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	<title>Outras Patologias &#8211; CDD &#8211; Crônicos do Dia a Dia</title>
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	<title>Outras Patologias &#8211; CDD &#8211; Crônicos do Dia a Dia</title>
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	<item>
		<title>Condições crônicas e exercícios físicos: como mudar o estilo de vida?</title>
		<link>https://cdd.puntocomm.com.br/noticias/condicoes-cronicas-e-exercicios-fisicos-como-mudar-o-estilo-de-vida/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Equipe Punto]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 23 May 2023 14:08:13 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atividade Física]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[Pessoas com condições crônicas como problemas cardiovasculares, osteoporose, diabetes, obesidade e outros devem se movimentar Começar uma rotina de exercícios parece o ‘terror’ para muita gente. E, para quem tem alguma condição crônica, isso pode ser ainda mais desafiador. A atividade física regular é fundamental para prevenir e tratar condições crônicas não transmissíveis (DCNTs), como [&#8230;]]]></description>
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<p class="wp-block-paragraph"><em>Pessoas com condições crônicas como problemas cardiovasculares, osteoporose, diabetes, obesidade e outros devem se movimentar</em></p>



<p class="wp-block-paragraph">Começar uma rotina de exercícios parece o ‘terror’ para muita gente. E, para quem tem alguma condição crônica, isso pode ser ainda mais desafiador. A atividade física regular é fundamental para prevenir e tratar condições crônicas não transmissíveis (DCNTs), como as cardíacas, respiratórias, acidentes vasculares cerebrais, diabetes, osteoporose, câncer de mama e de colo do útero, de acordo com a&nbsp;<a href="https://www.who.int/pt">Organização Mundial da Saúde</a>&nbsp;(OMS).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em 2015, Vivian Vieira, de 25 anos, descobriu que tem diabetes tipo 1. “Eu não fazia ideia do que era, qual a gravidade e como era tratado até ir ao postinho de saúde, onde tive um pequeno “treinamento” sobre como fazer o mínimo para sobreviver. Ali que minha ficha caiu e eu me toquei que precisava fazer pelo resto da minha vida”, afirma.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A jovem também faz tratamento para hipotireoidismo de Hashimoto desde os 10 anos. Quando descobriu o diabetes, teve uma mistura de sentimentos. “Me sentia muito culpada em levar tanta preocupação aos meus pais, medo do tratamento por ser tão invasivo (furar os dedos e aplicar as insulinas por pelo menos 5x ao dia) e exaustivo, ficava ansiosa com o que poderia acontecer caso eu não me adaptasse ao medicamento e ao tratamento – pois teria que mudar toda a minha rotina de vida, alimentação e atividades físicas”, conta.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Durante a infância e adolescência, Vivian tentou praticar diversos esportes: dança, natação, futebol, vôlei, basquete, handebol, ginástica, lutas e até golfe. “Não consegui me adaptar em nenhum, até me forçar (por tanta insistência médica) a praticar alguma coisa para melhorar a minha saúde, que foi quando entrei para academia. Não posso mentir e falar que&nbsp;<strong>amo</strong>&nbsp;ir agora, mas sei que é o que melhora minha qualidade de vida e me permite fugir um pouco da dieta”, diz.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Priscila Raabe Amélia Gonçalves Patez, de 28 anos, lida com a obesidade, que deixou de ser uma questão estética quando ela aceitou as mudanças do corpo e passou a olhar para si com mais amor e respeito. “Busquei alternativas para o meu peso quando sabia que o meu joelho poderia doer menos, assim como as minhas costas, e quando queria conseguir correr sem sentir falta de ar. Hoje consigo ter uma vida ativa. O peso pode dificultar, mas não me impede de nada. Aos poucos sinto melhoras na minha qualidade de vida, que prefiro atrelar as minhas mudanças de hábitos em geral do que apenas ao emagrecimento”, enfatiza.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Assim como Vivian, Priscila nunca foi fã da prática de exercícios físicos: “Sempre fui uma pessoa mais sedentária. Desde a adolescência, começava um esporte e logo abandonava. Com o passar dos anos e com os quilos a mais, me afastei cada vez mais da atividade física. Retomei na pandemia, com exercícios leves como yoga e pilates. Demorei até me encontrar com as aulas de fitdance, que hoje faço 4x na semana e tem me feito muito bem”.</p>



<h4 class="wp-block-heading">O que te impede de começar a se exercitar?</h4>



<p class="wp-block-paragraph">Muitas barreiras estão no caminho de quem não consegue começar uma atividade física. Uma delas é o ambiente em que os exercícios são praticados. “Eu odiava ir para um lugar que nunca tive afinidade. Uma vez fui tão forçada e tão sem vontade que cheguei a vomitar no instrutor da academia nos primeiros 15 minutos de aula. Chorava por saber que precisava ir e me fazia mal por não ter a mínima vontade de estar lá”, lembra Vivian. Com o passar do tempo, indo com a mãe e o irmão, a jovem se sentiu mais confortável e segura. Hoje ela consegue ir sozinha e fazer todo o treino.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Antes de lidar com a obesidade, Priscila não sentia vergonha e nem recebia olhares preconceituosos: “O meu corpo padrão cabia naquele espaço de academia, eu conseguia fazer parte. Hoje não, quando entro numa academia e todos os olhares se voltam para mim, sinto culpa e vergonha, porque sinto que sou errada e não deveria estar ali”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo&nbsp;<a href="https://www.instagram.com/victorvieirac/">Victor Cavalcante</a>, profissional de Educação Física, a desistência da prática esportiva logo no início vem acompanhada de alguns fatores: “Dentre eles entram a falta de adaptação com o ambiente em que o exercício físico é realizado, a distância até o local para realizar, fatores sociais como não se encaixar no círculo das pessoas envolvidas, entre outros. No entanto, sem dúvidas, o indivíduo escolher a modalidade esportiva de preferência faz com que o nível de desistência diminua consideravelmente”.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter"><img decoding="async" src="https://cdd.org.br/wp-content/uploads/2023/04/WhatsApp-Image-2023-04-05-at-13.02.08.jpeg" alt="" class="wp-image-7540" title="<em&gt;Victor Cavalcante - arquivo pessoal</em&gt;"/></figure>
</div>


<h4 class="wp-block-heading">Exercícios físicos e condições crônicas</h4>



<p class="wp-block-paragraph">O mestre em Educação Física e também integrante do Grupo de Pesquisa em Performance Humana (GPPH-UTFPR) e do Grupo de Pesquisa em Exercício e Nutrição (GPEN-UEMG) avalia que, no caso de diagnóstico de condições crônicas, nada impede a pessoa de começar a se movimentar e desde que, claro, seja viável mediante as condições que determinada doença imponha.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda para adultos e idosos que vivem com condições crônicas (sobreviventes de câncer, hipertensão, diabetes tipo II, HIV): 150 à 300 minutos de atividade física aeróbia de intensidade moderada ou 75 à 150 minutos de atividade física aeróbia de intensidade vigorosa ou uma combinação equivalente a esses números acima citados”, destaca.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Victor acrescenta que, para benefícios adicionais, atividades de fortalecimento muscular de intensidade moderada que envolvam grandes grupos musculares com uma frequência semanal de dois ou mais dias também são importantes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Posso ressaltar que as durações, frequências e tipos de exercícios para serem realizados não se limitam somente às condições citadas pela OMS. A “triagem” para definir qual o tipo de atividade ideal para determinadas condições crônicas advém de um trabalho multidisciplinar, no entanto, os responsáveis pela prescrição são os profissionais de Educação Física”, conclui.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nossas duas entrevistadas da reportagem têm recados importantes para você que tem uma condição crônica e não sabe como começar a se mexer. “Comece de leve e prefira exercícios em grupo. Ter alguém pra te motivar e ter um compromisso com outra pessoa te motiva bastante a ir. Com o tempo as coisas melhoram e o resultado sempre traz alívios incríveis – tanto na sua saúde física quanto na mental”, garante Vivian. “Eu busquei alternativas ao ambiente que para mim foi tóxico. Diria para a pessoa não desistir de cara, porque não vai ser fácil. Mas é possível encontrar um espaço seguro que irá te acolher e respeitar as suas particularidades”, finaliza Priscila.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>‘Apartheid alimentar’: barreiras a alimentação saudável desempenham papel no aumento de prevalência de obesidade e diabete</title>
		<link>https://cdd.puntocomm.com.br/noticias/apartheid-alimentar-barreiras-a-alimentacao-saudavel-desempenham-papel-no-aumento-de-prevalencia-de-obesidade-e-diabete/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Equipe Punto]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 22 May 2023 19:55:36 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Alimentação]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[Pessoas que vivem em áreas de vulnerabilidade social têm mais acesso à ultraprocessados, risco de má nutrição e doenças crônicas não transmissíveis; entenda mais sobre apartheid alimentar O apartheid foi um regime de segregação racial implementado na África do Sul entre os anos de 1948 e 1994. A legislação separava a população por grupos raciais, [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph"><em>Pessoas que vivem em áreas de vulnerabilidade social têm mais acesso à ultraprocessados, risco de má nutrição e doenças crônicas não transmissíveis; entenda mais sobre apartheid alimentar</em></p>



