Molecular Immunology &#8211; Nature</a></p>



<p class="wp-block-paragraph"><a href="https://www.saudedireta.com.br/docsupload/1340065619Arquivos_Pdfs_Capitulo1.pdf">Sociedade Brasileira de Dermatologia – Consenso Brasileiro sobre Psoríase</a></p>



<p class="wp-block-paragraph"><a href="https://www.biosanas.com.br/uploads/outros/artigos_cientificos/152/770a01deea02365ae98071043abd3f12.pdf">Consenso Brasileiro de Psoríase 2020</a></p>
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			</item>
		<item>
		<title>Vivendo na Pele 2022 &#8211; Por uma pele #Semvergonha</title>
		<link>https://cdd.puntocomm.com.br/campanhas/teste/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Equipe Punto]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 24 Mar 2023 14:46:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Campanhas]]></category>
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					<description><![CDATA[O movimento Vivendo na Pele busca, desde 2019, conscientizar diferentes públicos sobre patologias crônicas de pele, em especial a Dermatite Atópica, a Psoríase e a Urticária Crônica Espontânea. Em 2022, o slogan “Por uma pele #SemVergonha” orientou ações que visavam acabar com os tabus envolvendo as condições dermatológicas. Questões como autoestima, empoderamento, amor próprio e [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">O movimento Vivendo na Pele busca, desde 2019, conscientizar diferentes públicos sobre patologias crônicas de pele, em especial a Dermatite Atópica, a Psoríase e a Urticária Crônica Espontânea. Em 2022, o slogan <strong>“Por uma pele #SemVergonha”</strong> orientou ações que visavam acabar com os tabus envolvendo as condições dermatológicas. Questões como autoestima, empoderamento, amor próprio e – por que não? – sexualidade ganharam destaque.</p>



<h4 class="wp-block-heading"><strong>Principais ações:</strong></h4>



<ul class="wp-block-list">
<li><a href="https://www.youtube.com/watch?v=GkoKh8bbFkA"><strong>Lançamento de vídeo oficial da campanha</strong></a><strong>&nbsp;</strong></li>



<li><a href="https://vivendonapele.org.br/"><strong>Atualização do site da campanha, com materiais informativos e inspiracionais</strong></a><strong>. </strong>As visitas somaram um total de 160 mil acessos <em>[dado coletado em 20 de março de 2023]</em>.&nbsp;</li>



<li><strong>Criação de episódios exclusivos para a quinta temporada do podcast Desconfina.mente</strong></li>



<li><strong>Lançamento do e-book gratuito Guia Para Uma Pele Sem Vergonha:</strong> <a href="https://conteudo.cdd.org.br/guia-pele-sem-vergonha">faça o download aqui</a></li>



<li><strong>Iluminação do Cristo Redentor. </strong>O Cristo Redentor (RJ) foi iluminado de lilás no dia 23 de setembro. O evento contou com a presença de parceiros da causa da Dermatite Atópica, influenciadores digitais, profissionais de saúde, pessoas com condições de pele, executivos de investidores sociais. A iluminação ao Cristo Redentor teve um alcance estimado de 6,7 milhões de pessoas. <a href="https://www.youtube.com/watch?v=kXZ8vNkqJAk">Veja como foi o evento aqui</a>.</li>



<li><strong>Clipe na CCR Barcas no Rio de Janeiro.</strong> A empresa que oferece travessia entre as cidades Rio de Janeiro e Niterói divulgou um trecho do&nbsp; vídeo <a href="https://www.youtube.com/watch?v=GkoKh8bbFkA">Por uma Pele #SemVergonha</a> em telões disponíveis nas estações Arariboia e Praça XV ao longo de todo o mês de outubro. A ação gerou um alcance estimado em 620 mil pessoas.</li>



<li><strong>Exposição no Metrô de São Paulo. </strong>Foi realizada uma campanha na estação Hospital São Paulo (Linha 5 &#8211; Lilás) com peças apresentando informações sobre a Dermatite Atópica. Os pôsteres ficaram expostos durante o mês de setembro, atingindo um público estimado de 1,8 milhão de pessoas.</li>



<li><strong>Grafite no Beco do Batman. </strong>O artista Binho Ribeiro criou uma arte exclusiva e a estampou em um dos muros de um dos mais famosos pontos turísticos de São Paulo, o Beco do Batman. Alcance estimado em 40 mil pessoas.</li>



<li><strong>Divulgação do jogo de cartas Batalha dos Atópicos</strong>. Um jogo que conscientiza sobre a Dermatite Atópica foi levado a uma escola para os adolescentes jogarem. <a href="https://www.youtube.com/watch?v=gGcz4I1-BVY">Olha só como foi a experiência</a>!&nbsp;</li>



<li><strong>Apoio à imprensa:</strong> reportagens sobre a campanha geraram um impacto de mais de 12 milhões de pessoas.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<h4 class="wp-block-heading"><strong>Matérias relacionadas:</strong></h4>



<p class="wp-block-paragraph"><a href="https://cdd.org.br/noticia/doenca-de-pele/tatuar-ou-nao-dermatite-e-tatuagem/">Tatuar ou não? Dermatite Atópica e a tatuagem</a></p>



<p class="wp-block-paragraph"><a href="https://cdd.org.br/doencas-de-pele-inseguranca-e-um-tico-de-coragem/">Doenças de pele: inseguranças e um tico de coragem</a></p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Já ouviu falar em UCE (Urticária Crônica Espontânea)?</title>
		<link>https://cdd.puntocomm.com.br/noticias/ja-ouviu-falar-em-uce-urticaria-cronica-espontanea/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Equipe Punto]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 20 Mar 2023 16:42:27 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[O que são urticas e angioedema? As urticas (escritas com c, e diferentes das urtigas com g, que são plantas) são lesões em alto relevo na pele, geralmente rodeadas por uma borda avermelhada, que coçam intensamente, a ponto de fazer com que o paciente não consiga mais dormir ou exercer suas atividades diárias normais, como [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<h4 class="wp-block-heading"><strong>O que são urticas e angioedema?</strong></h4>