<p class="wp-block-paragraph">O apartheid foi um regime de segregação racial implementado na África do Sul entre os anos de 1948 e 1994. A legislação separava a população por grupos raciais, separando áreas residenciais, de saúde, educação e de diversos serviços públicos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com pesquisadores brasileiros que estudam a área da saúde aqui no País, atualmente vivemos um ‘apartheid alimentar’. Isso porque há uma flagrante desigualdade social no acesso aos produtos saudáveis, o que revela uma série de sintomas, na avaliação de Mariana Fagundes Grilo, pesquisadora do NUPENS, Núcleo de Pesquisas Epidemiológicas em Nutrição e Saúde da Universidade de São Paulo (USP): “Estamos falando de desigualdades no acesso aos alimentos como um sintoma da presença de injustiça sociais como, pobreza e racismo que levam a alocação desigual de recursos. O termo mostra que as barreiras do acesso à alimentação saudável não são pela falta de iniciativa de uma comunidade, mas por um legado contínuo de estruturas econômicas e políticas que são discriminatórias”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mariana foi uma das pesquisadoras do NUPENS, juntamente com o NEPA, Núcleo de Estudos e Pesquisas em Alimentação da Unicamp, a fazer um levantamento sobre a presença dos chamados ‘pântanos alimentares’, ou seja, estabelecimentos de comercialização de alimentos ultraprocessados na cidade de Campinas, no interior paulista. Ele também associaram a característica de vulnerabilidade dos habitantes da região e se isso estaria relacionado ao consumo de comidas menos saudáveis.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O estudo também levou em consideração a presença ou não de restaurantes de comidas rápidas, feira livres e supermercados. Constatou-se que, em regiões menos vulneráveis economicamente, havia uma maior oferta de todo o tipo de alimento, mas os bairros mais pobres contavam apenas com lugares onde os ultraprocessados prevaleciam.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo dados do Ministério da Saúde divulgados em 2020, o consumo de ultraprocessados aumenta em 26% o risco de obesidade, eleva o risco de sobrepeso em 23%, de síndrome metabólica (condições que aumentam o risco de doença cardíaca, acidente vascular cerebral e diabetes) em 79%, de colesterol alto em 102% doenças cardiovasculares em 29% a 34% e da mortalidade por todas as causas em 25%.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os números são preocupantes, sobretudo se levarmos em conta que a população que mais está consumindo ultraprocessados é a que está em vulnerabilidade social e que, ao mesmo tempo, tem menos acesso à saúde.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para entendermos os efeitos do ‘apartheid alimentar’, como ele se reproduz e de que maneira seria possível reverter essa situação, a reportagem da CDD entrevistou a pesquisadora Mariana Fagundes Grilo, do Núcleo de Pesquisas Epidemiológicas em Nutrição e Saúde da Universidade de São Paulo (NUPENS-USP). Confira:</p>



<h5 class="wp-block-heading">O que significa o termo ‘apartheid alimentar’? Poderiam contar mais para a gente quais conclusões vocês tiveram no estudo que realizaram, e que foi divulgado em 2022, em parceria com o NEPA sobre o tema?</h5>



<p class="wp-block-paragraph">O termo “apartheid” refere-se à segregação racial. No caso de “apartheid alimentar”, estamos falando de desigualdades no acesso aos alimentos como um sintoma da presença de injustiça social, como pobreza e racismo, que leva a alocação desigual de recursos – o termo mostra que as barreiras do acesso à alimentação saudável não são pela falta de iniciativa de uma comunidade, mas por um legado contínuo de estruturas econômicas e políticas que são discriminatórias.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Residentes vivendo em áreas consideradas “apartheid alimentar” vivem em pântanos alimentares – localidades onde há mais estabelecimentos de venda de ultraprocessados (como salgadinhos, biscoitos recheados e refrigerantes), do que de venda de opções mais saudáveis, como alimentos&nbsp;in natura&nbsp;ou minimamente processados, e ainda lidam com todas as barreiras de vulnerabilidade econômica e social.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na análise que fizemos em Campinas (autoria das cientistas Mariana Grilo, Caroline de Menezes e Ana Clara Duran, e que é detalhada no artigo&nbsp;<a href="https://www.scielosp.org/article/csc/2022.v27n7/2717-2728/pt">Mapeamento de pântanos alimentares em Campinas, Brasil</a>, encontramos que em Campinas, terceira maior cidade de São Paulo, cinco regiões são classificadas como pântanos alimentares.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para chegar a esse dado, dividimos estabelecimentos em três tipos: restaurantes de comida rápida (onde a venda de ultraprocessados é predominante), feiras livres e orgânicas/agroecológicas (onde a venda predominante é a de alimentos&nbsp;in natura) e super/hipermercados (estabelecimentos de venda mista). Confirmamos e mapeamos as localizações — e esses dados foram cruzados com informações de renda média do chefe do domicílio e da proporção de pretos e pardos das Administrações Regionais (ARs) de Campinas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Encontramos que, de maneira geral, as regiões com maior renda e menor percentual de pretos e pardos são as que mais concentram todos os tipos de estabelecimentos analisados. Além disso, das 18 ARs do município, cinco foram consideradas pântanos alimentares. Nessas regiões de pântanos, os residentes têm alta exposição a ultraprocessados e já existem evidências de que os pântanos alimentares podem desempenhar um papel relevante no aumento das prevalências de obesidade e diabete.</p>



<h5 class="wp-block-heading">O senso comum tem uma ideia de que a população que vive em situação de vulnerabilidade teria mais acesso à comida saudável. Por que essa é uma crença equivocada?</h5>



<p class="wp-block-paragraph">Existe uma mudança radical na maneira como os alimentos estão sendo produzidos, distribuídos e anunciados em grande parte do mundo. Vemos uma disponibilidade crescente de alimentos ultraprocessados, altamente calóricos e pobres em nutrientes sendo distribuídos. Essa distribuição está atingindo diferentes tipos de estabelecimentos, inclusive os mercados locais que são muito encontrados em bairros de maior vulnerabilidade. As indústrias alimentícias têm como estratégia aumentar sua presença de forma acintosa nos países em desenvolvimento, como o Brasil.</p>



<h5 class="wp-block-heading">De que maneira o baixo acesso à comida saudável proporciona índices preocupantes de obesidade nessa população?</h5>



<p class="wp-block-paragraph">Nas regiões de pântanos alimentares, os residentes têm alta exposição a ultraprocessados e acesso dificultado a estabelecimentos que comercializam opções mais saudáveis, como feiras livres. Existem evidências de que os pântanos alimentares podem desempenhar um papel relevante no aumento das prevalências de obesidade e diabetes. Além disso, os residentes também têm menos acesso a serviços de saúde, transporte e lazer. Dessa forma, os pântanos alimentares atuam como um fator de risco para má nutrição e&nbsp;<a href="https://www.brasildefato.com.br/2022/05/24/com-alta-dos-alimentos-populacao-de-baixa-renda-come-pior-e-sofre-risco-de-doencas-cronicas" target="_blank" rel="noreferrer noopener">doenças crônicas não transmissíveis.</a></p>



<h5 class="wp-block-heading">Vocês encontram indícios do porquê de os alimentos ultraprocessados chegarem com mais facilidade nas periferias?</h5>



<p class="wp-block-paragraph">Na falta de regulação pelo Estado da produção e distribuição de ultraprocessados, em especial aquilo que é vendido para a população de baixa renda, a indústria alimentícia vai continuar estimulando as populações a consumir seus produtos. O consumo de ultraprocessados não tem apenas um motivo, desde a falta de políticas públicas de regulação como mencionado até questões amplas como carga horária de trabalho, preço, sabor, praticidade, dificuldade de escolher os produtos no mercado, marketing, entre outros. As características altamente atrativas dos ultraprocessados (publicidade, embalagens coloridas) e a dificuldade de acesso a alimentos in natura e minimamente processados, oriundos da agricultura familiar, por exemplo, em locais vulneráveis podem levar ao maior consumo de ultraprocessados.</p>



<h5 class="wp-block-heading">O estímulo à agricultura familiar poderia ser parte da resolução do problema? Quais outras sugestões poderiam ser feitas para mudar esse cenário, no quesito políticas públicas?</h5>