<p class="wp-block-paragraph">As urticas (escritas com c, e diferentes das urtigas com g, que são plantas) são lesões em alto relevo na pele, geralmente rodeadas por uma borda avermelhada, que coçam intensamente, a ponto de fazer com que o paciente não consiga mais dormir ou exercer suas atividades diárias normais, como trabalhar, estudar, passear, namorar, etc. As urticas têm uma característica bastante peculiar: elas permanecem no mesmo local por no máximo 24 horas, reaparecendo depois em outras áreas do corpo. Isso dá a sensação para alguns pacientes de que elas estão se movendo pelo corpo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Já o angioedema é um inchaço das camadas mais profundas da pele, mais associado à dor do que à coceira. O angioedema pode aparecer em qualquer parte do corpo, mas traz mais impacto quando se manifesta no rosto, pois deforma significativamente a aparência das pessoas afetadas e causa, além da dor, muito constrangimento. O angioedema aparece muito rapidamente, em minutos, e some em até 72 horas, reaparecendo ou não em outras partes do corpo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As pessoas com UCE podem ter somente urticas, ou somente angioedema, ou urticas e angioedema ao mesmo tempo.</p>



<h4 class="wp-block-heading"><strong>Qual a diferença entre urticária e UCE?</strong></h4>



<p class="wp-block-paragraph">Na urticária, muitos fatores externos como cosméticos, medicamentos, alimentos, produtos de limpeza podem causar os sintomas como urticas e angioedema. A grande diferença é que na UCE (Urticária Crônica Espontânea) as lesões aparecem espontaneamente. Isto é, a UCE não é causada por nenhum desses agentes externos, e sim pelo próprio organismo.</p>



<div style="height:20px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Quer saber mais? Acesse o link <a href="http://bit.ly/2IYwSW3">http://bit.ly/2IYwSW3</a></strong></p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Quem tem doenças crônicas de pele pode fazer tatuagens?</title>
		<link>https://cdd.puntocomm.com.br/noticias/quem-tem-doencas-cronicas-de-pele-pode-fazer-tatuagens/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Equipe Punto]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 17 Mar 2023 20:01:54 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[Pessoas com psoríase, dermatite atópica e alergias de pele são mais suscetíveis a desenvolver lesões, mas não estão proibidas de fazer tatuagens No Brasil, a indústria de tatuagem cresceu 25% em 2021, de acordo com o Sebrae. Quem tem problemas de pele, no entanto, precisa tomar precauções antes de entrar nessa onda.&#160; Um exemplo de [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph"><em>Pessoas com psoríase, dermatite atópica e alergias de pele são mais suscetíveis a desenvolver lesões, mas não estão proibidas de fazer tatuagens</em></p>



<p class="wp-block-paragraph">No Brasil, a indústria de tatuagem <a href="https://www.terra.com.br/noticias/mercado-de-tatuagem-cresce-em-periodo-de-crise,397bc1c8ccc558a60290ec97b9d9d530a0anzfgn.html">cresceu 25%</a> em 2021, de acordo com o Sebrae. Quem tem problemas de pele, no entanto, precisa tomar precauções antes de entrar nessa onda.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Um exemplo de condição que requer cuidado é a psoríase. As lesões avermelhadas da doença autoimune, que atinge cerca de 1,3% da população brasileira conforme a Sociedade Brasileira de Dermatologia, podem aparecer em cima da área tatuada e cobrir o desenho enquanto a lesão estiver ativa.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Isso acontece por causa do chamado <a href="https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/31971748/">fenômeno de Koebner</a>, que provoca o surgimento de lesões, após algum ferimento, iguais às da doença cutânea que o paciente apresentava. E, sim, isso ocorre em locais onde a pessoa nunca tinha desenvolvido os eczemas da psoríase antes.</p>



<h5 class="wp-block-heading"><strong>Fenômeno de Koebner</strong></h5>



<p class="wp-block-paragraph">Um <a href="http://www.cmaj.ca/content/185/7/585">artigo de 2013</a> sugere que cerca de um quarto das pessoas com psoríase experimentarão o aparecimento de novas placas e feridas após uma lesão na pele não provocada pela doença. Os furinhos causados pela agulha que introduz a tinta das tatuagens podem dar início ao fenômeno – embora seja impossível prever quem vai experimentar o fenômeno de Koebner e quem vai escapar dele. A boa notícia é que trata-se de uma mudança temporária, geralmente resolvida com tratamentos adequados para a condição. Ou seja, o mais importante é dialogar com profissionais de saúde e manter um acompanhamento próximo, se for o caso.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Já quem tem dermatite atópica (DA) não pode se tatuar em cima de áreas lesionadas e deve evitar partes do corpo normalmente acometidas pela doença. Os locais onde costumam aparecer as feridas variam de pessoa para pessoa, mas é comum nas dobras dos braços e na parte de trás dos joelhos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A recomendação de não fazer tatuagens em cima de lesões, aliás, vale para qualquer problema de pele que deixe feridas, afirma a dermatologista Analupe Webber, secretária geral da Sociedade Brasileira de Dermatologia no Rio Grande do Sul (SBD-RS).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">No caso da psoríase, por exemplo, é impossível tatuar um local com eczemas causados pelo acúmulo de células da pele. Além disso, de acordo com a médica, tatuar em cima de lesões ativas pode aumentar o risco de contrair infecções.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Essa discussão é especialmente pertinente, porque as lesões da dermatite atópica, por exemplo, podem deixar cicatrizes, o que leva algumas pessoas a tentar cobri-las com tatuagens da cor da própria pele. “Não é uma boa técnica de cobertura”, alerta Webber. “Dificilmente a tinta vai ficar da mesma cor da pele”.</p>



<h5 class="wp-block-heading"><strong>Reação alérgica?</strong></h5>



<p class="wp-block-paragraph">Tatuagens no geral podem se tornar um problema para quem tem tendência a alergias cutâneas. Como a pele desses indivíduos é mais sensível, são grandes as chances de uma reação à tinta. “Para quem tem alergias no geral, a tatuagem é contraindicada. As reações a tatuagens podem ser temporárias, ocasionais ou se tornarem crônicas”, explica a especialista. A DA, cabe lembrar, é considerada uma alergia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Se mesmo assim a vontade de se tatuar for grande, a dica é dar preferência à tinta preta, que causa menos irritação. A tinta vermelha, no extremo oposto, é a que mais provoca reações alérgicas. Acredita-se que isso ocorra devido ao uso dos chamados <a href="https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/25441375/">corantes azoicos</a> na<a href="https://repositorio.ufsc.br/bitstream/handle/123456789/191494/PGEA0595-D.pdf?sequence=-1&amp;isAllowed=y"> composição de tintas dessa cor</a>. Além de menos alérgica, a tinta preta é mais fácil de ser removida caso a pessoa decida tirar a tatuagem em algum momento.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por falar em remoção, Webber alerta que o único método com evidência científica de segurança é o tratamento a laser. “Mas é preciso ter cuidado com o tipo. Há um laser específico para remoção de tatuagem”, ressalta a dermatologista.&nbsp; Mesmo sendo o mais indicado, esse método de remoção também pode causar lesões, especialmente em quem tem psoríase.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Outro fator a se observar é a tendência a desenvolver queloides, um processo de cicatrização irregular que ocasiona um crescimento anormal do tecido lesionado. “Se a pessoa tem essa tendência, a tatuagem pode deixar cicatriz permanente”, pondera a médica.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">É importante também evitar que as tattoos cubram pintas e sinais na pele, impedindo que o dermatologista avalie o crescimento delas – o risco é esconder um sinal e atrasar um diagnóstico de câncer.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Qualquer pessoa – com problemas de pele pré-existentes ou não – pode ter infecções se o profissional não se atentar à biossegurança na hora da tatuagem. Por isso, a dica é prestar atenção nos detalhes antes de escolher o tatuador: ele ou ela deve usar luvas e agulhas descartáveis, e o local precisa adotar regras de higiene.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8211;</p>



<h5 class="wp-block-heading">Veja também no site da CDD</h5>



<ul class="wp-block-list">
<li><a href="https://cddhomolog.puntocomunicacao.com.br/noticia/doenca-de-pele/verao-doencas-de-pele/">Verão e doenças de pele: como aproveitar essa estação sem piorar sintomas&nbsp;</a></li>



<li><a href="https://cddhomolog.puntocomunicacao.com.br/noticia/doenca-de-pele/skin-picking-como-lidar/">Skin picking: como lidar com o hábito disfuncional de cutucar a própria pele</a></li>



<li><a href="https://cddhomolog.puntocomunicacao.com.br/noticia/doenca-de-pele/dicas-para-proteger-sua-pele-com-dermatite-atopica-no-verao/">Dicas para proteger sua pele com Dermatite Atópica no verão</a></li>
</ul>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Conitec abre consulta pública para incorporação do belimumabe para tratamento adjuvante de lúpus eritematoso sistêmico (LES)</title>
		<link>https://cdd.puntocomm.com.br/noticias/conitec-abre-consulta-publica-para-incorporacao-do-belimumabe-para-tratamento-adjuvante-de-lupus-eritematoso-sistemico-les/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Equipe Punto]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 03 Feb 2023 18:14:06 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://cdd.puntocomm.com.br/?p=1351</guid>

					<description><![CDATA[Medicamento seria para tratamento de alto grau de atividade de Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES) apesar da terapia padrão e com falha terapêutica dos imunossupressores]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">A Conitec abriu consulta pública para avaliar a incorporação do belimumabe para tratamento adjuvante de Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES) até o dia 6 de fevereiro. O medicamento seria recomendado para para alto grau de atividade da doença apesar da terapia padrão e com falha terapêutica dos imunossupressores em adultos; para participar,&nbsp;<a href="https://www.gov.br/participamaisbrasil/consulta-publica-conitec-sctie-n-01-2023-opiniao-belimumabe-intravenoso">clique aqui</a>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Entre os principais sintomas da doença estão apresentações leves na pele e artrite, nefrite lúpica, que é a inflamação renal relacionada ao LES, diminuição na quantidade de células sanguíneas, doença do sistema nervoso, complicações obstétricas e falência de órgãos. O Lúpus Eritematoso Sistêmico é uma doença autoimune crônica e é caracterizado pela oscilação entre crises/recidivas e períodos em que a doença está sob controle.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No Brasil, estima-se que entre 4,2 e 8,7 novos casos surjam por 100 mil pessoas em um ano. De acordo com o Ministério da Saúde, existem de 150 mil a 300 mil adultos com LES no País. A idade média de diagnóstico, que atinge mais as mulheres em até 90% dos casos, varia entre 25 e 45 anos de idade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O diagnóstico é clínico e normalmente ocorre quando já existe algum sintoma mais crítico, pois o início da doença é sutil.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No SUS, o Lúpus Eritematoso Sistêmico tem o tratamento a base de alguns grupos de medicamentos, como os antimaláricos, a exemplo da cloroquina e hidroxicloroquina, e os glicocorticoides, como prednisona e metilprednisolona.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O belimumabe é um anticorpo monoclonal, ou seja, uma proteína produzida pelo corpo para atuar na defesa e que tem um alvo específico. Ele inibe a atividade do estimulador de linfócito-B (BLyS), que é um elemento importante para a produção de anticorpos que atuam contra células do próprio organismo e que tende a apresentar alta atividade em pacientes com LES.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A Conitec recomendou, inicialmente, a não incorporação do belimumabe para o tratamento adjuvante de pacientes adultos com Lúpus Eritematoso Sistêmico com alto grau de atividade apesar da terapia padrão e que apresentem falha terapêutica a dos imunossupressores prévios. Os técnicos afirmam que “consideraram as limitações e as incertezas das evidências, particularmente em relação ao impacto orçamentário, tendo em vista o parâmetro de falha terapêutica e o pressuposto de fracionamento das doses, além de preocupações operacionais relacionadas à organização dos serviços para a sua implementação”.</p>



<h5 class="wp-block-heading">O que dizem os pacientes</h5>



<p class="wp-block-paragraph">Os técnicos da Conitec ouviram o depoimento de uma paciente que mora no Paraná, que tem 28 anos de idade, e que recebeu o diagnóstico de LES há aproximadamente quatro anos e faz uso do belimumabe. Segundo ela, o diagnóstico foi feito durante a sua gestação, quando teve fortes dores articulares espalhadas pelo corpo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Assim que recebeu a notícia, a mulher iniciou o tratamento medicamentoso com hidroxicloroquina e corticoide que, de acordo com o relato, provocou inchaço, fadiga e baixa autoestima. Ela também fez uso de metrotexato, que provocou queda de cabelo, baixa autoestima, ânsia de vômito, dor de estômago e mal-estar. Por fim, utilizou leflunomida e houve alterações em exames do fígado. Como última alternativa, teve a prescrição de belimumabe, medicamento em consulta pública agora pela Conitec para incorporação no SUS.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A participante afirmou não ter identificado qualquer efeito adverso ligado ao belimumabe e cita como mudanças positivas relacionadas ao medicamento o retorno a atividades físicas de maior intensidade, redução da fadiga e do inchaço, ausência de dor articular e da necessidade de buscar o pronto-socorro.</p>