<p class="wp-block-paragraph">Os resultados da pesquisa jogam luz sobre as relações entre a vulnerabilidade social e o acesso à alimentação adequada e saudável, apontando oportunidades de priorizar políticas públicas que promovam uma distribuição equitativa de alimentos&nbsp;in natura&nbsp;e minimamente processados.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A Prefeitura de Campinas, por exemplo, buscou superar o desafio dos pântanos alimentares com serviços como o “Banco de Alimentos”, que fornece cestas básicas à população, e o projeto “Viva Leite”, além de aumentar o Programa Cartão Nutrir. Apesar de serem instrumentos que têm ajudado, em termos de oferta, levar mais feiras de produtores para vender para essas famílias que não têm como se deslocar até o centro ou pagar o valor do centro seria uma sugestão.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além disso, é importante a criação de políticas que façam com que nossas escolhas sejam mais saudáveis, como as de tributação, por exemplo, que aumentem o preço desses ultraprocessados em relação ou alimentos in natura e minimamente processados.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A Anvisa implementou agora em outubro de 2022 uma nova rotulagem nutricional de forma a colocar mensagens na frente das embalagens com avisos de&nbsp;‘alto em açúcar’, ‘alto em sódio’, ‘alto em gordura saturada’. Há algumas experiências fora do Brasil, no México, nos Estados Unidos, na Inglaterra, África do Sul, que tributaram bebidas açucaradas como refrigerantes, o que contribuiu para redução do consumo. A restrição da publicidade é outro caminho, limitando, por exemplo, o uso de&nbsp;imagens lúdicas nas embalagens.</p>



<h5 class="wp-block-heading">E o que mais gostariam que a população soubesse sobre ‘aparheid alimentar’?</h5>



<p class="wp-block-paragraph">As taxas de insegurança alimentar dispararam durante a pandemia do covid-19, mas mesmo antes de março de 2020, muitos brasileiros já enfrentavam desafios para ter acesso a alimentos saudáveis. O termo “apartheid alimentar” destaca corretamente como as políticas racistas moldaram áreas de vulnerabilidade social e levaram ao acesso limitado a alimentos saudáveis, mas principalmente aponta para a importância do trabalho de mudança estrutural para abordar essas causas básicas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Um “apartheid alimentar” é mais do que a falta de estabelecimentos de comercialização de alimentos saudáveis em comunidades de baixa renda – aponta para a discriminação de comunidades negras quando se trata de oportunidades econômicas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Chegar à raiz do problema não é uma tarefa fácil, porém já existem grupos de pesquisas e organizações trabalhando em diferentes aspectos da abordagem do “apartheid alimentar”, desde a construção de modelos de sistemas alimentares alternativos até o fornecimento de ideias para reformas políticas.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Guia de Nutrição da DPOC: 5 dicas sobre alimentação para pessoas com Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica</title>
		<link>https://cdd.puntocomm.com.br/noticias/guia-de-nutricao-da-dpoc-5-dicas-sobre-alimentacao-para-pessoas-com-doenca-pulmonar-obstrutiva-cronica-2/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Equipe Punto]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 22 May 2023 19:45:20 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Alimentação]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[De acordo com um estudo publicado na revista Lung em 2015, indivíduos saudáveis ​​que seguiram uma dieta cetogênica apresentaram menor produção de dióxido de carbono e pressão parcial expiratória de dióxido de carbono (PETCO2) em comparação com aqueles que seguiram uma dieta mediterrânea. Além disso, a pesquisa de 2003 mostra melhora em pessoas com DPOC [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">De acordo com um estudo publicado na revista Lung em 2015, indivíduos saudáveis ​​que seguiram uma dieta cetogênica apresentaram menor produção de dióxido de carbono e pressão parcial expiratória de dióxido de carbono (PETCO2) em comparação com aqueles que seguiram uma dieta mediterrânea.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além disso, a pesquisa de 2003 mostra melhora em pessoas com <a href="https://cddhomolog.puntocomunicacao.com.br/doencas-respiratorias/dpoc/">DPOC</a> que tomaram um suplemento de alto teor de gordura e baixo teor de carboidratos em vez de comer uma dieta rica em carboidratos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mesmo reduzindo os carboidratos, uma dieta saudável inclui uma variedade de alimentos. Tente incluí-los em sua dieta diária.</p>



<h4 class="wp-block-heading"><strong>Alimentos ricos em proteínas</strong></h4>



<p class="wp-block-paragraph">Coma alimentos ricos em proteínas e de alta qualidade, como carne alimentada com capim, aves e ovos de pasto e peixes &#8211; particularmente peixes oleosos, como salmão, cavala e sardinha.</p>



<h4 class="wp-block-heading"><strong>Carboidratos complexos</strong></h4>



<p class="wp-block-paragraph">Se você incluir carboidratos em sua dieta, opte por carboidratos complexos. Esses alimentos são ricos em fibras, o que ajuda a melhorar a função do sistema digestivo e o controle do nível de açúcar no sangue.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Alimentos para incorporar em sua dieta incluem:</p>



<p class="wp-block-paragraph">· ervilhas<br>· Farelo<br>· batatas com pele<br>· lentilhas<br>· Quinoa<br>· feijões<br>· aveia<br>· cevada</p>



<h4 class="wp-block-heading"><strong>Produtos frescos</strong></h4>



<p class="wp-block-paragraph">Frutas e vegetais frescos contêm vitaminas, minerais e fibras essenciais. Esses nutrientes ajudarão a manter seu corpo saudável. Vegetais sem amido (todos, exceto ervilhas, batatas e milho) são pobres em carboidratos, então podem ser incluídos em todas as dietas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Algumas frutas e verduras são mais adequadas do que outras (confira abaixo a lista de alimentos a evitar).</p>



<h4 class="wp-block-heading"><strong>Alimentos ricos em potássio</strong></h4>



<p class="wp-block-paragraph">O potássio é vital para a função pulmonar, portanto, uma deficiência de potássio pode causar problemas respiratórios. Tente comer alimentos que contenham altos níveis de potássio, como:</p>



<p class="wp-block-paragraph">· abacates<br>· verduras escuras<br>· tomates<br>· espargos<br>· beterraba<br>· batatas<br>· bananas<br>· laranjas</p>



<p class="wp-block-paragraph">Alimentos ricos em potássio podem ser especialmente úteis se o seu nutricionista ou médico lhe prescrever um medicamento diurético.</p>



<h4 class="wp-block-heading"><strong>Gorduras saudáveis</strong></h4>



<p class="wp-block-paragraph">Ao optar por comer uma dieta mais gorda, em vez de escolher alimentos fritos, escolha lanches e refeições que contenham gorduras como abacate, nozes, sementes, coco e óleo de coco, azeitonas e azeite, peixe gordo e queijo. Esses alimentos fornecerão mais nutrição geral, especialmente a longo prazo.</p>



<h4 class="wp-block-heading"><strong>SAIBA O QUE EVITAR</strong></h4>



<p class="wp-block-paragraph">Certos alimentos podem causar problemas como gases e inchaço ou podem ter pouco ou nenhum valor nutricional. Alimentos para evitar ou minimizar incluem:</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Sal</strong><br>Muito sal (sódio) na sua dieta provoca retenção de água, o que pode afetar a sua capacidade de respirar. Retire o saleiro da mesa e não adicione sal à sua cozinha. Use ervas e especiarias sem sal para dar sabor aos alimentos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Verifique com seu nutricionista ou profissional de saúde sobre substitutos de sal com baixo teor de sódio. Eles podem conter ingredientes que podem afetar sua saúde negativamente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Apesar do que muitas pessoas acreditam, a maior parte da ingestão de sódio não vem do saleiro, mas sim do que já está na comida.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Certifique-se de verificar os rótulos dos alimentos que você compra. Seus lanches não devem conter mais de 300 miligramas (mg) de sódio por porção. Refeições integrais não devem ter mais de 600 mg.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Algumas frutas</strong><br>Maçãs, frutas de caroço como damascos e pêssegos e melões podem causar inchaço e gases em algumas pessoas devido a seus carboidratos fermentáveis. Isso pode levar a problemas respiratórios em pessoas com DPOC.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em vez disso, você pode se concentrar em frutas de baixa fermentação como abacaxi e uvas. No entanto, se esses alimentos não forem um problema para você e sua meta de carboidratos permitir a obtenção de frutas, você poderá incluí-los em sua dieta.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Alguns vegetais e leguminosas</strong><br>Há uma longa lista de legumes e legumes conhecidos por causar inchaço e gases. O que importa é como seu corpo funciona.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Você pode querer monitorar sua ingestão dos alimentos abaixo. No entanto, você pode continuar a aproveitá-los se eles não causarem um problema para você:</p>