<h5 class="wp-block-heading">O que dizem os especialistas</h5>



<p class="wp-block-paragraph">A médica Fernanda Calil Netto Souza, que é especialista em doenças reumáticas e diretora clínica da Clínica Incare, relata que o belimumabe é uma ótima opção terapêutica para alguns grupos de pacientes com LES. “Eu tenho certeza de que a incorporação desse medicamento pelo SUS traria muito benefício para os pacientes. É um imunossupressor bastante potente, portanto, tem seus possíveis efeitos colaterais como outros imunossupressores, principalmente infecções. Ao mesmo tempo, no geral, é uma droga segura”, afirma.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A especialista acrescenta que são necessários cuidados e acompanhamento regular. “Importante ressaltar que o belimumabe é usado em casos que não responderam a outros tratamentos e paciente mantém a doença ativa, consistindo em mais uma opção importante para o controle desses pacientes”, conclui.</p>



<h5 class="wp-block-heading">O que dizem os demandantes</h5>



<p class="wp-block-paragraph">A avaliação da incorporação do belimumabe ao SUS, por via intravenosa, para o tratamento adjuvante de pacientes adultos com lúpus eritematoso sistêmico (LES) com alto grau de atividade da doença apesar da terapia padrão e falha terapêutica a dois imunossupressores prévios foi um pedido da GlaxoSmithKline Brasil Ltda (GSK).</p>



<p class="wp-block-paragraph">A companhia apresentou um relatório detalhado sobre a eficácia, a segurança, o custo-efetividade e o impacto orçamentário do belimumabe, cujo nome comercial é Benlysta®.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Analisando os efeitos gerais desejáveis das tecnologias, quando comparado ao placebo, o belimumabe foi significativamente superior na resposta clínica, controle da atividade da doença, redução da dose necessária de prednisona e menor frequência de recidivas da doença”, diz um trecho do documento.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A qualidade da evidência foi considerada moderada para todos estes desfechos. “Não foram observadas diferenças entre o belimumabe e placebo para os desfechos de tempo até a primeira recidiva, dano ao órgão e qualidade de vida relacionada à saúde, sendo que o nível de certeza geral da evidência variou de muito baixa a baixa. Em relação aos efeitos indesejáveis, houve pouca ou nenhuma diferença entre belimumabe e placebo no que se refere ao número de eventos adversos, eventos adversos sérios, mortalidade e descontinuação do estudo, com nível de certeza geral da evidência variando de baixa a moderada”.</p>



<h5 class="wp-block-heading">Saiba como participar da consulta pública</h5>



<p class="wp-block-paragraph">A consulta pública para incorporação do belimumabe para tratamento adjuvante de Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES) vai até o dia 6 de fevereiro. Para dar opinião sobre o assunto e participar da consulta, acesse o<a href="https://www.gov.br/participamaisbrasil/consulta-publica-conitec-sctie-n-01-2023-opiniao-belimumabe-intravenoso" target="_blank" rel="noreferrer noopener">&nbsp;portal da Conitec.</a></p>
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		<item>
		<title>Verão e doenças de pele: Como aproveitar essa estação sem piorar sintomas</title>
		<link>https://cdd.puntocomm.com.br/noticias/verao-e-doencas-de-pele-como-aproveitar-essa-estacao-sem-piorar-sintomas/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Equipe Punto]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 11 Jan 2023 18:21:10 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://cdd.puntocomm.com.br/?p=1353</guid>

					<description><![CDATA[Pessoas com dermatite atópica, psoríase e outras doenças crônicas de pele também podem se divertir na praia e até na piscina. Mas é necessário adotar certos cuidados e ficar de olho no próprio corpo]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Quem convive com doenças de pele crônicas, como psoríase e&nbsp;<a href="https://cdd.org.br/doencas-de-pele/dermatite-atopica/">dermatite atópica (DA)</a>, não deve se privar durante as férias de verão. Pelo contrário: mudar de ambiente e colocar os pés para o alto alivia o estresse, um fator que&nbsp;<a href="https://www.sbd.org.br/estresse-tensao-ansiedade-e-falta-de-sol-podem-agravar-quadros-de-psoriase/">agrava o quadro</a>&nbsp;dessas enfermidades. Mas, para aproveitar a estação mais quente do ano sem sofrer consequências, algumas medidas são necessárias.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Uma boa notícia para começar: a&nbsp;<strong>água salgada</strong>&nbsp;do mar não é um problema para quem convive com doenças de pele crônicas, como explica a dermatologista Rosana Lazzarini, da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD). Mas… a areia da praia pode causar irritação na pele dessa turma. A recomendação é não colocar o corpo todo em contato com a areia e se banhar para remover resquícios dela do corpo.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">E quem pretende se divertir na piscina? O&nbsp;<strong>cloro</strong>&nbsp;também pode piorar sintomas da dermatite atópica. Mas não é proibido dar seus mergulhos: a dica é sair da piscina, ir direto para a ducha e depois hidratar a pele. Se a coceira começar já debaixo d’água, melhor sair da piscina e antecipar esse procedimento.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ao contrário do que muitos imaginam, o sol pode até ser benéfico – entre outras coisas, ele ajuda a melhorar sintomas da psoríase. Tanto é assim que um dos tratamentos para a doença é a&nbsp;<a href="https://saude.novartis.com.br/psoriase/o-que-e-fototerapia/">fototerapia</a>, em que as áreas afetadas são expostas à luz ultravioleta para interromper a produção exagerada de células da pele. O método reduz a inflamação e a coceira.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Entretanto, não vale exagerar: a regra de evitar a exposição entre às 10h e às 16h, período em que há maior incidência de&nbsp;<a href="https://www.extremeuv.com.br/raios-uva-e-uvb-diferenca-entre-eles">raios UVB</a>&nbsp;na atmosfera, é especialmente válida para indivíduos com doenças crônicas de pele. “É preciso tomar sol de maneira controlada, sem se queimar, para não induzir novas lesões”, ressalta Lazzarini.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">E atenção: em pessoas com dermatite atópica, o calor e o suor tendem a piorar os&nbsp;<a href="https://cdd.org.br/doencas-de-pele/dermatite-atopica/">eczemas</a>&nbsp;característicos da doença. Sombra e refresco são bastante importantes.&nbsp;</p>



<h5 class="wp-block-heading">O protetor solar</h5>



<p class="wp-block-paragraph">Lazzarini começa o assunto reforçando a importância de escolher um filtro solar de qualidade. “Alguns protetores têm fragrâncias ou conservantes que podem causar alergia em qualquer pessoa”, afirma. Em quem tem DA ou psoríase, essa alergia se somaria às lesões da doença para causar ainda mais desconforto – e confusão quanto aos motivos reais dele.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quanto mais clara a pele, maior precisa ser o fator de proteção do filtro solar. “E o produto não é uma armadura”, pontua a médica. Não adianta usar filtro de FPS 90 e ficar torrando no sol do meio-dia. As peles de tom mais escuro estão mais protegidas dos danos causados pela luz solar, como queimaduras. Mas o impacto do sol na psoríase e na dermatite independe do tom de pele – o cuidado, portanto, vale para todos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Aliás, embora o&nbsp;<strong>protetor solar</strong>&nbsp;seja um aliado em boa parte dos casos, não é recomendado passá-lo em cima das lesões causadas pela DA quando elas estiverem em atividade. O melhor é abusar das barreiras físicas: roupas especiais com fator de proteção UV e guarda-sóis estão entre elas.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Infelizmente, algumas doenças pioram muito com a exposição ao sol. É o caso do lúpus eritematoso sistêmico, uma condição autoimune que prejudica órgãos como pele, rins e articulações. A primeira crise pode surgir justamente durante o verão, em pacientes com uma tendência genética a desenvolvê-la.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">“O ideal para o paciente com lúpus é nem se expor ao sol. Se não tiver jeito, use o maior volume possível de proteção: roupa, óculos escuro e protetor solar”, indica a médica.</p>
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		<title>Ciclosporina Oral: tratamento para Dermatite Atópica é incorporado ao SUS</title>
		<link>https://cdd.puntocomm.com.br/noticias/ciclosporina-oral-tratamento-para-dermatite-atopica-e-incorporado-ao-sus/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Equipe Punto]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 08 Nov 2022 15:56:12 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[Em outubro, a SCTIE publicou uma portaria com a incorporação da ciclosporina oral para o tratamento da Dermatite Atópica (DA) moderada a grave ao SUS, entenda A Secretaria de Ciência, Tecnologia, Inovação e Insumos Estratégicos (SCTIE), do Ministério da Saúde, publicou a portaria SCTIE/MS nº 116/2022, em 07/10/22, com a incorporação da ciclosporina oral para [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph"><em>Em outubro, a SCTIE publicou uma portaria com a incorporação da ciclosporina oral para o tratamento da Dermatite Atópica (DA) moderada a grave ao SUS, entenda</em></p>



<p class="wp-block-paragraph">A Secretaria de Ciência, Tecnologia, Inovação e Insumos Estratégicos (SCTIE), do Ministério da Saúde, publicou a <a href="https://www.gov.br/conitec/pt-br/midias/relatorios/portaria/2022/20221007">portaria SCTIE/MS nº 116/2022</a>, em 07/10/22, com a incorporação da ciclosporina oral para o tratamento da Dermatite Atópica (DA) moderada a grave ao Sistema Único de Saúde (SUS). O tratamento recebeu parecer final favorável à inclusão da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec), que avalia evidências de eficácia, segurança, custo-efetividade e impacto orçamentário de tecnologias para o SUS.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Embora tenha recebido inicialmente uma avaliação desfavorável, após a <a href="https://www.gov.br/participamaisbrasil/consulta-publica-conitec-sctie-n-52-2022-tecnico-cientifico">Consulta Pública (CP) nº52/2022</a>, a Conitec decidiu pela integração do medicamento. Segundo o <a href="https://www.gov.br/conitec/pt-br/midias/relatorios/2022/20221007_relatorio_ciclosporina_dermatite_secretaria_772_2022_final.pdf">documento divulgado</a>, o órgão entendeu que houve argumentação suficiente para mudança de entendimento acerca da avaliação preliminar. “Apesar de frágeis, [as evidências científicas] demonstram superioridade da ciclosporina frente ao não tratamento, a sua segurança assegurada pelo monitoramento do paciente, a presença do medicamento em diretrizes clínicas nacional e internacionais e a não disponibilidade de outros tratamentos para a doença no SUS. Desse modo, a Comissão passa recomendar a incorporação da ciclosporina oral no tratamento da DA moderada a grave”, informa o texto.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para a vice-presidenta e gerente geral da CDD, Bruna Rocha, a notícia é um grande ganho para as pessoas que vivem com a DA. “No país ainda não temos protocolo clínico e o fato de termos a inclusão de uma terapia é o indício de que esse protocolo está de fato sendo feito. Isso aumenta a possibilidade de novas inclusões de medicamentos, hidratantes, outras terapias, apoio psicológico e terapias integrativas”, comenta.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O <strong>Protocolo Clínico de Diretrizes Terapêuticas (PCDT)</strong> é um documento que estabelece quais são os critérios para o diagnóstico da doença ou do agravo à saúde, com indicações de tratamento, medicamentos e posologias específicas para cada caso. “As pessoas que têm DA precisam custear um tratamento muito caro ao longo de uma vida inteira de exacerbações e lesões. Com o SUS custeando um medicamento como a ciclosporina, eles poderão ter alternativa de tratamento e isso é muito significativo para um paciente”, comenta. Embora ainda não tenha sido publicado, o PCDT para DA consta na <a href="https://www.gov.br/conitec/pt-br/assuntos/avaliacao-de-tecnologias-em-saude/pcdt-em-elaboracao-1">fase de “elaboração” no site da Conitec</a>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em setembro, a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) e a Associação Brasileira de Alergia e Imunologia (ASBAI) <a href="https://www.sbd.org.br/em-carta-conjunta-sbd-sbp-e-asbai-destacam-importancia-de-protocolo-clinico-e-diretrizes-terapeuticas-para-dermatite-atopica/">publicaram uma carta conjunta</a> destacando a importância da elaboração do PCDT para Dermatite Atópica. Segundo os representantes, o pedido se justifica por conta de fatores como a grande prevalência e heterogeneidade da DA na população, necessidades não atendidas, diferentes opções terapêuticas, segurança de medicamentos e critérios para tratamentos de alto custo.</p>



<h4 class="wp-block-heading"><strong>Sobre a ciclosporina</strong></h4>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com o <a href="https://www.gov.br/conitec/pt-br/midias/consultas/relatorios/2022/sociedade/20220729_relsoc_360_ciclosporina_oral.pdf">relatório para a sociedade</a> divulgado pela Conitec, a ciclosporina é um agente imunossupressor, registrado na Anvisa e usado para evitar a rejeição de órgãos recebidos em transplantes e também em diversas condições de saúde, entre elas, a Dermatite Atópica.</p>