<p class="wp-block-paragraph">· feijões<br>· Couve de Bruxelas<br>· repolho<br>· couve-flor<br>· milho<br>· alho-poró<br>· algumas lentilhas<br>· cebolas<br>· ervilhas<br>· soja</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Laticínios</strong><br>Algumas pessoas acham que os produtos lácteos, como leite e queijo, tornam a fleuma mais espessa. No entanto, se os produtos lácteos não parecem piorar o catarro, você pode continuar a comê-los.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Chocolate</strong><br>O chocolate contém cafeína, o que pode interferir com a sua medicação. Verifique com seu médico se você deve evitar ou limitar sua ingestão.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Comidas fritas</strong><br>Alimentos fritos ou gordurosos podem causar gases e indigestão. Alimentos altamente condimentados também podem causar desconforto e afetar sua respiração. Evite esses alimentos quando possível.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Não se esqueça de prestar atenção no que você bebe</strong><br>Pessoas com DPOC devem tentar beber muitos líquidos ao longo do dia. Cerca de seis a oito copos de 8 de bebidas não cafeinadas são recomendadas por dia. A hidratação adequada mantém o muco fino e facilita a tosse.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Limite ou evite completamente a cafeína, pois isso pode interferir com sua medicação. Bebidas cafeinadas incluem café, chá, refrigerante e bebidas energéticas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Pergunte ao seu médico sobre o álcool. Você pode ser aconselhado a evitar ou limitar bebidas alcoólicas, pois elas podem interagir com medicamentos. O álcool também pode diminuir sua taxa de respiração e dificultar a tosse com muco.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Da mesma forma, converse com seu médico se você tiver diagnosticado problemas cardíacos, bem como a DPOC. Às vezes, é necessário que as pessoas com problemas cardíacos limitem a ingestão de líquidos.</p>



<h4 class="wp-block-heading"><strong>VERIFIQUE SEU PESO</strong></h4>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>VERIFIQUE SEU PESO</strong><br>Pessoas com bronquite crônica tendem a ser obesas, enquanto aquelas com enfisema tendem a estar abaixo do peso. Isso faz com que a dieta e a avaliação nutricional sejam uma parte vital do tratamento da DPOC.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Se você está acima do peso</strong><br>Quando você está acima do peso, seu coração e pulmões precisam trabalhar mais, tornando a respiração mais difícil. O excesso de peso corporal também pode aumentar a demanda por oxigênio.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O seu médico ou nutricionista pode aconselhá-lo sobre como alcançar um peso corporal mais saudável, seguindo um plano alimentar personalizado e um programa de exercícios viável.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Se você está abaixo do peso</strong><br>Alguns sintomas da DPOC, como falta de apetite, depressão ou indisposição geral, podem fazer com que você fique abaixo do peso. Se você está abaixo do peso, pode sentir-se fraco e cansado ou mais propenso a infecções.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A DPOC exige que você use mais energia ao respirar. De acordo com a Cleveland Clinic, uma pessoa com DPOC pode queimar até 10 vezes mais calorias ao respirar do que uma pessoa sem DPOC.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Se você está abaixo do peso, precisa incluir lanches saudáveis ​​e altamente calóricos em sua dieta. Itens para adicionar à sua lista de compras incluem:</p>



<p class="wp-block-paragraph">· leite<br>· ovos<br>· aveia, quinoa e feijão<br>· queijo<br>· abacate<br>· nozes e manteigas<br>· oleos<br>· granola</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Esteja preparado para o horário das refeições</strong><br>A DPOC pode ser uma condição desafiadora para conviver, por isso é importante tornar a preparação de alimentos um processo simples e sem estresse. Torne as refeições mais fáceis, estimule seu apetite se estiver abaixo do peso e mantenha um programa de alimentação saudável seguindo estas diretrizes gerais:</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Coma pequenas refeições</strong><br>Tente comer cinco a seis pequenas refeições por dia em vez de três grandes. Comer pequenas refeições pode ajudá-lo a evitar encher muito o estômago e dar aos pulmões espaço suficiente para se expandir, facilitando a respiração.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Coma sua refeição principal cedo</strong><br>Tente comer sua refeição principal no início do dia. Isso aumentará seus níveis de energia durante todo o dia.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Escolha alimentos rápidos e fáceis</strong><br>Escolha alimentos que sejam rápidos e fáceis de preparar. Isso ajudará você a evitar o desperdício de energia. Sente-se ao preparar as refeições para que você não esteja muito cansado para comer e peça à família e amigos para ajudá-lo na preparação da refeição, se necessário.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Fique confortável</strong><br>Sente-se confortavelmente em uma cadeira de espaldar alto ao comer para evitar colocar muita pressão nos pulmões.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Faça o suficiente para sobrar</strong><br>Ao fazer uma refeição, faça uma porção maior para que você possa refrigerar ou congelar alguns para mais tarde e ter refeições nutritivas disponíveis quando você se sentir cansado demais para cozinhar.</p>



<p class="wp-block-paragraph">É importante ficar atento à sua saúde geral quando você tem DPOC, e uma nutrição é uma grande parte disso. Planejar as refeições e lanches saudáveis, enfatizando a maior ingestão de gordura, pode ajudá-lo a controlar e sentir as complicações.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>Fontes:<br><a href="https://www.healthline.com/health/copd/diet-nutrition?slot_pos=article_1&amp;utm_source=Sailthru%20Email&amp;utm_medium=Email&amp;utm_campaign=copd&amp;utm_content=2019-02-12">https://www.healthline.com/health/copd/diet-nutrition?slot_pos=article_1&amp;utm_source=Sailthru%20Email&amp;utm_medium=Email&amp;utm_campaign=copd&amp;utm_content=2019-02-12</a></em></p>



<p class="wp-block-paragraph"><a href="http://researchgate.net/publication/282248189_Effects_of_Twenty_Days_of_the_Ketogenic_Diet_on_Metabolic_and_Respiratory_Parameters_in_Healthy_Subjects">researchgate.net/publication/282248189_Effects_of_Twenty_Days_of_the_Ketogenic_Diet_on_Metabolic_and_Respiratory_Parameters_in_Healthy_Subjects</a></p>



<p class="wp-block-paragraph"><a href="http://lung.org/lung-health-and-diseases/lung-disease-lookup/copd/living-with-copd/nutrition.html">lung.org/lung-health-and-diseases/lung-disease-lookup/copd/living-with-copd/nutrition.html</a></p>



<p class="wp-block-paragraph"><a href="http://my.clevelandclinic.org/health/articles/9451-nutritional-guidelines-for-people-with-copd">my.clevelandclinic.org/health/articles/9451-nutritional-guidelines-for-people-with-copd</a></p>



<p class="wp-block-paragraph"><a href="http://emphysemafoundation.org/index.php/healthy-habits/nutrition/91-nutrition-articles/198-the-importance-of-good-nutrition-for-chronic-lung-condition-patients">emphysemafoundation.org/index.php/healthy-habits/nutrition/91-nutrition-articles/198-the-importance-of-good-nutrition-for-chronic-lung-condition-patients</a></p>



<p class="wp-block-paragraph"><a href="http://nutritionjrnl.com/action/showCitFormats?pii=S0899-9007%2802%2901064-X&amp;doi=10.1016%2FS0899-9007%2802%2901064-X">nutritionjrnl.com/action/showCitFormats?pii=S0899-9007%2802%2901064-X&amp;doi=10.1016%2FS0899-9007%2802%2901064-X</a></p>



<p class="wp-block-paragraph"><a href="http://journal.chestnet.org/article/S0012-3692(15)38208-8/fulltext">journal.chestnet.org/article/S0012-3692(15)38208-8/fulltext</a></p>



<p class="wp-block-paragraph">Tradução e adaptação: Redação CDD</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>Atividades físicas ajudam a controlar sintomas de DPOC</title>
		<link>https://cdd.puntocomm.com.br/noticias/atividades-fisicas-ajudam-a-controlar-sintomas-de-dpoc/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Equipe Punto]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 03 May 2023 14:03:46 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atividade Física]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[Embora a doença pulmonar obstrutiva crônica dificulte a prática de atividades físicas, manter-se ativo com a devida orientação profissional é fundamental para o alívio dos problemas e a manutenção da saúde À primeira vista, é comum pensar que exercícios físicos não combinam com o cotidiano de quem vive com&#160;a doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC). Afinal, [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph"><em>Embora a doença pulmonar obstrutiva crônica dificulte a prática de atividades físicas, manter-se ativo com a devida orientação profissional é fundamental para o alívio dos problemas e a manutenção da saúde</em></p>



<p class="wp-block-paragraph">À primeira vista, é comum pensar que exercícios físicos não combinam com o cotidiano de quem vive com&nbsp;<a href="https://cdd.org.br/noticia/respiratorios/saiba-tudo-sobre-doenca-pulmonar-obstrutiva-cronica-dpoc/"><strong>a doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC)</strong></a>. Afinal, a condição promove&nbsp; falta de fôlego mesmo ao fazer movimentos simples, como tomar banho ou preparar uma refeição. “Uma das características da doença é a limitação ao fazer exercícios físicos”, aponta a pneumologista Rosemeri Maurici, membro da Comissão de DPOC da Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mas, ao contrário do que se imagina, uma rotina de atividades físicas pode ser uma grande aliada na manutenção da saúde e recuperação da qualidade de vida de quem tem a doença. Os indivíduos com DPOC são menos ativos fisicamente do que adultos saudáveis, e o sedentarismo amplia os danos causados pela condição.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A DPOC é a terceira doença que mais causa mortes no mundo – segundo a&nbsp;<a href="https://www.who.int/news-room/fact-sheets/detail/the-top-10-causes-of-death#:~:text=The%20top%20global%20causes%20of,birth%20asphyxia%20and%20birth%20trauma%2C">Organização Mundial da Saúde</a>, 6% das mortes em 2019 foram causadas pela condição. A doença é progressiva e seus sintomas mais prevalentes são a dispneia – falta de ar –, a tosse crônica e o encurtamento da respiração.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">O&nbsp;<a href="https://cdd.org.br/noticia/respiratorios/tabagismo-e-o-principal-responsavel-pela-dpoc/">principal fator de risco</a>&nbsp;para a DPOC é o tabagismo. “Incentivar as pessoas a abandonar o hábito tabágico, ou a nem iniciar, é muito importante para prevenir. Para quem já tem a doença, esse estímulo também deve ser feito, porque isso melhora sua capacidade pulmonar e a sua funcionalidade”, alerta a pneumologista.</p>