<h4 class="wp-block-heading"><strong>Sobre a Dermatite Atópica</strong></h4>



<p class="wp-block-paragraph">A DA é uma condição crônica e hereditária, que causa inflamação da pele e leva ao aparecimento de lesões avermelhadas que coçam muito e, às vezes, descamam. Ela atinge principalmente as grandes dobras do corpo (braços, joelhos e pescoço) e pode vir acompanhada de outras formas de atopia, como a Asma e a Rinite (tríade atópica). Entre os principais sintomas estão pele muito seca, lesões, prurido intenso (coceira), áreas espessas na pele, onde ocorreram as lesões e alterações na cor (vermelhidão ou inflamação em torno das bolhas).</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Skin Picking: Como lidar com o hábito disfuncional de cutucar a própria pele</title>
		<link>https://cdd.puntocomm.com.br/noticias/skin-picking-como-lidar-com-o-habito-disfuncional-de-cutucar-a-propria-pele/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Equipe Punto]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 03 Oct 2022 18:24:23 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://cdd.puntocomm.com.br/?p=1355</guid>

					<description><![CDATA[Chamado também de transtorno de escoriação, a doença crônica de pele é ainda negligenciada por profissionais de saúde, que têm dificuldade de identificá-la]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Espremer espinhas, tirar cravos do rosto ou coçar os braços: hábitos comuns durante a adolescência podem se tornar patológicos. Estima-se que cerca de 2% da população mundial sofra da doença chamada de&nbsp;<a href="https://cdd.org.br/noticia/doenca-de-pele/dermatilomania-quando-parar-de-cocar-torna-se-parar-de-cutucar/"><strong>transtorno de escoriação (TE)</strong></a>, dermatotilomania ou ainda pelo nome em inglês&nbsp;<strong>skin picking</strong>. Ou seja, cutucar demais a pele de modo crônico ao ponto de causar sofrimento e prejuízos sociais e profissionais.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Desde 2013, a TE está classificada entre as doenças relacionadas ao transtorno obsessivo-compulsivo (TOC) pelo DSM-5, o Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais. Apesar de figurar há quase uma década no DSM, ainda há poucos estudos sobre seus sintomas e tratamentos.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">“É uma condição de difícil diagnóstico, que, na maioria das vezes, passa despercebida mesmo por especialistas em saúde”, diz o psiquiatra Lucas Lovato, do Hospital de Clínicas de Porto Alegre, ligado à&nbsp;<a href="http://www.ufrgs.br/ufrgs/inicial">Universidade Federal do Rio Grande do Sul</a>.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">O paciente que sofre de TE se belisca ou aperta as partes mais acessíveis à mão, como ombros, peito, braços, pernas e rosto.&nbsp;Algumas condições, como a acne, favorecem o cutucar.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mas a condição não está associada a doenças da cútis, como dermatites, eczemas ou&nbsp;<a href="https://cdd.org.br/noticia/doenca-de-pele/psoriase-o-que-e-como-diagnosticar-e-quais-sao-os-tratamentos%ef%bb%bf/">psoríase</a>. Geralmente, não há problemas subjacentes, e sim uma percepção distorcida sobre imperfeições na pele que levam o indivíduo a se escoriar.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">As lesões levam a repercussões negativas na rotina – e podem deflagrar problemas graves. Estudos descrevem casos de pacientes que precisaram de enxertos devido à profundidade dos machucados. Em um dos casos&nbsp;<a href="https://www.scielo.br/j/jbpsiq/a/483STJ4WyQhJr5St4Bdcd3B/?lang=en">descritos</a>, uma mulher de 44 anos provocou uma hemorragia grave na face por causa da TE.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nessas situações críticas, as pessoas se isolam por vergonha de exibir as escoriações. O mais comum, porém, são os casos leves, em que o indivíduo se machuca por anos de modo discreto, porém crônico. Esse comportamento torna ainda mais difícil o diagnóstico.&nbsp;</p>



<h5 class="wp-block-heading">SAÚDE MENTAL ASSOCIADA</h5>



<p class="wp-block-paragraph">Frequentemente, os pacientes apresentam outras doenças psiquiátricas associadas, como TOC ou&nbsp;<a href="https://cdd.org.br/saude-mental/depressao/">depressão</a>, que devem ser reconhecidas e tratadas de modo concomitante.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Lucas Lovato afirma ser comum os pacientes com skin picking procurarem dermatologistas antes do especialista em saúde mental, pois acreditam que seu problema é essencialmente dermatológico.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">O tratamento pode ser feito com medicamentos (antidepressivos, por exemplo) e psicoterapia. A técnica mais conhecida para a TE é chamada de&nbsp;<strong>Terapia de Reversão de Hábitos (TRH)</strong>. Ela consiste em identificar os gatilhos e desenvolver estratégias para controlá-los.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Se a escoriação ocorre quando a pessoa está sozinha em casa, por exemplo, a sugestão é reduzir esses momentos solitários. Blusas mais apertadas que dificultam o cutucar também são indicadas: a dificuldade leva o paciente a tomar consciência do ato e buscar formas de se controlar.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Recentemente, novos protocolos sugerem associar a TRH às ferramentas da&nbsp;<strong>Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC)</strong>,&nbsp;<strong>mindfulness (técnica de atenção plena)</strong>&nbsp;ou&nbsp;<strong>terapia dialética</strong>. Segundo Lovato, essas outras estratégias enfrentam a condição de forma mais ampla, auxiliando na identificação das emoções negativas e nas distorções cognitivas que trazem angústia e favorecem o skin picking.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O transtorno costuma ocorrer de forma automática (nesse caso, os pacientes não identificam a tensão subjacente) ou focada (quanto há um sentimento negativo, tensão ou tédio identificável pelo indivíduo). De acordo com Lovato, identificar essas diferenças e especificidades dos sintomas ajuda na escolha das técnicas de psicoterapia que devem ter caráter individualizado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Se você se identifica com esses sintomas, busque avaliação e tratamento”, orienta Lovato. O psiquiatra faz ainda um apelo aos colegas: “Se você é profissional da saúde, lembre-se das perguntas que podem levar ao diagnóstico. Se é pesquisador, motive-se a estudar mais sobre esse assunto”.&nbsp;</p>
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		<title>O eczema severo não é páreo para o amor desta mãe</title>
		<link>https://cdd.puntocomm.com.br/noticias/o-eczema-severo-nao-e-pareo-para-o-amor-desta-mae/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Equipe Punto]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 03 Oct 2022 16:25:19 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[Brittney Roche quer para seus filhos o que qualquer mãe desejaria: uma boa qualidade de vida. Depois de anos lutando contra os sintomas de Eczema, seu filho mais velho finalmente conseguiu ficar melhor. Brittney tem 30 anos, mora em San Diego, é dona de dois pequenos negócios e mãe de dois meninos, Payton e Nixon. [&#8230;]]]></description>
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<p class="wp-block-paragraph">Brittney Roche quer para seus filhos o que qualquer mãe desejaria: uma boa qualidade de vida. Depois de anos lutando contra os sintomas de Eczema, seu filho mais velho finalmente conseguiu ficar melhor.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Brittney tem 30 anos, mora em San Diego, é dona de dois pequenos negócios e mãe de dois meninos, Payton e Nixon. Apesar de muito ocupada, diz que não faria de outra maneira. “Payton é uma criança tão legal”, diz Roche sobre seu filho mais velho. “Ele é super doce, super atencioso com todos. Ele ama seus amigos e é um bom irmão mais velho.”</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em comparação, seu filho mais novo é mais uma criança selvagem. “Nixon é tão louco”, diz Brittney. “Ele tem força de vontade. Ele é doce, mas ele é mal-humorado.”</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ambos os meninos têm Dermatite Atópica, o tipo mais comum de eczema, e foram diagnosticados quando ainda usavam fraldas. Mas suas experiências têm sido muito diferentes. O que Brittney e seu marido, Joshua, aprenderam enquanto ajudavam Payton a lidar com o eczema severo os ajudou a manter a condição da pele de Nixon sob controle.</p>



<h4 class="wp-block-heading"><strong>&#8216;Mãe, por que eu?&#8217; Observando como a Dermatite Atópica impacta seu filho</strong></h4>



<p class="wp-block-paragraph">Payton foi diagnosticado com eczema aos 4 meses de idade, mas começou a mostrar sinais assim que nasceu. No início, Brittney e seu marido conseguiram lidar com isso com abordagens de estilo de vida, como mudar sabonete, loção e sabão em pó sem perfume; modificar a dieta de Brittney durante a amamentação; e, mais tarde, modificar a dieta de Payton para evitar possíveis gatilhos e alérgenos alimentares.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quando Payton era criança, seu eczema tornou-se grave. “Foi praticamente da cabeça aos pés”, descreve Roche. “Estava em seu couro cabeludo e até as dobras dos dedos dos pés.” Eles tentaram vários medicamentos tópicos, mas nada ajudou a controlar as lesões de eczema aberto de Payton.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para Payton em idade escolar, isso significava tomar precauções extras. Brittney enrolou sua pele em gaze para conter as lesões e o sangramento e prevenir infecções. Ela prendeu luvas de jardinagem de algodão em suas mãos para impedi-lo de coçar. Brittney se lembra de pegar regularmente Payton na escola mais cedo porque seu eczema estava muito ruim.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Como a Brittney descreve, isso afetou a capacidade de Payton de ter uma infância normal. “Dormir, nadar, brincar na terra – apenas coisas normais que as crianças fazem, ele não poderia fazer”, diz ela, “porque isso significava que ele provavelmente pegaria uma infecção, e simplesmente não valia a pena”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ela também começou a ver sinais de estresse emocional nele, como ansiedade e depressão. “Por muito tempo, ele ficava tipo: ‘Por que Deus faz isso comigo? Por que Deus me deu eczema? Eu não aguento mais isso.&#8217;”</p>



<p class="wp-block-paragraph">A mãe levou Payton a um terapeuta e o matriculou em um programa de apoio. Ela o ensinou a se concentrar em suas boas qualidades e quão forte ele tinha sido ao longo de sua jornada. Ela fez questão de fazer atividades divertidas juntos. “Tentei fazer de tudo para ajudar sua saúde mental, porque isso estava realmente sendo muito difícil”, diz ela.</p>



<h4 class="wp-block-heading"><strong>&#8216;Eu estava tão sobrecarregada&#8217;: o impacto da Dermatite Atópica nos pais</strong></h4>



<p class="wp-block-paragraph">Um pai nunca quer ver seu filho passando por momentos difíceis – e Brittney estava fazendo o que podia para ajudar. “Eu não dormia. Eu estava exausta. Eu estava muito estressada”, diz ela.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para completar, Brittney estava por conta própria. Seu marido está na Marinha dos EUA e, quando foi chamado, “foi 100% exclusivamente por minha conta”, diz ela. “Tivemos muitas consultas médicas. Eu estava tão sobrecarregada. Eu não podia ter um emprego, porque não podia deixar Payton [com mais ninguém].”</p>



<p class="wp-block-paragraph">O peso de tudo isso e o desamparo de ver seu filho mais velho lutando se tornaram tanto que Brittney diz que sua própria ansiedade e depressão pioraram. “Eu sentia constantemente, todos os dias, como se não pudesse mais fazer isso.”</p>



<h4 class="wp-block-heading"><strong>Um ensaio clínico ofereceu esperança – e cura</strong></h4>



<p class="wp-block-paragraph">Quando Brittney e seu marido decidiram participar de sua primeira exposição da <a href="https://nationaleczema.org/"><em>National Eczema Association</em></a> com Payton, seu principal objetivo era dar ao filho mais velho a chance de conhecer outras crianças de sua idade com eczema para ajudá-lo a se sentir menos sozinho. Pela primeira vez, os três se conectaram com outras famílias que entendiam o que estavam passando.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mas isso não é tudo o que eles tiraram da exposição. Este foi o momento que mudou tudo para Payton e sua família: os Roches conheceram uma nova e promissora opção de tratamento com um ensaio clínico para crianças de 6 a 11 anos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Foi meio que uma aposta”, diz Brittney, “mas era muito promissor, então pensamos: ‘Ok, vamos fazer isso. Vamos correr o risco.&#8217;”</p>



<p class="wp-block-paragraph">O estudo foi “cego”, o que significa que eles não sabiam se Payton estava recebendo a medicação ou o placebo. Ou seja, até cerca de três semanas depois de receber seu primeiro tratamento, quando sua pele começou a clarear. “Começamos a ver uma grande mudança em sua pele”, diz Brittney. “Foi como ver a cura acontecer.”</p>



<h4 class="wp-block-heading"><strong>Retomando a infância de Payton</strong></h4>



<p class="wp-block-paragraph">Antes de Payton iniciar o teste, seu corpo estava cerca de 90% coberto com lesões de Dermatite Atópica, diz Brittney. Hoje, ele está em cerca de 30%. Além disso, a pele afetada é apenas seca e vermelha, enquanto costumava rachar e escorrer. “Eu prefiro isso mil vezes do que o que costumava ser”, diz ela.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Com a pele mais calma, Payton recuperou sua infância. Ele agora pode nadar, brincar ao ar livre e se sujar, e participar de festas do pijama com os amigos. “[Nossas vidas] mudaram para melhor, porque meu filho tem uma qualidade de vida que eu não sabia que era possível”, diz Brittney. “Temos uma qualidade de vida, como família, que eu não sabia que era possível.”</p>