<h4 class="wp-block-heading">Sedentarismo piora dificuldades da DPOC</h4>



<p class="wp-block-paragraph">Conforme avança, a doença pode levar a comorbidades e comprometer tarefas corriqueiras, como trocar de roupa ou ficar em pé por períodos prolongados. O sedentarismo piora esse quadro ainda mais. Junto aos sintomas respiratórios, a falta de condicionamento físico pode levar à sarcopenia – diminuição da massa muscular que está associada ao envelhecimento e à ocorrência de outras doenças.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Independentemente do grau de dificuldade, é recomendado que os pacientes sejam inseridos em programas de reabilitação e de condicionamento físico”, explica Maurici. Não há um programa generalizado de atividades físicas que sirva para todos os pacientes com DPOC – a prescrição deve ser feita de forma personalizada e acompanhada por fisioterapeutas e profissionais de educação física. Um ponto é garantir que as práticas não sejam extenuantes para não sobrecarregarem os pulmões ou o coração.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para o paciente, vale ficar alerta para sinais de extenuação: aumento intenso da frequência cardíaca, presença de dores no peito ou nas pernas ou coloração azulada nos dedos. Se reparar nisso, suspenda a prática e converse com o profissional.</p>



<p class="wp-block-paragraph">É comum que pacientes com DPOC apresentem&nbsp;<a href="https://cdd.org.br/noticia/respiratorios/a-relacao-entre-dpoc-e-insuficiencia-cardiaca/">quadros de insuficiência cardíaca</a>&nbsp;e, para garantir uma rotina segura de exercícios, uma avaliação cardiovascular também merece ser feita.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">“A DPOC por si só já é limitante. Quando tem outra doença associada, causa mais dificuldade ainda”, diz Maurici. Contudo, os sintomas causados pelas comorbidades associadas à DPOC também são amenizados com o esforço físico.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A manutenção da saúde física também diminui o número de exacerbações, momentos de maior gravidade da doença, e prepara o corpo para essas dificuldades.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em pacientes com quadros mais graves, é recomendado iniciar pela reabilitação fisioterápica para depois inserir as atividades físicas na rotina.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Infelizmente, a DPOC costuma ser diagnosticada de forma tardia – uma questão que envolve falta de conscientização, tanto da população como dos profissionais de saúde.&nbsp;</p>



<h4 class="wp-block-heading">Impacto também na saúde mental&nbsp;</h4>



<p class="wp-block-paragraph">Como os sintomas da doença estão ligados ao esforço físico, é comum que os pacientes tenham receio de exercícios. “Mas explicando para o paciente que aquilo vai ser benéfico, eles ganham confiança ao longo do tempo”, conta Maurici. E essa confiança repercute na saúde mental dos pacientes.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com a pneumologista, a DPOC frequentemente está ligada a quadros de depressão e ansiedade. “Nesse sentido, sair ao ar livre e fazer atividades em grupo é importante”, destaca. As atividades físicas também ajudam a melhorar a qualidade do sono e a autonomia, o que também aprimora a saúde mental.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">“O grande objetivo é que o indivíduo se mantenha independente para os autocuidados, para que consiga tomar banho e fazer comida etc. São coisas básicas, mas para eles isso é fundamental”, reitera Maurici.</p>
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		<title>Sono e Doenças Crônicas: como melhorar a qualidade de vida com a higiene do sono?</title>
		<link>https://cdd.puntocomm.com.br/noticias/sono-e-doencas-cronicas-como-melhorar-a-qualidade-de-vida-com-a-higiene-do-sono/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Equipe Punto]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 23 Mar 2023 18:44:20 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://cdd.puntocomm.com.br/?p=1939</guid>

					<description><![CDATA[Em uma série de podcasts no projeto &#8216;Mulheres Múltiplas&#8217;, você conhecerá histórias de pessoas que tentam driblar a insônia. O sono é reparador. Ajuda no crescimento muscular e na síntese de proteínas. É durante esse período de repouso que nossas energias são repostas e o metabolismo é regulado. Todos esses fatores são essenciais para manter [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph"><em>Em uma série de podcasts no projeto &#8216;Mulheres Múltiplas&#8217;, você conhecerá histórias de pessoas que tentam driblar a insônia.</em></p>



<p class="wp-block-paragraph">O sono é reparador. Ajuda no crescimento muscular e na síntese de proteínas. É durante esse período de repouso que nossas energias são repostas e o metabolismo é regulado. Todos esses fatores são essenciais para manter corpo e mente saudáveis.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mas quais são os grandes desafios para as mulheres que têm alguma doença crônica na hora de dormir? No primeiro capítulo da minissérie &#8216;Sono e Doenças Crônicas&#8217;, no projeto &#8216;Mulheres Múltiplas&#8217;, falamos sobre as principais dificuldades para quem tem esclerose múltipla, dermatite atópica, DPOC e asma grave. Todas, em menor ou maior grau, tiveram ou têm dificuldades na hora do descanso. Conheça essas histórias no nosso primeiro episódio, disponível no perfil da CDD no Spotify.</p>


<p><a href="https://open.spotify.com/episode/0zcNrfosKa0Na0ISn7IiQG?si=a35c1de7e9384e2d">https://open.spotify.com/episode/0zcNrfosKa0Na0ISn7IiQG?si=a35c1de7e9384e2d</a></p>



<p class="wp-block-paragraph">Mas, em geral, muita gente teve o sono alterado, sobretudo nesses tempos de pandemia de covid-19. Há quem tenha usado as telas dos dispositivos móveis como uma maneira de &#8216;pegar no sono&#8217; mais rápido ou, por causa da flexibilização do home office, muita gente acabou estendendo o horário de acordar e de dormir, o que altera a rotina de repouso.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Sobre pessoas que têm doenças crônicas, a especialista em Medicina do Sono, Luciana Palombini ressalta que o sono adequado e o controle do estresse são importantes para o equilíbrio de doenças autoimunes. Na dúvida, além de ouvir o médico específico de cada patologia, consultar um especialista em sono pode ajudar a melhorar a qualidade de vida.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Pegue um caderninho e anote todas as dicas neste segundo capítulo da minissérie &#8216;Sono e Doenças Crônicas&#8217;, no projeto &#8216;Mulheres Múltiplas&#8217;.</p>



<figure class="wp-block-embed"><div class="wp-block-embed__wrapper">
https://open.spotify.com/episode/0rWsT6dM2nRyPUWTxSQSYZ?si=2916a242bb75464d
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		<title>Conheça os diferentes tipos de Urticária</title>
		<link>https://cdd.puntocomm.com.br/noticias/conheca-os-diferentes-tipos-de-urticaria/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Equipe Punto]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 23 Mar 2023 16:57:02 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[A coceira e as erupções cutâneas avermelhadas na pele, muitas vezes seguidas de inchaço, são as principais características da urticária. Mas o fato é que esse problema tem diferentes origens e graus de intensidade. Ele pode, por exemplo, dar as caras após a ingestão de um alimento que provoca alergia. Ou ser deflagrado pelo frio. [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">A coceira e as erupções cutâneas avermelhadas na pele, muitas vezes seguidas de inchaço, são as principais características da urticária. Mas o fato é que esse problema tem <strong>diferentes origens e graus de intensidade</strong>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ele pode, por exemplo, dar as caras após a ingestão de um alimento que provoca alergia. Ou ser deflagrado pelo frio. Ou ainda não ter causa definida — e durar por tempo indeterminado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">São tantas as dúvidas sobre a urticária (um mal que soma mais de 2 milhões de casos por ano no Brasil), que a Revista Saúde entrevistou o imunologista Allen Kaplan, da Universidade da Carolina do Sul, nos Estados Unidos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Kaplan é um dos mais prestigiados especialistas nessa desordem e, durante a entrevista, revela o que fazer para lidar com essa chateação. “Um impedimento para o bom tratamento é a desinformação”, conta. Confira:</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><mark style="background-color:rgba(0, 0, 0, 0);color:#bd232e" class="has-inline-color">SAÚDE:</mark></strong> Um estudo recente colocou a urticária como um dos problemas de pele que mais afetam a qualidade de vida. Por quê?</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><mark style="background-color:rgba(0, 0, 0, 0);color:#bd232e" class="has-inline-color">Allen Kaplan:</mark></strong> Quando crônica, a urticária traz grandes efeitos negativos para o bem-estar. As lesões podem desfigurar quando aparecem na face e afetam a socialização, o trabalho, a escola.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O maior sintoma dessa doença é a coceira e isso também é muito desconfortável, se não controlada. Veja: a coceira interfere com o sono, que então afeta o funcionamento no dia seguinte.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além disso, 40% dos pacientes tem um inchaço, ou angioedema, associado às lesões. Isso pode acometer rosto, lábios, língua ou até a garganta. Se o inchaço é severo, visitas ao pronto-socorro são necessárias, o que cria ansiedade a todo momento. Já foi documentado que os efeitos da urticária crônica atrapalham a qualidade de vida na mesma medida que a insuficiência cardíaca grau 3.</p>