<h4 class="wp-block-heading"><strong>Dois irmãos com jornadas de eczema muito diferentes</strong></h4>



<p class="wp-block-paragraph">O irmão mais novo de Payton, Nixon, também começou a mostrar sinais de Dermatite Atópica quando bebê. Mas é aí que as semelhanças nas histórias dos meninos terminam. “Nixon nunca viu um dia da Dermatite Atópica realmente difícil como Payton”, diz Roche.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Logo no início, Brittney e seu marido inscreveram Nixon em um ensaio clínico para bebês para um medicamento tópico não esteróide. Embora bem-sucedido no início, o medicamento acabou deixando de funcionar. Os Roches então decidiram tentar Nixon em um novo regime de tratamento, mesmo que isso significasse pagar do próprio bolso. “Essa é a coisa sobre o eczema”, diz ela. “Eczema é tão caro.”</p>



<p class="wp-block-paragraph">A boa notícia é que o novo tratamento funcionou. Não apenas isso, mas também permitiu que Nixon não precisasse de medicação todos os dias; ele o usa apenas quando necessário.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Minhas esperanças para meus meninos com sua jornada da DA”, diz Brittney “é que nunca fique pior do que é agora… que Payton nunca volte ao que era… e que Nixon nunca precise saber como é”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8211;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Tradução e adaptação: Equipe da Crônicos do Dia a Dia (CDD)<br></strong><strong>Fonte: </strong><a href="https://www.everydayhealth.com/eczema/severe-eczema-is-no-match-for-this-mothers-love/"><strong>Everyday Health</strong></a><br><em>Escrito por Kerry Weiss, revisado por Ross Radusky, em 9 de novembro de 2021.</em></p>
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		<title>Estados Unidos aprovam novo tratamento para a psoríase em placas</title>
		<link>https://cdd.puntocomm.com.br/noticias/estados-unidos-aprovam-novo-tratamento-para-a-psoriase-em-placas/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Equipe Punto]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 28 Sep 2022 17:37:54 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[O medicamento deucravacitinibe vem no formato de comprimido, que é de adesão mais fácil para pacientes com psoríase. E tem potencial mesmo entre indivíduos que não respondem bem a outras opções. Um novo remédio pode mudar o tratamento da forma mais comum da psoríase em placas – especialmente naqueles pacientes que não respondem bem às [&#8230;]]]></description>
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<p class="wp-block-paragraph"><em>O medicamento deucravacitinibe vem no formato de comprimido, que é de adesão mais fácil para pacientes com psoríase. E tem potencial mesmo entre indivíduos que não respondem bem a outras opções.</em></p>



<p class="wp-block-paragraph">Um novo remédio pode mudar o tratamento da forma mais comum da <a href="https://cddhomolog.puntocomunicacao.com.br/noticia/doenca-de-pele/psoriase-o-que-e-como-diagnosticar-e-quais-sao-os-tratamentos%EF%BB%BF/">psoríase</a> em placas – especialmente naqueles pacientes que não respondem bem às terapias atuais. O deucravacitinibe foi recentemente aprovado pela FDA, a agência americana de controle dos remédios e medicamentos (equivalente à Anvisa do Brasil). Vendido pelo nome comercial Sotyktu, o medicamento chega em forma de comprimido, o que facilita sua adesão. Por enquanto, ainda não há previsão da sua chegada ao Brasil.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A psoríase é uma doença inflamatória originada por um distúrbio no sistema imune. Isso causa uma proliferação exagerada das células da pele, que se acumulam e formam placas. Esse processo é normalmente inibido com medicamentos bloqueadores das interleucinas – as interleucinas são substâncias inflamatórias que estimulam a multiplicação celular excessiva.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">“O novo tratamento impede a comunicação entre essas substâncias e as células da pele”, explica Clarissa Prati, vice-presidente da seção da <a href="https://www.sbd.org.br/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Sociedade Brasileira de Dermatologia</a> no Rio Grande do Sul (SBD-RS).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo Prati, cerca de 60% dos pacientes que utilizaram a medicação no estudo clínico tiveram uma melhora de 75%, em comparação com o início do tratamento.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Outra vantagem é sua forma de administração. “Os imunobiológicos, de forma geral, são aplicados na barriga ou na veia por meio de injeções. Mas esse é um comprimido para ser ingerido uma vez ao dia, o que facilita sua adoção”, afirma Prati.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">O novo remédio ainda não foi comparado com os tratamentos injetáveis, apenas com placebo e com outro comprimido de indicação semelhante. Mas, segundo Prati, é possível afirmar que o Sotyktu tem ação similar aos medicamentos mais modernos disponíveis.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os efeitos adversos também são parecidos. “Alguns remédios já disponíveis aumentam o risco de infecções bacterianas. O Sotyktu aumenta o de infecções virais”, explica a médica. É que, ao inibir o sistema imunológico para evitar os sintomas da psoríase, a nova droga pode, como consequência, fragilizar a defesa do corpo contra os vírus.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Daí porque, nessa turma, a indicação de manter as vacinas em dia é especialmente importante. “Não iremos deixar de usar remédios por causa de seus potenciais efeitos adversos; apenas adotamos precauções para que o paciente tenha o menor risco possível de complicações”, pondera.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Um dos apelos da nova opção é sua eficácia mesmo quando outros medicamentos disponíveis não funcionam. “Grande parte dos pacientes responde bem às alternativas que já temos. Mas acontece, em alguns casos, uma resposta parcial ou a perda de resposta com o passar do tempo”, alerta Prati. Aí a pessoa pode passar para o deucravacitinibe e seguir com a doença sob controle.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A nova droga está em análise no Brasil pela Anvisa – e, mesmo se for aprovada, pode demorar até chegar às farmácias. O apremilast, um fármaco contra a artrite psoriásica aprovado pela FDA em 2014, recebeu o aval da Anvisa somente em 2018. De acordo com Prati, ele ainda não está disponível para compra no país.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A dermatologista, no entanto, pondera que o fato de um tratamento ser novo não significa que ele seja sempre o melhor. “As moléculas novas são importantes para os perfis que não respondem às anteriores ou apresentam contraindicações. Mas antes de procurar o tratamento mais recente, é preciso avaliar o atual. Muitas vezes, ele apenas não está sendo seguido conforme o consenso médico”, conclui Prati.</p>
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