<h4 class="wp-block-heading"><strong><br>Quais fatores podem disparar uma crise?</strong></h4>



<p class="wp-block-paragraph">Antes é importante distinguirmos os diferentes tipos de urticária. A versão aguda e autolimitada, durando menos de seis semanas. Geralmente, é uma reação alérgica a uma comida ou remédio. Em crianças, infecções virais são associadas a urticária aguda, em geral com uma ou duas semanas de duração.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Há ainda um grupo de urticárias crônicas ou intermitentes decorrentes de estímulos físicos. Um exemplo é a urticária induzida pelo frio, que surge após o contato com objetos gelados ou mesmo com o vento batendo no rosto.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Outro é o dermografismo, um tipo de urticária disparada ao esfregar ou coçar a pele. Isso gera mais coceira, que gera mais lesões, que gera mais coceira… Ainda temos a urticária induzida pelo calor, associada a exercícios, superaquecimento e suor, e a urticária solar, que vem da exposição a raios de luz específicos. Há vários tipos, enfim.</p>



<p class="wp-block-paragraph">E aí há a urticária crônica espontânea, que dura mais de seis semanas. Comumente, ela perdura por meses ou até anos, com sintomas quase diários para os quais não há causa evidente. Essa é a desordem à qual me referi na pergunta anterior.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em alguns pacientes, a aspirina ou medicações parecidas com ela aumentam a severidade dos sintomas, mas isso não é a regra. O papel do estresse é considerado com frequência, mas a relação pode ser inversa, porque sabemos que esse problema ocasiona muito estresse. Provar o outro lado é difícil.</p>



<h4 class="wp-block-heading"><strong>A urticária pode colocar a vida em risco?</strong></h4>



<p class="wp-block-paragraph">A versão crônica não. Um inchaço na garganta pode dificultar o ato de engolir, mas é incomum. Só que mesmo isso não provoca um edema considerável, como visto em outras disfunções. A respiração não é afetada.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Agora, a urticária induzida pelo frio foi associada a afogamentos. Com uma exposição tão grande do corpo à água fria, as lesões eventualmente causam uma liberação grande de histamina, uma queda na pressão e tontura. Aí, se a pessoa desmaia na água, pode se afogar.</p>



<h4 class="wp-block-heading"><strong>O tratamento da urticária evoluiu?</strong></h4>



<p class="wp-block-paragraph">Ele progrediu bastante em 2008, com o advento do omalizumabe [da farmacêutica Novartis], especificamente para o tratamento da urticária crônica espontânea resistente aos anti-histamínicos ou de urticárias físicas que respondem mal ao tratamento. Nesse grupo mais resistente, a taxa de sucesso desse remédio é de 70% ou mais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Não tínhamos uma terapia com uma magnitude de efeitos positivos tão positiva. E com um perfil de efeitos colaterais excelente. É, portanto, uma alternativa segura.</p>



<h4 class="wp-block-heading"><strong>Então como lidamos com a urticária hoje em dia?</strong></h4>



<p class="wp-block-paragraph">Os tipos agudos são tratamentos com anti-histamínicos e, se graves, com um pouco de corticoides. Evitamos os corticoides por causa das reações adversas, que se intensificam com o aumento da dose e da duração.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Já para as urticárias físicas, recorremos ao uso profilático de altas de doses de anti-histamínicos. Se isso não funciona, partimos para o omalizumabe. Uma exceção é a urticária de pressão, em geral resistente aos anti-histamínicos. Aí o omalizumabe é a droga de escolha. Às vezes, esse tipo da desordem também responde a ciclosporina. Os corticoides podem ser empregadas, mas apenas por períodos breves, durante crises graves.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O tratamento para a urticária crônica espontânea é um pouco diferente. Damos anti-histamínicos até quatro vezes ao dia. Entre a quase metade de pacientes resistentes a esse remédio, utilizamos o omalizumabe. Se nenhum dos dois alivia os sintomas suficientemente, recomenda-se as ciclosporina.</p>



<h4 class="wp-block-heading"><strong>Quais as principais barreiras para o bom atendimento das pessoas com urticária?</strong></h4>



<p class="wp-block-paragraph">Há várias, particularmente para a crônica espontânea. É, por exemplo, imperativo usar altas doses de anti-histamínicos antes de assumir que o paciente é resistente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Já quando essas drogas falham, medicações ultrapassadas seguem sendo recomendados, o que leva à perda de tempo e a um sofrimento desnecessário. Os médicos deveriam saber que o omalizumabe é a opção a ser receitada assim que os anti-histamínicos se mostram insuficientes. Embora os corticoides ainda sejam usados nesse cenário, e com resultados até satisfatórios, as doses são comumente altas, o que acarreta efeitos colaterais proibitivos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Um impedimento para o bom tratamento é a desinformação. A urticária crônica espontânea não é hereditária, não mata e não afeta a saúde geral. Ela não está relacionada à alimentação ou ao que qualquer coisa que alguém faça. Ficar procurando por causa externas é improdutivo. O problema deveria ser visto como uma doença dermatológica interna, talvez autoimmune, em que as células de defesa atacam o corpo. Por outro lado, ela não está ligada a outras doenças autoimunes graves.</p>



<div style="height:20px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="wp-block-paragraph"><em>Fonte: Revista Saúde <a href="https://abr.ai/2PoarQl">https://abr.ai/2PoarQl</a><br>Adaptação: Redação CDD</em></p>
]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>O que muda no tratamento após serotonina ser descartada de causas da depressão?</title>
		<link>https://cdd.puntocomm.com.br/noticias/o-que-muda-no-tratamento-apos-serotonina-ser-descartada-de-causas-da-depressao/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Equipe Punto]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 21 Mar 2023 16:43:58 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://cdd.puntocomm.com.br/?p=1859</guid>

					<description><![CDATA[Conheça mais sobre outros neurotransmissores, como a serotonina, no seu humor Por muitos anos, os baixos níveis de serotonina no organismo eram considerados responsáveis por quadros depressivos. Mas, em julho, um estudo publicado no Molecular Psychiatry, que compilou 17 pesquisas a respeito do assunto, revelou que não há diferenças entre os níveis de serotonina em [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph"><em>Conheça mais sobre outros neurotransmissores, como a serotonina, no seu humor</em></p>



<p class="wp-block-paragraph">Por muitos anos, os baixos níveis de serotonina no organismo eram considerados responsáveis por quadros depressivos. Mas, em julho, um estudo publicado no<a href="https://www.nature.com/articles/s41380-022-01661-0"> Molecular Psychiatry</a>, que compilou 17 pesquisas a respeito do assunto, revelou que não há diferenças entre os níveis de serotonina em uma pessoa com ou sem depressão.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;A hipótese de que níveis baixos de serotonina estariam associadas à causa da depressão foi descartada há algum tempo com base em estudos de depleção de serotonina. Em caráter experimental, conseguimos depletar a serotonina em animais e seres humanos e analisar o impacto no comportamento e no cérebro. Estes estudos mostraram que, em indivíduos sem histórico de depressão e sem histórico familiar de depressão, mesmo com baixos níveis de serotonina, sintomas depressivos nem sempre eram desencadeados&#8221;, afirma o psiquiatra <a href="https://drrafaelmoreno.kpages.online/main">Rafael Moreno</a>, mestre e doutor em Medicina pela PUC do Rio Grande do Sul.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O médico lembra que, com a invenção da Fluoxetina, o primeiro medicamento que aumenta os níveis de serotonina no cérebro através da inibição da sua receptação a nível neuronal, surgiu a hipótese de associar o neurotransmissor à depressão: &#8220;Ainda mais que, depois do uso deste medicamento, as pessoas de fato melhoraram. Mas na ciência é assim: nem tudo que possui uma clara explicação em laboratórios e em estudos com animais se comprova na prática médica com &#8216;humanos de verdade'&#8221;, pondera.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A serotonina foi tão diretamente atribuída aos quadros depressivos que também influenciou a produção de diversos tipos de medicamentos para ajudar a aliviar os sintomas. Os mais comuns são: irritabilidade, ansiedade, angústia, desânimo, cansaço fácil, apatia, incapacidade de sentir alegria e prazer, desinteresse e falta de motivação. Em casos graves, a pessoa pode deixar de cuidar da própria higiene, se alimentar e ficar cada vez mais isolada. A depressão é a comorbidade mais associada em casos de suicídio também. Será que descartar a serotonina como a responsável pela depressão pode influenciar mudanças na produção farmacêutica desses remédios?</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Existem vários mecanismos possíveis de causar sintomas depressivos: inflamatórios, disfunções em circuitos cerebrais, imunológicos, outros neurotransmissores como o glutamato. E com certeza existem outros que ainda não descobrimos. Os cientistas devem seguir pesquisando incansavelmente&#8221;, na avaliação de Rafael Moreno.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Sobre mudanças no tratamento da depressão após a serotonina não ser a grande vilã, Rafael Moreno explica: &#8220;Na prática do psiquiatra não muda muito. Seguimos utilizando medicamentos antidepressivos que inibem a recaptação da serotonina para o tratamento da depressão, mesmo sabendo que podem existir outros mecanismos para a causa da doença. Medicina não é uma ciência exata, vamos seguir estudando para tentar descobrir a causa desta terrível patologia e na busca de novos tratamentos&#8221;, conclui.</p>



<h4 class="wp-block-heading">O que é um inibidor de recaptação e por que ele é importante?</h4>



<p class="wp-block-paragraph">Os medicamentos psiquiátricos agem no sistema nervoso central nas sinapses, que são os espaços de comunicação entre dois neurônios. &#8220;Em uma parte destes neurônios existem recaptadores de serotonina, que captam o neurotransmissor que está na sinapse, digamos que &#8220;sobrando&#8221;, e coloca de volta para dentro do neurônio para degradá-la. Os medicamentos que inibem a recaptação&nbsp; da serotonina fazem com que aquela que está &#8220;sobrando&#8221; não seja capturada, fazendo com que fique mais livre para se ligar nos neurônios para ter ação. Por mais que pareça que esta recaptação seja prejudicial para o funcionamento do cérebro, ela é importante para manter os níveis adequados de serotonina no cérebro&#8221;, esclarece o psiquiatra Rafael Moreno, mestre e doutor em Medicina pela PUC do Rio Grande do Sul.</p>



<h4 class="wp-block-heading">Para pacientes com depressão, levando em conta as descobertas da Psiquiatria, quais seriam os tratamentos ideais?</h4>



<p class="wp-block-paragraph">O tratamento da depressão sempre deve ser baseado nas características peculiares do paciente e varia conforme os sintomas, gravidade, duração, uso prévio de outros tratamentos, idade, sexo, etc.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Entre as possibilidades terapêuticas há medicamentos antidepressivos, que podem agir em diversos neurotransmissores como serotonina, noradrenalina, dopamina, glutamato, entre outros.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Existem outros remédios que são adjuvantes no tratamento, como estabilizadores do humor e antipsicóticos atípicos, e também podemos utilizar terapias eletromagnéticas como eletroconvulsoterapia e estimulação magnética transcraniana. As psicoterapias também são muito efetivas, e existem diversas modalidades com estudos científicos mostrando eficácia&#8221;, ressalta o médico Rafael Moreno.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A internação pode ser necessária em casos graves, onde existe o risco de suicídio ou catatonia (quando o paciente fica imóvel), por exemplo. Mudanças no estilo de vida cada vez mais estão sendo valorizadas e importantes no tratamento e na prevenção da depressão.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Alimentar-se de forma saudável, praticar exercícios e saber controlar o estresse são sempre bem-vindos. Ou seja, o tratamento da depressão não possui receita de bolo, cabe ao médico analisar bem o caso do seu paciente e propor o melhor tratamento&#8221;, afirma.</p>
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		<title>DSTs mais conhecidas que afetam as mulheres</title>
		<link>https://cdd.puntocomm.com.br/noticias/dsts-mais-conhecidas-que-afetam-as-mulheres/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Equipe Punto]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 20 Mar 2023 16:15:35 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[As doenças sexualmente transmissíveis (DSTs) são aquelas que podem ser adquiridas durante o contato sexual e influenciam de forma significativa na saúde da mulher. Elas podem ser classificadas de três maneiras diferentes: O não uso da camisinha é a principal causa do contágio – lembrando que a camisinha é o único método contraceptivo que pode [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">As doenças sexualmente transmissíveis (DSTs) são aquelas que podem ser adquiridas durante o contato sexual e influenciam de forma significativa na saúde da mulher.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Elas podem ser classificadas de três maneiras diferentes:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Obrigatoriamente de transmissão sexual;</li>



<li>Frequentemente transmitida por contato sexual;</li>



<li>Eventualmente transmitida por contato sexual.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">O não uso da camisinha é a principal causa do contágio – lembrando que a camisinha é o único método contraceptivo que pode prevenir DSTs!</p>



<p class="wp-block-paragraph">As doenças mais conhecidas são:</p>



<h4 class="wp-block-heading"><strong>Gonorreia</strong></h4>



<p class="wp-block-paragraph">Infecção causada por bactéria. Na mulher, tem aspecto clínico variado, desde formas quase sem sintomas até vários tipos de corrimento amarelados e com odor forte na vagina (vaginite) e uretra.</p>



<h4 class="wp-block-heading"><strong>Sífilis</strong></h4>



<p class="wp-block-paragraph">É uma infecção causada por bactéria. No homem e na mulher, 20 a 30 dias após o contato sexual, surge uma pequena ferida (úlcera) em um dos órgãos genitais (pênis, vagina, colo do útero, reto).</p>



<h4 class="wp-block-heading"><strong>Cancro mole ou bubão</strong></h4>



<p class="wp-block-paragraph">É causado pela bactéria Haemophilus ducrey. Nesse caso, surgem várias feridas nos genitais (que são doloridas) e na virilha. A secreção dessas feridas pode contaminar diretamente, sem ter relações sexuais, outras pessoas e outras partes do corpo.</p>



<h4 class="wp-block-heading"><strong>Tricomoníase</strong></h4>



<p class="wp-block-paragraph">É causada pelo protozoário Trycomona vaginalis. Na mulher causa corrimento amarelo, fétido, com cheiro típico, que pode causar irritação urinária. Não há sintomas em homens.</p>



<h4 class="wp-block-heading"><strong>Herpes genital</strong></h4>



<p class="wp-block-paragraph">É causado por vírus. Em ambos os sexos surgem pequenas bolhas que se rompem e causam ardência ou queimação, e cicatrizam sozinhas. O contágio sexual só ocorre quando as bolhas estão no pênis, vagina ou boca.</p>



<h4 class="wp-block-heading"><strong>Condiloma acuminado ou crista de galo</strong></h4>



<p class="wp-block-paragraph">É causado pelo HPV, uma virose que está relacionada ao câncer de colo do útero e ao câncer do pênis. Inicialmente, é caracterizado por uma pequena verruga nos órgãos genitais tanto do homem como da mulher. O tratamento deve ser realizado em conjunto pelo casal.</p>



<h4 class="wp-block-heading"><strong>Candidíase</strong></h4>



<p class="wp-block-paragraph">É a infecção causada por micose ou fungo chamada de Candida albicans, que produz corrimento semelhante a leite coalhado, que causa muita coceira e afeta 20 a 30% das mulheres jovens e adultas. No homem dá coceira no pênis, vermelhidão na glande e no prepúcio. Deve-se tratar o casal. Pode não ser uma doença adquirida por transmissão sexual.</p>



<h4 class="wp-block-heading"><strong>Clamídia</strong></h4>



<p class="wp-block-paragraph">É considerada atualmente a doença sexualmente transmissível de maior incidência no mundo, podendo atingir homens e mulheres em qualquer fase de suas vidas, desde que nasçam de mães contaminadas ou durante o contato sexual. Nas mulheres, a porta de entrada é o colo uterino. O sintoma, quando ocorre, é um discreto corrimento.</p>



<div style="height:20px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="wp-block-paragraph"><em>Fontes:<br>Dr. Sergio dos Passos Ramos CRM17.178 – SP<br>Lima, Geraldo Rodrigues de; Girão, Manoel J.B.C.; Baracat, Edmund Chada. Doenças Sexualmente Transmissiveis. In: Ginecologia de Consultório. 2003.1ª Edição. P.193-210. Editora de Projetos Médicos. São Paulo-SP.<br>http://bit.ly/2Ah0L0Q</em></p>
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		<title>Centro destinado ao tratamento de doenças raras é inaugurado em Porto Alegre</title>
		<link>https://cdd.puntocomm.com.br/noticias/centro-destinado-ao-tratamento-de-doencas-raras-e-inaugurado-em-porto-alegre/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Equipe Punto]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 28 Feb 2023 19:29:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[Com equipe multidisciplinar e atendimento em um só lugar, saiba como vai funcionar a Casa dos Raros, que pretende acelerar o processo diagnóstico e terapêutico para pessoas com doenças raras.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">A partir do&nbsp; 1º de março, a&nbsp;<strong>Casa dos Raros</strong>, em Porto Alegre (RS), começará a aceitar agendamentos para oferecer um atendimento multidisciplinar a pessoas com doenças raras. O local nasce como uma iniciativa conjunta promovida pelo&nbsp;<a href="https://www.igpt.org.br/">Instituto Genética para Todos</a>&nbsp;(IGPT) e pela&nbsp;<a href="https://casahunter.org.br/">Casa Hunter</a>, organizações dedicadas à pesquisa e ao tratamento de patologias raras. Ele mira reduzir a longa jornada que costuma ser vivida até a identificação desses problemas.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">“A Casa dos Raros foi desenhada a partir da constatação de que esses pessoas passam muitas dificuldades até chegarem a um diagnóstico”, conta Roberto Giugliani, médico geneticista e co-presidente da instituição. “A ideia é fazer o diagnóstico, estabelecer um plano de tratamento e treinar o próprio paciente”, completa. No Brasil, as doenças raras são definidas como aquelas que atingem até 65 pessoas a cada 100 mil habitantes.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">O espaço vai abrigar consultórios médicos, dois laboratórios (um para diagnóstico e outro para desenvolvimento de novas terapias) e uma área para eventos e treinamentos. O objetivo é centralizar em um só lugar, aberto a pacientes do Brasil e do exterior, o atendimento ao público, a pesquisa e testes laboratoriais.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo Giugliani, a escolha da capital gaúcha como local da primeira Casa dos Raros do país tem a ver com a importância da cidade como um polo de referência para tratamentos médicos, além da relevância do Serviço de Genética Médica do Hospital de Clínicas de Porto Alegre (HCPA).&nbsp;&nbsp;O HCPA abriga um dos centros de referência no tratamento de doenças raras no país, fundado pelo próprio Giugliani em 1982. “É um serviço do qual eu tenho orgulho e que vai continuar mantendo suas funções. Mas ele possui limitações”, afirma. “A Casa dos Raros pretende trabalhar de forma harmônica com os demais centros de referência”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Até por isso, outras cidades também devem abrigar o projeto nos próximos anos. “Um centro já está sendo programado em São Paulo”, antecipa Giugliani.&nbsp;</p>



<h4 class="wp-block-heading">Falta de estrutura é obstáculo ao diagnóstico correto</h4>



<p class="wp-block-paragraph">A carência de serviços de referência contra doenças raras no país provoca o atraso no diagnóstico, uma demora que pode culminar em sequelas. “Em um país com cerca de 215 milhões de habitantes, temos em torno de 20 centros de referência. Isso gera uma enorme demora. Aqui no Rio Grande do Sul, por exemplo, existe uma fila de cerca de 3 mil pacientes”, lamenta Giugliani.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Estimativas indicam que cerca de 13 milhões de brasileiros possuem alguma doença rara – no mundo, o número chega a&nbsp;<a href="https://download2.eurordis.org/pressreleases/PrevalencePaper_JointStatement_170919_Final.pdf">300 milhões</a>. Até agora, a ciência catalogou de 6 a 8 mil doenças raras. Dessas, cerca de 85% recebem o diagnóstico na infância. A falta de acesso a equipes multidisciplinares com treinamento adequado para diferenciar sintomas corriqueiros daqueles que representam indício de uma doença rara também costuma ser um obstáculo para um diagnóstico precoce, mesmo quando o atendimento ocorre cedo na vida – outra dificuldade que a Casa dos Raros pretende contornar.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O desafio, contudo, não para no diagnóstico. Muitas vezes, os tratamentos são de alto custo. Com isso, as famílias precisam abrir um processo judicial para garantir o tratamento para o doente, enfrentando uma nova “odisseia”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na Casa dos Raros, depois que o paciente registrar interesse no serviço, uma avaliação será feita para averiguar se o caso pode ser tratado no local. Caso a resposta seja positiva (ou seja, os sintomas indiquem a possibilidade de uma doença rara), um profissional entrará em contato com a família para entender a situação e verificar os exames e especialistas que já foram consultados, impedindo que se perca tempo refazendo consultas ou exames pelos quais a pessoa já passou. Ao chegar em Porto Alegre, o paciente terá o atendimento todo planejado, com os especialistas e exames necessários agendados, buscando reduzir a perda de tempo, e agilizar o diagnóstico.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Todas as doenças raras vão receber atenção da Casa dos Raros. Não existe uma mais importante”, afirma Giugliani.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A instituição, que também conta com o apoio de um grupo de voluntários, mira em um atendimento universal. O plano é que, com o tempo, tanto atendimentos particulares quanto conveniados e usuários do Sistema Único de Saúde (SUS) tenham acesso à estrutura da Casa dos Raros. “Ainda estamos em discussão com os gestores da saúde pública, mas existe um interesse deles para que essa parceria aconteça da melhor forma possível”, conclui Giugliani.&nbsp;</p>
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		<title>Dia da Anosmia é lembrado com ação de saúde em três cidades simultaneamente</title>
		<link>https://cdd.puntocomm.com.br/noticias/dia-da-anosmia-e-lembrado-com-acao-de-saude-em-tres-cidades-simultaneamente/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Equipe Punto]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 27 Feb 2023 19:42:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Sanofi conscientizam população sobre perda de olfato no Dia da Anosmia]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">A&nbsp;<a href="https://aborlccf.org.br/">Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico Facial</a>&nbsp;(ABORL) e&nbsp;<a href="https://www.sanofi.com.br/">Sanofi</a>&nbsp;promoveram ações simultâneas nas cidades de São Paulo, Ribeirão Preto e Salvador nesta segunda-feira, 27, para chamar atenção para o Dia da Anosmia, que é a perda do olfato. O objetivo é conscientizar a população sobre a importância e o impacto em casos de Rinossinusite Crônica com pólipos nasais. Nos locais, médicos realizaram atendimentos e esclareceram dúvidas da comunidade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A ausência do olfato pode ser decorrente de várias doenças, como infecções bacterianas ou pólipos nasais, que são uma das causas de rinossinusite crônica, por exemplo. “Isso veio muito à tona com a questão da covid-19. Muitos pacientes vieram a perder o olfato e era um dos primeiro sintomas. Até aqueles que já identificavam a perda de olfato já eram aconselhados a fazer o teste. Isso mostrou a importância desse sentido”, lembra o médico Ricardo Landini Lutaif Dolci, um dos organizadores desta ação, integrante da ABORL.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O otorrinolaringologista enfatiza que, na visão de especialistas da área, o olfato sempre foi considerado o sentido “esquecido” pela população: “Ninguém se lembrava e, cada vez mais, agora as pessoas dão importância. por exemplo, você ter a lembrança de um cheiro que remete a um momento super bacana da sua infância, a comida caseira da vovó, etc. O olfato também é importante como sinal de “alarme”. Quem não o tem, por exemplo, acaba mais vulnerável a uma questão de incêndio ou vazamento de gás, pois não sente o cheiro”, ressalta.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ricardo Landini Lutaif Dolci aconselha que, se a pessoa sentiu que não tem mais olfato por um tempo prolongado, é hora de buscar ajuda. “Aqui a gente ouviu relatos de pacientes que estão há um ou dois anos sem sentir cheiro. Então, esse é um dos grandes desafios da medicina”, diz.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Algumas pessoas com rinossinusite crônica possuem pólipos nasais, que são crescimentos anormais dentro dos narizes ou seios paranasais. Os pólipos podem se tornar grandes e numerosos o suficiente para entupir os seios, causando sintomas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Se você costuma ter dificuldade para respirar pelo nariz, não sai de casa sem os seus lenços, sente dor e pressão facial, não consegue aproveitar os aromas ao seu redor, acorda cansado e se sente assim ao longo do dia e tem sintomas que afetam sua produtividade e impactam em sua capacidade de trabalhar ou se envolver em atividades diárias, é importante procurar um especialista.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Sobre isso, o otorrinolaringologista da ABORL afirma que um dos problemas ainda a serem enfrentados pela ciência é a recidiva. “Às vezes, o paciente que tem os pólipos passa por uma cirurgia, ele volta a ter o olfato, porém, os pólipos voltam a crescer. Hoje em dia cada vez mais a medicina vem avançando, temos tratamentos que podem ajudar sem cirurgia, mas isso ainda está sendo muito estudado”, conclui Dolci.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A presença de pólipos também facilita a ocorrência de infecções respiratórias e podem causar crises de asma, apneia obstrutiva do sono e infecções oculares.</p>



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<figure class="wp-block-image size-large"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="240" height="320" data-id="1737" src="https://cdd.puntocomm.com.br/wp-content/uploads/2023/03/IMG_9690-rotated-1.jpeg" alt="" class="wp-image-1737" srcset="https://cdd.puntocomm.com.br/wp-content/uploads/2023/03/IMG_9690-rotated-1.jpeg 240w, https://cdd.puntocomm.com.br/wp-content/uploads/2023/03/IMG_9690-rotated-1-113x150.jpeg 113w" sizes="(max-width: 240px) 100vw, 240px" /></figure>



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